O jogo de Geri
Foi o vencedor do Óscar de Animação em 1997 e pertence à Pixar, claro está.
Uma obra-prima que merece ser vista:
Foi o vencedor do Óscar de Animação em 1997 e pertence à Pixar, claro está.
Uma obra-prima que merece ser vista:
A não esquecer que as terças são dia de stand-up comedy no Santiago Alquimista. A partir das dez da noite, lá estarão dois comediantes a destruir o bom ambiente. A não perder.
Esta quarta e quinta, estarei em Elvas a preparar um especial para a RTP, mas convém lembrar que sexta e sábado são as duas últimas e derradeiras oportunidades para assistir ao Manual de Instruções para o Cidadão Comum, na Guilherme Cossoul, a peça de teatro que já mudou a vida a muito boa gente.
Antes de fechar o post, um bónus:
Um joguinho viciante. Experimentem! Há duas versões à escolha! Quem é amigo, quem é?
O tempo não é relativo, é escorregadio.
Gostava de ter mais tempo para vir aqui escrever umas coisas mas tenho andado a correr atrás dele, do tempo, que me escapa por entre os dedos, gelatinosamente.
Pelo meio, a sensação de que uma altura fantástica se aproxima.
Vêm aí muitas coisas.
Já estou de mangas arregaçadas.
Amanhã volto aqui.
Prometo.
Eu digo-vos o que é o amor.
É um sorriso que fica gravado na retina e que, cada vez que é recordado, faz parar o tempo.
(eu até explicava isto melhor, mas o amor é também pessoal e inexplicavelmente íntimo)
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E que tal utilizar a Internet para fazer uma colheita de emoções humanas?
O site "We feel fine" dedica-se desde Agosto de 2005 a pesquisar blogs de todo o mundo e descobrir sentimentos e emoções, para depois os conjugar num sistema de partículas.
A ideia pode parecer louca, mas é belíssima.
Explorem.
Uma das vantagens do sistema de comentários do Blogger é a oportunidade que nos dá de relembrarmos constantemente que anda aí muito pessoal que não prima pela inteligência, já para não falar da malta que parece fervilhar de amarguras e azedumes.
Dou-vos um exemplo fresquinho:
Como já tinha aqui anunciado, a partir de terça-feira iniciam-se as noites de comédia no Santiago Alquimista. Serão noites de stand-up comedy, com vários comediantes, e a ideia é, à semelhança do que temos feito no norte, não ficar por uma só casa mas promover um "circuito de comédia", um conjunto de bares onde os comediantes possam testar material, melhorar as rotinas e afinar agulhas.
A partir do momento em que surgiu a oportunidade do Santiago, eu e o António Raminhos (um tipo porreiro) pegámos no telefone para tentar descobrir mais comediantes dispostos a entrar na aventura, com quem nos encontrámos num café para acertar detalhes e definir uma estratégia de trabalho comum.
Hoje, ao ligar o pc, descubro a seguinte mensagem de um anónimo (porque é que não me espanta?):
"o ELITISMO privado ainda continua. O Stand-Up não é para todos poderem fazer e ser convidados. Reuniões onde se decide quem mereçe ou não poder actuar.E depois..surpresa.Os outros que se fodam."

...que começam as noites de comédia no Santiago Alquimista.
Todas as terças, um comediante diferente (ou mais).
E há mais sítios a caminho.

O Markl já há uns tempos falara dela mas vale a pena insistir no nome: Regina Spektor é daquelas meninas que convém trazer no ouvido.
Moscovita de nascença mas nova-iorquina de gema, Spektor estreou-se em 2001 com o álbum 11:11 e tornou-se um dos rostos do movimento anti-folk.
O seu 3º álbum, Begin to Hope, merece ser ouvido (aqui já tem feito uma boa rodagem) e guardado com especial atenção.
No entanto, uma das suas melhores prestações foi ao vivo no Late Night do Conan O'Brien. Sem artifícios, sem banda, a solo com um piano de cauda, a menina rendeu todos às evidências. Quem sabe, sabe, e isto é um grande momento de televisão:
O realizador de "Good Morning, Vietnam" e "Wag the Dog" volta a juntar-se a Robbin Wiliams e traz-nos o que promete ser a comédia do ano: "Man of the Year".
Se o filme for como trailer, estamos lá.
Guillermo del Toro está de volta! A película é "um conto de fadas" ao jeito deste senhor, e, por mim, compro já o bilhete!
Para vos aguçar a curiosidade, aqui fica o trailer provisório, ainda falado em castelhano e a precisar de alguma pós-produção (aparecem alguns green screens pelo meio):
A verdade é que não te amo e nunca te amei.
Encostei-me a ti como quem se senta num autocarro para fugir da paragem e deixei-me estar de rosto no vidro, a sentir o sol.
Nunca te pedi para sair porque estava encostada e porque assim não era eu que girava pelo mundo mas o mundo que girava por aquela janela e quando dei por mim os anos tinham passado.
É tão simples como isto.
Nunca foste o amor da minha vida, nunca foste o meu homem.
Foste o meu autocarro.
É tão simples como isto.
Reparaste em mim naquele casamento e de repente o casamento era o nosso, foi como se de convidados passássemos a anfitriões.
Lembras-te? Claro que não te lembras, mas foi no casamento da Marta: alguém amigo de alguém apresentou-te a mim e eu deixei-me estar e tu pediste o meu número e eu deixei-me ir, convidaste-me para o cinema e eu deixei-te pagar, encostaste o carro em frente a minha casa e eu deixei-me congelar enquanto os teus lábios se encostavam aos meus e a tua mão subia a minha perna em busca até hoje não sei de quê e eu deixei-te estar.
Foi nessa mesma merda de carro que resfolegaste em cima de mim como um cavalo e fizeste-me a Beatriz e eu deixei-me ir, para longe dali, para longe do carro e dos estofos e do cinto que me perfurava as costas e do teu hálito a cerveja e só quando perguntaste se eu me tinha vindo é que eu vim de regresso aos estofos, ao carro e ao aroma de eucalipto daquele pinheirinho que continuava a abanar no retrovisor.
É tão simples como isso.
Nunca te amei. Nunca te quis. Mas nunca me importei.
Foste o meu autocarro para longe de tudo e eu deixei-me ir.
Nunca sequer te vi como homem. Acho que nunca sequer te vi.
Quando à noite me procuravas na cama as luzes estavam desligadas mas eu fechava os olhos. Nunca percebi o que as tuas mãos procuravam nem o que o teu corpo procurava mas não fazia diferença porque sempre que me abrias as pernas e me esmagavas com o cheiro da cerveja eu já estava sentada no banco com a cara no vidro e com o sol a aquecer-me.
Fazia como sempre. Contigo, com o meu primo Luís e com o meu pai.
Deixava-me ir.
Nunca estive aqui, percebes?
Estive sempre longe de ti, mesmo quando me babavas os ombros com os teus espasmos e me afundavas as ancas no colchão. Nunca estive aqui, excepto quando a Beatriz chorava a meio da noite e tu a chamavas de raio de miúda e eu me levantava para a ir adormecer outra vez com os meus braços.
Só a Beatriz me ligava a ti, porque tu é que a tinhas feito mas eu é que a alimentava todos os dias com os beijos que nunca pensaste que eu tinha.
Por isso é nunca lhe devias ter tocado, percebes?
Não daquela forma. Nunca daquela forma.
Agora se calhar vêm-me buscar.
Agora se calhar vão me tirar da Beatriz e dizer-me que não devia ter feito o que te fiz. Que não tinha o direito de te rasgar a garganta com esta faca que aqui tenho e de ficar aqui onde estou a ver o teu sangue infiltrar-se no colchão, por cima dos lençóis e do teu corpo nu e branco.
Não faz mal.
Eles não sabem que eu não estou aqui.
Eles não sabem que, mesmo que agora me levem para longe da Beatriz, eu já estou com ela, no meu autocarro, as duas sozinhas, com o sol a aquecer-nos o sorriso.
Tão simples como isso.
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Há 22 anos, no jornal francês Le Point, (que agora é uma revista) surgia esta publicidade:
Qual Nostradamus da imprensa, o criativo que fez isto estava realmente muito à frente no tempo...

Ela trouxe consigo a fama de ser uma das cantoras brasileiras com mais experiência de palcos e provou-o.
Na passada sexta-feira sentei-me na plateia do Coliseu dos Recreios para assistir a duas horas de excelência musical pela mão de Marisa Monte, uma cirurgiã artística.
O que dizer sobre o espectáculo?
Comecemos pela direcção artística, sublime e inteligentemente colocada entre a cumplicidade e o show-off. Caixas de luz, gruas luminosas e ecrãs gigantes deslizam pelo palco em movimentos suaves, criando vários ambientes e alterando espaços, sombras e cores - uma boa lição de "engenharia artística" para os artistas lusos.
Os músicos da senhora, nove no total, iam desde o fagote ao violino, dos samplers ao cavaquinho. Excelentes, como seria de esperar, e capazes de reproduzir fielmente o complexo ambiente sonoro dos dois últimos álbuns.
No topo de tudo isto, Marisa, a deusa perante um Coliseu cheio. A mulher canta com a voz, com os olhos, com os ombros, com as mãos, com a cintura. A mulher respira no tom certo e suspira afinada. Com a ajuda de um trabalho áudio acima da qualidade média, as cordas vocais da menina estavam claras e nítidas como se nos cantasse ao ouvido.
Por entre umas palavrinhas ao público, fez desfilar pelo espectáculo temas de vários álbuns, com maior incidência nos dois últimos, "Universo ao Meu Redor" e "Infinito Particular".
A mulher canta mesmo bem. Mesmo. O universo cabe-lhe ali todo na alma e, à saída, sentimos ainda a pele arrepiada do seu universo particular.
Magnífica.
E enganem-se os que dizem que ela não prima pela beleza: quando aquele rouxinol está em palco, meus amigos, transforma-se numa das mulheres mais belas do planeta.
É o espectáculo do ano (pelo menos para nós os dois) e está de regresso ao gigantesco palco da Sociedade de Instrução Guilherme Cossoul!Segundo o Diário de Notícias, Valentim e João Loureiro escolhiam, por diversas vezes, os árbitros para os jogos do Boavista a contar para a época 2003/2004, segundo as escutas no âmbito do "Apito Dourado".
Acho miserável andarem por aí a explicar a magia do futebol.
Estes jornalistas estragam a piada toda da coisa.
2 pessoas mandaram bitaites Marcado como: ideias
Graças ao Jorge Crespo, fiquei a conhecer estas três damas que este ano lançaram o seu primeiro àlbum. É uma preciosidade para os tímpanos, num regresso naïf e inesperado aos anos 40.
As Puppini Sisters prometem causar sensação. Aconselho vivamente uma visita ao site oficial das meninas e, já agora, aqui fica mais um dos temas do novo àlbum!
Vá lá, minha gente! Puppinizem-se!
Tenho recebido algumas reacções curiosas ao facto de ter estabelecido a norma de todos os comentários neste belógue passarem primeiro pela minha aprovação.
Segundo alguns visitantes, este entrave à livre expressão dos leitores é a prova de que estou a seleccionar apenas os comentários que me interessam e que controlo aquilo que aqui se lê sobre mim ou sobre os meus posts.
A minha resposta é: claro que sim.
Este espaço é a minha casa.
Pode entrar quem quiser mas só cá fica quem eu quero.
A porta da rua é serventia da casa e, da mesma forma que publico o que me apetece, também arrumo as coisas conforme me der na real gana.
Se querem expressar as vossas opiniões de forma totalmente livre, é simples: procurem outro sítio.
Cá em casa quem manda sou eu.
(É uma coisa linda de se dizer, não é? Sabe tão bem!)

... tem mesmo é que visitar este blog. É coisa de quem sabe, e o resto são fitas.
As teclas do piano flutuavam da outra divisão da casa até esta, onde estávamos, e pousavam nos livros e nas fotos e escorregavam pela cortina e por aquela estátua ali no canto, lembro-me bem.
Sei que falavas de capítulos e autores, mas no fundo não te ouvia, porque eu na verdade não estava ali sentado no sofá como julgavas que eu estava, eu estava sim a flutuar no movimento dos teus lábios, estava no ar a um centímetro de ti, no ar que envolvia o balançar dos teus cabelos e a coreografia das tuas mãos, dos teus braços, das tuas ancas. Eu parecia estar no sofá mas estava embalado nos teus olhos e em cada polegada quadrada de pele que a tua roupa deixava escapar, ali no pescoço, ali nos ombros, ali na cintura.
O meu corpo a afundar-se no sofá e eu solto pela tua casa, solto atrás de ti por onde fosses, solto a cheirar o perfume dos teus poros e a dançar ao som do piano que tinhas posto a tocar e que parecia acompanhar de propósito cada sustenido das sílabas que me ias largando pela conversa.
Quando finalmente vieste sentar a meu lado optei por prender a respiração para não me denunciar.
O piano, do outro lado, pareceu sair do cd para se sentar também a teu lado.
Aproximei-me de ti como quem se aproxima de uma libélula e o teu corpo tocou, todo ele, na minha mão, e foi nesse preciso momento que o planeta deixou de girar no seu próprio eixo.
E senti os teus lábios, o teu calor, o teu respirar e os teus cabelos abraçaram-me e os teus braços encontraram-me e as minhas mãos perderam-se na tua pele nas tuas costas nas tuas pernas no teu aroma no teu paladar e o tempo abrandou e o piano espalhou as suas notas por toda a sala como se fossem pétalas e pensei por momentos que estávamos os dois suspensos no éter e senti que estávamos mesmo e as nossas peles partiram em busca de um novo significado para a palavra tesouro e os nossos corpos partiram em busca de uma nova forma de dizer a frase "Jamais imaginara que toda a beleza do mundo pudesse caber no doce suspiro desta mulher".
7 pessoas mandaram bitaites Marcado como: textos e sarrabiscos
No curto intervalo do trabalho, aproveito para apagar mensagens do telemóvel, fazer uma ou duas chamadas importantes e ligar-me à net para ler os títulos dos jornais e saber o que acontece no planeta, lá fora, longe deste meu pequeno mundo de escritório com ar artificial e luz fluorescente.
De passagem, espreito o meu blog, como que para confirmar se ele ainda lá está.
Tenho saudades de escrever no blog, mas ando mesmo sem tempo, embrulhado nas tiras dos compromissos.
Tenho saudade de abrir a frincha da janela dos meus pensamentos e escrever coisas soltas, ideias parvas, palavritas orfãs de continuidade.
Mas não dá. Não tenho mesmo tempo.
Sei que os meus amigos que por cá passam sentem a falta de novas, boas ou más, querem que deposite aqui pelo menos uma linha, um bocejo que seja, mas não dá.
Se começo a escrever aqui perco noção do tempo e deixo para trás as coisas que realmente tenho que fazer.
Se pudesse, garanto que vinha aqui agora mesmo e escrevia qualquer coisa, pelo menos uma frase.