Sobre o Sindicato

Quando, há uns meses atrás, se falava de reunir comediantes e de criar um esquema de trabalho de "associativismo", de união entre colegas de palco, havia quem dissesse que não ia funcionar. Que, em Lisboa, a competitividade e o individualismo iam falar mais alto.
Pois sim. Pois quê.
O Sindicato está vivo e em franco crescimento, qual acampamento cigano, qual vírus esfomeado.
Numa questão de meses, conseguimos criar as bases iniciais de trabalho: unir à mesma mesa as pessoas com os mesmos interesses e criar O Sindicato. A coisa funciona tal e qual uma alcateia.
Na última reunião, fiquei feliz ao aperceber-me de que, em tão pouco tempo, tinhamos um grupo de mais de uma dúzia de comediantes motivados para trabalhar e compreendi uma coisa: O Sindicato não é um grupo - é um movimento.
A coisa ainda vai dar muito que falar, acreditem.

E sexta-feira, o SINDICATO na Cossoul!

No dia da Independência de Portugal, a comédia regressa à Sociedade de Instrução Guilherme Cossoul, com os recém-sindicalistas Vasco Correia (genial) e (o venenoso) Paulo Oliveira. Eu também vou lá estar e o Ricardo Vilão vai dar uma perninha à festa. Apareçam.

(ps: sindicalistas, aproveitem para ver o trabalho destes novos colegas)

Mais mais mais

Hoje á noite, no FreePort de Alcochete, é noite de Stand-Up! O TAZZ recebe Carlos Moura, Paulo Rodrigues e o Diogo!
Malta da margem sul, já sabem: contamos convosco!

a minha vontade era

...ficar em casa, de pantufas, a fazer experiências gastronómicas e testes a vinhos do supermercado;
...ganhar o euromilhões para comprar a àrvore de natal do Terreiro do Paço, regá-la com gasolina e chegar-lhe fogo;
...arrancar para a neve e ficar três ou quatro dias a fazer snowboard;
...telefonar a todos os meus amigos só para lhes gritar "IUUUUPPPIIIII!", desligando de seguida;
...aprender a tocar piano como o Jarret;
...entrar num MacDonald's durante a madrugada e encher os tubos de molhos com laxante;


...entre outras coisas.

R.I.P.


autografia

Sou um homem
um poeta
uma máquina de passar vidro colorido
um copo uma pedra
uma pedra configurada
um avião que sobe levando-te nos seus braços
que atravessam agora o último glaciar da terra

O meu nome está farto de ser escrito na lista dos tiranos: condenado
à morte!
os dias e as noites deste século têm gritado tanto no meu peito que
existe nele uma árvore miraculada
tenho um pé que já deu a volta ao mundo
e a família na rua
um é loiro
outro moreno
e nunca se encontrarão
conheço a tua voz como os meus dedos
(antes de conhecer-te já eu te ia beijar a tua casa)
tenho um sol sobre a pleura
e toda a água do mar à minha espera
quando amo imito o movimento das marés
e os assassínios mais vulgares do ano
sou, por fora de mim, a minha gabardina
eu o pico do Everest
posso ser visto à noite na companhia de gente altamente suspeita
e nunca de dia a teus pés florindo a tua boca
porque tu és o dia porque tu és
terra onde eu há milhares de anos vivo a parábola
do rei morto, do vento e da primavera
Quanto ao de toda a gente - tenho visto qualquer coisa
Viagens a Paris - já se arranjaram algumas.
Enlaces e divórcios de ocasião - não foram poucos.
Conversas com meteoros internacionais - também, já por cá
passaram.
E sou, no sentido mais enérgico da palavra
na carruagem de propulsão por hálito
os amigos que tive as mulheres que assombrei as ruas por onde
passei uma só vez
tudo isso vive em mim para uma história
de sentido ainda oculto
magnífica irreal
como uma povoação abandonada aos lobos
lapidar e seca
como uma linha férrea ultrajada pelo tempo
é por isso que eu trago um certo peso extinto
nas costas
a servir de combustível
é por isso que eu acho que as paisagens ainda hão-de vir a ser
escrupulosamente electrocutadas vivas
para não termos de atirá-los semi-mortas à linha
E para dizer-te tudo
dir-te-ei que aos meus vinte e cinco anos de existência solar estou
em franca ascensão para ti O Magnífico
na cama no espaço duma pedra em Lisboa-Os-Sustos
e que o homem-expedição de que não há notícias nos jornais nem
lágrimas à porta das famílias
sou eu meu bem sou eu partido de manhã encontrado perdido entre
lagos de incêndio e o teu retrato grande!


Mário Cesariny
Pena Capital II
pena capital
2ª edição
Assírio & Alvim
1999



Morreu um dos maiores. O que disse que
"Entre nós e as palavras, os emparedados
E entre nós e as palavras, o nosso dever falar."

E o mundo perde o artista, numa última gargalhada.

SOCORRO!!!

...mais uma vez lanço aqui o pedido de auxílio:

-Alguém sabe como impedir que surjam janelas pop-up neste blog (uma vez que não estou a ganhar um cêntimo pela publicidade nem requisitei nenhum serviço)? Já percorri o código do template mas não encontro, isto não é normal... pois não?
Vá, nerds da informática, ajudem-me!!!

Onde? Onde? Quando? Quando?

Sosseguem, meninos e meninas, aqui vai a agenda dos próximos dias.
Saquem dos vossos PDA's, telemóveis, agendas de bolso, moleskines ou guardanapos de papel e tomem nota:

Quarta-Feira, 22
Á tarde vamos estar quase todos no Curto Circuito, na SIC Radical, mas à noite teremos estes espectáculos:

Bar Zoom, Évora
Carlos Moura e Miguel Branco

Almirante Bar, Frielas/Loures
Jorge Crespo e António Raminhos

Quinta-Feira, 23

Wind Club, Oeiras
Vilão, Jorge Crespo e Pedro Quedas

Tazz, Alcochete
Pedro Ribeiro e Miguel Branco

Sexta-Feira, 24

Sociedade de Instrução Guilherme Cossoul, Lisboa
Carlos Moura e Jorge Crespo


Todos os espectáculos começam depois das 22:30. Alguns nomes podem mudar: o Miguel Branco, por exemplo, é capaz de mudar para Bárbara. E este post foi feito com carinho e tudo. E cores. É um blog a cores.

Saibam mais e fiquem sempre a par de (quase) tudo no blog oficial d'O Sindicato.

Presente...

...para uns caracóis que eu cá sei.
Este é para lá do arco-íris:

Já este, por sua vez, é de 1974, do Festival de Jazz italiano de Perugia:

E este, é com os seus dois comparsas no crime, desta vez com uma camisa mais apresentável (?), no clássico Autumn Leaves, já que a memória está fresca:

Só para matar saudades. Beijo.

E já cá tou

De regresso à capital, ao trabalho e ao ritmo luso, percebo perfeitamente porque é que Lisboa, sendo uma grande cidade, não é uma cidade em grande.
Mas falaremos sobre isso mais tarde. Agora tenho muita coisa que pôr em dia.
Ainda com saudades de la Pedrera, respiro fundo e volto ao quotidiano.

falta pouco


...só um presente antes de me ir embora...

...vou aqui e volto jazz

Até domingo, este blog vai de férias, porque há coisas que, quando surgem, têm que ser aproveitadas.
Até domingo, vou estar na capital da Catalunha em mais uma ingressão por terras castelhanas.


Além de assistir ao espectáculo do trio de Jarret, vou aproveitar para revisitar as magníficas obras de Gaudí e a zona nova da cidade. Vou aproveitar também que fico em casa de gente amiga para conhecer um pouco melhor a realidade catalã. Para quem acha que é "boa vida", fiquem a saber que é mais barato ir e vir a Barcelona de avião do que ao Porto de automóvel e, além disso, arranjo mais depressa convites para ficar em casa de amigos lá fora do que dos meus amigos da invicta...
(Ó Nuno, apesar de injusta, esta é para ti)

Um passo em frente

Existem poucas notícias que me fazem suspirar de ansiedade e contentamento, e esta é uma delas.
A Wired Magazine, uma das mais importantes e reconhecidas publicações sobre new-media deste planeta, teve coragem para preencher as bancas com uma primeira página dedicada ao ateísmo.

Não é a primeira vez que um meio de comunicação social de prestígio fala disso, claro que não, já o New York Times, o Le Monde e outros publicaram reportagens sobre o movimento (sim, é um movimento), mas desta vez a coisa leva uma roupagem mais assumidamente séria, menos sensacionalista, menos circus-freak.
A reportagem incide sobre três dos grandes pensadores-activistas norte-americanos da actualidade. O primeiro, como não poderia deixar de ser, é Richard Dawkins, 65 anos, provavelmente o farol intelectual do movimento ateu. Autor de vários livros, incluindo a sua obra-prima "The Selfish Gene", Richard foi dos primeiros no século passado a avançar com argumentos científica e socialmente estruturados e a ser respeitado a nível internacional. A sua postura é tudo, menos pacífica. Estamos a falar de um homem que não só defende a não-crença como também a eliminação da crença. Deus é uma ilusão, a religião é uma doença e estamos a caminhar para o caos. É dose. Saibam mais sobre Dawkins neste artigo, ou então pesquisem. Referências no Google não faltam.
Outro nome na lista, que a mim me surpreendeu pelo facto de ser um dos mais novos neste ramo, é um dos meus favoritos: Sam Harris. Li quase por acidente o seu "The End of Faith", que comprei numa Fnac por pura empatia com a capa (admito) e fiquei zonzo. Zonzo com a sua capacidade de sintetizar e estruturar um pensamento complexo e interligado. Com 39 anos, este rapaz defende muito bem a teoria de que a religião (toda e todas) é, na sua essência, o alicerce do mal. Ou seja, que a única forma de criarmos um mundo livre e pacífico é eliminando a crença e a religião baseada em mitos. Não pensem que o faz de forma simpática: o tipo ataca o islão e o cristianismo como quem vai à caça. Saibam mais sobre Harris no seu site.
O outro nome focado pela Wired é o deste senhor, Daniel Dennet, na minha opinião um dos melhores intelectuais do planeta. O aspecto de Pai Natal conjuga-se com a sua posição - ele é o ateu integrador, que não considera a fé como um cancro mas como algo que pode ser intelectualizado e transformado num mecanismo propulsor da nossa sociedade. Espreitem e investiguem.

Porquê falar disto no meu blog?
Porque é preciso. Porque, neste país de brandos costumes, estamos a ser invadidos por hordas de novos vikings disfarçados de brasileiros com seitas religiosas que estão a conquistar espaço, a dominar canais de televisão e armazéns graças à falta de estrutura e consistência espiritual do nosso povo.
Porque é hora de pensarmos na humanidade e largarmos mitos.
Porque a onda já está em marcha.

Voltaremos a falar disto.

imaginário

A história é sempre a mesma. Gente que se encontra, que descobre empatias, afinidades, sintonias. Pessoas que se sentem espalhadas, dispersas num mundo de possibilidades. E nascem os projectos.
Somos muito bons, em Portugal, para fazer projectos.
Todos têm, pelo menos, um projecto na manga. Ou estão a preparar um.
Somos uma nação de transferidores, compassos e papel vegetal. Somos um colectivo de anotações em toalhetes de mesa e blocos de rascunhos e intenções. E gostamos disso. De cada vez que um de nós cria um projecto, sente-se como se já estivesse tudo construido. Uma intenção, para nós, é algo palpável.
Se as intenções fossem chips electrónicos, cada mesa de café deste país era uma pequena Taiwan.

Mas então porque é que não fazemos?
Porque é que de tantos projectistas surgem tão poucos empreendedores?
Porque é que tanto talento, tanta intenção e tantas sinopses acabam inanimadas no fundo do imaginário e nas gavetas da semana passada?
Porque é que tão poucos possuem a insensatez e obsessão de seguir em frente com a sua quimera?
Porque é que tão poucos é que compreendem que, por mais louco que possa soar, a meta até é atingível?
Vamos saltar este muro? Vamos contornar esta parede? Vamos não desistir?
Melhor: vamos fazer com que seja possível?

Tenho esta ideia na minha cabeça. É só uma ideia, mas pode ser uma doença. Uma doença que contagie e se espalhe. Que cresça. Que se torne real.
O tempo é sempre curto. O dinheiro é sempre escasso.
Queres fazer?
Salta em frente.
O que é preciso é esse salto.
Não é tempo, não é dinheiro.

É inércia.

Ó xô Nuno, veja lá isto

Eu sei que pareço chato, mas o novo espectáculo do meninos do Soleil realmente parece ser de outro mundo...

A roda da Morte é um dos pontos altos do espectáculo:

E isto, meu caro, tens mesmo que ver...

Como é? Apareces?


É já esta sexta que a Guilherme Cossoul vai ser devassada com uma noite de stand-up.
A partir das 22:30, mais coisa, menos coisa.
Bilhetes a 4 euritos (só?), ambiente de café concerto, gente simpática e salinha pequena. Toca a aparecer.

Se alguém se lembrasse de mim no Natal

...oferecia-me uma viagem a Las Vegas para ver o novo show do Cirque du Soleil, Ká.

Cliquem nas imagens para descobrir um pouco mais sobre este mega-mega-espectáculo...




...era bom, era.

Ixto k já xateia, poxa

Tou kuase a dar 1 tiro a extes putos novoz k têm a mania d k xcrevem tudo axim kom 1 stilo bué da moderno, topas?
Estes anormaiz penxam k é altamente e xuper fixe exkrever axim, e depois quando chega a hora de escrever em português, saem calinadas como "onde é que puses-te". Ou piores.Batam-lhes, por favor, e obriguem-nos a voltar à cartilha.
É k n há paxorra, lol.

YouTube, Invento do Ano


A Time Magazine escolheu o YouTube como o invento do ano de 2006.
Vale a pena ver a lista de invenções prodigiosas: um guarda-chuva que não fica molhado, um robot que anda de bicicleta, uma lâmpada que floresce quando somos mais ecológicos, e uma cama que flutua 20 centímetros acima do chão.

Está tudo aqui, no maravilhoso novo mundo das invenções do ano.

e mais memorabilia


Low 5

A todos os meus 300 e não-sei-quantos amigos que, aparentemente, tenho no HI5 (e que, já agora, pouco visito), gostaria de pedir o seguinte: párem de me enviar convites para me juntar a grupos.
Não há pachorra nem, sinceramente, o mínimo interesse em pertencer a um grupo dentro do grupo que é o Hi5, normalmente com um nome tipo "Amigos do Verão" ou "Cervejas e Shots", ou, ainda mais incompreensível, "Gandasmalukos" ou "BuéDaNice".
Poupem-me. Já não tenho idade para estas excitações sub-cutâneas.

O futuro?

Há uns tempos atrás e em conversa com um amigo, falávamos sobre avanços de tecnologia, estudos de interfaces e, basicamente, sobre como a simplificação poderia ajudar a eliminarmos o popular "choque tecnológico".
Hoje trago-vos uma pequena amostra daquilo que muitos laboratórios e centros de investigação estão a desenvolver: sistemas livres de manuais pesados, mais humanos, mais interactivos. O futuro passa, sem dúvida, pela eliminação geral do mouse e pelo regresso às mãos, ao moldar e ao instintivo.
Um dos pioneiros nesta àrea é um rapaz chamado Jeff Han, que no TED deste ano trouxe o seu protótipo para o palco. Observem:

Ainda sobre este interface, vejam Jeff a brincar um bocadinho, para perceberem ainda melhor a interactividade da coisa:

Claro que a história não se resume a sistemas "hands-on". Também é possível conjugar sistemas conhecidos, como uma câmara de vídeo, um mouse e... um pincel, para arriscar novas ferramentas criativas. O MIT, por exemplo, construiu este magnífico sistema:

Não é uma questão de anos, é uma questão de instantes. Preparados?

GENIAL

Johann Lippowitz é o nome do senhor. Muitos já o viram a fazer isto, mas desta vez, tem um convidado especial. Vejam.

Já agora, espreitem outra deste rapaz:

Aos srs. Terroristas:

Aqui fica uma dica de amigo.
Se puserem uma bomba na reunião que vai decorrer esta noite no café Império, dão cabo da vida a toda a nova geração de comediantes da grande Lisboa. Ou quase toda.

Quem é amigo, quem é?

memorabilia III




Bolas. Com estes ataques de saudosismo, devo mesmo estar a ficar velho.

Silvinha:

- Parabéns. Se hoje chover, é para limpar o terreno para que possas passar. Em frente, à frente e em grande. És linda, miúda, vê lá se te convences a editar o que escreves e, já agora, obrigado: não deve ser nada fácil ser minha amiga.

Enforcamento?

Condenar Saddam Hussein à morte por enforcamento parece, a meu ver, a mesma coisa que condenar o dono do Ikea a montar estantes. No mínimo, pouco original.
Ah, e já agora, porque é que se diz "morte por enforcamento"? Não é um pleonasmo? Ou será que existe outro tipo de castigo por enforcamento?

Sobre Leiria

Gostei e pareceu-me que todo o evento correu bastante bem.
No entanto, houve ali uma altura em que me senti a desanimar: sente-se que muita malta nova anda por aí a dormir.
Falta energia, falta estaleca, falta iniciativa.
Apesar de sentir que pareço o meu avô a falar, estes teenagers ou universitários fresquinhos são (na sua maioria e não na sua totalidade) um caso grave de semi-autismo. Muita malta que não lê, que não ouve, que não se sabe mexer.
Muita malta que não questiona, não interroga.
Muita malta que ainda não acordou.

Mas, de resto, também encontrei muita gente gira e aparentemente proactiva, que é o que nos faz falta, não julguem que venho desanimado com o estado da nação!

Boletim Meteorológico

Pelo andar da carruagem, este país vai por água abaixo.

eureka

Andava eu a tentar juntar as pistas e fazer as contas para descobrir se já tinha ultrapassado as 500 actuações de stand-up (e ainda não descobri), quando me apercebi de algo muito importante.
Apercebi-me que já sei qual é a melhor coisa que me pode acontecer durante uma actuação e que, vendo bem, não é assim tão frequente.

A melhor coisa que me pode acontecer quando estou a actuar é ver um sorriso nos olhos de alguém, antes de dizer a piada.
Parece-vos simples ou óbvio?
Mas não é.

Será da idade

Quanto mais contacto com a chamada "malta nova", mais me assusto.
Assusto-me porque, sem aviso prévio nem sinal de chegada, dou por mim a prender na ponta da língua uma frase que me escapa pelas cordas vocais e que julgo não me pertencer, que tantas vezes ouvi da boca de gente a quem eu prontamente condenava e que, pelo respeito aos meus leitores, me recuso aqui a reproduzir.
Porque me recuso também a acreditar nela, embora cada vez mais a sinta a surgir na minha propria voz.
Eu explico.
Cada vez que contacto com "malta nova", percebo que a grande maioria destes teenagers são, na verdade, uns palermas. E por maioria entenda-se "grande parte" e não a totalidade.
Não quer dizer que eu próprio não seja também um palerma, mas a esta malta nova das modas fáceis, dos toques polifónicos Shaquira e da algarviada de sms com x's e k's são um tipo de palerma que a mim me preocupa - são palermas displicentes e em ascensão.

...

A esperança, às vezes, é uma chiclete no sapato.

Sábado, Leiria

Este sábado à tarde vou estar em Leiria, na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico lá do sítio, para participar no ENEJ deste ano, o Encontro Nacional de Estudantes de Jornalismo e Comunicação.
Os rapazes fizeram-me o convite e eu, claro, acedi, ao saber que haverá salgadinhos de borla.
Vou ter a oportunidade de falar sobre criatividade. Olha que coisa. Logo eu. Pfff.
Vai ser um dia interessante, estou convencido disso. O dia de sábado está reservado para workshops e a agenda será esta:

Workshops (ordem alfabética)

Audiências - Isolino Sousa (Coordenador de Programas e Emissão da RTP)

Escrita Criativa - Carlos Moura (eu mesmo)

Fotojornalismo - Luiz Carvalho (Fotojornalista do "Expresso")

Jornalismo Económico - Célia Marques (Directora do webjornal "Leiria Económica")

Jornalismo Desportivo - José Gabriel Quaresma (Jornalista e apresentador da TVI)

Jornalismo Hi-Tec - António Granado (Jornalista do "Público")

Rádio - Ana Bravo (Animadora de emissão da TSF)

Realização (formação inicial) - Andrzej Kowalski (realizador e encenador)

Reportagem - Paulo Chitas (Jornalista da "Visão")

Televisão - Fernando Tavares (Coordenador de Informação do "Porto Canal")

Televisão e Desporto - Daniel Oliveira (apresentador e repórter da RTP)

E pronto. A ver vamos. Se quiserem saber mais, dêem um salto ao blog do evento.

Le Cirque

Chamavam-lhe o Maior Espectáculo do Mundo e, agora, parece que é mesmo.
Neste último fim-de-semana, durante a minha escapadinha a Madrid, tive a oportunidade de assistir ao "Alegria", do Cirque du Soleil e digo-vos: é de outro mundo.

Criado em 1984, o Cirque é hoje em dia uma mega-estrutura artística e comercial, um grandioso império do entretenimento sediada no Canadá. Foi criado por dois artistas de rua, Guy Laliberté e Daniel Gauthier (que hoje em dia são milionários) e é composta por várias companhias hoje presentes em todo o mundo.
A chegada ao recinto em Madrid foi, desde logo, um impacto. A mega-tenda, super moderna, é imponente.

Lá dentro, descobrimos um autêntico centro comercial, em que é vendido todo o tipo de merchandising do grupo, de porta-chaves a DVD's, de máscaras a malas de senhora, ladeado por figuras animadas e ecráns-plasma que mostram imagens de vários shows.

E depois? Depois há o espectáculo que, sinceramente, não se descreve em palavras. Estão ali os melhores do mundo, com um jogo de pormenor em que nada é deixado ao acaso.


No Cirque du Soleil, reinventa-se o circo, brinca-se com as emoções e transcende-se a capacidade humana. Ali dentro, na grande tenda, é normal voar, saltar pelos ares, rodopiar pelo espaço ao som de uma música ao vivo, interpretada com uma qualidade brutal.



Como não há palavras suficientes, deixo-vos com um cheirinho de "Alegria"...

...assim que puder, volto à tenda, nem que seja para ver o mesmo show.

memorabilia II




E tu? Tens repetidos?