Escrita Criativa? Here you go:

Desculpem, mas esta tem que ser lida no original, em inglês:

This is an actual essay written by a college applicant. The author,
Hugh Gallagher, now attends NYU.

3A. ESSAY: IN ORDER FOR THE ADMISSIONS STAFF OF OUR COLLEGE TO GET TO
KNOW YOU, THE APPLICANT, BETTER, WE ASK THAT YOU ANSWER THE FOLLOWING
QUESTION: ARE THERE ANY SIGNIFICANT EXPERIENCES YOU HAVE HAD, OR
ACCOMPLISHMENTS YOU HAVE REALIZED, THAT HAVE HELPED TO DEFINE YOU AS A
PERSON?

I am a dynamic figure, often seen scaling walls and crushing ice. I
have been known to remodel train stations on my lunch breaks, making
them more efficient in the area of heat retention. I translate ethnic
slurs for Cuban refugees, I write award-winning operas, I manage time
efficiently. Occasionally, I tread water for three days in a row.

I woo women with my sensuous and godlike trombone playing, I can pilot
bicycles up severe inclines with unflagging speed, and I cook
Thirty-Minute Brownies in twenty minutes. I am an expert in stucco, a
veteran in love, and an outlaw in Peru.

Using only a hoe and a large glass of water, I once single-handedly
defended a small village in the Amazon Basin from a horde of ferocious
army ants. I play bluegrass cello, I was scouted by the Mets, I am the
subject of numerous documentaries. When I'm bored, I build large
suspension bridges in my yard. I enjoy urban hang gliding. On
Wednesdays, after school, I repair electrical appliances free of
charge.

I am an abstract artist, a concrete analyst, and a ruthless bookie.
Critics worldwide swoon over my original line of corduroy evening wear.
I don't perspire. I am a private citizen, yet I receive fan mail. I
have been caller number nine and have won the weekend passes. Last
summer I toured New Jersey with a traveling centrifugal-force
demonstration. I bat .400. My deft floral arrangements have earned me
fame in international botany circles. Children trust me.

I can hurl tennis rackets at small moving objects with deadly accuracy.
I once read Paradise Lost, Moby Dick, and David Copperfield in one day
and still had time to refurbish an entire dining room that evening. I
know the exact location of every food item in the supermarket. I have
performed several covert operations for the CIA. I sleep once a week;
when I do sleep, I sleep in a chair. While on vacation in Canada, I
successfully negotiated with a group of terrorists who had seized a
small bakery. The laws of physics do not apply to me.

I balance, I weave, I dodge, I frolic, and my bills are all paid. On
weekends, to let off steam, I participate in full-contact origami.
Years ago I discovered the meaning of life but forgot to write it down.
I have made extraordinary four course meals using only a mouli and a
toaster oven. I breed prizewinning clams. I have won bullfights in San
Juan, cliff-diving competitions in Sri Lanka, and spelling bees at the
Kremlin. I have played Hamlet, I have performed open-heart surgery, and
I have spoken with Elvis.

But I have not yet gone to college.

Uma agradável surpresa


Vou contar-vos um encontro inesperado que tive. Esta menina que podem ver aqui à vossa esquerda dá pelo nome de Jacqui Naylor e, apesar de já ir com seis álbuns lançados no mercado, só agora chegou a Portugal, com o lançamento do CD "The Color Five". Descobria-a por acaso, numa escuta aleatória na FNAC e não resisti a comprar o álbum, há coisa de um mês atrás. A miúda tem talento, deixem que vos diga. Entre o jazz vocal e o folk, tem um daqueles timbres difícil de categorizar, que tanto vai ao terreno dos graves femininos de Diana Krall como se pontua de tons doces e melódicos do estilo Marisa Monte. O álbum é, acima de tudo, divertido. Jacqui coloca-nos versões inesperadas num formato jazz, como "Loosing My Religion" dos REM ou "I Still Haven't Found What I'm Looking For" dos U2, e mistura-os com o clássico "Blue Moon" e alguns temas próprios.
Mas, se o álbum já marcou uma boa descoberta, qual não foi a minha surpresa quando fiquei a saber que ela ia estar cá, em Lisboa, para um showcase nas FNAC's... Sem grandes expectativas, lá me pus ontem a caminho do Colombo, para ver o que a coisa dava.
No café FNAC, entre meia-dúzia de clientes perdidos, dei de caras com Jacqui Naylor, tranquilamente a tomar um café. Claro que puxei conversa. A moça mostrou-se de uma simpatia inesperada. Californiana a viver em S. Francisco, disse que delirou com a ponte 25 de Abril (exactly the same bridge!)e que planeava dar um concerto a sério em 2008 em Portugal. Trocámos duas de treta e ela subiu ao pequeno palco com o seu pianista/guitarrista (excelente músico, por sinal) e cantou uma mão cheia de temas, para um público pequeno e para um ou outro mirone que lá ia espreitando a sala tentando perceber quem seria a cantadeira.
Surpreendeu, garanto-vos. Sozinha, de voz cristalina acompanhada ora ao piano ora à guitarra eléctrica limpa, Jacqui Naylor comprovou que, se a coisa prosseguir o seu caminho normal, vai facilmente competir com a popularidade de Diana Krall nos escaparates das lojas.
Vale a pena descobrir - espreitem o site oficial, onde podem ouvir o início das faixas de todos os seus álbuns.

Adivinha quem voltou


Se o Rambo tem direito a sair da sepultura, então o maior herói de aventuras do cinema também merece um grande regresso. Já está em marcha a nova aventura de Indy, "Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull".
Em filmagens até fins de novembro, o novo capítulo já está na forja desde 1989 (!), altura em que Spielberg, Lucas e Ford decidiram que só valia a pena um novo episódio se tivessem um guião à altura. Depois das tentativas de quase uma dezena de guionistas, entre os quais M. Night Shyamalan, decidiram-se pelo trabalho de David Koepp, argumentista responsável por vários sucessos como "Carlito's Way", "Panic Room", "Spider-Man", "Men in Black", "Guerra dos Mundos", etc.
Para este novo filme, pouco se sabe, excepto que Indy vai andar às turras com russos, ao que tudo indica. No elenco, nomes como John Hurt e cate Blanchett reforçam as fileiras, além do regresso de Karen Allen.
Esperemos, pois, por 2008.

Shia LaBeouf, Steven Spielberg, Ray Winstone, Harrison Ford e Karen Allen

Feist, a genial

Graças ao blog do meu caro amigo Karmatoon, fiquei a conhecer o mais recente vídeo da menina Feist, para o tem "1234". Num primeiro olhar, o vídeo parece rudimentar, mas não é. É, isso sim, uma lição de domínio. Feito num take único e sem recurso a efeitos especiais nem pós-produção digital, o clip mostra o que se pode fazer com uma grua, coreografia e noção de ângulos de câmera:

Para os tecnicamente curiosos, aqui fica o making-of:

Depois não digam que não avisei

Graças a uma desenfreada corrida à bilheteira, o Cirque du Soleil já anunciou que vai regressar a Portugal em 2008.
Ainda não há confirmação do espectáculo que vão trazer desta vez, mas após uma breve investigação no site oficial tudo indica que será o mítico Quidam, e desta vez com direito a tenda própria e tudo.
Portanto, não se façam de rogados e preparem-se para uma nova corrida aos bilhetes se quiserem assistir a um dos maiores espectáculos ao vivo à face da Terra. A melhor forma de garantir bilhetes é inscreverem-se no clube online do Cirque du Soleil: é lá que eles vão colocar primeiro os bilhetes à venda.
Quidam é um grande espectáculo e que conta com os meus dois números favoritos do Cirque, a roda alemã...
...e o fabuloso personagem "John":
A partir de agora, considerem-se avisados...

Mais um para as trincheiras

Depois do lançamento em português de "The End Of Faith", de Sam Harris, eis que chega finalmente a tradução de "The God Dellusion", de Richard Dawkins.
E, meus amigos, é um livro obrigatório do pensamento universal, quer para crentes, quer para ateus hereges como eu.
Até que enfim que começam a chegar às prateleiras das nossas livrarias publicações que fogem à regra do país católico apostólico romano e que colocam novos alicerces na discussão moderna. Já começava a pensar que o lápis azul das editoras ainda continuava activo.
Mas nem tudo são rosas. Além da capa claramente sensacionalista, com a desnecessária observação "O livro que está a abalar o mundo", acho que o título foi mal traduzido. Apesar de soar bem a uma primeira vista (dellusion, desilusão), a palavra certa seria a pouco usada mas portuguesíssima delusão. É que, em português, desilusão é um termo mais associado a encarar algo que não corresponde às nossas expectativas, o que assume a existência de algo, enquanto que delusão, do Latim delusione, quer mesmo dizer engano, logro, burla, o que está mais de acordo com a intenção do autor. O título ideal, para evitar estranhezas do público, seria mesmo "O Logro de Deus". Mas o que está feito, está feito.

Porquê a necessidade de ler este livro? Porque é uma obra séria, fundamentada, construída numa linguagem simples e que explica claramente as bases do pensamento ateísta. E antes de ter crentes a dispararem contra-argumentos, deixem-me dizer-lhes que, como em qualquer discussão, convém saber ouvir - é o princípio do diálogo. E nós, os descrentes, andamos a ouvir-vos desde que o mundo é mundo.
O autor é este cavalheiro aqui ao lado, que dá pelo nome de Richard Dawkins. Biólogo com cadeira reservada na Universidade de Oxford, este britânico nascido no Quénia é uma das maiores referência do pensamento ateu, social e anti-religião da actualidade. Se quiserem saber mais sobre o assunto, além de lerem o livro podem fazer uma visita ao seu site oficial, em richarddawkins.net. Vale a pena - espreitem os vídeos.
Não vou falar mais sobre o livro, porque seria reduzi-lo a alguma insignificância. Mas deixo-vos algumas frases de Dawkins:

"...quando dois pontos de vista opostos são expressados com igual intensidade, a verdade não tem que estar necessariamente no meio caminho entre ambos. É possível que um dos lados esteja pura e simplesmente errado."

"Nós admitimos que somos uma espécie de primatas, mas raramente nos apercebemos que somos primatas."

E uma das minhas favoritas:

"Todos nós somos ateus no que toca a muitos dos deuses em que a humanidade já acreditou. Acontece é que alguns de nós já avançaram mais um deus."

Oooops!


Para a minha caracóis

Eu sei que esperas por mim
Como sempre, como dantes
Nos braços da madrugada
Eu sei que em nós não há fim,
Somos eternos amantes,
Que não amaram mais nada

Eu sei que me querem bem
Eu sei que há outros amores
Para bordar no meu peito
Mas eu não vejo ninguém
Porque não quero mais dores
Nem mais batom no meu leito

Nem beijos que não são teus
Nem perfumes duvidosos
Nem carícias perturbantes
E nem infernos nem céus
Nem sol nos dias chuvosos
Porque 'inda somos amantes

Mas Deus quer mais sofrimento
Quer mais rugas no meu rosto
E o meu corpo mais quebrado
Mais requintado tormento
Mais velhice, mais desgosto
E mais um fado no fado

Camané - Mais Um Fado No Fado

Sem legendas





Canoagem é seguro

Pois e não é que é mesmo? Ou este grande branco já estava de barriguita cheia ou então não gosta de plastic food. O mais curioso nisto tudo é a aparente descontracção do cavalheiro...

Sony Rolly

É a próxima novidade da Sony - um novo leitor de MP3... bastante particular. O vídeo explica tudo:

Live


Aqui ficam algumas imagens do espectáculos de sexta-feira, em terras d'Amora.
















Dumbass do dia ou Imbecil of the day

Muito me custa quando, numa breve navegação na net, descubro um site estrangeiro com este vídeo, intitulado "Dumbass of the day". Realmente, é curioso quando o QI de alguém é inferior ao de portas automáticas, mas o pior é onde a cena se passa:


Portugal no seu melhor. Isto sim, é um cartão de visita.

Eu já desconfiava


Encontrado na net.

Citando...

"We must respect the other fellow's religion, but only in the sense and to the extent that we respect his theory that his wife is beautiful and his children smart."
H. L. Mencken

"When I was a kid I used to pray every night for a new bicycle. Then I realised that the Lord doesn't work that way so I stole one and asked Him to forgive me."
Emo Philips

“You're basically killing each other to see who's got the better imaginary friend”
Richard Jeni

Aceitam-se mais contribuições.
:)

Banksy

Além de artista plástico, o britânico Bansky é um mestre no graffiti e no stencil. Espreitem o seu site pessoal para descobrir mais intervenções deste brilhante rapaz. Coisas destas, ao contrário dos tags, são sempre bem-vindas.





Sexta feira, ao vivo e a cores!

Alô margem sul, alô Amora, alô!
Esta sexta-feira a sala vem abaixo com o espectáculo de stand-up mais deprimente do universo:

Apareçam, os bilhetes são mais baratos que um vodka-laranja. Ah, e uma salva de palmas ao Pedro Ribeiro pelo cartaz mais absurdo da última década...

Fantástico

Na sequência de algumas experiências on-line, o Sci-Fi channel convidou vários artistas a colaborarem num mundo virtual infinito. Não adianta colocar aqui imagens, tem que ser visto e experienciado.
Visitem este link e digam qualquer coisa. Pode demorar um pouco a carregar, mas garanto que vale a pena...

Hoje, 4ª feira

Vou actuar na semana do caloiro da Universidade Atlântica, em Barcarena, Sintra, com uma gripe a moer-me o juízo. Ainda bem que há drogas para estas coisas.

Plasticina. Quilos e quilos.

Os anúncios dos Sony Bravia continuam brilhantes. Desta vez, juntaram animação stop-motion a quilos de plasticina, no centro de Nova Iorque. Brilhante... e trabalhoso:

Já agora, aqui fica um teaser/making of do mesmo anúncio:

Boas notícias para o Benfica

E promessas de melhorar a capacidade em campo: Nuno Gomes tem uma rotura muscular.

O que levará...

...um macho adulto heterossexual, em plena posse do seu juízo, capaz de tomar decisões por si só e com total capacidade mental, autónomo o suficiente para não só passar num exame de condução como ainda circular em via pública sem atentar contra a vida de ninguém, a pendurar no retrovisor do seu automóvel um par de ponpons rosa em forma de dados?
Na estrada, há muitas coisas que me ultrapassam.
Além de veículos, claro.

.

O melhor presente possível é sempre um abraço transparente.

Indo eu, indo eu

...a caminho de Viseu.

33

Algumas curiosidades sobre o número 33:

- idade em que supostamente Jesus Cristo fez o seu último e derradeiro espectáculo. Antes de subir a palco, terá dito ao MC Barrabás "Este vai ser de morte";

- número atómico do Arsénico que, quano bem utilizado, pode ser um potente veneno;

- maior número íntegro positivo que não pode ser expressado pela soma de números triangulares diferentes, o que parece interessante embora não faça a mínima ideia do que quer dizer;

- também é a idade com que morreu Alexandre o Grande, provavelmente envenenado. E se calhar, com arsénico;

- nome de uma canal de tv na Catalunha, parte da rede da TV3;

- número aproximado, em milhões, da população da Coreia do Sul;

- velocidade ideal (mais um terço) para tocar um LP de vinil;

- nome de uma das músicas do álbum "Mellon Collie and the Infinite Sadness" dos Smashing Pumpkins;

- A pressão aquática duplica a cada 33 pés de profundidade

- número de vértebras na coluna dorsal humana, por onde passam 33 pares de nervos;

- A Porta 33 é um projecto de produção de arte contemporânea que nasceu em 1989 no Funchal, Ilha da Madeira

- percentagem da superfície terrestre que é ocupada por desertos

- ano da estreia do "King Kong" original

- é o código internacional para a França

Radiohead - os maiores... e mais baratos


E finalmente os Radiohead estão de volta com novo álbum, "In Rainbows", e desta vez com uma revolucionária estreia mundial ao nível da comercialização.
A banda pura e simplesmente decidiu assassinar o processo tradicional das editoras e colocou desde ontem o álbum à venda on-line. Mas não tem nada a ver com a compra de faixas no iTunes - não, quem quiser comprar compra o álbum todo num ficheiro zip.
Mas a surpresa não é esta. A grande surpresa é que o álbum... não tem preço.
Depois do utilizador se registar no site, pode aceder à página de compra, onde decide quantos álbuns quer comprar, como habitualmente, mas desta vez o espaço onde deveria surgir o custo final está em branco, sendo o utilizador que o tem que preencher. A frente deste espaço, apenas um ponto de interrogação.
Surpreendido com o "novo sistema" e sem perceber quanto custaria o álbum, cliquei no ponto de interrogação, para tentar perceber o valor da coisa, e apareceu-me a seguinte mensagem:
"It's up to you".
Não satisfeito, voltei a clicar no pontinho de interrogação e
"No, really, it's up to you".
Espantado, fiz uma breve pesquisa na net e percebi que a banda deixa à disposição dos fãs quanto querem pagar pelo álbum.
Claro que há um mínimo: £0.45, cerca de 65 cêntimos, que é para pagar a taxa do Visa. Mas basta. Quem quiser que eles enviem o álbum para casa terá que sustentar o custo mínimo do transporte, e por cerca de 40 euros recebe a edição deluxe, que além do álbum contém dois vinis e um pequeno book exclusivo...
Tem havido uma grande discussão em fóruns onde os fãs argumentam qual o valor mínimo e digno para dar directamente à banda mas, em comunicado, os Radiohead já disseram que deixam isso à escolha do freguês e que não fará grande diferença em relação ao que a banda ganharia no comércio tradicional.
Por isso, meninos, corram para o site InRainbows e façam download do álbum, em vez de piratear. Ah, e não sejam forretas - gastem mais de um eurito, que vale bem a pena...
Isto sim, é revolução digital.

No Country For Old Men

Vem aí o novo filme dos irmãos Cohen e, como seria de esperar, promete, especialmente por contar com um dos melhores actores da actualidade no papel de um perfect killer: Javier Bardem. Ora deitem um olhito a isto:

Ainda sobre sexta-feira, 12

Estive mais de duas horas e meia a fazer contas e apercebi-me que esta sexta-feira assinalo o meu espectáculo de stand-up em bares nº450. Já por várias vezes tinha andado às voltas com estes números e com as várias datas espalhadas em agendas e blogs e blocos, mas acho que é mesmo isto. Prometo que ainda virei aqui fazer um balanço, e tenho que preparar algo especial para o 500, em 2008...
Portanto, além de festejar 33 anos, festejo também o número de horas de vôo. Com tanta experiência, já devia ter aprendido algo... Irra!

Sexta-feira 12

Só para relembrar que E não digam que não avisei.

Mais de Gondry

É um dos títulos mais esperados do ano, pelo menos por mim. O novo filme de Michel Gondry, o homem responsável por coisas como "Eternal Sunshine of the Spotless Mind", é "Be Kind, Rewind", com dois nomes de peso: Mos Def e Jack Black. A história é simples e eficaz - dois amigos, donos de um videoclub, descobrem que practicamente todas as suas cassetes de aluguer foram desmagnetizadas. Solução? Gravarem eles próprios a sua versão dos filmes mais alugados...

Parece genial e promete...

RIP

Faleceu Raúl Durão, aos 65 anos de idade, vítima de cancro. Foi um dos rostos que marcou o meu "crescimento televisivo" - lembro-me perfeitamente da sua expressão a anunciar ao país o acidente de Camarate e a morte de Sá Carneiro. Esta madrugada, a sua luta pessoal chegou ao fim.

Sexta-Feira, 12...

...vou estar no distrito de Viseu, mais concretamente em Tondela, para uma actuação no bar Inq. Para quem se queixa de que nunca vou ao centro, aí está a oportunidade. A coisa começa às onze, como quem diz. Apareçam.
Curiosamente, é também nesse dia que faço 33 anos, exactamente a idade com que consta que morreu o primeiro stand-up comedian profissional da história.

Terça-Feira, na SIC Radical

Esta terça, a partir das 23h, vou dar umas palavrinhas ao "Boa noite, Alvim", na Sic Radical. Coisa rápida, de 4 minutinhos, para (des)animar o programa.

Vidas on line


Todos os anos, a 17 de Junho e desde 1976, a família Golberg tira uma foto a cada um dos elementos. Em três décadas, vejam a evolução...

Jogos Olímpicos 2008

A China tem vindo, de facto, a preparar-se para os Jogos.



Brilhante campanha da Amnistia Internacional. Se estamos unidos pelas Olimpíadas, também devíamos estar pelos direitos humanos.

Sugestão do Mês


Está nos videoclubes a mais recente produção de Satoshi Kon, "Paprika". Ambos os nomes dirão pouco à maioria das pessoas, mas são facilmente explicáveis. Satoshi Kon é um dos grandes mestres da animação oriental e "Paprika" é uma obra-prima.
Pronto.
Esqueçam a escolinha da Disney e as (também magníficas) produções digitais da Pixar.
Em "Paprika" apesar de alguns "acrescentos" em 3D, o universo é desenhado à mão, frame a frame, 24 vezes por segundo, numa viagem inesquecível ao mundo dos sonhos.
Não é bom, é obrigatório.

Aluguem. E depois comprem. Vale cada tostão.

Tupperware, alguém trouxe?

E viva a boda.
A TVI estreou ontem o seu novo reality-talent-variety-show, "Casamento de Sonho".
Uma emissão divertida e ligeira (só 3 horas e pouco) de directo, com a Júlia Pinheiro a esconder o facto de ser uma das melhores apresentadoras de Portugal dentro de um vestido de tia solteirona, com direito a folhinhos e tudo.
O conceito é inovador. Gente a cantar. Gente a dançar. Gente a cantar e a dançar.
Mas no fim, casam-se.
E não há nada de que o povo goste mais do que um bom casório.
Achei a estrutura mal feita: os noivos deviam prestar provas por objectivos.
Não consigo deixar de imaginar um Fernando José e uma Carina Vanessa a esmerarem-se numa valsa para conseguirem uma tábua de queijos; um Manuel Paulino e uma Carlota Esperança a esticarem as cordas vocais num dueto Kenny Rogers - Sheena Easton por um centro de mesa com camarões e abacaxi decorado.
Emoções ao rubro, poderíamos fazer uma final com distribuição de tupperwares a parentes distantes e uma luta na lama por cassetes estéreo dos Trio Odemira "Quando chega o verão, que lindé a noooooooiva..."
A versão TVI é um pouco mais simples, infelizmente, e remete os noivos para uma moradia com nome de bordel (a "Casa do Amor"). Mas cativa o público, sedento de bodas e bouquets, vestidos brancos e mãozadas de arroz.
Acho muito bem - inovador, arrojado e modernaço.
Tão brilhante, tão brilhante, que devia ter sequelas. Depois de "Casamento de Sonho", devíamos ter direito a "Maravilhoso Adultério", ""Big Bronca", "A minha mãe é que tinha razão" e, para arrasar de vez com as audiências interplanetárias, apostar num directo diário de "A Mulher É Minha, Quem Lhe Bate Sou Eu", seguido de um mini-documentário "A Fisioterapia Afinal Não Custa".

Pedro Alpiarça


(1958-2007)
Estive ontem na Sociedade Guilherme Cossoul para, juntamente com dezenas de outras pessoas, prestar homenagem a Pedro Alpiarça, numa noite de afectos, reencontros e calor humano.
Foi no fim de Setembro que o Pedro mais uma vez surpreendeu tudo e todos e voou para outros destinos. Uma morte trágica, inesperada. Teatral, até.
Dos que ali estiveram ontem, no familiar carinho da Cossoul, eu sou provavelmente o que menos tempo passou na companhia do Alpiarça. Dele guardo a memória de conversas densas mas despretensiosas, de um ser humano afável e sempre acessível, assim como de um actor com capacidades bem maiores do que para bonecos em séries de humor televisivas. Não é fácil, a vida de actor em Portugal.
Guardo-lhe o sorriso. Se há coisa que o Pedro espalhava, era o sorriso.
Mas agora, analisando os factos e revendo a história, percebo que era um sorriso que escondia muitos outros sentimentos, e se calhar nem todos tão felizes.

Vivemos num adiar constante.
Continuamos convencidos que amanhã ainda todos estaremos cá.
Adiamos constantemente aquele abraço, aquele tempo para ouvir.
Achamos que fazer uma pausa na nossa rotina para estar com alguém, só por estar, é uma aparente perda de tempo.
E caímos num erro de oratória constante: em vez de perguntarmos "Como estás?", avançamos sempre com um despachado "Tudo bem?". E esquecemos que, em ambos os casos, uma pergunta deve sempre ter uma resposta.

Para os que ficam, o relógio ainda tem corda.
Aproveitemos os minutos que restam.
Não vai rodar para sempre.

Derbys há muitos, seus palhaços

E depois não querem que a malta do norte torça o nariz a Lisboa e finque o pé na questão do sulismo: este fim-de-semana, a SIC Notícias investiu um bom par de horas de antena para falar sobre o Benfica-Sporting, com análises detalhadas, reportagens em directo, comentadores, analistas e estatísticas.
Pelo meio, ainda se deu ao incómodo de fazer uma peça de 3 minutos com imagens de arquivo sobre o outro derby, Porto-Boavista.
Desculpem lá, mas acho que o líder do campeonato merecia um tratamento um pouco mais... atencioso. Pode não ter os biliões de adeptos do SLB, mas é uma questão de equilíbrio editorial. E se a desculpa é o clássico derby (que deu no que deu), alguém devia informar os senhores da estação de Carnaxide que um Porto X Boavista não lhe fica atrás e que mexe de igual forma com multidões de adeptos. Mas é no longínquo norte, claro está. Afastadinho de Portugal.