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Improvável, mas a andar!

A série "Improvável" está a andar a passo rápido; agora com as primeiras imagens para wallpaper, grátis!

Visitem Diário de Improvável e digam coisas!


Lembro-me da noite em que o telejornal da RTP1 apresentou ao país o videoclip do "Thriller", precedido do aviso que "poderia ferir susceptibilidades". Foi anunciado como uma notícia e mostraram o vídeo, e eu, pequenito, fiquei colado à televisão, espantado com os efeitos visuais, a melodia, o ritmo, a coreografia. Nunca tinha visto nada assim.
E, para mim, isto define Michael Jackson. O homem não marcou uma geração, ele construiu uma geração.
Por isso, e sem mais palavras de treta como tantas que se espalham neste momento pela net e pelos media, aqui segue a minha homenagem.
Primeiro, as palavras do mestre George Carlin. Eis a sua opinião sobre Wacko Jacko:

E um dos temas que mais simbolizou a sua carreira, numa versão inesperada. E também uma das melhores de sempre:


Michael Jackson.
Realmente, nunca se viu nada assim.

TCM em grande

Ora aí está uma campanha que merece atenção: o canal TCM decidiu fazer um especial para os Óscares e, para o promover, um dos mais belos anúncios sobre cinema de todos os tempos...
Ora digam lá se não é uma beleza:

O anúncio em QuickTime e com uma qualidade decente pode ser visto se clicarem aqui.

Lugar aos novos

Já se inscreveram?
Esta terça vou apresentar o espaço "Lugar Aos Novos", no MM Café, uma oportunidade para quem quiser demonstrar o seu talento para palco - seja a dançar, cantar, interpretar, fazer magia, sapateado... o que quiserem.

São 5 minutos de oportunidade que o Maria Matos disponibiliza no seu café.
Aproveitem e venham daí fazer-me companhia!
Esta iniciativa decorre todas as quintas terças.
Eu explico: olhem para o calendário. Nos meses em que virem uma quinta 3ª feira, é noite de lugar aos novos.

Inscrevam-se on-line através do site do MM!

Novo Ford Focus

O anúncio merece um post; uma orquestra feita com... partes do carro:

Real Life Shrek

Só agora fiquei a saber que o famoso Shrek foi inspirado numa pessoa real, de seu nome Maurice Tillet, que era este cavalheiro: (o da esquerda)

Eis a história conforme me chegou às mãos, via Ni (gracias, chica!):

Shrek existiu. E falava 14 idiomas.
O personagem de desenho animado que é sucesso em todo mundo foi criado a partir de uma máscara mortuária do francês Maurice Tillet. Poeta e actor, Tillet nasceu em 1903. Muito inteligente, falava 14 idiomas. Na adolescência, contraiu uma doença rara, chamada acromegalia, que causa a desfiguração de partes do corpo.
A transformação para um quase "monstro" não o abateu. Ele emigrou para os Estados Unidos e converteu-se num profissional da Luta livre, com o nome de "Assustador ogre do ringue". Lutou até quando pôde. Morreu em 1954, aos 51 anos, de um ataque cardíaco. Pouco antes, seu parceiro de partidas de xadrez, Bobby Managain, pediu para fazer um life cast (máscara mortuária)dele.
Tillet concordou e Bobby fez cópias em gesso da cabeça do amigo. Uma delas foi para o Museu internacional da Luta Livre, em Iowa. A outra foi parar no Hall of Fame do York Barbell Building para mostrar os primórdios das formas da luta livre moderna e do halterofilismo. Foi esta réplica que serviu de modelo para a construção de Shrek...


Ora aí está. Curiosamente, faz-me lembrar a minha professora de francês do sétimo ano.




Aumentem esse volume!!!

... e afastem as cadeiras e chamem os amigos e dancem e percebam porque é que o Bruce ainda é o Boss!!!

É o patrão Springsteen ao vivo em Dublin com "Pay Me My Money Down"... e vejam o final, brilhante!
Com um abraço para o Nuno Matos e com muita pena para as bandas portuguesas mas... quem sabe, sabe.

E pronto, agora sosseguem e relembrem o melhor momento do Live8, pelas mãos de Annie Lennox:

O Dia D. D de Digital, claro.

A série britânica Timewatch, da BBC, fez um episódio em que demonstra como é fácil, hoje em dia, reconstruir cenas visuais de grande aparato. Com recurso a 3 designers, uma câmara de vídeo, alguns acessórios e muito esforço, os rapazes lançaram-se no desembarque da Normandia, em meia dúzia de dias. Vejam e deliciem-se!

Tudo feito com software simples, três actores e um mínimo de meios.
Depois não venham dizer que não fazemos porque não há dinheiro...

Pacheco, 1925-2008

Morreu Luiz Pacheco, escritor, crítico literário, fundador da editora Contraponto, libertino com tendência para mulheres jovens demais e criador provocante, filho de uma geração de portugueses que rompiam as amarras do convencional já por feitio e força do hábito.
Depois de Cesariny, é outro dos grandes que se vai. Vi-o recentemente num documentário sobre Herberto Hélder, e a RTP entrevistou-o agora, poucas semanas antes da sua morte, espero poder ver esse documentário em breve. Para quem quiser saber mais sobre o homem, aconselho uma visita ao site oficial-não-oficial "luizpacheco.no.sapo.pt". Por gosto da memória, a (saudosa) revista "K" fez-lhe uma grande entrevista, que o blog d'O Funcionário Cansado reproduz na íntegra. Vale a pena.


Somos gente pura: os mais novos não sabem o que é a promiscuidade, a minha rapariga se vir a palavra escrita deve achá-la muito comprida e custosa de soletrar: pro-mis-cu-i-da-de (pelo método João de Deus, em tipos normandos e cinzentos às risquinhas, até faz mal à vista!). A promiscuidade: eu gosto. Porque me cheira a calor humano, me sobe em gosto de carne à boca, rne penetra e tranquiliza, me lembra - e por que não ?! - coisas muito importantes (para mim, libertino se o permitem) como mamas, barrigas, pele, virilhas, axilas, umbigos como conchas, orelhas e seu tenro trincar, suor, óleos do corpo, trepidações de bicharada. E a confusão dos corpos, quando se devoram presos pelos sexos e as bocas. E as mãos, que agarram e as pernas, que enlaçam. Máquinas que nós somos, máquinas quase perfeitas a bem dizer maravilhosas, inda que frágeis, como não admirar as nossas peças, molas e válvulas e veias, todas elas animadas por um sopro que lhes parece alheio mas sai do seu próprio movimento, do arfar, dos uivos do animal, do desespero do anjo caído.

in "Comunidade", Contraponto - 1964

A dúvida


Está novamente em cena, no teatro Maria Matos, "A Dúvida", de John Patrick Shanley. Com encenação de Ana Luísa Guimarães, a peça foi galardoada com os prémios Pulitzer e Tony, e conta com interpretação de Eunice Muñoz, Diogo Infante, Isabel Abreu e Lucília Raimundo.
Com uma cenografia modular bastante interessante e um trabalho admirável dos actores, para conter e deixar passar apenas a informação necessária, a peça marca uma posição muito interessante na programação do Maria Matos. Torna-se cada vez mais claro que este é um teatro que quer fazer pensar, promover a discussão. Disso não restam margens para dúvidas.
O texto é óptimo, os actores servem-no com mestria e justifica totalmente uma ida ao MM.
Aproveitem estas duas semaninhas, se ainda não viram a peça, para lá irem, e deliciem-se com a grande Eunice Muñoz e o excelente Diogo Infante.
E depois não venham dizer que não se fazem coisas boas neste país.

Já agora, era de pensar uma reposição do "Pillowman"...

Cartoons

O artista chama-se Nicholas Gurewitch e é daqueles cujo nome vale a pena memorizar. Dono de um sentido de humor apurado e de um traço polivalente, Gurewitch mostra uma variedade de cartoons verdadeiramente impressionante.




O seu site oficial, The Perry Bible Fellowship, tem mais umas largas dezenas de tiras que merecem a visita. Espreitem. Entretanto, e porque a época é propícia, aqui ficam uns Christmas Cards:

Casting le Cirque


Com 15 espectáculos em cena por todo o mundo, o Cirque du Soleil é hoje, acima de tudo, uma indústria própria que ergueu a fasquia das artes circenses e criou toda uma nova noção de espectáculo, sem equivalente à escala planetária.
Claro que para manter uma máquina monstruosa como esta em movimento, os rapazes têm que estar constantemente em busca de novos talentos.
Mesmo que não consigam fazer malabarismos com duas laranjas que seja, espreitem a secção oficial de castings no site do Cirque.
Além de ser um exemplo de marketing e boa comunicação, este site-dentro-do-site permite também espreitar os bastidores, perceber a mecânica do grupo e assistir a alguns vídeos fabulosos.



Façam lá uma pausa de 10 minutos e deliciem-se; o site está em várias línguas mas aconselho ver em francês ou inglês.

Feist, a genial

Graças ao blog do meu caro amigo Karmatoon, fiquei a conhecer o mais recente vídeo da menina Feist, para o tem "1234". Num primeiro olhar, o vídeo parece rudimentar, mas não é. É, isso sim, uma lição de domínio. Feito num take único e sem recurso a efeitos especiais nem pós-produção digital, o clip mostra o que se pode fazer com uma grua, coreografia e noção de ângulos de câmera:

Para os tecnicamente curiosos, aqui fica o making-of:

Depois não digam que não avisei

Graças a uma desenfreada corrida à bilheteira, o Cirque du Soleil já anunciou que vai regressar a Portugal em 2008.
Ainda não há confirmação do espectáculo que vão trazer desta vez, mas após uma breve investigação no site oficial tudo indica que será o mítico Quidam, e desta vez com direito a tenda própria e tudo.
Portanto, não se façam de rogados e preparem-se para uma nova corrida aos bilhetes se quiserem assistir a um dos maiores espectáculos ao vivo à face da Terra. A melhor forma de garantir bilhetes é inscreverem-se no clube online do Cirque du Soleil: é lá que eles vão colocar primeiro os bilhetes à venda.
Quidam é um grande espectáculo e que conta com os meus dois números favoritos do Cirque, a roda alemã...
...e o fabuloso personagem "John":
A partir de agora, considerem-se avisados...

Para a minha caracóis

Eu sei que esperas por mim
Como sempre, como dantes
Nos braços da madrugada
Eu sei que em nós não há fim,
Somos eternos amantes,
Que não amaram mais nada

Eu sei que me querem bem
Eu sei que há outros amores
Para bordar no meu peito
Mas eu não vejo ninguém
Porque não quero mais dores
Nem mais batom no meu leito

Nem beijos que não são teus
Nem perfumes duvidosos
Nem carícias perturbantes
E nem infernos nem céus
Nem sol nos dias chuvosos
Porque 'inda somos amantes

Mas Deus quer mais sofrimento
Quer mais rugas no meu rosto
E o meu corpo mais quebrado
Mais requintado tormento
Mais velhice, mais desgosto
E mais um fado no fado

Camané - Mais Um Fado No Fado

Banksy

Além de artista plástico, o britânico Bansky é um mestre no graffiti e no stencil. Espreitem o seu site pessoal para descobrir mais intervenções deste brilhante rapaz. Coisas destas, ao contrário dos tags, são sempre bem-vindas.





Fantástico

Na sequência de algumas experiências on-line, o Sci-Fi channel convidou vários artistas a colaborarem num mundo virtual infinito. Não adianta colocar aqui imagens, tem que ser visto e experienciado.
Visitem este link e digam qualquer coisa. Pode demorar um pouco a carregar, mas garanto que vale a pena...

Plasticina. Quilos e quilos.

Os anúncios dos Sony Bravia continuam brilhantes. Desta vez, juntaram animação stop-motion a quilos de plasticina, no centro de Nova Iorque. Brilhante... e trabalhoso:

Já agora, aqui fica um teaser/making of do mesmo anúncio:

Sugestão do Mês


Está nos videoclubes a mais recente produção de Satoshi Kon, "Paprika". Ambos os nomes dirão pouco à maioria das pessoas, mas são facilmente explicáveis. Satoshi Kon é um dos grandes mestres da animação oriental e "Paprika" é uma obra-prima.
Pronto.
Esqueçam a escolinha da Disney e as (também magníficas) produções digitais da Pixar.
Em "Paprika" apesar de alguns "acrescentos" em 3D, o universo é desenhado à mão, frame a frame, 24 vezes por segundo, numa viagem inesquecível ao mundo dos sonhos.
Não é bom, é obrigatório.

Aluguem. E depois comprem. Vale cada tostão.

Pedro Alpiarça


(1958-2007)
Estive ontem na Sociedade Guilherme Cossoul para, juntamente com dezenas de outras pessoas, prestar homenagem a Pedro Alpiarça, numa noite de afectos, reencontros e calor humano.
Foi no fim de Setembro que o Pedro mais uma vez surpreendeu tudo e todos e voou para outros destinos. Uma morte trágica, inesperada. Teatral, até.
Dos que ali estiveram ontem, no familiar carinho da Cossoul, eu sou provavelmente o que menos tempo passou na companhia do Alpiarça. Dele guardo a memória de conversas densas mas despretensiosas, de um ser humano afável e sempre acessível, assim como de um actor com capacidades bem maiores do que para bonecos em séries de humor televisivas. Não é fácil, a vida de actor em Portugal.
Guardo-lhe o sorriso. Se há coisa que o Pedro espalhava, era o sorriso.
Mas agora, analisando os factos e revendo a história, percebo que era um sorriso que escondia muitos outros sentimentos, e se calhar nem todos tão felizes.

Vivemos num adiar constante.
Continuamos convencidos que amanhã ainda todos estaremos cá.
Adiamos constantemente aquele abraço, aquele tempo para ouvir.
Achamos que fazer uma pausa na nossa rotina para estar com alguém, só por estar, é uma aparente perda de tempo.
E caímos num erro de oratória constante: em vez de perguntarmos "Como estás?", avançamos sempre com um despachado "Tudo bem?". E esquecemos que, em ambos os casos, uma pergunta deve sempre ter uma resposta.

Para os que ficam, o relógio ainda tem corda.
Aproveitemos os minutos que restam.
Não vai rodar para sempre.