GENIAL
Johann Lippowitz é o nome do senhor. Muitos já o viram a fazer isto, mas desta vez, tem um convidado especial. Vejam.
Já agora, espreitem outra deste rapaz:
Johann Lippowitz é o nome do senhor. Muitos já o viram a fazer isto, mas desta vez, tem um convidado especial. Vejam.
Já agora, espreitem outra deste rapaz:
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Chamavam-lhe o Maior Espectáculo do Mundo e, agora, parece que é mesmo.
Neste último fim-de-semana, durante a minha escapadinha a Madrid, tive a oportunidade de assistir ao "Alegria", do Cirque du Soleil e digo-vos: é de outro mundo.
Criado em 1984, o Cirque é hoje em dia uma mega-estrutura artística e comercial, um grandioso império do entretenimento sediada no Canadá. Foi criado por dois artistas de rua, Guy Laliberté e Daniel Gauthier (que hoje em dia são milionários) e é composta por várias companhias hoje presentes em todo o mundo.
A chegada ao recinto em Madrid foi, desde logo, um impacto. A mega-tenda, super moderna, é imponente.
Lá dentro, descobrimos um autêntico centro comercial, em que é vendido todo o tipo de merchandising do grupo, de porta-chaves a DVD's, de máscaras a malas de senhora, ladeado por figuras animadas e ecráns-plasma que mostram imagens de vários shows.
E depois? Depois há o espectáculo que, sinceramente, não se descreve em palavras. Estão ali os melhores do mundo, com um jogo de pormenor em que nada é deixado ao acaso.

No Cirque du Soleil, reinventa-se o circo, brinca-se com as emoções e transcende-se a capacidade humana. Ali dentro, na grande tenda, é normal voar, saltar pelos ares, rodopiar pelo espaço ao som de uma música ao vivo, interpretada com uma qualidade brutal.


Como não há palavras suficientes, deixo-vos com um cheirinho de "Alegria"...
...assim que puder, volto à tenda, nem que seja para ver o mesmo show.
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Está certo: a Pixar sabe o que faz e o 3D trouxe-nos coisas como Shrek. Tudo bem.
Mas ainda alguém se lembra quando os frames eram pintados à mão, um a um?
Essa é a verdadeira essência dos desenhos animados - esboçar, desenhar e pintar 24 desenhos para um minuto de filme.
E se há um nome que merece uma vénia, entre os muitos que nesta altura se aventuraram a fazer de um lápis uma câmara, então esse nome é o de Chuck Jones.
Nascido a 21 de Setembro de 1912, Chuck Jones dedicou 60 anos aos cartoons. Mestre da subtileza, da dinâmica, do movimento e da expressividade, é considerado o pai da animação moderna e das suas mãos nasceram personagens como o Coyote e o Road Runner (os meus favoritos), Pepe LePew, o marciano Marvin e muitos outros, além de ter dado aos restantes (como Bugs Bunny e Daffy Duck) um traço e uma energia incomparável. Basta olhar para um filme da Warner para perceber se era dele.
Um dos mais de trezentos filmes que fez é, na minha opinião, o melhor dos Looney Tunes.
Chama-se "What's Opera, Doc", e foi lançado em, imaginem só, 1957.
Merece ser visto. Várias vezes.
Chuck Jones morreu em 2002, já na altura reformado dos estúdios. No seu contrato de rescisão amigável com a Warner fez questão de deixar escrito o principal motivo pelo qual abandonava o activo: "Aos oitenta anos um tipo só consegue pensar 50 anos para a frente".
O sr. Jones ainda não encontrou adversário à altura, embora pudesse dividir um pequeno espaço no seu pódio com um outro cavalheiro chamado Mel Blanc.
Mas isso são outras vozes.
(pesquisem "Mel Blanc", se não sabem porque raio umas cordas vocais podem valer milhões)
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O melhor conselho que jamais ouvi. Demora 7 minutos, eu sei, mas vale a pena. É um senhor videoclip.
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A lição vem de um designer de Singapura, que fez um site pessoal.
Não é acima da média, é outra coisa: é sensibilidade.
Descubram o talento de Jonathan Yuen.
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É o novo anúncio da Sony. Só uma pequena observação: não há aqui CGI nem nenhum tipo de efeitos visuais, a coisa foi feita a sério num bloco habitacioal prestes a ser demolido.
Vejam e comentem.
7 pessoas mandaram bitaites Marcado como: artes
Se há coisa difícil de lidar e de explicar aos petizes é o Medo.
Por isso, aconselho vivamente a pegarem numa criança (não precisa ser vossa) ou no vosso lado mais tenro de idade e irem assistir, nas manhãs do fim-de-semana, à peça "A Menina que não sabia o que era o Medo"
A encenação é da Susana Arrais, o texto é do Miguel Barros, o cartaz é meu e as sessões são às onze da matina, na Guilherme Cossoul. A coisa é para putos entre os 2 e os 5 anos, é muito giro e as reservas podem ser feitas através do 21 397 34 71 ou do 91 897 17 89.
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Já agora, porque me apetece, bons exemplos de publicidade, começando com este anúncio a limpa-vidros:



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Hoje aconteceu-me uma coisa estranhíssima. Estava a fazer um zapping tranquilo da minha vida quando, ao passar na SIC Mulher, fiquei encravado. É minha regra que o tradicional salta-canal é feito em perídos de 5 segundos, tempo mais que suficiente para perceber o que está a ser emitido.
Acontece, no entanto, que desta vez os 5 segundos chegaram ao fim e não fui capaz de mudar: estava a dar o show da senhora dona Oprah Winfrey.
Fiquei preso ao aparelho, confesso. A senhora estava a oferecer, assim de mão beijada, uma casa à escolha a uma senhora coitadinha mãe de três mas que também ficou a cuidar de seis filhos do irmão drogado e ela pobre infeliz mal tem dinheiro para pagar a luz vejam lá que trabalha no Starbucks a tirar cafés o dia todo e no último natal nenhum dos miúdos viu um presente sequer à frente do nariz e isto não é fácil e ela é uma mulher de coragem e já estão outras três senhoras da plateia a chorar parecem maria madalena não a bolacha mas sim a outra do cristo.
Vai daí, a tia Oprah empresta-lhe a sua agente imobiliária para que escolha a casa (e passo a citar:) que ela quiser; mas não é tudo, toma lá também o meu decorador pessoal e toma lá recheio completo para a sala, a cozinha e os quartos, que tu mereces, mulher.
Ah, e ainda pega nos putos todos, arranca para a Toys'R'Us e vai de escolherem o que quiserem. Resultado: mais 15 mil dólares em brinquedos.
Porra. Isto é televisão em grande.
Ainda há uns tempos a Oprahzita teve uma ideia brilhante e ofereceu um carro (General Motors, incha!) a todas as pessoas da plateia. Mais de duzentas.
Porra. Isto é televisão em grande. Haja dinheiro.
O The Oprah Winfrey Show começou em Setembro de 1986 e catapultou a senhora Winfrey para o lugar de mulher mais importante da televisão norte-americana.
Cito:
"Originally our goal was to uplift, enlighten, encourage and entertain through the medium of television. Now, our mission statement for 'The Oprah Winfrey Show' is to use television to transform people's lives, to make viewers see themselves differently and to bring happiness and a sense of fulfillment into every home."
Pois.
Televisão em grande. Televisão que salva, redime, recompensa e tudo isto intervalado de cinco em cinco minutos.
Fiquei preso a olhar para o que ali ia acontecendo.
É poderoso. O que for dito naquele programa é, para os seus fiéis espectadores, a verdade incontornável.
Por entre pausas para publicidade, a tia Oprah revela que o que vamos ver a seguir foi um dos momentos mais comoventes da sua vida. É sempre isto que ela diz. E nós vamos. E acreditamos.
Depois, a tia Oprah diz que vai dar às pessoas o que elas precisam. E nós sabemos que sim.
Se o outro tipo de Nazaré voltasse à terra ia ter séria concorrência. Não bastava o milagre da multiplicação, teria que fazer o milagre da comunicação.
Porra.
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No outro dia perguntaram-me quem era o comediante, a nível nacional, que eu mais admirava.
Essa é uma questão difícil e guardo para mim a resposta (embora pouco clara, como todas as minhas respostas).
Mas garanto-vos que, algures no Top 5, está este cavalheiro
O Ricardo Araújo Pereira merece que lhe tire o chapéu.
Primeiro, porque ele deve ficar muito mal de chapéu; e segundo, porque tem rasgos de verdadeiro génio.
E não estou a falar dos Gatos - se quiserem descobrir o lado verdadeiramente brilhante do RAP, leiam a sua crónica mensal na Visão.
Sim, senhor. Quem sabe, sabe.
9 pessoas mandaram bitaites Marcado como: artes
Para quem diz que a matemática não é romântica e não tem poesia:
Poesia Matemática
Millôr Fernandes
Às folhas tantas
do livro matemático
um Quociente apaixonou-se
um dia
doidamente
por uma Incógnita.
Olhou-a com seu olhar inumerável
e viu-a do ápice à base
uma figura ímpar;
olhos rombóides, boca trapezóide,
corpo retangular, seios esferóides.
Fez de sua uma vida
paralela à dela
até que se encontraram
no infinito.
"Quem és tu?", indagou ele
em ânsia radical.
"Sou a soma do quadrado dos catetos.
Mas pode me chamar de Hipotenusa."
E de falarem descobriram que eram
(o que em aritmética corresponde
a almas irmãs)
primos entre si.
E assim se amaram
ao quadrado da velocidade da luz
numa sexta potenciação
traçando
ao sabor do momento
e da paixão
retas, curvas, círculos e linhas
sinoidais
nos jardins da quarta dimensão.
Escandalizaram os ortodoxos
das fórmulas euclidiana
e os exegetas do Universo Finito.
Romperam convenções
newtonianas e pitagóricas.
E enfim resolveram se casar
constituir um lar,
mais que um lar,
um perpendicular.
Convidaram para padrinhos
o Poliedro e a Bissetriz.
E fizeram planos, equações e diagramas
para o futuro
sonhando com uma felicidade
integral e diferencial.
E se casaram
e tiveram uma secante e três cones
muito engraçadinhos.
E foram felizes
até aquele dia
em que tudo vira afinal
monotonia.
Foi então que surgiu
o Máximo Divisor Comum
freqüentador de círculos concêntricos,
viciosos.
Ofereceu-lhe, a ela,
uma grandeza absoluta
e reduziu-a a um denominador comum.
Ele, Quociente, percebeu
que com ela não formava mais
um todo,
uma unidade.
Era o triângulo,
tanto chamado amoroso.
Desse problema ela era uma fração,
a mais ordinária.
Mas foi então
que Einstein descobriu a Relatividade
e tudo que era espúrio
passou a ser moralidade
como aliás
em qualquer sociedade.
2 pessoas mandaram bitaites Marcado como: artes, pérolas