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Enforcamento?

Condenar Saddam Hussein à morte por enforcamento parece, a meu ver, a mesma coisa que condenar o dono do Ikea a montar estantes. No mínimo, pouco original.
Ah, e já agora, porque é que se diz "morte por enforcamento"? Não é um pleonasmo? Ou será que existe outro tipo de castigo por enforcamento?

Boletim Meteorológico

Pelo andar da carruagem, este país vai por água abaixo.

Será da idade

Quanto mais contacto com a chamada "malta nova", mais me assusto.
Assusto-me porque, sem aviso prévio nem sinal de chegada, dou por mim a prender na ponta da língua uma frase que me escapa pelas cordas vocais e que julgo não me pertencer, que tantas vezes ouvi da boca de gente a quem eu prontamente condenava e que, pelo respeito aos meus leitores, me recuso aqui a reproduzir.
Porque me recuso também a acreditar nela, embora cada vez mais a sinta a surgir na minha propria voz.
Eu explico.
Cada vez que contacto com "malta nova", percebo que a grande maioria destes teenagers são, na verdade, uns palermas. E por maioria entenda-se "grande parte" e não a totalidade.
Não quer dizer que eu próprio não seja também um palerma, mas a esta malta nova das modas fáceis, dos toques polifónicos Shaquira e da algarviada de sms com x's e k's são um tipo de palerma que a mim me preocupa - são palermas displicentes e em ascensão.

Sr. Matos, isto é para si


Isento de juízos de valor...

A prova de que cada vez existe menos esperança e de que o mundo, afinal, não é um lugar melhor...

...é o facto de Margarida Rebelo Pinto ter cometido mais um livro.

Chama-se "Vou contar-te um segredo".
Por acaso, era mesmo isso que eu queria dizer à Margarida.
Até consigo imaginar: Margarida... Magui... Guidinhas... Chega aqui, que eu quero contar-te um segredo... Anda cá, não te assustes com o machado.

último aviso

Que fique bem claro: amanhã vou para Madrid. Se, quando eu voltar na segunda-feira, o país ainda for uma massa cinzenta e molhada, vou ter que me chatear.
Se, quando eu voltar, não estiver um sol radioso e um clima caribeño, parto esta porra toda.



Já estou farto de chuva. Até parece Outubro, rais'parta.

Eu, aquilo que posso, faço pelos amigos

Segundo o Diário de Notícias, Valentim e João Loureiro escolhiam, por diversas vezes, os árbitros para os jogos do Boavista a contar para a época 2003/2004, segundo as escutas no âmbito do "Apito Dourado".

Acho miserável andarem por aí a explicar a magia do futebol.
Estes jornalistas estragam a piada toda da coisa.

Gosto Não Gosto

Gosto de pimentos padrón. Não gosto de coisas-padrão, excepto as peças do Lego.
Gosto de objectos amarelos com a tinta a descascar, de nuvens grandes e solitárias, do cheiro do Cerelác e de cabelos acabados de lavar, de pipocas com manteiga e sal, de comer caracóis com o Barros, de papéis com textura e de um piano a solo.
Não gosto de fundamentalistas, extremistas e tostas-mistas.
Gosto de cães, de gatos e de bichos com pêlo, de alpendres e varandas, de pedras redondas e de àgua.
Gosto muito de àgua mas não gosto de vapor. A sauna irrita-me.
Gosto de stress e não gosto de bolas anti-stress.
Gosto de algumas pessoas.
Não gosto de algumas pessoas.
Gosto de meter em sarilhos.
Gosto de cozinhar e de abraços.
Gosto muito de um bom abraço.
E acho que gosto de mais coisas do que aquelas que não gosto.
Gosto de silêncio.
Gosto de dizer que gosto das coisas e gosto da sensação de que o tempo passa depressa: obriga-me a gostar ainda mais de algumas coisas.

... sobre coisas boas e imbecis

Depois de alguns dias ausente deste blog, estou de regresso, pronto para a última semana de programas.
Para aqueles que me têm questionado sobre planos para depois, para já só há um: férias. Vou aproveitar para me pirar por 15 dias e relaxar, de preferência bem longe de tudo. Mas vou continuar por perto deste blog.

Entretanto, tenho ido espreitar os "Comédia á la Carte", todas as quintas a partir das 18, no Picoas Plaza. São muito bons, os rapazes, e têm ganho esta difícil aposta de conquistar o público lisboeta ao fim da tarde. Esta quinta, estou lá outra vez. Sem dúvida.

Ah, já agora, fica a chamada de atenção: pela segunda vez na (curta) história deste blog, fui obrigado a apagar um comentário de um visitante. Não me importo que critiquem ou que tentem chamar a atenção com disparates, mas o comentário do Rui Osório passou das marcas, ao insultar dois colegas meu de trabalho. Lamento, mas há coisas com as quais não me apetece condescender, e este blog é ainda uma ditadura - felizmente.
Aliás, este cavalheiro é daqueles que, por mim, era barrado à porta, porque nada me irrita mais do que gente que critica sem argumentos, só pelo prazer destrutivo e pela necessidade de compensar desequilíbrios internos e frustrações latentes. Mas pronto, as coisas são como são e o pior seria estimular este género de desvios comportamentais. Cá em casa, quem manda sou eu e o resto são cantigas.

Jantar volante

Ontem fui a um jantar volante: estava sem paciência e passei pelo McDrive.

Gente má

As pessoas são, em essência, más.
Estou a começar a ficar convencido disso.
Com o passar dos tempos, uns melhoram.
Outros não.

Cansa.

PopQuiz!

A questão é esta:
- Se encontrasses Deus, o que é que gostavas que ele te dissesse?

Ponham de lado fés religiosas e existencialismos e respondam através dos Comments.
Esmerem-se.

O que é que me aconselha?

Temos que encarar esta falha de forma digna e frontal: somos demasiado ingénuos.
Sim, falo de nós, portugueses amantes da bola e do Fado e das promoções de hipermercado. Falo desta nação de gente simples e hospitaleira, diria mesmo hospitalar, graças ao nosso brilhante serviço nacional de saúde.
Os portugueses são ingénuos.
Naïf.
Tótós.

Eu sei que é uma novidade que custa a digerir, como aquela carne de porco à alentejana quando frita em azeite excessivo.
Mas é a verdade e temos que a engolir.

Basta observar o comportamento típico do Zé Portuga em qualquer restaurante do país. Mão na ementa, olho no empregado e a pergunta sai disparada:
"- Ó amigo, este cherne é fresco?"
Ó amigo? É assim, com esta facilidade, que se estabelece uma relação de amizade? Basta pousarem-nos um pires de azeitonas, um cesto de pão e uns quadradinhos de manteiga meio-sal e já está? Pior: no fundo daquele ser, nas profundidades daqueles olhos pagadores de impostos, o raio da criatura está mesmo convencida de que vai obter uma resposta sincera ao perguntar pelo estado de frescura do cherne.
Mas não é isto que me choca mais. O que realmente me perturba é pensar que o empregado, também português crescido a couve, responde com sinceridade.
Diz "Claro que fresco, fresquíssimo!" e pensa "Como é que não havia de ser, está há mais de duas semanas na arca..."

Técnico Procura-se

Lisboa deve ter falta de técnicos especializados em refrigeração.
Em todos os estabelecimentos comerciais - lojas, cafés, bares e hotéis - nenhum ar-condicionado funciona como deve ser.
Após aprofundada observação nos respectivos locais, concluí que todos os aparelhos da grande Lisboa padecem do mesmo: ou não funcionam ou bombardeiam o recinto com temperaturas glaciares.
Não há meios-termos. Cada vez que entramos num recinto fechado só podemos sentir o ambiente real do Botswana ou do Antártico.

A Fazer:

- desencantar tempo à força para acabar de escrever o raio da peça
- voltar ao restaurante do Bairro Alto que tem aquelas tapa fabulosas
- acabar de ler o livro do Steve Martin
- telefonar ao Chico e saber como está a vida em Londres
- ir jantar com os pais
- começar de uma vez por todas o romance que não me sai da cabeça
- cortar cabelo
- perder amor ao dinheiro e inscrever-me na Sociedade Portuguesa de Autores
- arranjar história definitiva para filmar a curta, já não há desculpas
- deixar de ler críticas e confiar nos instintos, já não há pachorra
- confirmar jantar sexta-feira e comprar ingredientes para cozinhar o já mítico Bóbó de Camarão
- ir ao ginásio
- telefonar aos amigos, a habitual ronda para saber como está o pessoal
- acreditar que tudo é possível.

As pessoas são um sítio estranho

"-Achas estranho alguém que não conheces gostar de ti?"


Acho.
Acho que de ter empatia a gostar de alguém vai uma larga distância.
Acho estranho porque sei que todas as pessoas são estranhas.
Acho ainda mais estranho gostar de alguém sem lhe ter visto os olhos ao perto.

Jornalistas

Há gente assim: uma jornalista perguntou-me se me sentia feliz por estar a fazer o "Ás Duas por Três".
Eu respondi que estar feliz é a minha melhor hipótese.
Fazer isto foi o que a vida agora me ofereceu. Mais vale saborear a viagem.
O mundo está cheio de gente que está infeliz por não estar a fazer isto ou aquilo, em vez de se divertir com o que lhe está a acontecer.
Carpe Diem, cum caraças!

Bifidus Activo

Acabo de me aperceber que este país caga mal.
Esqueçam o défice, a crise, a Ota e o TGV: o mal lusitano é a prisão de ventre.
Basta ver os anúncios, em que donas de casa e executivos em esplanadas se orgulham de ter regulado o trânsito intestinal, melhorado a flora intestinal, de se sentirem mais leves e de terem intestinos que funcionam como um relógio!
Graças às fibras e ao bífidus, somos mais felizes.
Cagamos descansados.
Poderá existir coisa melhor do que o Pursenide, a pastilinha mágica que nos permite abrir as janelas de casa com um sorriso depois de aliviarmos tensões na sanita?
Podemos estar todos mais descansados. Agora, amigas nos sofás de todo o Portugal podem explicar umas às outras como aliviar os restos da última refeição.
Agora, podemos finalmente encarar a vida com outro ânimo:
mesmo com crise e na cauda da Europa, conseguimos cagar nisso.

Bochechas ataca de novo

Cavaco avança com o apoio do PSD.
Manuel Alegre avança com o apoio do PS.
Soares avança com o apoio da Lindor.

O Rei da Madeira

Ao ver mais uma reportagem da SIC sobre o sr. Alberto João Jardim, apercebo-me com profunda tristeza de que o nosso governo é extremamente pobre no que toca a coisas que realmente interessa.
É desanimador: ao longo de tantos anos e ainda não se arranjou um sniper, um atiradorzito furtivo que resolva o assunto? Uma coisa assim tipo Kennedy?
Ou então uma carga de explosivos... O homem deve andar de avião ou de carro... Não se consegue outra vez o contacto do gajo que fez o serviço em Camarate?

Somos uma tristeza parca em recursos, essa é que é a verdade...