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Ela está de regresso


Sabem quem é esta menina, sabem? É a renovada Sarah Connor.
É verdade: a mãe mais devastadora de todos os tempos está de regresso, e desta vez (sem grande espanto) em série de televisão.






Os responsáveis, é claro, são os senhor da FOX, que decidiram apostar nesta estreia da série Terminator para a caixinha mágica, centrando a história na personagem mais interessante, a senhora quebra-ossos. A actriz é a guapíssima Lena Headey, que vimos mais recentemente em "300".




Para quem já está a salivar (ou a tremer de receio), aqui fica o trailer de promoção:

Estreia, nos estates, em Janeiro. Aguardemos, pois.

Darwin falou sobre isto, não falou?

"Um menor de 14 anos, residente em Macinhata, Vale de Cambra, terá praticado automutilação parcial, alegadamente incentivado por uma página alojada na rede social on line Orkut"

Segundo as notícias, este rapazinho estava também a combinar com outro rapazinho um suicídio colectivo.
As forças policiais interviram, preocupadas, e fala-se em quase tragédia.

Meus senhores:
Isto não é tragédia, é estupidez.

A malta quer fazer automutilação e suicídios colectivos?
Não é culpa do sistema: é a natureza a encontrar formas de auto-selecção.

Este já cá canta


Já tenho lugar cativo em Abril de 2008 para aquele que será certamente um dos happenings do ano: o espectáculo Quidam, do Cirque du Soleil.
Os bilhetes já estão disponíveis para os membros on-line do site oficial do Cirque e esta sexta-feira deverão ser postos à vendas para os restantes interessados.
Se é o vosso caso, corram. Os melhores lugares já foram practicamente todos vendidos e os restantes ameaçam ir pelo mesmo caminho, como se fossem gelados num jardim de infância.
Os preços vão dos 40 aos 95 euros por cabeça felizarda.
Vá, despachem-se.

E ainda outro para as trincheiras!!!

Sem dúvida, a maré está a mudar.
Acabadinho de chegar às prateleiras das livrarias:

E passo a citar:
"Hitchens conta a história pessoal dos seus encontros perigosos com a religião e descreve a sua viagem intelectual para uma visão laica da vida, baseada na ciência e na razão, na qual o céu é substituído pela panorâmica que o telescópio Hubble nos proporciona do universo. “Deus não nos fez”, escreve ele, “Nós fizemos Deus”. Por isso, considera que a religião é uma distorção das nossas origens, da nossa natureza e dos cosmos. Prejudicamos os nossos filhos - e colocamos o nosso mundo em perigo – ao doutriná-los. “A literatura é melhor fonte de ética e o melhor espaço de reflexão do que os textos sagrados. As pessoas deviam ler George Eliot, Dostoyevsky e Proust para orientação moral”, diz. Embora se tenha casado por duas vezes, cerimónias celebradas por um padre ortodoxo e por um “rabino homossexual”, agora só quer que a religião o deixe em paz. Hitchens foi nomeado, no início de Outubro, para um National Book Award."
Christopher Eric Hitchens é um jornalista que reside nos EUA, colunista habitual de publicações como Vanity Fair, The Atlantic, The Nation, Slate, Free Inquiry e o Wall Street Journal.
Claro que vou comprar e ler; depois digo qualquer coisa.
Entretanto, saibam mais sobre o autor em www.hitchensweb.com

Casting le Cirque


Com 15 espectáculos em cena por todo o mundo, o Cirque du Soleil é hoje, acima de tudo, uma indústria própria que ergueu a fasquia das artes circenses e criou toda uma nova noção de espectáculo, sem equivalente à escala planetária.
Claro que para manter uma máquina monstruosa como esta em movimento, os rapazes têm que estar constantemente em busca de novos talentos.
Mesmo que não consigam fazer malabarismos com duas laranjas que seja, espreitem a secção oficial de castings no site do Cirque.
Além de ser um exemplo de marketing e boa comunicação, este site-dentro-do-site permite também espreitar os bastidores, perceber a mecânica do grupo e assistir a alguns vídeos fabulosos.



Façam lá uma pausa de 10 minutos e deliciem-se; o site está em várias línguas mas aconselho ver em francês ou inglês.

Um século de rotores e pás

Paul Cornu e a sua gerigonça, que se supõe ter funcionado, embora pouco


A 13 de Novembro de 1907, o francês Paul Cornu pilotou o seu protótipo de hélice dupla e fez o aparelho erguer-se no ar. A cerca de 30 centímetros do chão. Durante cerca de 20 segundos. Dizem.
Independentemente da dúvida, a maioria dos historiadores marca este feito como a data em que o homem testou pela primeira vez um helicóptero.
Claro que já antes o Homem conhecia a hélice - os chineses tinham brinquedos com hélices voadoras no ano 400 AC e Leonardo Da Vinci já desenhava máquinas voadoras baseadas no princípio da sustentação por efeito parafuso - mas só no início do século XX se conseguiu começar a pensar em transformar esse sonho em realidade.

Das primeiras máquinas hesitantes ao helicóptero como hoje o conhecemos foi questão de meio século.
Com o desenvolvimento da tecnologia e da mecânica graças ás necessidades da guerra, o helicóptero passou de um aparelho estranho para uma evoluída forma de transporte, capaz de dominar os céus como uma libélula. Hoje são máquinas indipensáveis, tanto no terreno de combate como na luta aos incêndios, na assistência médica e no transporte humano.

Qual o futuro? Falamos agora cada vez mais de carros flutuantes, tipo família Jetson, embora muitos digam que é impracticável. Seja qual for o futuro do helicóptero, uma coisa é certa: está muito próximo.






(Com os sinceros parabéns a Mário Moura, comandante dos ares e progenitor deste escriba)

Papa aqui a ver se eu deixo

O papa Joseph Ratzinger, capo di tutti capi, fez este fim-de-semana críticas severas aos bispos portugueses que se deslocaram ao Vaticano (será que voaram low-cost?). Apesar de alguns elogios (especialmente à medieval concordata que o Estado voltou a assinar com a Igreja), o papa lá deixou escapar uns quantos dedos apontados à Igreja Católica portuguesa.
E tem razões de sobra para o fazer. No nosso país, a taxa de adesão a esta multinacional religiosa é cada vez mais baixa. Há menos baptismos, menos comunhões, menos fiéis nas igrejas e até mesmo menos padres: por cada dois que morrem apenas um é "admitido ao serviço", o que é um balanço francamente animador para pessoas como eu. Apesar dos investimentos imobiliários e da pressão social, a verdade é que a igreja está a perder terreno.

O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), D. Jorge Ortiga, reconheceu a dificuldade da hierarquia em lidar com o crescente abandono da fé pela população portuguesa: "O povo português continua, na sua grande maioria, a afirmar-se católico embora reconheçamos que os ventos do relativismo e indiferentismo exercem uma grande pressão, provocando atitudes e opções ambíguas e, em alguns casos, contraditórias", afirmou o bispo português, denunciando a existência de "pequenos grupos, imbuídos dum espírito laicista, que têm pretendido suscitar possíveis conflitos".

Gosto especialmente da noção de pequenos grupos que andam por aí a "armar barulho" e da tentativa de passar a mensagem de que o abandono da fé é uma questão de "relativismo e indiferentismo".
Engana-se, o senhor Ortega (nome familiar, não?).

O que leva ao abandono da fé não é o indiferentismo, pelo contrário, é a consciencialização.

Desde que Darwin publicou "A Origem das Espécies", até à tomada de posição de nomes como Carl Sagan, Albert Einstein e outros, a supremacia da razão e da lógica tem-se revelado uma caminhada difícil.
Apesar de cada vez mais existirem pessoas não-crentes e de, cada vez mais, sentirem que o podem dizer sem correr o risco de acabar na fogueira em praça pública, o certo é que não chega a ser um movimento. Isto acontece porque a maioria dos ateus não anda por aí a espalhar aos quatro-ventos que não acredita em deus, anjinhos da guarda e santos milagreiros, porque aparentemente não faz grande sentido, e é fácil de explicar porquê. A lógica é mais ou menos esta:
Quem não acredita que existem fadas no seu quintal não sai à rua a dizê-lo. Mas, por outro lado, quem acredita que no seu quintal se escondem seres mitológicos fará todos os esforços para convencer pelo menos os vizinhos.
Esta é a barreira que separa os ateus dos crentes, mas é também um dos maiores impedimentos à evolução natural do pensamento humano.
É preciso unir esforços e sair à rua dizendo claramente que é permitido falar e criar a discussão sobre religião. Ao contrário do que a Igreja diz, podemos falar sobre isso e não se trata de silenciar a coisa ao oportuno dogma da fé.
Falar sobre a existência de Deus é tão válido como falar sobre a existência do monstro de Loch Ness (apesar de que este último leva a vantagem de ter pelo menos uma foto tirada).
E falar sobre as coisas é o princípio para se esclarecer as pessoas e clarificar a sociedade, e dar o primeiro passo para a eliminação de um dos maiores cancros que corrompe o planeta.
Temos que forçar os ateus a encararem os deístas e teístas no terreno da argumentação, porque é a única forma de eliminarmos mais um mito da história da humanidade; um mito que ainda hoje subjuga milhões de pessoas, desvia milhões para usufruto próprio e está na origem de quase todos os conflitos armados humanos.

O papa tem toda a razão em estar preocupado. Como se já não bastasse termos acabado com a caça às bruxas e a Inquisição, a humanidade ameaça agora atacar a raíz do mal.

P.S.:
Resposta a um mail de um visitante deste blog

Caro F.,
obrigado antes mais pela agilidade com que respondeste a este post (8 minutos?) e pela atenção de a teres enviado como correio electrónico e não como "comentário de ódio". Permite-me que responda ao teu mail ponto-por-ponto, além de que também publicarei a resposta no meu blog, por a considerar elucidativa a todos os outros leitores.
- Não, não creio que deva ter vergonha de criticar "a maior instituição religiosa do mundo". Primeiro, porque não é (conheces o Dalai Lama?) e, segundo, porque tamanho não é documento;
- O facto de ter muitos adeptos não significa tem razão e, sim, acho que "milhares e milhares de portugueses" é que estão errados. Relembro-te que o nazismo também conseguiu muitos adeptos e isso não faz dele uma doutrina correcta;
- se minha atitude "insulta as pessoas de fé" e "vai contra" as minhas "responsabilidades de pessoa com imagem pública" (lol), é fácil: não leiam. mudem de canal. Da mesma forma, também considero insultuoso o que qualquer organização religiosa promove, da mesma forma que tu próprio também considerarias insultuoso se alguém agora formasse uma igreja ao Deus-Lua ou ao Deus-Telemóvel (com a vantagem de serem dois deuses que pelo menos existem fisicamente);
- concordo que a existência de Deus não pode ser cientificamente provada, mas isso não faz com que exista. Também não consigo provar que não existem dragões voadores, mas sei que não existem, quanto mais não seja pela lei da probabilidade. E, pelo menos no terreno da probabilidade, posso discutir a existência do teu Deus;
- se houver inferno, terei todo o gosto em arder lá, como referes. Afinal de contas, não vou querer passar a eternidade longe de todos os meus amigos.

CM

Pois estive ausente, e então?

Estive uma semaninha ausente deste meu muy querido belógue, porque a vida tem outras prioridades que não a tagarelice digital.
Mas obrigado a todos os que enviaram mails a reclamarem alguma dignidade da minha parte em manter a coisa actual. Foram chatos como a potassa, seja lá o que isso quer dizer.
Se querem saber o que andei a fazer, não é da vossa conta.
Mas posso dizer que, além de andar empenhado numa nova peça de teatro que está cada vez mais perto de acabar de ser escrita (o Nuno "Karmatoon" Matos é um dos responsáveis pelo entusiasmo), andei às voltas com o mundo (que existe) para além da net.
Aproveito para algumas notas de rodapé:

- As sextas continuam quentes no "LiveIn", em Lisboa, perto da antiga torre da Galp na zona Expo. São as noites de comédia do Sindicato, com uma freguesia considerável, num espaço pequeno o suficiente para manter uma proximidade e um ambiente mais chegado. Vale a pena descobrir.
Claro que há mais espaços interessantes. Esta quarta-feira, por exemplo, vou estrear-me no "Coffee&Pot" de Alcântara. É por volta das 22:30. Ou 23, vá. Apareçam. Quanto aos restantes locais, vou avisando por aqui, não se preocupem.


Finalmente consegui fazer uma piada que andava entalada debaixo da língua há imenso tempo. Eu explico.
Os senhores da PT foram finalmente lá a casa instalar o novo serviço da rapaziada, o MEO. E fiquei espantado: funciona como dizem na publicidade. Um misto de TV+Net+Telefone via linha telefónica (não me perguntem como é que eles conseguem), o MEO deixou-me com um sorriso de orelha a orelha. Primeiro, como já disse, porque funciona. A net corre veloz, o telefone fixo está lá funcional como um futuro mono e a televisão tem boa imagem, fluída e com canais simpáticos. Mas o que vale mesmo a pena são os serviços secundários. Graças à sua box especial, o Meo permite gravar até 100 horas de emissão televisiva, fazer pause a qualquer momento na emissão em directo e retomar mais tarde, programar gravações até de séries completas e alugar vídeos on-line com o simples carregar de um botão e com preços que vão de 1€ a 3€ para 24 horas de disponibilidade. Muito bom, pelo menos até agora.

O que me leva à tal piada que andava louco para dizer.
Fui à loja da TVCabo e disse-lhes que queria cancelar todos os meus serviços com eles. Inevitavelmente, o funcionário perguntou-me porque razão eu queria deixar de ser cliente.
E foi aí, meus amigos, que me pude vingar:
"- Sabe, é que afinal vocês têm mesmo razão. Há coisas fantásticas. Estão é na concorrência."

Soube bem.

Em breve numa sala perto de si

Vem aí coisas boas, minha gente, e coisas menos boas mas daquelas que têm que ser vistas no cinema...
Comecemos pelas estreias previstas para breve no nosso país.

Dia 15 de Novembro estreia finalmente "American Gangster", o novo de Ridley Scott, com a dupla explosiva Denzel Washington e Russell Crowe. A história é uma espécie de "Padrinho" mas desta vez black&white. O trailer promete:

Para 22 de Novembro, chamada de atenção para duas possíveis preciosidades. Uma é um destravado filme de acção, com mais balas por centímetro quadrado de película do que a maioria dos filmes do Rambo.

Tomem nota ao trio de actores: Clive Owen, Paul Giamatti e... Monica Bellucci. Para quem, como eu, anda com fome de ver um filme de acção ritmado, sem grande noção de realismo mas com muito boa disposição, parece ser uma grande aposta. A receita? Bang, bang, bang, fun fun fun. Só o trailer já promete soltar adrenalina:

Ainda na base das loucuras, o anseado regresso da dupla de "Shaun of the Dead" (brilhante!!!), Edgar Wright e Simon Pegg, está marcado também para 22 de Novembro, com este hilariante "Hot Fuzz":

O que é que acontece quando um super-polícia é despromovido para uma pequena e pacata vila? Violência moderada. Promete ser, mais uma vez, genial.

Ainda sem data prevista para o nosso Portugal está um remake que tanto pode ser genial... como aquilo que tecnicamente no mundo do cinema se chama "uma grande banhada". Estou a falar do novo de Will Smith:

Do mesmo realizador do fraquinho "Constantine", com Keanu Reeves, e de vídeos de Jennifer Lopez e Britney Spears (sem comentários), chega este "I am Legend". A história é uma promessa intelectual de um gabarito digno de nobel da literatura: planeta é atingido por um vírus que transforma toda a gente em zombies menos o nosso herói que é imune. Pronto, já está. Mas não desistam ainda, vejam o trailer:


E agora, last but not least, coisas sérias.
Quem está em alta no mundo do cinema é o extraordinário Javier Bardem (lembram-se do brilharete do rapaz no "Collateral", já para não falar de "Mar Adentro"?).
Pois este nosso amigo está de regresso e com duas grandes, grandes promessas.
Uma é finalmente a adaptação a cinema de um dos melhores livros de todos os tempos:

"Amor em Tempos de Cólera", de Gabriel García Marquez, vai finalmente ver a luz do projector pelas mãos de Mike Newel, um relizador que nunca mostrou talento acima da média mas que foi responsável por coisas muito boas como "Quatro Casamentos e Um Funeral", "Donnie Brasco" e o último "Harry Potter". Será que o filme estará à altura do prefácio do livro?


Mas a película mais esperada com Javier Bardem é outra, a nova jóia da coroa dos irmãos Coen.

Adaptada do romance do senhor Cormac McCarthy, "No Country for Old Men" promete ser a bomba do ano, com interpretações de gente como Tommy Lee Jones, Josh Brolin e Woody Harrelson, além do nosso vizinho Javier Bardem, que parece encarnar um dos melhores psicopatas de todos os tempos.
Como sou amiguinho, aqui fica o genial trailer da coisa:


E pronto. Corram para as bilheteiras.

Uma agradável surpresa


Vou contar-vos um encontro inesperado que tive. Esta menina que podem ver aqui à vossa esquerda dá pelo nome de Jacqui Naylor e, apesar de já ir com seis álbuns lançados no mercado, só agora chegou a Portugal, com o lançamento do CD "The Color Five". Descobria-a por acaso, numa escuta aleatória na FNAC e não resisti a comprar o álbum, há coisa de um mês atrás. A miúda tem talento, deixem que vos diga. Entre o jazz vocal e o folk, tem um daqueles timbres difícil de categorizar, que tanto vai ao terreno dos graves femininos de Diana Krall como se pontua de tons doces e melódicos do estilo Marisa Monte. O álbum é, acima de tudo, divertido. Jacqui coloca-nos versões inesperadas num formato jazz, como "Loosing My Religion" dos REM ou "I Still Haven't Found What I'm Looking For" dos U2, e mistura-os com o clássico "Blue Moon" e alguns temas próprios.
Mas, se o álbum já marcou uma boa descoberta, qual não foi a minha surpresa quando fiquei a saber que ela ia estar cá, em Lisboa, para um showcase nas FNAC's... Sem grandes expectativas, lá me pus ontem a caminho do Colombo, para ver o que a coisa dava.
No café FNAC, entre meia-dúzia de clientes perdidos, dei de caras com Jacqui Naylor, tranquilamente a tomar um café. Claro que puxei conversa. A moça mostrou-se de uma simpatia inesperada. Californiana a viver em S. Francisco, disse que delirou com a ponte 25 de Abril (exactly the same bridge!)e que planeava dar um concerto a sério em 2008 em Portugal. Trocámos duas de treta e ela subiu ao pequeno palco com o seu pianista/guitarrista (excelente músico, por sinal) e cantou uma mão cheia de temas, para um público pequeno e para um ou outro mirone que lá ia espreitando a sala tentando perceber quem seria a cantadeira.
Surpreendeu, garanto-vos. Sozinha, de voz cristalina acompanhada ora ao piano ora à guitarra eléctrica limpa, Jacqui Naylor comprovou que, se a coisa prosseguir o seu caminho normal, vai facilmente competir com a popularidade de Diana Krall nos escaparates das lojas.
Vale a pena descobrir - espreitem o site oficial, onde podem ouvir o início das faixas de todos os seus álbuns.

Adivinha quem voltou


Se o Rambo tem direito a sair da sepultura, então o maior herói de aventuras do cinema também merece um grande regresso. Já está em marcha a nova aventura de Indy, "Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull".
Em filmagens até fins de novembro, o novo capítulo já está na forja desde 1989 (!), altura em que Spielberg, Lucas e Ford decidiram que só valia a pena um novo episódio se tivessem um guião à altura. Depois das tentativas de quase uma dezena de guionistas, entre os quais M. Night Shyamalan, decidiram-se pelo trabalho de David Koepp, argumentista responsável por vários sucessos como "Carlito's Way", "Panic Room", "Spider-Man", "Men in Black", "Guerra dos Mundos", etc.
Para este novo filme, pouco se sabe, excepto que Indy vai andar às turras com russos, ao que tudo indica. No elenco, nomes como John Hurt e cate Blanchett reforçam as fileiras, além do regresso de Karen Allen.
Esperemos, pois, por 2008.

Shia LaBeouf, Steven Spielberg, Ray Winstone, Harrison Ford e Karen Allen

Depois não digam que não avisei

Graças a uma desenfreada corrida à bilheteira, o Cirque du Soleil já anunciou que vai regressar a Portugal em 2008.
Ainda não há confirmação do espectáculo que vão trazer desta vez, mas após uma breve investigação no site oficial tudo indica que será o mítico Quidam, e desta vez com direito a tenda própria e tudo.
Portanto, não se façam de rogados e preparem-se para uma nova corrida aos bilhetes se quiserem assistir a um dos maiores espectáculos ao vivo à face da Terra. A melhor forma de garantir bilhetes é inscreverem-se no clube online do Cirque du Soleil: é lá que eles vão colocar primeiro os bilhetes à venda.
Quidam é um grande espectáculo e que conta com os meus dois números favoritos do Cirque, a roda alemã...
...e o fabuloso personagem "John":
A partir de agora, considerem-se avisados...

Mais um para as trincheiras

Depois do lançamento em português de "The End Of Faith", de Sam Harris, eis que chega finalmente a tradução de "The God Dellusion", de Richard Dawkins.
E, meus amigos, é um livro obrigatório do pensamento universal, quer para crentes, quer para ateus hereges como eu.
Até que enfim que começam a chegar às prateleiras das nossas livrarias publicações que fogem à regra do país católico apostólico romano e que colocam novos alicerces na discussão moderna. Já começava a pensar que o lápis azul das editoras ainda continuava activo.
Mas nem tudo são rosas. Além da capa claramente sensacionalista, com a desnecessária observação "O livro que está a abalar o mundo", acho que o título foi mal traduzido. Apesar de soar bem a uma primeira vista (dellusion, desilusão), a palavra certa seria a pouco usada mas portuguesíssima delusão. É que, em português, desilusão é um termo mais associado a encarar algo que não corresponde às nossas expectativas, o que assume a existência de algo, enquanto que delusão, do Latim delusione, quer mesmo dizer engano, logro, burla, o que está mais de acordo com a intenção do autor. O título ideal, para evitar estranhezas do público, seria mesmo "O Logro de Deus". Mas o que está feito, está feito.

Porquê a necessidade de ler este livro? Porque é uma obra séria, fundamentada, construída numa linguagem simples e que explica claramente as bases do pensamento ateísta. E antes de ter crentes a dispararem contra-argumentos, deixem-me dizer-lhes que, como em qualquer discussão, convém saber ouvir - é o princípio do diálogo. E nós, os descrentes, andamos a ouvir-vos desde que o mundo é mundo.
O autor é este cavalheiro aqui ao lado, que dá pelo nome de Richard Dawkins. Biólogo com cadeira reservada na Universidade de Oxford, este britânico nascido no Quénia é uma das maiores referência do pensamento ateu, social e anti-religião da actualidade. Se quiserem saber mais sobre o assunto, além de lerem o livro podem fazer uma visita ao seu site oficial, em richarddawkins.net. Vale a pena - espreitem os vídeos.
Não vou falar mais sobre o livro, porque seria reduzi-lo a alguma insignificância. Mas deixo-vos algumas frases de Dawkins:

"...quando dois pontos de vista opostos são expressados com igual intensidade, a verdade não tem que estar necessariamente no meio caminho entre ambos. É possível que um dos lados esteja pura e simplesmente errado."

"Nós admitimos que somos uma espécie de primatas, mas raramente nos apercebemos que somos primatas."

E uma das minhas favoritas:

"Todos nós somos ateus no que toca a muitos dos deuses em que a humanidade já acreditou. Acontece é que alguns de nós já avançaram mais um deus."

Sony Rolly

É a próxima novidade da Sony - um novo leitor de MP3... bastante particular. O vídeo explica tudo:

Sexta feira, ao vivo e a cores!

Alô margem sul, alô Amora, alô!
Esta sexta-feira a sala vem abaixo com o espectáculo de stand-up mais deprimente do universo:

Apareçam, os bilhetes são mais baratos que um vodka-laranja. Ah, e uma salva de palmas ao Pedro Ribeiro pelo cartaz mais absurdo da última década...

Boas notícias para o Benfica

E promessas de melhorar a capacidade em campo: Nuno Gomes tem uma rotura muscular.

Radiohead - os maiores... e mais baratos


E finalmente os Radiohead estão de volta com novo álbum, "In Rainbows", e desta vez com uma revolucionária estreia mundial ao nível da comercialização.
A banda pura e simplesmente decidiu assassinar o processo tradicional das editoras e colocou desde ontem o álbum à venda on-line. Mas não tem nada a ver com a compra de faixas no iTunes - não, quem quiser comprar compra o álbum todo num ficheiro zip.
Mas a surpresa não é esta. A grande surpresa é que o álbum... não tem preço.
Depois do utilizador se registar no site, pode aceder à página de compra, onde decide quantos álbuns quer comprar, como habitualmente, mas desta vez o espaço onde deveria surgir o custo final está em branco, sendo o utilizador que o tem que preencher. A frente deste espaço, apenas um ponto de interrogação.
Surpreendido com o "novo sistema" e sem perceber quanto custaria o álbum, cliquei no ponto de interrogação, para tentar perceber o valor da coisa, e apareceu-me a seguinte mensagem:
"It's up to you".
Não satisfeito, voltei a clicar no pontinho de interrogação e
"No, really, it's up to you".
Espantado, fiz uma breve pesquisa na net e percebi que a banda deixa à disposição dos fãs quanto querem pagar pelo álbum.
Claro que há um mínimo: £0.45, cerca de 65 cêntimos, que é para pagar a taxa do Visa. Mas basta. Quem quiser que eles enviem o álbum para casa terá que sustentar o custo mínimo do transporte, e por cerca de 40 euros recebe a edição deluxe, que além do álbum contém dois vinis e um pequeno book exclusivo...
Tem havido uma grande discussão em fóruns onde os fãs argumentam qual o valor mínimo e digno para dar directamente à banda mas, em comunicado, os Radiohead já disseram que deixam isso à escolha do freguês e que não fará grande diferença em relação ao que a banda ganharia no comércio tradicional.
Por isso, meninos, corram para o site InRainbows e façam download do álbum, em vez de piratear. Ah, e não sejam forretas - gastem mais de um eurito, que vale bem a pena...
Isto sim, é revolução digital.

Ainda sobre sexta-feira, 12

Estive mais de duas horas e meia a fazer contas e apercebi-me que esta sexta-feira assinalo o meu espectáculo de stand-up em bares nº450. Já por várias vezes tinha andado às voltas com estes números e com as várias datas espalhadas em agendas e blogs e blocos, mas acho que é mesmo isto. Prometo que ainda virei aqui fazer um balanço, e tenho que preparar algo especial para o 500, em 2008...
Portanto, além de festejar 33 anos, festejo também o número de horas de vôo. Com tanta experiência, já devia ter aprendido algo... Irra!

RIP

Faleceu Raúl Durão, aos 65 anos de idade, vítima de cancro. Foi um dos rostos que marcou o meu "crescimento televisivo" - lembro-me perfeitamente da sua expressão a anunciar ao país o acidente de Camarate e a morte de Sá Carneiro. Esta madrugada, a sua luta pessoal chegou ao fim.

Terça-Feira, na SIC Radical

Esta terça, a partir das 23h, vou dar umas palavrinhas ao "Boa noite, Alvim", na Sic Radical. Coisa rápida, de 4 minutinhos, para (des)animar o programa.