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De boas intenções... (parte 2)

Na continuação do meu post anterior (ver abaixo), aqui fica a versão portuguesa, pela voz da Ágata. Mais abrangente, claro está.

O dinheiro desta canção reverte para uma associação de crianças desaparecidas, apesar do título maldoso que escrev... que apareceu no vídeo, mas acho que está mal. Tenho a certeza que, com a campanha certa, haveria muito mais gente a dar muito mais dinheiro à tal associação para a Ágata não cantar.

Enfim, mais uma oportunidade desperdiçada.

De boas intenções está o Top+ cheio

Párem tudo o que estão a fazer, desliguem o solitaire e chamem todos os seres vivos à vossa volta, antes de verem o vídeo abaixo. Aumentem o volume da colunas até ao limite possível. Sentem-se confortavelmente e relaxem.


Já está? Então já podem carregar em play.

Ora bem, aqui está o franco exemplo do que é uma boa produção musical em prol de uma nobre causa. À semelhança de nomes como Elton John, Bryan Adams, Sting e João Pedro Pais, estes dois cantautores, que presumo serem pai e filho (tipo Kelly Family na desintoxicação), decidiram abdicar do dinheiro fácil e de mais um hit single na MTV por uma criação artística altruísta, inspirada pelos anjos, envolvida de amor e carinho.

E, meus amigos, estes bardos dos tempos modernos não estão para meias medidas! Repare-se na qualidade estudada para este maravilhoso videoclip, com um décor inspirado na indústria têxtil. Observe-se a indumentária, um guarda-roupa cuidado, minunciosamente detalhado para manter o estatuto de estrela sem perder a ligação às classes sociais mais desfavorecidas.

E a música? Que dizer da música? Uma pérola, meus caros, uma pérola! O instrumental, uma mistura entre Paco de Lucia e Carlos Paredes! A voz, um misto de Kenny Rogers com o sempre imortal Marante!!!

Bis, bis, bis!

Se a miúda ainda estiver viva, espero que seja surda.

Royksopp

É um dos melhores vídeos de todos os tempos: "Remind Me", dos Royksopp...

Dark Road

Annie Lennox está de volta!
O novo álbum da diva, agora com 53 anos, chama-se "Songs of Mass Destruction" e estará à venda dia 1 de Outubro. Por enquanto, primeiro single é este brilhante "Dark Road". Aumentem o volume, carreguem em play e relaxem:

Uma década de OK


Há dez anos atrás, em Julho de 1997, surgia nas lojas de música o então novo álbum dos Radiohead "Ok Computer". Marcado pelas experiências sonoras de "The Bends" o disco trazia consigo uma sonoridade estranha, pouco fácil de digerir e, sobretudo, muito pouco "rock FM". Assim que assentou na praça, "OK Computer" foi alvo de críticas díspares: a "Rollling Stone Magazine" diagnosticava-o como o álbum do ano, a "Time Magazine" sentenciava-o ao rotundo falhanço como "experimentalismo egocêntrico".
Estavam todos errados. "OK Computer" tornou-se não no álbum do ano, mas sim num dos mais marcantes álbuns da década - uma obra única, liberta de estigmas comerciais, fresca, difícil de comparar a qualquer outro produto no mercado e que catapultou os Radiohead para o estatuto de grupo-referência.
Ao contrário dos medos dos críticos e dos promotores, o público acolheu a obra com carinho. Demorou, mas acolheu. Os temas foram saindo do disco, lentamente, através do passa-palavra e da descoberta progressiva e, em 98, ainda se faziam ouvir singles do álbum como se de novidades se tratassem.
Fazem falta mais álbuns assim.

O Leão mostrou a sua raça

E é uma raça de todo o mundo. Rodrigo Leão deu ontem à noite num concerto grátis junto à Torre de Belém, acompanhado pelo seu Cinema Ensemble e pela Sinfonieta de Lisboa, além de convidados como Ângela Silva, Pedro Oliveira e Beth Gibbons. Um concerto de duas horas para um rio tranquilo e um oceano de gente.
Para além de um som que, sejamos sinceros, estava para aquém do que se pedia, com alguma falta de preenchimento e força, o que é que se pode apontar como defeito? Nada.
O homem mostra que sabe e faz-nos lembrar que, realmente, somos um país de fraca memória e que não valoriza merecidamente o que tem: "lá fora", Rodrigo Leão teria direito a passadeiras vermelhas.
A sua música junta todo o planeta e não tem problemas em criar melodias com sotaque brasileiro ou ritmos argentinos e cruzá-los como que há de mais português.
Beth Gibbons, a voz dos Portishead, esteve à altura, assim como todos os outros intérpretes e músicos, mas foi o comovido Pedro Oliveira que levou a noite a um dos mais altos pontos, ao relembrar os Sétima Legião com o público em uníssono.
Um valente espectáculo. O Leão é, ainda, o rei desta nossa selva lusitana.

Hang Drum


Este instrumento chama-se Hang e foi inventado no ano de 2000, fruto de um estudo aprofundado de vários instrumentos dos quatro cantos do mundo... e tem um som simplesmente inacreditável! Ora vejam... e oiçam!

Se tal como eu já estão a pensar em comprar um, desenganem-se: além de custar cerca de 1500 euros, o hang drum está com uma fila de espera até 2008, uma vez que os seus dois únicos artesãos fabricantes já não têm mãos a medir...

Tem grace


Que querem? Fica no ouvido, parece um som dos Queen movido a esteróides e o gajo safa-se com esta interpretação ao vivo e a solo. O álbum pode não prestar, mas este tema tem o seu quê.
Quê.

Ó xô dona Sílvia

Este é para a senhora usar com alguns visitantes do seu espaço...

Stringfever!

Ora aqui estão quatro ingleses formidáveis, uma espécie de fab-four da música clássica. Chamam-se Stringfever.
Reparem só como eles nos contam, em meia dúzia de minutos, a História da Música:

Ou então como tocam o Bolero de Ravel, tocado pelo quarteto num único violoncelo:

Genial. Se quiserem saber mais, visitem o site oficial dos rapazes.

And the Oscar should go to... U2

A música, novo trabalho dos U2, é brilhante, mas o videoclip... Meus amigos, o videoclip é uma obra de arte nascida da mesa de montagem. Um grande e árduo trabalho de edição, numa fabulosa homenagem a toda a música contemporânea.
Aumentem o volume e prestem muita atenção a Window in the Skies:

Ainda pelos vídeos

Graças ao Pasmos Filtrados, um dos meus sites nacionais favoritos sobre cinema, relembrei este fabuloso videoclip de Michel Gondry. Ele é um dos melhores realizadores e eles são uma das minhas bandas favoritas: Radiohead.
Fica aqui, para ouvir, ver e saborear, "Knives Out". E o sr. Matos de certeza que também vai adorar.

Primeiro estranha-se


Mas depois entranha-se, e com pé de dança. A colectânea "Rythms del Mundo" junta o melhor som do planeta... ao Buena Vista Social Club. Uma ideia original, que surgiu no festival de cinema de Sundance. Eu acho brilhante, mas admito que assuste os puristas. Espreitem o site oficial e, já agora, ouçam esta versão de Clocks, dos Coldplay:

Temos artista

Confesso que o estava a subvalorizar e que de forma alguma esperava encontrar o que encontrei ontem no CCB.

Brad Mehldau, 36 anos, subiu ao palco pouco depois das 9 horas. Com um toque simpático de cabeça e o que quase pareceu um sorriso, cumprimentou o público presente e sentou-se frente a um negro piano de cauda. As mãos pousaram nas teclas e, a partir daí, foi uma hora e meia de surpresa, emoção e de jazz sentido, vivido, falante.
Nem o facto de alguns tuberculosos na sala aproveitarem os piores momentos para tossirem ou aclararem a garganta como quem expulsa demónios à força desmotivou o pianista. O rapaz tocou como mestre. E arriscou, arriscou bastante, misturando na sua escolha temas díspares, de Paul Simon a Radiohead até a Julie Andrews no "Música no Coração"...
Mas ainda por cima, ao fim de hora e meia, o sr. Mehldau ainda tocou mais uma hora, porque acabou por fazer não um, não dois mas cinco encores!
Ou seja, foram duas horas e meia de Brad, que mostrou porque é que Keith Jarret já deve andar a olhar pela vidinha.
Excelente.

Abram alas ao Brad

Para quem diz que neste país nunca se passa nada, aí está um dos melhores pianistas jazz da actualidade, ao vivo, esta quarta-feira, no CCB.
Brad Mehldau sobe a palco e ainda por cima a solo. Espero que toque uma cover dos Radiohead, como fez aqui:

Finalmente em Portugal


Aleluia: depois de uma década de espera, uma das maiores bandas dos E.U.A. chega a Portugal, para o que promete ser um concerto irrepreensível.
A Dave Matthews Band subirá ao palco do Pavilhão Atlântico dia 25 de Maio, para um espectáculo único. Quem quiser bilhetes é melhor começar a mexer-se já: ao que parece, os espanhóis já sabem que os rapazes cá vêem e andam a comprar bilhetes como desalmados, além dos fãs portugueses que já correram para as bilheteiras e dos habituais agiotas, que esperam lucrar bastante na candonga.
Depois não digam que não avisei.

Parabéns atrasados

No dia 8 de Janeiro de 1947, há 60 anos atrás, nascia em Londres aquele que viria a ser considerado pela Rolling Stone Magazine como um dos maiores músicos de todos os tempos.

Cantor, compositor, multi-instrumentalista, actor, produtor e engenheiro de som, David Bowie fica para a posteridade como um tipo sempre além do seu tempo, com a merecida alcunha de "Camaleão" e os seus olhos de cores diferentes (para quem não sabe, o olho cego de Bowie é o resultado de um anel na ponta de um soco, durante uma luta sobre uma miúda, ainda na adolescência).
Este blog seria pequeno para uma justa homenagem ao cavalheiro, por isso, aqui fica a merecida referência e um vídeo com o melhor que se pode arranjar: uma live-performance.

Hey Ya

Aumentem o volume das colunas: aqui está mais uma versão...
...que é melhor que a original:

O jovem chama-se Matt Weddle.
Clap, clap, clap.

Tocar o som

Apresento-vos Evelyn Glennie, escocesa, 41 anos.
Evelyn é percursionista. De facto, ela foi a primeira pessoa a criar carreira como percursionista a solo, e é considerada uma das melhores do mundo.

Além disso, Evelyn é surda.



Nascida practicamente sem audição (consegue ouvir baixas frequências - sons graves - embora com distorção), Evelyn é um caso de excepcionalidade. Ela não ouve a música; sente-a. Uma boa explicação, dentro do possível, é dada por ela própria, no seu site www.evelyn.co.uk, onde, entre outras coisas, ela explica que a audição é, no fundo, uma outra forma do tacto. Vale a pena ler.
Além dos vários espectáculos que dá por todo o mundo, ela foi recentemente alvo de um documentário, chamado "Touch the Sound".
Ainda não sei se chegará a Portugal (isto dos documentários é sempre uma incógnita), mas de qualquer forma aqui fica o trailer respectivo:

Artista de múltiplos talentos (colaborou com Björk, entre outros), Evelyn também se dedica a outras artes, como o design de jóias.
Não há limites, pois não?
Ouçam mais um pouco desta fabulosa mulher, neste excerto do documentário:

Ele há coisas do belzebú

Nada mais entusiasmante do que alguém que descobre outras formas de utilizar coisas comuns, quebrando regras e lançando novas possibilidades, mas este tipo exagera.
Ele chama-se Erik Mongrain e toca guitarra de uma forma... bem, de uma forma muito especial.
Toca a aumentar o volume e espreitem só isto:


Já agora, o site do jovem também merece ser visitado, enquanto não sai o seu primeiro álbum.


PS: este post leva um abraço especial para o Sepúlveda, que deve estar também ele a insultar o careca.