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De ficar com os olhos em bico

E que tal agora uma versão japonesa de "Smoke On the Water", dos Deep Purple?
Ah pois é! Desta não estavam vocês à espera...

E aqui fica o original, só para termo directo de comparação:

Frase do dia

Não é de hoje, mas de uma entrevista recente feita por Mário Crespo na SIC Notícias:

"Os homens, quando são grandes, estão condenados a entenderem-se."

António Lobo Antunes

Sentença(s) de vida

A SIC foi ontem responsável por uma das horas de emissão de televisão mais importantes dos últimos tempos, ao emitir a reportagem "Sentença de Vida" e respectivo debate, a seguir ao Jornal da Noite.
A reportagem, com a assinatura daquela que é provavelmente a melhor jornalista daquela casa, Amélia Moura Ramos, é o retrato de um dos casos neste país que colocam em questão várias decisões sobre a vida e sobre a morte, (como a reanimação insistida e a eutanásia).
Mas, neste caso, a história tem contornos ainda mais marcantes do que a habitual discussão ética destes tema.

Alexandra Crespo é mãe.
Durante vários anos, trabalhou com crianças com deficiência.
Há dois anos, a sua filha Matilde , então com 9 anos, sofreu um AVC que a lançou para a obscuridade de um estado vegetativo persistente.
A mãe de Matilde defende que há limites a que a medicina não obedece, questiona a utilidade da sobrevivência a todo o custo e diz que desejou que a sua filha não tivesse sido reanimada para uma vida sem sentido. "O que eu esperava é que a minha filha morresse, que não ficasse neste estado porque eu não quereria isso para mim. Não posso querer isso para uma pessoa que eu amo tanto como a minha filha", diz.
Esta mulher fala com a razão no coração e com o coração nas mãos, sem perder uma lucidez que por vezes, de tão nítida, magoa.

Com uma filha nos braços que já não passa de um vegetal, "o corpo da minha filha", como ela refere. Um corpo vivo de uma filha que já morreu.
E agora? Suporta-se a segunda morte de um mesmo filho? Deseja-se a perda de uma criança que, no fundo, já se perdeu?

A SIC portou-se com toda a dignidade perante o caso.
A reportagem foi bem estruturada e com a decência a que a jornalista já nos habituou. Em estúdio evitou-se o fácil convite de alguém "de fé" e manteve-se uma conversa com responsáveis claramente elucidados sobre a questão, guiados por uma Clara de Sousa também ela mãe, contida, visivelmente tocada, e por um Rodrigo Guedes de Carvalho sóbrio como sempre, que em cada pergunta mostrou porque é o melhor pivot deste país.

Precisamos de falar mais sobre estes casos.
Para lá das banalidades e misticismos "do que deus quer", já era hora de começarmos a discutir o que fazemos nós com as pessoas que nos rodeiam.

O que lhes fazemos, o que lhes destruimos e o que as impedimos de reconstruir.
É mais do que hora de falarmos de dignidade, de eutanásia e dos limites da medicina.
Porque a qualidade de vida passa também pelas questões da morte.

...


Em jeito de remate à história anterior, deixem que vos conte outra.

Quero contar-vos a história de Fred Knittle.

O Fred tem um problema cardíaco sério, mas gosta de cantar.
Esta música, que vão ouvir a seguir, era suposto ser cantada em dueto com um amigo seu, Bob Salvini.

Mas infelizmente, Bob morreu, e Fred acabou por a ter que cantar sozinho.
No público, estiveram presentes alguns familiares de Bob.

E Fred cantou:



When you try your best, but you don't succeed
When you get what you want but not what you need
When you feel so tired but you can't sleep
Stuck in reverse

And the tears come streaming down your face
When you lose something you can't replace
When you love someone but it goes to waste
Could it be worst?

Lights will guide you home,
And ignite your bones,
And I will try to fix you,

High up above or down below
When you're too in love to let it go
But if you never try you'll never know
Just what you're worth

Lights will guide you home
And ignite your bones
And I will try to fix you

Tears stream down your face
When you lose something you cannot replace
Tears stream down on your face
And I will try to fix you

Aumentem esse volume!!!

... e afastem as cadeiras e chamem os amigos e dancem e percebam porque é que o Bruce ainda é o Boss!!!

É o patrão Springsteen ao vivo em Dublin com "Pay Me My Money Down"... e vejam o final, brilhante!
Com um abraço para o Nuno Matos e com muita pena para as bandas portuguesas mas... quem sabe, sabe.

E pronto, agora sosseguem e relembrem o melhor momento do Live8, pelas mãos de Annie Lennox:

E a frase do dia é...

I Was An Atheist Until The Hindus Convinced Me That I Was God

O Dia D. D de Digital, claro.

A série britânica Timewatch, da BBC, fez um episódio em que demonstra como é fácil, hoje em dia, reconstruir cenas visuais de grande aparato. Com recurso a 3 designers, uma câmara de vídeo, alguns acessórios e muito esforço, os rapazes lançaram-se no desembarque da Normandia, em meia dúzia de dias. Vejam e deliciem-se!

Tudo feito com software simples, três actores e um mínimo de meios.
Depois não venham dizer que não fazemos porque não há dinheiro...

Sair em grande

Bill Gates abandona a Microsoft e sai como só ele pode sair - em grande.
Para quem ainda não viu, aqui fica o vídeo do ano: o último dia de trabalho de Bill Gates. E contem as estrelas:

Reclamar por ter reclamado dessa reclamação

Ao que parece, a história é mais ou menos assim:
- Em 2005, após um jantar de médicos e enfermeiros num restaurante de Matosinhos, uma das convivas não gostou da forma como foi tratada e pediu o Livro de Reclamações.
O Livro só apareceu passada hora e meia, e já com a PSP chamada ao local.
Assim, muito a esforço, a cliente lá conseguiu apresentar a sua reclamação...

Resultado?
Tomem nota: a cliente que reclamou foi condenada em tribunal por "pôr em causa o prestígio, crédito e confiança” do estabelecimento.

A dona do restaurante (isso mesmo) apresentou queixa no tribunal e a cliente foi condenada a indemnizar a dona do restaurante em 300 euros e a pagar uma multa de 15 euros por dia, para remir uma pena de 75 dias de prisão! De acordo com a sentença do caso, a arguida foi condenada porque “disse repetidamente, em tom exaltado e de modo audível para as demais pessoas que se encontravam no restaurante àquela hora, nomeadamente que a comida não prestara e que nunca tinha sido tão mal servida”.

Ah, que este país é lindo!!!

Fonte: Jornal "Público", com esta notícia.

A última ceia


Cliquem na imagem para verem no tamanho original...

Bollywood

Os indianos, além de caril, são especialistas em filmar cenas nunca antes vistas no cinema:

Mesmo o que eu queria!!!


"Um disco duro de DEZ MEGA?!!! Ena, pá, vale mesmo a pena o investimento! É coisa para durar a vida inteira!"

Holy Christ!

Isto não se faz a ninguém


Este jovem aqui de rosto deformado por uma grande angular é o meu caro amigo Nuno Matos. Um grande criativo, ilustrador e actor, além de comediante. O curioso é que, sempre que penso nele, penso um pouco como esta imagem. Um pouco cartoon. Perdão, karmatoon.

iParvos

Já era de esperar. O iPhone da Apple, pico da febre electrónica nos EUA, já começa a provocar animosidades e situações embaraçosas - auxiliado pelo elevado nível de imbecilidade do cidadão americano comum.
Para quem não sabe, uma das várias características que o brinquedo possui é a capacidade de informar sobre as condições meteorológicas em todo o planeta, em real time. Ora acontece então que, há coisa de menos de um mês, uma hospedeira de bordo teve que encarar um destes entusiastas fervoroso.
Com o avião parado em pista, a tripulação informou os passageiros que iria haver um atraso devido a mau tempo. Um dos passageiros, visivelmente irritado, ergueu o seu iPhone e disse em voz bem alta: "-Deixem-se de tretas!!! Lá não está a chover, ? O que é que está errado? Não venham com essas histórias de condições atmosféricas que isso agora já não pega!!!"
Com o burburinho gerado entre os presentes, o comandante da aeronave foi informado do sucedido e de que estava a decorrer uma espécie de "mini-motim" a bordo.
Sem perder a calma, o piloto resolveu a coisa de maneira eficaz e simples. Ligou o microfone e comunicou a todos os passageiros:
"-Bom dia, aqui fala o vosso comandante. Gostaria de pedir ao passageiro com o iPhone que por gentileza verifique também as condições atmosféricas no percurso até ao destino, que use a calculadora para prever o gasto extra de combustível que iremos ter por ter que contornar nuvens, que aproveite para definir o novo percurso e que depois, já agora, telefone para o Controlo de Tráfego Aéreo mais próximo para definir o plano de vôo mais conveniente entre todos os aparelhos próximos que tenham também passageiros com iPhones. Deste lado estamos mais que felizes por contar consigo. Assim que o fizer, por favor pressione a campaínha correspondente ao seu banco para assim informar a nossa equipa e os seus colegas passageiros de que já efectuou todos os cálculos e providências e que está pronto para se responsabilizar por este avião de milhões de dólares e pela segurança de todas as almas a bordo. Obrigado e até já."

Escusado será dizer que todos os presentes desataram a rir. Excepto o tipo do iPhone.

Podres de bêbado

Existe uma fruta em África, a amarula, que parece ser tão intoxicante como uma noite de shots de absinto. Apesar dos efeitos secundários, os animais parecem adorar... e é o fim da macacada:

Bla bla bla

Sobre a greve dos argumentistas em Hollywood:

Susan Sarandon e Chazz Palminteri


William H. Macy e Felicity Huffman


e as Donas de Casa Desesperadas...

Bohemian REALLY Rapsody

Vá, para um bom início de semana, aumentem o volume das colunas, carreguem em play e descubram a verdadeira rapsódia boémia...

E ainda outro para as trincheiras!!!

Sem dúvida, a maré está a mudar.
Acabadinho de chegar às prateleiras das livrarias:

E passo a citar:
"Hitchens conta a história pessoal dos seus encontros perigosos com a religião e descreve a sua viagem intelectual para uma visão laica da vida, baseada na ciência e na razão, na qual o céu é substituído pela panorâmica que o telescópio Hubble nos proporciona do universo. “Deus não nos fez”, escreve ele, “Nós fizemos Deus”. Por isso, considera que a religião é uma distorção das nossas origens, da nossa natureza e dos cosmos. Prejudicamos os nossos filhos - e colocamos o nosso mundo em perigo – ao doutriná-los. “A literatura é melhor fonte de ética e o melhor espaço de reflexão do que os textos sagrados. As pessoas deviam ler George Eliot, Dostoyevsky e Proust para orientação moral”, diz. Embora se tenha casado por duas vezes, cerimónias celebradas por um padre ortodoxo e por um “rabino homossexual”, agora só quer que a religião o deixe em paz. Hitchens foi nomeado, no início de Outubro, para um National Book Award."
Christopher Eric Hitchens é um jornalista que reside nos EUA, colunista habitual de publicações como Vanity Fair, The Atlantic, The Nation, Slate, Free Inquiry e o Wall Street Journal.
Claro que vou comprar e ler; depois digo qualquer coisa.
Entretanto, saibam mais sobre o autor em www.hitchensweb.com