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Derbys há muitos, seus palhaços

E depois não querem que a malta do norte torça o nariz a Lisboa e finque o pé na questão do sulismo: este fim-de-semana, a SIC Notícias investiu um bom par de horas de antena para falar sobre o Benfica-Sporting, com análises detalhadas, reportagens em directo, comentadores, analistas e estatísticas.
Pelo meio, ainda se deu ao incómodo de fazer uma peça de 3 minutos com imagens de arquivo sobre o outro derby, Porto-Boavista.
Desculpem lá, mas acho que o líder do campeonato merecia um tratamento um pouco mais... atencioso. Pode não ter os biliões de adeptos do SLB, mas é uma questão de equilíbrio editorial. E se a desculpa é o clássico derby (que deu no que deu), alguém devia informar os senhores da estação de Carnaxide que um Porto X Boavista não lhe fica atrás e que mexe de igual forma com multidões de adeptos. Mas é no longínquo norte, claro está. Afastadinho de Portugal.

De boas intenções está o Top+ cheio

Párem tudo o que estão a fazer, desliguem o solitaire e chamem todos os seres vivos à vossa volta, antes de verem o vídeo abaixo. Aumentem o volume da colunas até ao limite possível. Sentem-se confortavelmente e relaxem.


Já está? Então já podem carregar em play.

Ora bem, aqui está o franco exemplo do que é uma boa produção musical em prol de uma nobre causa. À semelhança de nomes como Elton John, Bryan Adams, Sting e João Pedro Pais, estes dois cantautores, que presumo serem pai e filho (tipo Kelly Family na desintoxicação), decidiram abdicar do dinheiro fácil e de mais um hit single na MTV por uma criação artística altruísta, inspirada pelos anjos, envolvida de amor e carinho.

E, meus amigos, estes bardos dos tempos modernos não estão para meias medidas! Repare-se na qualidade estudada para este maravilhoso videoclip, com um décor inspirado na indústria têxtil. Observe-se a indumentária, um guarda-roupa cuidado, minunciosamente detalhado para manter o estatuto de estrela sem perder a ligação às classes sociais mais desfavorecidas.

E a música? Que dizer da música? Uma pérola, meus caros, uma pérola! O instrumental, uma mistura entre Paco de Lucia e Carlos Paredes! A voz, um misto de Kenny Rogers com o sempre imortal Marante!!!

Bis, bis, bis!

Se a miúda ainda estiver viva, espero que seja surda.

A minha idolatria é maior que a tua


Esqueçam o aeroporto ou o novo hipermercado da vossa freguesia, a maior obra de construção civil de Portugal já está em marcha e fica em Leiria. O novo santuário de Fátima é um gigante que já entrou em derrapagem financeira e ultrapassa neste momento os 80 milhões de euros, o dobro do previsto inicialmente.
Não tenho nada contra lugares de culto, até costumam ser locais agradáveis e limpinhos, dignos de qualquer inspecção da ASAE, mas devo confessar que me faz alguma confusão. A mim, que sou um mero exemplar classe média, 80 milhões de euros parece-me uma batelada de dinheiro, mais do que qualquer acumulado da Árvore das Patacas...
Não que dinheiro seja um problema para a Igreja Católica Apostólica Romana: os responsáveis eclesiáticos já garantiram que a facturinha vai ser paga a pronto, com o apoio de um fundo de investimento em acções que é gerido por uma instituição bancária do norte do país. Ou seja, a Igreja não só tem uma grande bolsa como também joga nela.
A mim só me restam algumas dúvidas, especialmente quando envolvo este projecto na minha cabecinha oca com conceitos como caridade e a tão proclamada acção social da Igreja. Porque me parece que, em vez de um templo maior para adorar ídolos (isto não era pecado?), talvez estes 80 milhões de esmolas fossem um bocadinho de nada mais úteis na luta contra a pobreza, em apoio a idosos, obras sociais, reintegração de pessoas sem-abrigo, fármacos para o terceiro mundo, e mais umas centenas de possibilidades.
Mas talvez não. Afinal de contas, Deus é conhecido pelo seu gosto por decoração de interiores e consta que o novo santuário vai ter um mural gigante belíssimo com talha de ouro - e não há pobrezinho que valha mais que um bom ornamento.
Se eu gostasse de criancinhas de uma forma mais afectuosa, deveria ter ido para padre. É uma excelente carreira. Venha a nós o vosso reino.
Amén.

Z de animal

O mister Z., amigo por herança e um dos melhores fotógrafos que percorre as vielas da semi-notoriedade deste país que não reconhece génios, encontrou-se comigo por acaso no outro dia num destes espaços culturais lisboetas que dão pelo nome de "praça da alimentação". Sempre armado até aos dentes, o dito cujo foi aproveitando a conversa para uns disparos ocasionais. E não é que o animal (que não tem outro nome e que no norte é uma forma de elogio) decide espetar a foto no seu blogue???

Eu, que não sou de tretas, fiz logo questão de me insurgir: não admito que o blog dele, casa muy digna e repleta de fotos magníficas, fique manchada com uma imagem de um pseudo-comediante velhaco armado de poupa acabada de acordar e cigarro naboca! É inadmissível!!!
Para compensar, dêem lá um saltinho ao Uma Por Rolo e descubram que o Z., apesar de tudo, é mesmo bom na arte da captura...

Madeleine McCann

Tenho cá para mim um palpite que o caso Maddie vai finalmente esmorecer e acabar perdido nas brumas da nossa curta memória, tal como o caso Rui Pedro.
Porquê?
Começou o campeonato: agora já temos bola.

Activistas de penico

Deliciei-me hoje com uma entrevista do Jornal das 9, na Sic Notícias, ao suposto porta-voz do suposto movimento "Verde Eufémia", conduzida por Mário Crespo, num estilo capaz de fazer inveja ao mais astuto inquisidor da Statsi e onde só faltava um parceiro a Crespo para, num jogo good cop/bad cop, sacarem Toda A Verdade ao ecologista franzino.
Foi cerca de meia hora, em directo, com um Mário Crespo a ponto de caramelo (estilo mais um segundo e esbofeteio-te, ó canalha comuna!) e um tal de Gualter Batista em ponto sem retorno (estilo este gajo no 6o Minutos parecia mais afável).
Foi um daqueles momentos televisivos que ficam para a história da comunicação: um pivot de dedo em riste, um auricular alto demais com um editor algures numa cabine prestes a estourar as cordas vocais, um entrevistado escorregadio como truta fresca e uma conversa de surdos. Obrigadinho.
Mas serviu de mote para uma reflexão sobre toda esta história dos tais activistas que destruiram cerca de um hectare de milho transgénico na Herdade da Lameira, Silves.
Não vou aqui desenrolar teorias sobre as benesses ou impactos negativos dos alimentos transgénicos, tanto mais que toda essa polémica ainda continua bem acesa e alvo de intensa discussão por parte dos especialistas - coisa que eu não sou.
Mas gostava de deixar umas sugestões à rapaziada da associação (chamar-se-ão eufemistas?), ao senhor Miguel Portas (que entretanto também se meteu ao barulho) e aos agricultores que investem neste género de cultivo.
Tomem notas:
1º Párem de chamar a estas iniciativas desportivas (são evidentemente provas todo-o-terreno) "acções de desobediência civil". Procurem nomes mais impactantes, poéticos, como "Exibição de Bio-terrorismo classe-média" ou "Campeonato de Galga-Milho para Mascarilhas". Desobediência Civil é tomar banho nas fontes públicas ou não lavar as mãos depois de urinar, por exemplo;
2º Por uma questão de credibilidade, arranjem um porta-voz que não se chame Gualter e que se pareça menos com um tesoureiro da associação de estudantes de escola de design. Procurem alguém mais impactante e contundente: ouvi dizer que o Manuel Subtil está disponível. Ou o Nel Monteiro, que serve sempre de ameaça suplementar;
3º Sejam coerentes e continuem a modelar todas as vossas acções pela filosofia que vos orienta. Podem entrar em churrascarias-rodízio e espetar garfos nos olhos dos clientes ou aproveitar a indumentária e ir pelas carruagens do Metro fora a roubar os telemóveis dos incautos passageiros (os telemóveis contribuem para o aquecimento global e emitem radiações). Ah, esqueçam esta última, recordo-me agora que isto já há quem faça (concerteza alguém da Quercus);
4º Uma grande técnica para conseguirem ainda mais tempo de antena televisivo é optar por homens-bomba, como os extremistas-muçulmanos (que não comem porco). Isso sim, é que era aviar campos de milho, além de dar um uso apropriado aos vossos associados;
5º Relembro por último aos agricultores visados que existe um remédio extraordinário contra jovens mimados armados em activistas greenpeace de trazer por casa, que é indolor para a quem a usa e que garante resultados fantásticos contra a invasão de propriedade privada, especialmente quando usada a curtas distâncias. Chama-se "caçadeira".

Meu rico mês de Agosto

Só para animar as hostes: no próximo domingo, para além de chuva, está prevista a queda de granizo no norte e centro. E trovoadas.

Coisas que irritam

Ao voltar de férias, é triste descobrir que todo o nosso estado zen dos 15 dias de retiro desaparece com algumas coisinhas como estas:
- as chiquititas da SIC
- o assobio irritante do anúncio da Optimus
- o vento em Lisboa
- as chiquititas
- a Bárbara Guimarães a promover a Família Superstar
- a possibilidade de existir neste país uma Família Superstar
- a Bárbara Guimarães a promover seja o que for
- as chiquititas (sim, recuso-me a referi-las com letra maiúscula)
- as tampas de saneamento colocadas estrategicamente na via de rodagem (impossível não acertar em cheio)
- as supostas perguntas de cultura geral d' A Herança
- a descoberta de que 75% dos mails recebidos são spam
- a descoberta de que os 25% restantes são pouco mais interessantes que spam
- gente que não sabe escrever e que continua a fazer erros dignos de palmatória
- o facto do livro da maluca da Joana Solnado* estar no Top 10 de vendas
- as plásticas, intragáveis e inenarráveis chiquititas
- os personagens dos Morangos com Açúcar que insistem em dizer "puto" no final de cada frase
- a Bárbara Guimarães (já não sei porquê, mas pronto)
- operadoras de caixa de supermercado que fazem de cada operação de registo um sprint do Obikwelu (como é que se escreve o nome deste português)
- supostos ecologistas que fazem terrorismo em campos de milho
- supostos políticos que fazem de terrorismo em campos de milho o bastião da nação
- políticos sem graça, sem capacidade de comunicar, sem ideias, sem carisma, sem convicção (todos)
- anúncios a empresas de crédito
- a frase "Há coisas fantásticas, não há?". Há, mas são poucas e não estão relacionadas com transmissão de dados por cabo, certamente
- a ausência de programação verdadeiramente prime-time na televisão nacional
- a especulação e prostituição jornalística sobre o caso Maddie (mas cá para mim foram os irmãos que a comeram)
- as chiquititas

...e pouco mais.

* onde se lê "Joana Solnado" deve-se ler "Alexandra Solnado". A Joana é a actriz (e filha), a Alexandra é a maluca (e mãe). Obrigado ao anónimo pela correcção.

Acabou-se o que era doce

E eis-me de regresso a Lisboa, supreendido com temperaturas dignas do Ártico (pelo menos nesta altura do ano) e já com uma boa quantidade de to-do's em cima da mesa. Agora apetecia-me tirar 3 ou quatro dias de férias só para tratar de coisas pessoais e descansar. Das ferias.
Mas afinal, o que é que se passa com o raio do tempo?

Estou quase quase quase quase

...a desaparecer. Mais um dia e, puf!, ninguém me põe a vista em cima.

Este é o post nº666

Há dias em que só apetece mandar tudo à merda. Quase tudo, pelo menos. A maioria das coisas. Tirando uns caracóis que eu cá sei, alguns livros e umas poucas boas amizades que sobrevivem a estes loucos tempos modernos, só apetece chutar o balde e atirar a merda para a ventoinha.

Tecnodramalogia

Com um simples piscar de écran, todos os dados na agenda do meu telemóvel se eclipsaram. Desvaneceram como se nunca tivessem existido. Datas de aniversário, compromissos, afazeres... desapareceu tudo e a minha vida é agora uma agenda em branco, no limiar do desespero, completamente perdida no mapa mensal. Se, por um lado, é bom ter a falsa sensação de que estou livre de tudo, por outro estou no limiar do desespero tecnológico.
E não, não tinha nenhum backup actualizado, porque como toda a gente sabe a Nokia é uma marca credível e os seus aparelhos são fiáveis.
Percebo agora a dependência que temos das coisas que, ao serem digitais, é como se não existissem. No meu caso, por exemplo, já não existem mesmo.
Merda.

Irra

Que nunca mais é depois disto!

PDI

Quase com 33 anos, redescobri o prazer de jogar futebol com amigos.
Curiosamente, o meu corpo fez-me também relembrar que estou quase com 33 anos.
É estranho, quando de repente as pernas falham, o fôlego se torna curto e uma hora de corrida se transforma num precipício para a síncope cardíaca.
Para a semana estou lá outra vez.

Greve Geralmente Desnecessária

Que me perdoem os camaradas sindicalistas amigos dos oprimidos e lutadores da liberdade e anti-precariedade companheiros de luta e labuta, mas esta coisa da greve faz-me alguma confusão.
Acho muito bem que se proteste e que se chame a atenção dos governantes, que se exijam os cumprimentos das obrigações e, acima de tudo, que se diga "estamos atentos". Tudo bem.
Mas isto da greve geral... faz-me mesmo confusão. Parece-me greve pela greve.

O país está em greve porquê?
Alguém viu uma lista de reivindicações, um projecto de mudança, um mero post-it que seja com alguma queixa específica? O governo já tinha avisado que estávamos em tempos difíceis e que íamos apertar o cinto. Estamos a reclamar contra o quê? Estarmos em tempos difíceis a apertar o cinto?
Alguém percebe um sentido práctico e estruturado nesta suposta greve geral, que mobilize os portugueses? A sensação que tenho é que o único efeito que estas greves provocam, além dos óbvios sobre o trânsito citadino, é um ping-pong nos telejornais em que uns dizem que foi um sucesso e os outros um fracasso com fraca adesão.

Não me parece greve: parece-me birra.
E amanhã, volta tudo ao mesmo.

Viagens de Sonho?

É coisa típica de pobre: espreitar o inacessível e sonhar com o inatingível. Mas sabe bem, claro está, imaginar uma semanita de férias em locais como estes:





Que tal uma praia tropical só para si? Bolas, que tal a ilha inteira? Visitem alguns dos melhores hotéis do mundo em Kiwi Collection... ou, melhor ainda, espreitem directamente as escolhas dos editores.

Acho que...

...já é hora de concretizar alguns velhos projectos que tenho na gaveta, algures entre esboços e intenções.
Vou aproveitar a chegada do calor e arregaçar as mangas: acabar a peça, escrever a história, voltar a desenhar.
E tirar a guitarra do saco, desenferrujar os dedos, fazer as pazes com a música. Os vizinhos se calhar nem merecem, mas lá terá que ser, são os tortuosos caminhos da absolvição artística.
E quero ir para palco com um texto que não seja meu. Coisa para dois, ou três actores, longe da comédia. Pode ser um drama, um policial, o que for.
Alguma ideia?

Extrema Direita

Aproveitemos amanhã, que os carecas da extrema-direita vão estar todos reunidos em Lisboa, para os caçar em grupo, regá-los com gasolina e chegar fogo.
Isto não é incitar à violência, é apelar para a higiene social.

Quéstamerda???


Ao consultar as visitas ao meu blog, descubro este visitante. Eles andam aí. E já me caçaram. Porra...

Aprender a fazer publicidade Compensaria

Anda por aí uma campanha com o selo do Ministério da Educação chamada Aprender Compensa. De outdoors a anúncios na televisão, eis o desfile de rostos famosos numa vida alternativa, inseridos no programa do governo "Novas Oportunidades".
Até aqui, tudo bem.
É sempre giro dizer aos calões dos nossos estudantes "ponham-se finos, senão", assim como também é giro ver a Judite de Sousa "que não estudou".
Mas será que mais ninguém pensa que, na verdade, o que esta campanha diz é que um pivot de televisão tem mais valor do que uma operadora de caixa de hiper?
Tudo bem que se incentive os estudos.
Mas não usem como exemplo outras profissões, como se fossem de baixo nível.
Porque não são.
Um gajo que carrega tijolos numa obra não é menos do que um jornalista. Não é.