Sobre os imbecis

Removi hoje pela primeira vez um comentário: não era crítico, era imbecil. Não me importo que me insultem, mas pelo menos que o façam com estilo. É o mínimo que se pode pedir.

Sobre os blogues

Assiste-me o direito de não me apetecer escrever, da mesma forma que me assiste o direito de não ter nada engraçado para dizer.
Não estou de trombas - estou em adaptação.

Sonhos

Há uma jovem adolescente que enviou uma carta para a produção do SIC 10 Horas, tal como muitas outras pessoas fazem, na esperança de ver realizado o seu sonho.
O sonho desta miúda é simples: quer aparecer na televisão.
E, de preferência, durante a "Árvore das Patacas".
Das dezenas de cartas que por aqui passam todos os dias, esta chamou-me a atenção. Basta uma passagem de olhos para percebermos que não é um mero capricho - aparecer na televisão é mesmo o sonho daquela miúda, inacessível, distante como um passeio lunar.
A vida é básica e o mundo é simples.
Tristemente básico, surpreendentemente simples.

Coisas Realmente Importantes Desta Semana

Algumas das coisas realmente importantes a reter este semana:

- O mundo continua uma merda e há mais gente má do que boa
- Em contrapartida, o tempo está agradável
- O "A Guerra do Mundos" vale a pena ser visto
- o consumo excessivo de amendoins provoca gases
- o Zézé Camarinha é realmente um personagem único
- ainda há bares onde se ouve bom jazz
- o álbum da Polly Paulusma é uma delícia
- alguns amigos sobrevivem às distâncias.

Passou-se de vez

Artigo de José Castelo Branco-24h-04Jul05
Este "artigo" foi publicado no 24 Horas, esta semana.
Eu, que nunca sequer me cruzei com o homem.
A Maya achou um piadão.
Enfim, é um exemplo dos jogos que por cá se vivem. Nem lhe vou responder, este género de palermices só servem mesmo para tentar criar mais atenções neste género de espécimes.
Adiante.

Weekend!!!

Aparentemente, escapo ileso (ou quase) à primeira semana de fogo do "Às duas por três".
Este fim-de-semana vou buscar as gatas e os tachos ao norte e segunda-feira estou de regresso à capital.
Vai ser um dia em cheio: à noite vou a Beja para mais um "Levanta-te e Ri".

A ver vamos. Acho que vou levar a guitarra.

Smile

...ersa mesmo só para dizer isso.

Hoje foi um dia mau

Daqueles que começa mal e vai por aí a fora.
Daqueles em que o que apetece, cá dentro onde ninguém nos ouve, é mandar tudo para trás das costas e procurar refúgio no abraço de quem se gosta.

Não é que tenha acontecido alguma tragédia nem desgraça; é uma questão de tempero. Alguns dias são doces, outros são picantes.
Este é daqueles que sabe amargo, como se faltasse qualquer coisa.

Vou comer e vou dormir - isso costuma resultar.

O senhor do adeus

Na praça do Saldanha, em Lisboa, costuma estar à noite um senhor idoso junto aos semáforos. Bem vestido e com bom ar, faça chuva ou faça sol, este senhor de cabelos brancos tem um passatempo particular: gosta de dizer adeus aos carros. Não é doente, não é louco, apenas gosta de dizer adeus aos carros.
Quem já falou com ele sabe que é lúcido e simpático. E não se importa que lhe chamem maluco.
Gosto do senhor que diz adeus.
Ele sabe que o mundo está ali todo, a passar em frente, veloz.
E acho que lhe diz adeus porque tem uma certeza: ele fica, os outros vão. E o mundo é mais bonito quando temos certezas. Quando sabemos para onde vamos e para onde vão os outros.
Naquele breve instante em que alguém lhe buzina e ele retribui com um aceno, as coisas fazem mais sentido. Naquele breve instante, há dois amigos.
Gosto do senhor que diz adeus.
E acho que, mesmo sem me conhecer, ele também gosta de mim, porque continua a sorrir e a dizer-me adeus como quem diz
- Boa viagem, eu fico aqui.
E amanhã eu sei que ele está lá.
E ele sabe que o resto do mundo vai continuar a passar por ali e que as coisas vão continuar a fazer sentido.
A vida assim é simples.
E mais bonita.

Ena, audiências!

A estreia no "Às duas por três" foi em grande.
Bem, pelo menos por duas coisas: ganhei uma ida ao chuveiro em directo e ganhámos na dura batalha das audiências. O score do programa foi este:
SIC - 34.1
TVI - 25.6
RTP - 18,8
O resto foi distribuído pela :2 e pelo cabo.
Ena.

O amor é cego

Isto explica muita coisa, especialmente a moda do tunning entre os amantes dos automóveis.

Lembrei-me agora mesmo

Quando eu era miúdo pensava que todas as pessoas olhavam para a vida como se de uma aventura se tratasse.
Na minha perspectiva de puto, para se estar no mundo era preciso ter espírito de Alain Quartermain, sempre com uma faca de mato debaixo da almofada, pronto para saltar da cama em direcção às savanas africanas ou a qualquer floresta tropical em busca de tesouros perdidos.
Algures no planeta, haveria sempre uma grande aventura à espera e, mais tarde ou mais cedo, lá teríamos de faltar às aulas para viajar até algum sítio distante e perigoso com a nossa mochila às costas e o cantil à cintura.

A vida não faria muito sentido se não fosse como nos filmes do Errol Flyn.

Era por isso que eu estava sempre pronto, aguardando ansiosamente o momento em que teria de substituir os cadernos e o estojo na minha mochila da escola por uma corda, latas de sardinha, lanterna e canivete.
Enquanto isso, treinava afincadamente, subindo a todas as àrvores que encontrasse. Lutava com os cães e imaginava que eram leões. A minha fisga parecia uma Winchester. O meu cavalo cavalgava veloz pelas cordilheiras do oriente, embora fosse só a minha bicicleta deslizando na minha rua. A escada lá de casa tanto era o Kilimanjaro como um barco de piratas e era assim que, no meu caso, o engenho lá ia aguçando a necessidade.
Tinha que estar preparado: a qualquer momento a aventura podia bater à porta e não seria simpático deixá-la à espera.

Estava convencido que todas as pessoas sabiam disto e que a única razão pela qual tinham empregos cinzentos e vidas aborrecidas era porque ainda não tinham encontrado um mapa do tesouro. Mas de certeza que andavam à procura.

Ainda me mantive fiel à ideia de que haveria um Sandokan dentro de todos nós durante muito tempo, mas com o passar dos anos tive que ir reformulando a teoria... Comecei-me a aperceber que algumas pessoas pareciam estar muito displicentes em relação à possibilidade de ter que fugir a mercenários durante uma expedição, a maioria delas parecia mesmo conformada com a convicção absurda de isto nunca lhes vir a acontecer, imaginem só.
A meu ver, esse era um erro fatal: as pessoas desistiam antecipadamente e distraíam-se com coisas menores como o emprego e as contas e cortinados novos; e distraíam-se tanto que, quando a aventura lhes aparecesse à frente, de certeza que nem a viam.

E por isso é que as pessoas não tinham uma vida igual à do Indiana Jones.
Não era porque não tivessem oportunidade, era porque já não acreditavam.

Sobre nada

Em casa, perto do rio, depois de jantar cogumelos frescos e enquanto me preparo para regressar a Lisboa, apercebo-me que ser feliz é certamente mais fácil do que aparenta.
Desconheço-lhe a fórmula, mas tenho uma certeza: para se ser feliz tem que se ser activo, proactivo e predisposto.


Acho que voltei a fumar mas não tenho a certeza.


Anda mais gente bonita no mundo do que aquilo que eu pensava. Gente bonita por dentro, por fora e por tudo. Gente que te estimula, espevita. Gente com fibra, estaleca.
Ainda bem.
Se calhar a humanidade ainda não está perdida.

Sobre gente que diz o que pensa

Anda aí muita gente que diz o que pensa.
Está na moda.
O problema é que há pouca gente que pensa no que diz.

Sobre comentários a comentários...

...não comento.
Ou faço por não comentar.
O espaço de comentários é livre e aberto às visitas. Já tive comentários divertidíssimos e outros meramente destrutivos. Ainda aí estão todos.
Faço o possível por não ser parte activa nesse processo - o espaço dos comentários é de quem visita e não meu.
Claro que, de vez em quando, dou um lamiré, porque também faço aqui o que me apetece.

Abraço a todos e obrigado pela visita.
Mais: obrigado por se darem ao trabalho de escrever e participar; é bom ter-vos cá em casa.

"Você vai querer levar a televisão para casa"

...são estas e outras que fazem os grandes momentos de televisão.

Sou um monstro.

A redacção


DSC01778, originally uploaded by Carlos Moura.

A partir de agora vou andar armado em paparazzi de bastidores.

Hoje deixo-vos uma espreitadela à sala de redacção do SIC 10 Horas e Ás duas por três.
A malta é madrugadora, trabalhadora e enérgica - isto nem parece Portugal...

Equipa em acção no SIC 10 Horas


DSC01779, originally uploaded by Carlos Moura.

A partir de segunda-feira arranco como co-apresentador do "Ás duas por três", produzido pela mesma equipa do SIC 10 Horas.
Entretanto, tenho andado a familiarizar-me com o ritmo e os métodos de trabalho, com a boa disposição da quase centena de profissionais que compôem a Comunicasom.
Isto vai ser giro...

...creio eu.

ena pá

Foi preciso vir a Lisboa para descobrir que não há coisa melhor numa refeição do que queijo de cabra panado com morango...

Procura-se Apartamento

Em Lisboa, de preferência mobilado, para alugar durante os meses de verão a apresentador barato de televisão.
Para mais informações, contacte este blog.