Made in Australia

Andam aí tipos muito bons em comédia.
Os Umbellical Brothers são exemplo disso: do melhor que já vi.

Tique Taque

O tempo custa a passar, mesmo quando passa depressa.
Tirem as dúvidas aqui:
Industorious Clock by Yugo Nakamura

É obra.

Eu quero, eu quero!

Estes japoneses são fantásticos!!!
Eu quero um portão assim!
Quero, quero, quero!

Apanhados da vida real

Eu sei que há situações que um jornalista não consegue prever, mas este nuestro hermano deve ter ficado realmente surpreendido quando decidiu entrevistar esta senhora...
Agradecemos à Telecinco por nos fazer perceber que coisas destas afinal não é só em Portugal.
Para ouvir, rir e tornar a ouvir.

O que é que me aconselha?

Temos que encarar esta falha de forma digna e frontal: somos demasiado ingénuos.
Sim, falo de nós, portugueses amantes da bola e do Fado e das promoções de hipermercado. Falo desta nação de gente simples e hospitaleira, diria mesmo hospitalar, graças ao nosso brilhante serviço nacional de saúde.
Os portugueses são ingénuos.
Naïf.
Tótós.

Eu sei que é uma novidade que custa a digerir, como aquela carne de porco à alentejana quando frita em azeite excessivo.
Mas é a verdade e temos que a engolir.

Basta observar o comportamento típico do Zé Portuga em qualquer restaurante do país. Mão na ementa, olho no empregado e a pergunta sai disparada:
"- Ó amigo, este cherne é fresco?"
Ó amigo? É assim, com esta facilidade, que se estabelece uma relação de amizade? Basta pousarem-nos um pires de azeitonas, um cesto de pão e uns quadradinhos de manteiga meio-sal e já está? Pior: no fundo daquele ser, nas profundidades daqueles olhos pagadores de impostos, o raio da criatura está mesmo convencida de que vai obter uma resposta sincera ao perguntar pelo estado de frescura do cherne.
Mas não é isto que me choca mais. O que realmente me perturba é pensar que o empregado, também português crescido a couve, responde com sinceridade.
Diz "Claro que fresco, fresquíssimo!" e pensa "Como é que não havia de ser, está há mais de duas semanas na arca..."

Técnico Procura-se

Lisboa deve ter falta de técnicos especializados em refrigeração.
Em todos os estabelecimentos comerciais - lojas, cafés, bares e hotéis - nenhum ar-condicionado funciona como deve ser.
Após aprofundada observação nos respectivos locais, concluí que todos os aparelhos da grande Lisboa padecem do mesmo: ou não funcionam ou bombardeiam o recinto com temperaturas glaciares.
Não há meios-termos. Cada vez que entramos num recinto fechado só podemos sentir o ambiente real do Botswana ou do Antártico.

De regresso, com lembranças


Depois de um fim-de-semana prolongado, cá estou de regresso com uma recordação do falecido Boca a Boca: em pleno plateau, com os Skank, as bailarinas e o coreógrafo, o Arcanjo. A foto foi tirada no último dia.

Entretanto, passei 3 dias como um abade, com um casal amigo e dentro da piscina. Hoje, como efeito secundário, tenho os olhos inflamados e uma preguiça fenomenal mas estou cheio de energia para voltar ao ataque.

Tenho a certeza de que vêm aí boas coisas: tenho andado a falar com muito boa gente e somos capazes de ter alguns coelhos na cartola.
Me aguardem...

Carreira 28

Bastidores do SIC 10 Horas



Silvia Alberto vai observando o desenrolar do programa, atenta ao correr da batalha. A partir de segunda-feira é ela que vai substituir a Fátima durante as férias. Entretanto, vai aprendendo o esquema e cativando toda a equipa com a sua simpatia contagiante.


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Em pleno programa, Fátima Lopes guia as tropas. Em primeiro plano, a câmera 4, do teleponto, coisa que a nossa Fátima pouco utiliza. Afinal, estamos a falar da profissional de televisão que provavelmente tem mais horas de directo no curriculo. É muuuuuiiita experiência...

A Fazer:

- desencantar tempo à força para acabar de escrever o raio da peça
- voltar ao restaurante do Bairro Alto que tem aquelas tapa fabulosas
- acabar de ler o livro do Steve Martin
- telefonar ao Chico e saber como está a vida em Londres
- ir jantar com os pais
- começar de uma vez por todas o romance que não me sai da cabeça
- cortar cabelo
- perder amor ao dinheiro e inscrever-me na Sociedade Portuguesa de Autores
- arranjar história definitiva para filmar a curta, já não há desculpas
- deixar de ler críticas e confiar nos instintos, já não há pachorra
- confirmar jantar sexta-feira e comprar ingredientes para cozinhar o já mítico Bóbó de Camarão
- ir ao ginásio
- telefonar aos amigos, a habitual ronda para saber como está o pessoal
- acreditar que tudo é possível.

As pessoas são um sítio estranho

"-Achas estranho alguém que não conheces gostar de ti?"


Acho.
Acho que de ter empatia a gostar de alguém vai uma larga distância.
Acho estranho porque sei que todas as pessoas são estranhas.
Acho ainda mais estranho gostar de alguém sem lhe ter visto os olhos ao perto.

Jornalistas

Há gente assim: uma jornalista perguntou-me se me sentia feliz por estar a fazer o "Ás Duas por Três".
Eu respondi que estar feliz é a minha melhor hipótese.
Fazer isto foi o que a vida agora me ofereceu. Mais vale saborear a viagem.
O mundo está cheio de gente que está infeliz por não estar a fazer isto ou aquilo, em vez de se divertir com o que lhe está a acontecer.
Carpe Diem, cum caraças!

Vieira de Leiria

...correu bem.
Já tinha saudades de actuar ao vivo, sem câmeras, sem grandes restrições.
Além disso, já tinha saudades de ouvir o Marco chamar-me para o palco.
Conseguimos reunir cerca de 1200 contos, paga-se pelo menos um terço da cadeira de rodas ao Márcio. Menos mal.

De resto, actuei um quarto de hora, jantei com a malta e fomos para os copos.
Soube bem matar saudades. Ainda existem amigos.

Boas causas

Esta quinta-feira, junto-me a Miguel Sete Estacas, Hugo Sousa, João Seabra, Carla Vasconcelos e Marco Horácio, para o que espero que seja um grande espectáculo de comédia.
Chama-se "PARA MÁRCIO COM HUMOR" e é um espectáculo para angariar dinheiro para uma cadeira de rodas para Márcio Vieira, um jovem na casa dos trinta anos que ficou paraplégico recentemente após um acidente de viação.

Está marcado para as 22h na praia de Vieira de Leiria, no MARIPARQUE.

Apareçam, comprem bilhete e dêem uma ajuda.

Sem os dois às três

E pronto: estou sozinho a apresentar o "Ás duas por três".
Não é necessáriamente bom. Nem mau.
É estranho.
Ainda estou a apanhar o ritmo e a tentar encontrar a minha cadência - mas não consigo deixar de pensar que é curioso como a vida dá voltas engraçadas.
No fundo, acabo sempre por me divertir, especialmente quando temos convidados musicais como o Quim Barreiros: durante instantes, deixa de ser um programa de televisão e é só happy hour.
E depois apercebo-me que é a luta diária de um directo de hora e meia, com uma equipa que practicamente só existe cá dentro, quase sem vida própria.
Na maioria das vezes não me sinto como apresentador, sinto-me espectador, aprendiz...
Vai ser um mês de Agosto bem quente.

Bifidus Activo

Acabo de me aperceber que este país caga mal.
Esqueçam o défice, a crise, a Ota e o TGV: o mal lusitano é a prisão de ventre.
Basta ver os anúncios, em que donas de casa e executivos em esplanadas se orgulham de ter regulado o trânsito intestinal, melhorado a flora intestinal, de se sentirem mais leves e de terem intestinos que funcionam como um relógio!
Graças às fibras e ao bífidus, somos mais felizes.
Cagamos descansados.
Poderá existir coisa melhor do que o Pursenide, a pastilinha mágica que nos permite abrir as janelas de casa com um sorriso depois de aliviarmos tensões na sanita?
Podemos estar todos mais descansados. Agora, amigas nos sofás de todo o Portugal podem explicar umas às outras como aliviar os restos da última refeição.
Agora, podemos finalmente encarar a vida com outro ânimo:
mesmo com crise e na cauda da Europa, conseguimos cagar nisso.

Ao Sepúlveda,

ao Nuno, ao Chico e à malta do LAF:
- Posso andar ausente mas não me esqueço de vocês.

Abraço do tamanho do mundo.

A Região ao Ataque

No próximo sábado, voltamos a atacar o Auditório do C.E.R., em Vagos, Aveiro.
Já no passado fim-de-semana estivemos lá e, deixem que vos diga, ca putcha de espectáculo má lindo!
Foram quase duas horas de loucura, com a revelação de mais uma estrela do humor, o fantástico Tunniko, que derrubou a audiência sem abrir boca!
O auditório promete encher, mas tratem lá de ir espreitar, arranja-se sempre espaço para mais um...

Bochechas ataca de novo

Cavaco avança com o apoio do PSD.
Manuel Alegre avança com o apoio do PS.
Soares avança com o apoio da Lindor.

O Rei da Madeira

Ao ver mais uma reportagem da SIC sobre o sr. Alberto João Jardim, apercebo-me com profunda tristeza de que o nosso governo é extremamente pobre no que toca a coisas que realmente interessa.
É desanimador: ao longo de tantos anos e ainda não se arranjou um sniper, um atiradorzito furtivo que resolva o assunto? Uma coisa assim tipo Kennedy?
Ou então uma carga de explosivos... O homem deve andar de avião ou de carro... Não se consegue outra vez o contacto do gajo que fez o serviço em Camarate?

Somos uma tristeza parca em recursos, essa é que é a verdade...