'Bora ao cinema?

Hoje, porque acordei às 6 e meia da manhã e porque só dormi cerca de três horas, apetece-me baldar-me ao mundo.
Vamos falar de cinema, de filmes que façam rir ou que entusiasmem (deixemos por enquanto os dramas de lado) - vêm aí coisas boas e já me sinto na fila para comprar bilhete!

Por exemplo, estou bastante curioso em relação à nova aventura da dupla Spielberg-Cruise. Baseado no filme de Orson Welles, vem aí "A Guerra dos Mundos"

A coisa promete, com ingredientes seguros, adultos e credíveis como extraterrestres com tentáculos e a destruição do planeta Terra. Enfim, miudezas...
Além dos efeitos especiais de primeira linha (vi uma cena que mete a lendária do naufrágio do Titanic num bolso e que parece ter sido feita só para irritar o James Cameron), a fita conta com a presença de Dakota Fanning, a nova menina-prodígio de Hollywood.

Podem saber mais sobre a Guerra dos Mundos aqui.

Para fugir à ficção, gostava que chegasse a Portugal este documentário:

Esta obra de arte está a conquistar plateias em todo o mundo, com imagens inacreditáveis sobre os nossos oceanos. Vale a pena aguçar o apetite, espreitando o trailer.

Mas se há filme que me está a moer a expectativa, é este:

Acho que é desta que o homem-morcego vai ter um filme à altura; já andavam a enjoar as adaptações ligeiras... Este novo filme separa-se da saga (aleluia!) e assume-se como stand-alone, indo buscar inspiração a obras históricas deste personagem de BD como o magnífico "Asilo Arkham", disponível na FNAC e obrigatório para quem não sabe o que é BD para adultos com qualidade. Fica aqui uma amostra:

Bem, este Batman Begins começa a prometer logo com o elenco, coisa de luxo, tomem nota: Christian Bale, Michael Caine, Liam Neeson, Katie Holmes, Gary Oldman, Morgan Freeman, Rutger Hauer, entre outros...
Depois, para melhorar a coisa, o realizador é o senhor Christopher Nolan, que nos trouxe o Insomnia (avé Robin Williams) e o extraordinário Memento.

Além disto tudo, é de salientar a estética renovada, mais crescida

rapazes, espreitem só o novo Batmobile:


Com maquinaria desta, sim senhor. O papamobile que se roa de inveja, enquanto quem quiser descobrir mais sobre o morcego vai clicando aqui.

Agora, uma preciosidade:
lá para o fim do ano vai finalmente estrear a primeira longa de Wallace&Gromit

Até que enfim!!! Depois de "A Fuga das Galinhas", já era altura reencontramos o mundo de Ardmaan... Saibam mais no site oficial.

Bom, chega de cinema. Vou dar um salto à praia. Yupiiii!

A minha gata é uma gata

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Não me lixem: eu até nem gostava de gatos, mas com uma dama como esta, quem é que não se apaixona?

Sobre projectos

Às vezes acho que sou realmente preguiçoso.
Mas, na maioria dos casos, acabo por ter um timming ideal e toda a espera acaba por me levar a fazer as coisas apenas quando têm de ser feitas, na altura mais apropriada, quase por instinto.








Por isso, só vou lavar a louça amanhã.

Sobre o sr. Jackson

Q: Why did Pepsi sign up Michael Jackson for their ads?A: Because he likes the taste of a new generation.

Q: How do you know when it's bedtime at the Jackson residence?A: When the big hand touches the little hand.

Q: How does Michael Jackson pick his nose?A: From a catalogue.

Q: What did Michael Jackson tell the little boy?A: "The way you make me feel, it really turns me on!"

Deve haver mais aqui.

Perda de tempo

Diz uma costoleta para a outra: "Passa por mim no rodízio."

Diz um camarão para o outro: "Passa por mim no rissol."

Diz uma Julieta para a outra: "Passa por mim no Romeu."

Enfim... Acho que é melhor arranjar outra coisa em que pensar...

Hoje acordei assim:

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Acho que já está

...
De vez em quando ainda dá uma vontade, mas acho que já sou um ex-fumador.

Are you a hitchhiker?

a que horas passa o autocarro?
É o meu mais recente vício:
"The Hitchhiker's Guide to the Galaxy" de Douglas Adams é um daqueles livros que se lêem, guardam, relêem e convém ter sempre à mão.
Já me tinham falado do livro e da série de tv mas eu continuava à espera de uma tradução portuguesa. Entretanto, soube que vem aí o filme e decidi comprar o original, em inglês. E foi o que fiz ontem: comprei a edição inglesa na FNAC e caí no erro de espreitar o início do livro... de ontem para hoje já devorei cerca de 180 páginas e estou com medo que o livro acabe.
No que seria o primeiro da cerca de dúzia de livros que escreveu antes da sua súbita morte, em 2001, Adams leva-nos numa aventura extraordinária através da galáxia, logo a seguir à destruição da Terra por extraterrestres (não foi maldade, foi uma questão de vias municipais espaciais), em que um humano se vê cara a cara com outros mundos, outros seres e outras realidades... altamente improváveis.
Não é bom: é imprescindível. Adams consegue a proeza de, em cada parágrafo, nos arrancar uma gargalhada.
Alguns aperitivos:

"You know," said Arthur, "it's at times like this, when I'm trapped in a Vogon airlock with a man from Betelgeuse, and about to die of asphyxiation in deep space, that I really wish I'd listened to what my mother told me when I was young."
"Why, what did she tell you?"
"I don't know. I didn't listen."

"Rome wasn't burned in a day."

"One's never alone with a rubber duck."

"He expanded his chest to make it totally clear that here was the sort of man you only dared to cross if you had a team of Sherpas with you."

E pronto. Vou ler mais um bocadinho.

A que é que eu acho piada

Acho piada às pessoas que lêm este blog com a expectativa de encontrar coisas engraçadas.
Acho piada às pessoas que me dizem que tenho que escrever mais e com cada vez mais graça.
Acho piada a gatos bébés. E cães bébés. E patos bébés.
Acho imensa piada a homens que tentam por todos os meios manter um ar sério com um fato e uma gravata, sempre com as mãozinhas a confirmar se o casaco permanece abotoado.
Acho piada a páginas quentes de livros novos e sapatos por estrear.Comida que se vinga de nós salpicando-nos a camisa. Sapos. Pelicanos. Folhas de plátano na rua durante um dia de vento. Guaches e plasticina. Pessoas que insistem em argumentar mesmo quando isso não adianta ou que erguem a voz para ver se aumentam a convicção. Acho também piada às pessoas que julgam que tudo tem que ter uma razão e que a vida se sustém sobre uma forte razoabilidade. Acho piada a pessoas que levam tudo a sério.
Fotos de casamento, roupas de baptizados e penteados dos anos oitenta. Chuvas que começam inesperadamente. Louça que escorrega das mãos. Cabeçadas invonluntárias quando se vai apanhar algo do chão. Pessoas que pensam que vão durar imenso tempo. Calvin&Hobbes, Monty Python, Dennis Leary, The Office, The Simpons, Legos, Dharma&Greg, Will&Grace, Quino, Robbin Williams, Coyote, Daffy, South Park, D.Policarpo, Paulo Portas, Chris Rock, George Carlin, Ana Bola, O Pátio das Cantigas, O Leão da Estrela, o homem da padaria na minha rua que se julga o Vito Corleone, gente que julga que ser importante é aparecer na televisão, Seinfeld, Le Cirque du Soleil, amigos que nos ligam só porque lhes apetece, pisos escorregadios, Cow&Chicken, origami, abraços despropositados, Alf, carrinhos da Matchbox e sorrisos espontâneos.
E também acho piada a mais algumas coisas, provavelmente.

Em agenda

-Quinta, 9
Paços de Ferreira: o regionário Xansão abriu um bar no parque da cidade. Vou lá conhecer a casa, dar uma perninha ao microfone e relaxar com o pessoal. Não posso ficar até muito tarde, infelizmente, porque no dia seguinte tenho que acordar cedinho para fazer 300 km's...

-Sexta, 10
Vou a Lisboa gravar uns sketches com os Comedie a La Carte. Vai ser uma experiência gira, só é pena ter que estar lá de manhã cedo, vai ser mais um esticão de viagem...
Volto à tarde para dar uma volta de kayak no Cávado...

-Sábado, 11
LAF Comedy Club, pois claro, em Leça da Palmeira. Aviso desde já que practicamente não tenho material novo. Se calhar faço mímica a noite inteira.

Então é assim:

esta ficou gira, hein?

Agora que o JN já avançou com a notícia, já posso revelar. Sentados?
ah, pois é...
- a partir do fim do mês vou apresentar o "Ás duas por três". Na SIC, claro, e só este verão.

Pois. É isso mesmo. O programa vai sofrer alterações profundas por causa das férias de verão, época em que irei partilhar o plateau com o José Figueiras.
companheiro Zé
Vão acontecer várias surpresas durante estes dois meses e meio, com um programa mais adequado ao calor e às "férias grandes".
Ah, e de manhã vamos ter a Sílvia Alberto...

Não esperavam por esta, né? Nem eu.
Consta que sou a segunda escolha. Parece que o candidato preferido era este:
ganda pato
...mas queria um cachet muito elevado...
Bem, acho que pelo menos vou poder realizar um sonho
...show me the money!!!
... PARTICIPAR NA ÁRVORE DAS PATACAS!!!

...ena.

Coisas da idade










a idade não perdoa...

Links, linques, cliques

É espantoso como é que há gente que ainda consiga vivar sem o www.imdb.com, que tem tudo sobre cinema, e o www.allmusic.com, que tem tudo sobre música.
Mas há mais, por exemplo a língua portuguesa, em dicionário
http://www.priberam.pt/dlpo/dlpo.aspx
ou imagens bonitas para o monitor
http://www.deviantart.com/
melhor ainda é este
http://www.pixelgirlpresents.com/

Quando quero praticar desporto, jogo ténis na net em
http://web4096.message.sk/round2/flash/9/
mas para me divertir a sério vou sempre a
www.heavy.com, desde há anos um site... de peso.

Divirtam-se. Mais, em breve.

Uma semana de desespero


O meu cérebro anda a tentar enganar-me:
"-Vá, já estás limpo, podes fumar um... só para matar saudades... (re)join the dark side..."

...a fazer:


HOJE:
- ir ao Casino da Figueira da Foz, actuar às 22:30. Tentar ter piada, tentar não fumar
- acabar de escrever aquelas ideias sobre discriminação sexual e gps's. Ler jornal para piadas sobre actualidade, sem fumar

AMANHÃ

- passar pela faculdade em Lisboa para fazer a perninha lá com o pessoal da Universidade Lusófona. Afastar-me dos fumadores, reduzir tempo de convívio se o ambiente for de fumo. Comprar pastilhas
- ir até ao Bombarral, actuar com os Kapagrilos. Tentar não beber àlcool em excesso e não fumar
- escrever sem fumar

PARA BREVE

- descobrir como é que tenho um buraco na parede de casa: de onde vem e como é que se vai tapar
- festejar o ter deixado de fumar, desde que tenha mesmo deixado de fumar

Sobre a Oportunidade


Situação comum em sítios onde actuo:
"-Olá, eu sempre sonhei em fazer stand-up, escrevo uns textos...
- Boa! Anda: sobe ao palco. O micro é teu, vou-te apresentar...
- Espera! Não vim preparado... "
End of story.

Várias pessoas têm vindo me perguntar coisas sobre "como ter oportunidade para mostrar". Também é comum ouvir pessoas a dizer "Anda aí tanta gente com talento, mas não lhes dão oportunidade..."
Enchi: tenho que falar sobre o assunto.
Não é que perceba muito sobre a coisa, mas tenho que desabafar.
Serve como resposta a muita gente mas especialmente a um amigo meu (cá do peito).

A porra da oportunidade não cai do céu.
Já está. Desabafei.

1º) As oportunidades na vida são fruto do nosso esforço; temos que criar condições para que elas surjam.
Se te enfiares na cave lá de casa, dificilmente a oportunidade terá a gentileza de te tocar à campaínha. Vai para onde deves ir, para perto do que queres fazer. Mexe esse traseiro e arrepia caminho.

2º) Trabalha, cão. Dificilmente alguém te dará uma oportunidade só pelos teus lindos olhos.
Se o fizer, ou é para te contratar como modelo de oculista ou então quer te comer. Trabalha todos os dias no que queres fazer, nem que seja pensar com força e sarrabiscar papéis. Pensar com força também é bom para regular o trânsito intestinal.

3º) A maioria das oportunidades anda sob disfarce.
Se o teu sonho é ser actor de Hollywood, não esperes por essa oportunidade. Agarra a primeira que te parecer mais próxima. Se te convidarem para seres calceteiro em Miami, diz sim: pelo menos estás mais perto. Eu sei que a metáfora foi idiota, mas o que importa saber é que chegas mais depressa lá por portas travessas do que numa suposta linha recta.

4º) Continua a trabalhar, cão.
Não penses que lá porque já és calceteiro em Miami, tens as costas folgadas. Lembra-te do Tino de Rans.

5º) Adquire toda a informação que puderes.
Saber é poder. Se o teu sonho é trabalhar em fotografia, por exemplo, não te limites a dominar a câmera. Aprende os compostos químicos do negativo e descobre o processo de fabrico das lentes. Fazer isto é bom por vários motivos: adquires mais domínio na tua àrea e, pelo menos, preenches melhor os teus tempos mortos a aprender coisas estranhas.

6º) Já nasceste pronto.
Quando a janela de oportunidade se abrir, lança-te. Esquece os medos. Atira-te como um louco. Lembra-te que nunca estarás verdadeiramente preparado.
à vida é um bluff. Enche o peito e vai em frente. Ao menos, se bateres de frente, bates orgulhoso de ti mesmo.

7º) Lembra-te que todos os pontos anteriores estão provavelmente errados e que o melhor que tens a fazer é sair da frente do computador e tratar da vidinha.

Ponto Único) Nunca te esqueças também que fazes parte da Natureza. A Natureza divide-se em predadores e presas. Se calhar estás mesmo neste último grupo. Se assim for, esforça-te por acreditar na vida depois da morte e num bom karma.

Óprah'ela na tv



Hoje aconteceu-me uma coisa estranhíssima. Estava a fazer um zapping tranquilo da minha vida quando, ao passar na SIC Mulher, fiquei encravado. É minha regra que o tradicional salta-canal é feito em perídos de 5 segundos, tempo mais que suficiente para perceber o que está a ser emitido.
Acontece, no entanto, que desta vez os 5 segundos chegaram ao fim e não fui capaz de mudar: estava a dar o show da senhora dona Oprah Winfrey.
Fiquei preso ao aparelho, confesso. A senhora estava a oferecer, assim de mão beijada, uma casa à escolha a uma senhora coitadinha mãe de três mas que também ficou a cuidar de seis filhos do irmão drogado e ela pobre infeliz mal tem dinheiro para pagar a luz vejam lá que trabalha no Starbucks a tirar cafés o dia todo e no último natal nenhum dos miúdos viu um presente sequer à frente do nariz e isto não é fácil e ela é uma mulher de coragem e já estão outras três senhoras da plateia a chorar parecem maria madalena não a bolacha mas sim a outra do cristo.
Vai daí, a tia Oprah empresta-lhe a sua agente imobiliária para que escolha a casa (e passo a citar:) que ela quiser; mas não é tudo, toma lá também o meu decorador pessoal e toma lá recheio completo para a sala, a cozinha e os quartos, que tu mereces, mulher.
Ah, e ainda pega nos putos todos, arranca para a Toys'R'Us e vai de escolherem o que quiserem. Resultado: mais 15 mil dólares em brinquedos.

Porra. Isto é televisão em grande.
Ainda há uns tempos a Oprahzita teve uma ideia brilhante e ofereceu um carro (General Motors, incha!) a todas as pessoas da plateia. Mais de duzentas.
Porra. Isto é televisão em grande. Haja dinheiro.

O The Oprah Winfrey Show começou em Setembro de 1986 e catapultou a senhora Winfrey para o lugar de mulher mais importante da televisão norte-americana.
Cito:
"Originally our goal was to uplift, enlighten, encourage and entertain through the medium of television. Now, our mission statement for 'The Oprah Winfrey Show' is to use television to transform people's lives, to make viewers see themselves differently and to bring happiness and a sense of fulfillment into every home."
Pois.
Televisão em grande. Televisão que salva, redime, recompensa e tudo isto intervalado de cinco em cinco minutos.

Fiquei preso a olhar para o que ali ia acontecendo.
É poderoso. O que for dito naquele programa é, para os seus fiéis espectadores, a verdade incontornável.
Por entre pausas para publicidade, a tia Oprah revela que o que vamos ver a seguir foi um dos momentos mais comoventes da sua vida. É sempre isto que ela diz. E nós vamos. E acreditamos.
Depois, a tia Oprah diz que vai dar às pessoas o que elas precisam. E nós sabemos que sim.

Se o outro tipo de Nazaré voltasse à terra ia ter séria concorrência. Não bastava o milagre da multiplicação, teria que fazer o milagre da comunicação.
Porra.

ena!

Vou imprimir as minhas próprias t-shirts.
Não vejo nisto nada de extraordinário, mas sinto-me entusiasmado mesmo assim.

O Bloqueio Francês



Era o que faltava, a cereja no topo do bolo: a França decidiu pelo "Não" ao tratado de Constituição Europeia, o tratado que iria fortalecer a Europa garantindo, entre outras coisas, personalidade jurídica à UE e dando-lhe capacidade para subscrever tratados internacionais. Ou seja, um passo em frente para a solidificação europeia perante si e o resto do mundo.
Mas não.
Os franceses sempre tiveram medo de perder os seus éclairs e de se juntar aos outros. A história mostra-o: mesmo com Hitler já dentro de suas casas, os franceses preferiam o isolamento e resignação.

Agora, com a Alemanha na crise em que está, com Portugal no marasmo económico e com o resto da Europa ainda aos engasgos, a França acaba por dar o empurrão final para que acabemos todos na parilisia internacional.

Obrigadinho.
Espero que se engasguem todos nos vossos croissants.
Au revoir.

Sobre a Comédia e quem a faz

Surgiram recentemente, nos comentários a um post anterior, algumas questões sobre a autoria de textos de humor. Vamos a isso, então:

Fazer comédia não tem piada nenhuma. Que isto fique bem claro.
Uma vez a cada cem textos, há um que surge como inspiração divina.
Mas na maioria dos casos, é um processo lento, sofrido. Sem grande piada.
Quando se escreve comédia, nada parece realmente ter graça, tudo soa a familiar e, depois de mastigar demasiado uma piada, acaba por saber mal...
Além disso, é um processo de constante refinar. Escreve-se, reescreve-se, adapta-se, testa-se e volta-se ao início. Ou deita-se fora.

Pouca gente escreve comédia. Eu próprio escrevo pouco, o suficiente para mim (o resultado como se vê não é grande espingarda e confesso que também sou preguiçoso).

A maioria do pessoal que aparece no "Levanta-te e Ri" é também autor dos textos. Tirando um ou outro convidado especial, para quem se encomenda material, é a malta que escreve o produto.
Claro que também há casos em que alguém se lembra de uma piada que fica bem no texto de outro, e faz-se uma transacção, uma troca.

Por isso acabamos por ter resultados tão diferentes: há malta que consegue manter um ritmo de textos aceitáveis, outros só a cada solstício é que conseguem escrever com piada. E outros nem isso.

É como a música: nem sempre a melodia agrada.

Un recuerdo

a cambada
Da esquerda para a direita, e apenas para os menos atentos:
Francisco Menezes, Miguel 7 Estacas, Paulo Baldaia, Marco Horácio, João Seabra, Hugo Sousa e eu.

Levanta Leiria

Quem é que faz estas caricaturas?
E pronto: ontem lá correu mais um "Levanta-te e Ri", em Leiria, onde tive a oportunidade de partilhar o palco com o Miguel Barros (que cada vez mais assegura o seu lugar e a sua forma de guiar o barco), os KGB Clowns, o Eduardo Madeira, o Fernando Rocha e esta menina:
Joana em acção!
Joana Capucho, uma jovem comediante que me surpreendeu!!! Dominou o palco, conquistou o lugar e fez-nos rir com um texto todo de sua autoria, muito engraçado, incisivo e cirúrgicamente cómico. Muito bem, sim senhora.
Quanto a mim, experimentei pisar terreno novo:
...até parece que sabe tocar...
Sinceramente, correu melhor do que eu esperava. Estava mesmo convencido de que me ia atrapalhar com o facto de tocar e falar em simultâneo, mas a coisa lá correu...
Diverti-me bastante. Para a próxima, quero experimentar algo mais físico.
Tipo regar-me com àlcool, chegar fogo e dançar ao mesmo tempo a Kalinka...

Revisão Geral + Agenda

Já lá vão uns tempos, mas relembremos...

- gostei de ir a Cascais, ao bar do Horácio. Apesar de não reunir as melhores condições (ruído de fundo, poucos lugares sentados e som ainda por aperfeiçoar), senti-me em casa. O Marco é, como toda a gente sabe, um excelente anfitrião, tal como a Carlita Vasconcelos, um doce de rapariga. Aliás, senti-me tão bem que, logo a seguir ao espectáculo, dei um salto ao bar do João Gamboa, mesmo ao lado, onde ainda delirei um bocadinho com um karaoke bem kitsh. Delicioso. Diverti-me à brava.

- aproveitei também a ida a Lisboa para ver o que a SIC queria de mim. Após uma reunião esclarecedora, lá aceitei o convite e a partir de 20 de Junho regresso à demoníaca caixinha mágica, outra vez nos directos... Depois explico melhor, mas continuo a dizer que vai surpreender muita gente. Eu, que já desconfiava, fiquei de boca aberta, mas convite é convite.

- amanhã tenho o "Levanta-te" em Leiria e sábado que vem, a Região ataca de novo no Laf Comedy Club, em Leça. Por isso, tenho andado ocupado a terminar alguns sketches e a ensaiar com a malta.

- dia 2 de Junho vou actuar no Casino da Figueira da Foz, uma horinha de espectáculo, e dia 3, à noite, estarei no Bombarral, para partilhar o palco com os Kapagrilos. Ainda nessa sexta-feira, mas à tarde, vou dar um salto a Lisboa para uma brincadeira com os alunos de Comunicação da Universidade Lusófona, em Lisboa. De borla, com sentido (des)pedagógico.

Marketing up our ass

A roupa que está na moda. Os sapatinhos que ficam bem. O cabelo que está na onda. A música que está a bater. O sítio que está a dar. O telemóvel topo de gama. O carro do momento.

Curiosamente, não tenho fome de hamburgueres. Tenho fome de gente verdadeira. Original. Sem marca registada nem patente pendente: gente única. Fora de moda mas dentro do mundo.
Tenho fome de gente que não tenha lido "O Código de Da Vinci".
De gente que goste de se sentar no chão.
De não fazer nada e ouvir as árvores.
Inventar uma receita no fogão de casa, saber mal e rir.
Discutir a importância do tipo de sal nas pipocas.
Ouvir Cole Porter.
E Marante.
Dar um abraço sem razão aparente.
Mostrar a língua sem razão aparente.
Piscar o olho por uma razão inerente.
Dizer "Gosto de ti" sem uma intenção subjacente.

Correr na rua só para não andar no ritmo do mundo.
Viver.

Centros Comerciais?

Agora que abriram mais um centro comercial em terras sagradas das Antas, apercebo-me para onde este país vai.
Eu digo-vos para onde vai: para o paraíso dos compradores compulsivos - estamos a transformar Portugal no maior shopping do planeta.
Qualquer dia fazem uma cobertura gigante de norte a sul e usamos as cabines da Brisa como caixas registradoras. Ah, e pomos meninas de mini-saia e patins no IP5 e no IC2...
"Patinadora à caixa central de Coimbra..."

Segunda que vem, L&R

Tarda mas não falha: segunda que vem, lá estarei outra vez no "Levanta-te e Ri", desta vez em Leiria.
Vou ser apresentado pela primeira vez pelo senhor Miguel Barros e, para assinalar a noite, vou levar uma música de minha autoria intitulada "A Lógica da Batata".
Não há de ser nada.

Em agenda: Cascais

Amanhã, sexta-feira, actuo no bar do Marco Horácio, na Coconuts, em Cascais.
Apareçam e falem comigo: não conheço lá ninguém...
Espectáculo só depois da meia-noite - Não aconselhado a menores e gente que pensa que já é crescida.

Um desafio

O meu caríssimo amigo proprietário e reaccionário do fantástico Sublimado e Corrosivo , lançou-me o desafio.
Remoí, não me apeteceu muito, mas depois não resisti.
Cá vai disto:

Não podendo sair do Fahrenheit 451, que livro quererias ser?
Definitivamente, um livro em branco. Com folhas daquelas das sebentas, papel grosseiro, tipo mata-borrão.

Já alguma vez ficaste apanhadinho por uma personagem de ficção?
Sem dúvida que D.Quixote ainda me persegue na penumbra, mas tenho que confessar que não há personagem que me tenha marcado mais (há coisas que não se explicam) do que o Fernão Capelo. Isso mesmo: a gaivota.

Qual foi o último livro que compraste?
Escorreguei por impulso e trouxe para casa o naïf. super. do Erlend Loe. Já agora, na página 73 lê-se o seguinte:

Nos últimos dias não tenho feito nada senão martelar.Tenho martelado de manhã à noite.É uma excelente actividade monótona que me enche de alegria.Os pensamentos param.

Recomendo vivamente, como seria de esperar.

Qual foi o último livro que leste?
"O Caminho para Wigan Pier", de George Orwell.
Porra, que a vida é bela.

Que livros estás a ler?
Além do já referido "naïf.super.", estou com "As mentiras que os Homens contam", do Luis Fernando Veríssimo e com o fabuloso "The Pythons Autobiography by The Pythons". Encostei nas boxes durante uns tempos o "Não te deixarei morrer, David Crockett", do Sousa Tavares e assumo a desistência (a um terço do fim) do "Ensaio sobre a Lucidez", do José Nobel Saramago.

Que livros (5) levarias para uma ilha deserta?
Um manual de sobrevivência em ilhas desertas, um manual de construção de balsas e jangadas, um manual de sobrevivência em alto mar numa balsa ou jangada, um manual de origami com folhas de bananeira e o "The Pythons Autobiography by The Pythons" - para os tempos livres, ou na pior das hipóteses, para os tempos mortos.

A quem vais passar este testemunho (três pessoas) e porquê?
Essa é complicada. Mas acho que vou passar a três visitantes habituais deste meu belógue:
- a pecola
- a Vera Alves e
- a s.
Porque quero ouvir as senhoras, porque sou curioso e porque sim, se elas aceitarem o convite.

E já está.

Sobre o Sucesso

Rais'partam os gajos que lutam a vida inteira por um carro de luxo, uma gravata de seda e um cabelo melado.
Anda aí tanta gente preocupada com a ostentação...
Esta noção de ser um gajo de sucesso aborrece-me: é que, feitas as contas, a vida acaba sempre num empate.

Quando é que esta malta vai perceber que o importante é o jogo e não o resultado?
Relaxem: deixem de olhar para o umbigo e curtam a paisagem; a porra da viagem passa num instante. E a gravata fica cá para o mofo.

Já agora, fotos

Andava a limpar pastas e descobri estas:

Em Agosto, no centro de Braga, espectáculo para a TVI (?!), a pedido da querida Tété (Srª Dona Teresa Guilherme). O espectáculo foi uma caca, ao programa só lhe faltou o cheiro mas a noite foi gira.


Ainda nos tempos do "Boca a Boca", o meu caríssimo baterista Chico Cardoso em plena acção, durante um ensaio. Grande músico, um tipo extraordinário.


O cavalheiro é o regionário Xansão mas o kayak é o meu. E o rio é o Cávado.



Ora aqui está uma visão única do LAF! Comedy Club, em Leça da Palmeira, visto de cima do palco, da janela dos camarins. Quem ainda lá não foi, não sabe o que perde... Já agora, para quem gosta de "Onde está Wally?", o João Seabra está algures nesta foto em amena cavaqueira...

Eles andam aí


Novidades: a malta da SIC acaba de me lançar um convite para este verão.
Para já ainda não está nada confirmado (que é como quem diz: ainda não acertamos o guito), mas posso dizer-vos que me surpreenderam.
Portanto, se tudo correr bem, ainda acabo por passar o verão enfiado num estúdio, mais uma vez a apresentar televisão.
Trabalho é trabalho e someone's got to do it.
Ou muito me engano ou até vocês vão ficar surpreendidos...

Férias a chegar ao fim

Tenho andado meio desligado do blog porque tenho andado a esforçar-me por não fazer nada, o que é bastante difícil.
Mas este período de férias está a chegar ao fim: prometi a mim mesmo que, a partir da próxima semana, farei alguma coisa.

A Guarda na barra


173 agentes da Brigada de Trânsito e 22 empresários começaram a ser julgados por dezenas de crimes, cometidos no âmbito de acções de fiscalização do trânsito.
É RECORDE!!! Nunca nenhum processo juntou tantos arguidos como este...

Não compreendo porque é que estes agentes tinham esquemas por fora...
Eles até ganham bem e tudo: toda a gente sabe que na GNR e na PSP é que está o futuro... Aí sim, é que se tem uma carreira segura, bem remunerada e com regalias que compensam o facto de se trabalhar com risco.

Jorge Perestrelo

Morreu o homem que nos fez chorar por Portugal e vibrar cada golo como se fosse sempre o primeiro.
Eu, que até nem gosto assim tanto de futebol, adorava ouvir este homem.

Queríamos um prologamento, mas esse coração que tanto gritava traíu-nos.
Mesmo assim não há dúvida:
Perestrelo - 1, resto do mundo - 0.
Ganhaste, campeão.
E ripa na rapaqueca.

Encontros marcados



Hoje, no Café Del Mar, em Braga - vou estar lá com dois companheiros da Região Estrangeira, o Marco Rodrigues e o Nuno Matos.

Sábado, na zona de comédia do 24 horas TMN, em Lisboa, a partir das 15h.

Encontramo-nos lá?

A vida é curta



Há que dançá-la.

Bon Chic


Confesso: aproveitei o serão de sábado livre para espreitar, pela primeira vez a sério, o programa da TVI "Bon Chic", o programa que triunfou neste horário e que impediu o "Boca a Boca" de prosseguir o seu curso evolutivo (sem audiências fecha-se a torneira).
Consegui resistir em frente ao televisor durante cerca de onze minutos. Com som e tudo.

Não me espanta que o "Bon Chic" tenha resultados. Aliás, outra coisa não seria de esperar - o programa surte o mesmo efeito que um acidente na estrada, ninguém gosta mas toda a gente quer ver. E é com o mesmo espírito de um acidente na IP5 que continua, minuto a minuto, flagelando-nos, num período de agonia intervalado por anúncios a detergentes, sempre marcado pelo calvário da aberração.

Eu sei bem que o "Boca a Boca" tinha muitos defeitos, mas permitam-me ser delicado: o "Bon Chic" é uma merda. E creio que é mesmo por isso que funciona.

Por isso, não me espanta que o "Bon Chic" tenha resultados. O que me espanta é que o sr. José Castelo Branco não se aperceba que está ali como o homem-elefante do Lynch; uma aberração para o povo ver, a mulher-barbuda, uma garça com a subtileza de uma abóbora que desliza sobre o seu ego infeccionado.
O homem pode ser parvo, mas será burro? Não consegue compreender que só lhe permitem pavonear-se e arrotar plumas porque é a estrela de um freak-show?

Bolas, alguém o avise!

Porque das duas, uma: ou ele é realmente tão ingénuo que julga que está a brilhar, investindo cada vez mais numa persona, num personagem que julga engraçado; ou então o gajo é mesmo assim. E se assim for, temos um problema.

É que, se o Sr. Branco é na intimidade aquilo que personifica perante as câmeras, então representa tudo o que de pior existe na nossa sociedade.
Se o gajo é mesmo assim, estamos a assistir ao triunfo da escória.
Porque - pensem bem - se o gajo é mesmo assim, significa que entregamos a vitória ao egocentrismo, à vaidade nula, à masturbação pública, à falsa-modéstia, ao vazio da mensagem, ao andrógeno de corpo e alma, ao elogio da futilidade, das aparências e da fortuna oca como cume do sucesso.
Entregamos a vitória a tudo isto e pior: aos gajos que o puseram lá, mais conscientes disto do que o pobre pavão podre, bêbado de si mesmo.

Pronto. Já desabafei.

Em Agenda...

Porque tenho que pôr pão na mesa e porque isto de férias com mais de três dias é aborrecido, decidi marcar algumas coisas na agenda.
Esta semana vai ser para reunir com a Região, estruturar textos e reorganizar tralha.

Quinta-feira, 5 de Maio, regresso a uma das casas onde comecei isto de comédia - o Café Del Mar, em Braga. Vai ser matar saudades e (ó diabo!) sou capaz de levar comigo alguns Regionários para uma demonstração práctica da Região Estrangeira. O Del Mar fica em frente ao Bar Académico e a coisa costuma começar por volta da meia-noite.

Sexta lá vou eu de regresso a Lisboa para um jantar com a equipa do falecido Boca a Boca, porque merecemos enfrascarmo-nos sem responsabilidades depois do esforço conjunto que tivémos. E aproveito para ficar em Lisboa, porque sábado vou actuar uma hora para o 24Horas-TMN, a partir das 15h. Ainda não sei onde, mas tudo bem.

E para já, é isto. Ando a ler "O caminho para Wigan Pier", de Orson Welles (rectificação posterior: George Orwell), um livro imprescindível:

A caminho de Wigan Pier, George Orwell infiltra-se, como a água da chuva e o frio por entre as brechas das casas degradadas, na vida das comunidades de mineiros do Lancanshire, descendo com estes homens infaustos e desesperançados às minas e às catacumbas da existência humana. Orwell assume assim a sua origem nobre, não por ser essa a sua condição social e a origem da
sua educação, mas porque conseguiu, sob a negregura da pele alheia, encontrar-se a si mesmo, o que afinal também se verifica a seguir, quando aborda a embaraçosa questão da elevada taxa de desemprego e as conse-quentes miserandas condições de vida. A partir daí, e já na segunda parte do livro, como uma consequência natural da experiência anterior, uma luz depois de um longo e escuro corredor subterrâneo, Orwell avança com as suas ideias, ou ideais, sobre o socialismo, sobre a forma crítica como este poderia ser aplicado e subsidiar a construção de outro mundo, longe do futuro previsto em Mil Novecentos e Oitenta e Quatro.

por Leonardo Silvino, in Duplipensar.net



E pronto.
Ah, é verdade, no início de Junho vou ao Casino da Figueira. Depois conto.

Falemos a sério

A coisa anda a ficar séria.
A Região Estrangeira, provavelmente o meu projecto favorito, está a ganhar peso e medida a cada dia que passa.

A Região é uma companhia de humor na qual me insiro, juntamente com alguns outros loucos reaccionários.
De sketches a peças de tetro, de vídeo a produção de conteúdos, a Região está cada vez mais inflamada.
Depois de quatro actuações oficiais, estamos a ganhar fôlego para objectivos maiores... Portanto, preparem-se para algumas surpresas: os regionários vêm aí.

Foi você que pediu 600 km's?

Hoje vou mais uma vez dar um salto a Lisboa, para uma reuniãozita na SIC e para beber um caneco com a malta da Comunicasom.
Se tiver oportunidade, vou tentar ainda jantar com o Nuno Feist, meu ex-maestro/pianista do falecido programa, que está agora a braços com o musical Marlene no cinema Mundial (apesar do nome, é um teatro).
Não me chateia nada ir e vir a Lisboa.
Só não posso mais é com a A1.
Arre, que o raio da estrada é chata como o caraças!
Alguém ainda se lembra da A1 sem ter troços em obras?

Falam, falam, falam

No outro dia perguntaram-me quem era o comediante, a nível nacional, que eu mais admirava.
Essa é uma questão difícil e guardo para mim a resposta (embora pouco clara, como todas as minhas respostas).
Mas garanto-vos que, algures no Top 5, está este cavalheiro

O Ricardo Araújo Pereira merece que lhe tire o chapéu.
Primeiro, porque ele deve ficar muito mal de chapéu; e segundo, porque tem rasgos de verdadeiro génio.
E não estou a falar dos Gatos - se quiserem descobrir o lado verdadeiramente brilhante do RAP, leiam a sua crónica mensal na Visão.
Sim, senhor. Quem sabe, sabe.

Back in action

Não é uma questão de saudade, é uma questão de dependência. Cada vez que se volta ao palco, cura-se a ressaca. Actuar ao vivo ainda é uma droga legal...

Home Sweet Home

Cá estou eu de regresso a casa, o meu cantinho na vila de Fão, em Esposende.
Vou aproveitar a folga da TV e redescobrir a qualidade de vida: jantar com amigos, ressuscitar o kayak, passear da beira-rio até à beira-mar, atacar umas mariscadas junto à praia...
Fão é daqueles sítios que ou se ama ou se odeia.

Eu adoro.
É inacreditável como ainda hoje se consegue viver nestes recantos paradisíacos...


Vou buscar a pagaia e o kayak. Que se lixe o stress.

PC no PC

O Partido Comunista Português (vulgo "Os Camaradas") estreou hoje no seu site oficial a primeira rádio on line partidária.
O que é curioso por dois detalhes:
- Passamos a poder ouvir o PC... no pc;
- sendo uma rádio digital comunista, creio que o stéreo devia resumir-se à coluna da esquerda...
Avante, camaradas, e cuidado com os vírus no partido...

(o Jerónimo de Sousa usará o Windows, Mac ou Linux?)

Os projectos são como as maçãs...

...É difícil escolher um.
E agora? Teatro, televisão, mais stand-up? Voltar ao design? Rádio, outra vez?
Ou tudo ao mesmo tempo?

Já sei: dormir durante pelo menos dois dias.
Bom projecto. Relaxa.