Mudem de Ouvidos II


Esta menina chama-se Petra Magoni. Acompanhada ao violoncelo por Ferrucio Spinneti, traz-nos um cd de jazz vocal incomparavelmente belo:

Em Musica Nuda reencontramos o prazer da voz, em temas variados, entre os quais Roxanne, Eleanor Rigby e um surpreendente I Will Survive.
A ouvir.
Depressa.

Commédia ao vivo!


Ora aí está algo digno de tomar nota: às terças-feiras, a noite tem paragem obrigatória no Chapitô, para assistir ao mais recente espectáculo dos Commedia à La Carte: Quem te improvisa, teu amigo é. Marquem na agenda e reservem lugares - estes rapazes ao vivo são uma debulhadora de risos. Vale a pena.

O prometido é de vidro




Antes do verão prometi tirar as dúvidas (quem segue este blog sabe do que falo).
Aqui está. É mesmo igual ao catálogo da agência e recomendo vivamente...
;)

Jean-Marie Le Pen:

- És uma besta. O problema social em França ou em qualquer outro país do mundo não se resolve a fechar fronteiras ou a promover a discriminação.
Mas tens razão numa coisa. Existem cidadãos de segunda em França: tu és um deles.

(yes!)



Já tenho casa, já tenho net, já tenho vida e já tinha saudades.
(Ah, e segunda-feira vou novamente ao "Levanta-te", em Almeirim.)

Já falta pouco

A minha casita está quaaaaase pronta!!! Ando em obras profundas de adaptação e por isso não tenho sequer conseguido aceder à net...
Mas já faltou menos!

Depois prometo que compenso o atraso no meu blog...

5...4...3...2...1...

...e aí vamos nós para mais um arranque.
Começar do zero tem o seu quê de interessante.

Já arranjei apartamento (simpático e pequeno, me gusta) e, no meio da papelada e do corre-corre, apercebi-me de que não sei muito bem o que raio ando a fazer - em terra nova, casa nova, sem rede e sem nada garantido.

Mas está-me a saber muito bem.
Tenho ideias e regressei à escrita com força. Tenho amigos. Tenho vontade.
Isto chega e sobra: a partir daqui é só trabalhar.

A felicidade é uma caixinha pequena.

auto-scope

Estou desempregado, desalojado e desterrado.
Mas continuo animado. Será normal?

Ao vivo e a cores

Alô zona Sul:
Este sábado vou actuar em Sta. Iria de Azóia, juntinho a Sacavém, no bar Excalibar.
A coisa arranca por volta das 23h e era giro que aparecessem, uma vez que não sei qual será a afluência dos nativos locais.
'Bora daí beber um caneco e, já agora, rir.
(já sabem, rir é nas pausas... agradecido.)

Apartamento Procura-se


Urgente.
Para alugar.
Em Lisboa.
T0 ou T1.
Quem souber, diga, que eu agradeço...

Voltei, voltei

...voltei de lá,
ainda agora estava em Punta Cana
e agora já estou cá.

Olá a todos: estou de regresso depois de umas férias no paraíso.
Prometo que, em breve, mostro-vos algumas fotos que andei a tirar por lá.
Mas antes disso, aviso desde já que, pelo menos durante as próximas duas ou três semanas, vou ter uma baixa taxa de produção neste belógue.
Estou numa fase de profunda transformação na minha vida, tanto a nível pessoal como profissional, e durante estes dias que se avizinham vou estar ocupado a pôr uma série de coisas em ordem.

A vida tem destas coisas.
Desvios, mudanças, transformações.
Algumas são boas, outras não; algumas são agradáveis e outras custam. Bastante.
Mas têm que ser feitas.

Mudem de ouvidos

Hoje apetece-me falar de música.
Andava por aqui a arrumar coisas quando dei por mim encostado à aparelhagem e a rever alguns sons preciosos.
Já aqui vos tinha mencionado o senhor Keith Jarrett, um dos mais significativos pianistas da actualidade. Nos cerca de 105 álbuns onde este senhor participou, há um que sobressai:
O concerto na Casa da Ópera de Colónia, em 1975, é uma obra de mestre.
Quem quiser saber mais, é só espreitar o site da AllMusic.

Outro álbum que faço questão de manter por perto (e obrigado, Sofia!), é este:
Uma verdadeira jóia do Jazz Latino, directamente de nuestros hermanos de Cadiz, Espanha. Como tudo o que é boa música, também está no AllMusic.

Enquanto faço as malas para as minhas mini-férias, decido-me por um ritmo mais groove:

É extraordinária a viagem para revisitar e redescobrir grandes clássicos, com uma roupagem mais fresca. Por aqui passam Billie Holiday, Ella Fitzgerald, Sarah Vaughan, Dinah Washington, Nina Simone, Carmen McRae, e Shirley Horn, retocadas e embaladas por nomes como Richard Dorfmeister, Tricky, Masters at Work e os Thievery Corporation, entre outros.
O que poderia parecer um inevitável e sangrento acidente resulta afinal num festim sonoro.
Descubram mais sobre este álbum no AllMusic, na página oficial da VerveRemixed,ou então sigam directos para a fonte e aproveitem para descobrir todos os excelentes trabalhos da Verve, no seu site global.
Só ficam a ganhar.

A prova dos nove

Na próxima semana arranco finalmente para uma singela semanita de férias, coisa que já ando a prometer a mim próprio há pelo menos três anos. E estou a falar de férias a sério, com direito a passaporte e comida de avião e tudo!
Terça-feira arranco para as Caraíbas: República Dominicana, aí vou eu!
Por isso, proponho um desafio.
As imagens que aqui vos mostro foi o que me venderam.
Quando voltar, digo-vos o que encontrei e fazemos o Jogo das Diferenças.
Que tal?

Comunicasom...

...é o nome da produtora responsável pelo SIC 10 Horas e pelo Às Duas por Três. Ou seja, a casa onde vivi os últimos 3 meses.
E reparem que não digo onde trabalhei, mas sim onde vivi, porque na Comunicasom vive-se televisão.
Por onde começar? Bem, pelo estúdio em si.



Os estúdio estão instalados num antigo cinema na Álvares Cabral, entre o Largo do Rato e o Jardim da Estrela, mesmo no centro de Lisboa. Agora um espaço labiríntico e aproveitado até ao último centímetro, do velho cinema pouco resta senão a fachada e um antigo projector de película, carinhosamente exposto numa das escadarias da empresa.
Aqui trabalham mais de oitenta pessoas, de segunda a sexta-feira, num frenesim diário que começa pouco depois das sete e que muitas vezes entra pela noite dentro em reuniões de trabalho.
Basta uma visita para se tornar evidente que, entre camarins, estúdios, sala de maquiagem, guarda-roupa, estúdios, escritórios e redacções, circula mais do que funcionários - circula uma família.
Gente que ali chega a passar mais de 12 horas por dia, gente que ali come, trabalha, ri e se apaixona. E não são poucos os que se apaixonam... os filhos também estão lá para o provar: a Comunicasom tem uma creche para que os mais novos se mantenham por perto dos progenitores.
Lembro-me que, quando comecei a trabalhar em televisão, foram muitos os que me avisaram para ter cuidado com as pessoas do meio. É que a competitividade é elevada e o que sobra são sempre intrigas, estratagemas e traições.
Mas, como não há regra sem excepção, a Comunicasom navega acima desses turbulentos mares.
É, no fundo, natural. A proximidade e a intensidade com que se vive ajuda a aproximar as pessoas, a exigir humanismo e trabalho de equipa. E não é assim tão simples - quem conhecer esta equipa ficará desde logo impressionado com a facilidade com que as mesmas pessoas passam de uma violenta discussão de trabalho para uma alegre e descontraída conversa, em questão de minutos.
Não é esquizofrenia, é sintonia.
Se é para começar por algum lado, que seja pelo bar-refeitório. É aqui que a malta se encontra de manhã para o pequeno-almoço (e que rico pequeno almoço!) e é aqui que se sentam a equipa e convidados para provar as delícias da (provavelmente) melhor cozinheira do mundo, a Milocas. Na redacção também se cozinha mas o destino não é o prato, é a pantalla.
Tenho que agradecer a todos. Porque com todos aprendi algo novo de dia para dia. Gente como o Pedro Goulão, um génio na escrita de humor e camarada de língua afiada...
Não vou dizer todos os nomes, é lógico, mas tenho referir a Paula Correia, editora do "Às 2 por 3", uma locomotiva no trabalho e uma das pessoas mais divertidas e perspicazes com quem alguma vez convivi, tal como o João Patrício, realizador/steady/criativo/músico/.../...
Um abraço forte para o Manollo e para o Mário. Obrigado pelo crédito e pela força.
Um abraço forte para Jorge Simões - és o homem-comunicação e conseguiste a proeza de me ensinar coisas até com os teus silêncios, além de seres a prova de que os grandes corações também sobrevivem às batalhas.
Obrigado malta das câmaras, luzes e som.
Sinto-me como o puto que saiu de casa da família.
Obrigado por tudo - muito mais do que provavelmente imaginam.

Keith Jarret



O que importa não é o que se ouve, é o que se entende.
É a linguagem universal: Keith no piano. Vale a pena ouvir.
Perdão, sentir.

Tá quase

Assim são as coisas: sexta chega ao fim a minha colaboração com as tardes da SIC.
Amanhã ainda vou ter um programa bem diferente, fora do estúdio. Vou espreitar a casa da Senhora Dona Lady, numa visita guiada por Herman José e Sílvia Alberto.

Vai ser giro, de certeza.
Na sexta, preparem o videogravador: ando aqui a matutar numa despedida sui generis, bem ao jeito da Broadway. Apetece-me sair em festa.
Enquanto o dia não chega, entretenham-se com isto:

... sobre coisas boas e imbecis

Depois de alguns dias ausente deste blog, estou de regresso, pronto para a última semana de programas.
Para aqueles que me têm questionado sobre planos para depois, para já só há um: férias. Vou aproveitar para me pirar por 15 dias e relaxar, de preferência bem longe de tudo. Mas vou continuar por perto deste blog.

Entretanto, tenho ido espreitar os "Comédia á la Carte", todas as quintas a partir das 18, no Picoas Plaza. São muito bons, os rapazes, e têm ganho esta difícil aposta de conquistar o público lisboeta ao fim da tarde. Esta quinta, estou lá outra vez. Sem dúvida.

Ah, já agora, fica a chamada de atenção: pela segunda vez na (curta) história deste blog, fui obrigado a apagar um comentário de um visitante. Não me importo que critiquem ou que tentem chamar a atenção com disparates, mas o comentário do Rui Osório passou das marcas, ao insultar dois colegas meu de trabalho. Lamento, mas há coisas com as quais não me apetece condescender, e este blog é ainda uma ditadura - felizmente.
Aliás, este cavalheiro é daqueles que, por mim, era barrado à porta, porque nada me irrita mais do que gente que critica sem argumentos, só pelo prazer destrutivo e pela necessidade de compensar desequilíbrios internos e frustrações latentes. Mas pronto, as coisas são como são e o pior seria estimular este género de desvios comportamentais. Cá em casa, quem manda sou eu e o resto são cantigas.

Jantar volante

Ontem fui a um jantar volante: estava sem paciência e passei pelo McDrive.

Essa é que é essa

Agora que falta pouco mais de uma semana para fazer as malas e abandonar o "Ás Duas por Três", começo a sentir que vou ter saudades de alguns momentos... e de outros não.
Seja como for, presenteio-vos com este belo postal. Não façam perguntas sobre a minha posição altamente erótica, limitem-se a fazer uma vénia ao grande Quim Barreiros.

Yugop

Impressionante: ainda há quem não conheça os tipos da Monocraft Yugop...
Vá, não sejam tímidos: carreguem aqui e divirtam-se.
Quem é amigo, quem é?

Regionários

Ora cá está uma preciosidade! Da esquerda para a direita: Henrique da Silva, Marco Rodrigues, Sandro Mouro, Tunniko, eu, Paulo Baldaia e Nuno Matos.
Ou seja, a Região Estrangeira em todo o seu esplendor.
Temos que voltar a reunir as tropas e regressar ao ataque.
Já tenho saudades.

PopQuiz!

Questão desta semana:

- Se pudesses escolher um político a ser expulso do país, quem escolhias?

Não sejam discretos e esmerem-se.
Respondam nos Comments, mãos à obra!

Publicidade

Já agora, porque me apetece, bons exemplos de publicidade, começando com este anúncio a limpa-vidros:





click


Foto: Carlos Moura

click



As grandes escolhas na vida resumem-se, normalmente a dois caminhos possíveis.
Foto: Carlos Moura

Gente má

As pessoas são, em essência, más.
Estou a começar a ficar convencido disso.
Com o passar dos tempos, uns melhoram.
Outros não.

Cansa.

5000 Plus

Só hoje é que me apercebi que este belógue já ultrapassou as cinco mil visitas.

Obrigado.
Sinto-me menos sozinho.




Voltem sempre.

click



Auto-retrato.

click



Hoje tive saudades do Inverno no norte.
Foto: Carlos Moura

A minha Colecção Anita

Anita Vai à Escola
Anita Vai à Praia
Anita no Campo
Anita no Ciclo
Anita Reprova
Anita Já Namora
Anita Fuma Ganza
Anita Modelo
Anita Quer Implantes
Anita Aborta em Espanha
Anita Conhece um Produtor

Anita é Mamã
Anita Já não é Nova
Anita no Litigioso
Anita Capa do 24 Horas
Anita no Desemprego
Anita Vende o Corpo
Anita na Alfândega
Anita na Prisão
Anita em Precária
Anita Desaparecida
Anita na Morgue

PopQuiz!

A questão é esta:
- Se encontrasses Deus, o que é que gostavas que ele te dissesse?

Ponham de lado fés religiosas e existencialismos e respondam através dos Comments.
Esmerem-se.

Made in Australia

Andam aí tipos muito bons em comédia.
Os Umbellical Brothers são exemplo disso: do melhor que já vi.

Tique Taque

O tempo custa a passar, mesmo quando passa depressa.
Tirem as dúvidas aqui:
Industorious Clock by Yugo Nakamura

É obra.

Eu quero, eu quero!

Estes japoneses são fantásticos!!!
Eu quero um portão assim!
Quero, quero, quero!

Apanhados da vida real

Eu sei que há situações que um jornalista não consegue prever, mas este nuestro hermano deve ter ficado realmente surpreendido quando decidiu entrevistar esta senhora...
Agradecemos à Telecinco por nos fazer perceber que coisas destas afinal não é só em Portugal.
Para ouvir, rir e tornar a ouvir.

O que é que me aconselha?

Temos que encarar esta falha de forma digna e frontal: somos demasiado ingénuos.
Sim, falo de nós, portugueses amantes da bola e do Fado e das promoções de hipermercado. Falo desta nação de gente simples e hospitaleira, diria mesmo hospitalar, graças ao nosso brilhante serviço nacional de saúde.
Os portugueses são ingénuos.
Naïf.
Tótós.

Eu sei que é uma novidade que custa a digerir, como aquela carne de porco à alentejana quando frita em azeite excessivo.
Mas é a verdade e temos que a engolir.

Basta observar o comportamento típico do Zé Portuga em qualquer restaurante do país. Mão na ementa, olho no empregado e a pergunta sai disparada:
"- Ó amigo, este cherne é fresco?"
Ó amigo? É assim, com esta facilidade, que se estabelece uma relação de amizade? Basta pousarem-nos um pires de azeitonas, um cesto de pão e uns quadradinhos de manteiga meio-sal e já está? Pior: no fundo daquele ser, nas profundidades daqueles olhos pagadores de impostos, o raio da criatura está mesmo convencida de que vai obter uma resposta sincera ao perguntar pelo estado de frescura do cherne.
Mas não é isto que me choca mais. O que realmente me perturba é pensar que o empregado, também português crescido a couve, responde com sinceridade.
Diz "Claro que fresco, fresquíssimo!" e pensa "Como é que não havia de ser, está há mais de duas semanas na arca..."

Técnico Procura-se

Lisboa deve ter falta de técnicos especializados em refrigeração.
Em todos os estabelecimentos comerciais - lojas, cafés, bares e hotéis - nenhum ar-condicionado funciona como deve ser.
Após aprofundada observação nos respectivos locais, concluí que todos os aparelhos da grande Lisboa padecem do mesmo: ou não funcionam ou bombardeiam o recinto com temperaturas glaciares.
Não há meios-termos. Cada vez que entramos num recinto fechado só podemos sentir o ambiente real do Botswana ou do Antártico.

De regresso, com lembranças


Depois de um fim-de-semana prolongado, cá estou de regresso com uma recordação do falecido Boca a Boca: em pleno plateau, com os Skank, as bailarinas e o coreógrafo, o Arcanjo. A foto foi tirada no último dia.

Entretanto, passei 3 dias como um abade, com um casal amigo e dentro da piscina. Hoje, como efeito secundário, tenho os olhos inflamados e uma preguiça fenomenal mas estou cheio de energia para voltar ao ataque.

Tenho a certeza de que vêm aí boas coisas: tenho andado a falar com muito boa gente e somos capazes de ter alguns coelhos na cartola.
Me aguardem...

Carreira 28

Bastidores do SIC 10 Horas



Silvia Alberto vai observando o desenrolar do programa, atenta ao correr da batalha. A partir de segunda-feira é ela que vai substituir a Fátima durante as férias. Entretanto, vai aprendendo o esquema e cativando toda a equipa com a sua simpatia contagiante.


">


Em pleno programa, Fátima Lopes guia as tropas. Em primeiro plano, a câmera 4, do teleponto, coisa que a nossa Fátima pouco utiliza. Afinal, estamos a falar da profissional de televisão que provavelmente tem mais horas de directo no curriculo. É muuuuuiiita experiência...

A Fazer:

- desencantar tempo à força para acabar de escrever o raio da peça
- voltar ao restaurante do Bairro Alto que tem aquelas tapa fabulosas
- acabar de ler o livro do Steve Martin
- telefonar ao Chico e saber como está a vida em Londres
- ir jantar com os pais
- começar de uma vez por todas o romance que não me sai da cabeça
- cortar cabelo
- perder amor ao dinheiro e inscrever-me na Sociedade Portuguesa de Autores
- arranjar história definitiva para filmar a curta, já não há desculpas
- deixar de ler críticas e confiar nos instintos, já não há pachorra
- confirmar jantar sexta-feira e comprar ingredientes para cozinhar o já mítico Bóbó de Camarão
- ir ao ginásio
- telefonar aos amigos, a habitual ronda para saber como está o pessoal
- acreditar que tudo é possível.

As pessoas são um sítio estranho

"-Achas estranho alguém que não conheces gostar de ti?"


Acho.
Acho que de ter empatia a gostar de alguém vai uma larga distância.
Acho estranho porque sei que todas as pessoas são estranhas.
Acho ainda mais estranho gostar de alguém sem lhe ter visto os olhos ao perto.

Jornalistas

Há gente assim: uma jornalista perguntou-me se me sentia feliz por estar a fazer o "Ás Duas por Três".
Eu respondi que estar feliz é a minha melhor hipótese.
Fazer isto foi o que a vida agora me ofereceu. Mais vale saborear a viagem.
O mundo está cheio de gente que está infeliz por não estar a fazer isto ou aquilo, em vez de se divertir com o que lhe está a acontecer.
Carpe Diem, cum caraças!

Vieira de Leiria

...correu bem.
Já tinha saudades de actuar ao vivo, sem câmeras, sem grandes restrições.
Além disso, já tinha saudades de ouvir o Marco chamar-me para o palco.
Conseguimos reunir cerca de 1200 contos, paga-se pelo menos um terço da cadeira de rodas ao Márcio. Menos mal.

De resto, actuei um quarto de hora, jantei com a malta e fomos para os copos.
Soube bem matar saudades. Ainda existem amigos.

Boas causas

Esta quinta-feira, junto-me a Miguel Sete Estacas, Hugo Sousa, João Seabra, Carla Vasconcelos e Marco Horácio, para o que espero que seja um grande espectáculo de comédia.
Chama-se "PARA MÁRCIO COM HUMOR" e é um espectáculo para angariar dinheiro para uma cadeira de rodas para Márcio Vieira, um jovem na casa dos trinta anos que ficou paraplégico recentemente após um acidente de viação.

Está marcado para as 22h na praia de Vieira de Leiria, no MARIPARQUE.

Apareçam, comprem bilhete e dêem uma ajuda.

Sem os dois às três

E pronto: estou sozinho a apresentar o "Ás duas por três".
Não é necessáriamente bom. Nem mau.
É estranho.
Ainda estou a apanhar o ritmo e a tentar encontrar a minha cadência - mas não consigo deixar de pensar que é curioso como a vida dá voltas engraçadas.
No fundo, acabo sempre por me divertir, especialmente quando temos convidados musicais como o Quim Barreiros: durante instantes, deixa de ser um programa de televisão e é só happy hour.
E depois apercebo-me que é a luta diária de um directo de hora e meia, com uma equipa que practicamente só existe cá dentro, quase sem vida própria.
Na maioria das vezes não me sinto como apresentador, sinto-me espectador, aprendiz...
Vai ser um mês de Agosto bem quente.

Bifidus Activo

Acabo de me aperceber que este país caga mal.
Esqueçam o défice, a crise, a Ota e o TGV: o mal lusitano é a prisão de ventre.
Basta ver os anúncios, em que donas de casa e executivos em esplanadas se orgulham de ter regulado o trânsito intestinal, melhorado a flora intestinal, de se sentirem mais leves e de terem intestinos que funcionam como um relógio!
Graças às fibras e ao bífidus, somos mais felizes.
Cagamos descansados.
Poderá existir coisa melhor do que o Pursenide, a pastilinha mágica que nos permite abrir as janelas de casa com um sorriso depois de aliviarmos tensões na sanita?
Podemos estar todos mais descansados. Agora, amigas nos sofás de todo o Portugal podem explicar umas às outras como aliviar os restos da última refeição.
Agora, podemos finalmente encarar a vida com outro ânimo:
mesmo com crise e na cauda da Europa, conseguimos cagar nisso.

Ao Sepúlveda,

ao Nuno, ao Chico e à malta do LAF:
- Posso andar ausente mas não me esqueço de vocês.

Abraço do tamanho do mundo.

A Região ao Ataque

No próximo sábado, voltamos a atacar o Auditório do C.E.R., em Vagos, Aveiro.
Já no passado fim-de-semana estivemos lá e, deixem que vos diga, ca putcha de espectáculo má lindo!
Foram quase duas horas de loucura, com a revelação de mais uma estrela do humor, o fantástico Tunniko, que derrubou a audiência sem abrir boca!
O auditório promete encher, mas tratem lá de ir espreitar, arranja-se sempre espaço para mais um...

Bochechas ataca de novo

Cavaco avança com o apoio do PSD.
Manuel Alegre avança com o apoio do PS.
Soares avança com o apoio da Lindor.

O Rei da Madeira

Ao ver mais uma reportagem da SIC sobre o sr. Alberto João Jardim, apercebo-me com profunda tristeza de que o nosso governo é extremamente pobre no que toca a coisas que realmente interessa.
É desanimador: ao longo de tantos anos e ainda não se arranjou um sniper, um atiradorzito furtivo que resolva o assunto? Uma coisa assim tipo Kennedy?
Ou então uma carga de explosivos... O homem deve andar de avião ou de carro... Não se consegue outra vez o contacto do gajo que fez o serviço em Camarate?

Somos uma tristeza parca em recursos, essa é que é a verdade...

Era tudo muito mais simples

...se não levássemos tudo tão a sério.
Se nos ríssemos mais quando o leite derrama.
Se não houvesse tanta gente desequilibrada.
Se em vez de palavras usássemos mais abraços.

Se estivesse mais presente a consciência de que tudo vai acabar mais depressa do que o esperado.

Esta coisa da vidinha

...anda bem ocupada.
Além do mítico "Às duas por três", estou agora também a fazer um personagem humorístico no SIC 10 Horas, às terças e quintas. Chama-se Constantino e é parte integrante da "Tortura Cor-de-Rosa" lado a lado com Óscar Branco e Fernando Ferrão. Eu cá acho divertido, apesar da meia hora de maquiagem especial.

Este sábado a Região Estrangeira volta a atacar, desta vez em Aveiro!!! O espectáculo está marcado para as 22:30h, no Auditório do C.E.R., em Vagos.
Vão ser quase duas horas de sketches loucos com Paulo Baldaia, Sandro Mouro, Henrique da Silva, Marco Rodrigues, Nuno Matos e comigo! Apareçam e paguem bilhete! ;)

De resto, ando sem paciência para muito mais.
Tenho que reunir vontade para acabar de escrever a peça, para escrever mais stand-up (ando desleixado) e para recuperar o ritmo de leitura.

A vida anda depressa.

Multa Alfacinha

Até agora já fui multado três vezes em Lisboa.
No mesmo sítio.
Começa inclusivé a ser uma rotina: todos os dias de manhã, ansioso para descobrir se o meu automóvel tem mais um brinde no pára-brisas.
É claro que podia evitar mas, sinceramente, gosto destas multas.
São chiques.
São in.
Estas multas não são da brigada de trânsito, são da EMEL, a Empresa Municipal que gere os parquímetros em Lisboa. E são tão engraçadas que não resisto a recebê-las de braços abertos. Em vez de um mero papel no vidro, a EMEL dá-se ao luxo de personalizar uma ficha com a descrição da infracção e colocá-la num envelope RSF.
É lindo - como se tivesse um pen-pal.
E o melhor é que a multa é de € 2,50.
Ou seja, tenho duas hipóteses: ou deixo €7 de parquímetro todas as noites, ou arrisco levar uma multa... de €2,50.
Com envelope e tudo.
É mais práctico e mais barato ser multado.

Giro, não é?

Sobre os imbecis

Removi hoje pela primeira vez um comentário: não era crítico, era imbecil. Não me importo que me insultem, mas pelo menos que o façam com estilo. É o mínimo que se pode pedir.

Sobre os blogues

Assiste-me o direito de não me apetecer escrever, da mesma forma que me assiste o direito de não ter nada engraçado para dizer.
Não estou de trombas - estou em adaptação.

Sonhos

Há uma jovem adolescente que enviou uma carta para a produção do SIC 10 Horas, tal como muitas outras pessoas fazem, na esperança de ver realizado o seu sonho.
O sonho desta miúda é simples: quer aparecer na televisão.
E, de preferência, durante a "Árvore das Patacas".
Das dezenas de cartas que por aqui passam todos os dias, esta chamou-me a atenção. Basta uma passagem de olhos para percebermos que não é um mero capricho - aparecer na televisão é mesmo o sonho daquela miúda, inacessível, distante como um passeio lunar.
A vida é básica e o mundo é simples.
Tristemente básico, surpreendentemente simples.

Coisas Realmente Importantes Desta Semana

Algumas das coisas realmente importantes a reter este semana:

- O mundo continua uma merda e há mais gente má do que boa
- Em contrapartida, o tempo está agradável
- O "A Guerra do Mundos" vale a pena ser visto
- o consumo excessivo de amendoins provoca gases
- o Zézé Camarinha é realmente um personagem único
- ainda há bares onde se ouve bom jazz
- o álbum da Polly Paulusma é uma delícia
- alguns amigos sobrevivem às distâncias.

Passou-se de vez

Artigo de José Castelo Branco-24h-04Jul05
Este "artigo" foi publicado no 24 Horas, esta semana.
Eu, que nunca sequer me cruzei com o homem.
A Maya achou um piadão.
Enfim, é um exemplo dos jogos que por cá se vivem. Nem lhe vou responder, este género de palermices só servem mesmo para tentar criar mais atenções neste género de espécimes.
Adiante.

Weekend!!!

Aparentemente, escapo ileso (ou quase) à primeira semana de fogo do "Às duas por três".
Este fim-de-semana vou buscar as gatas e os tachos ao norte e segunda-feira estou de regresso à capital.
Vai ser um dia em cheio: à noite vou a Beja para mais um "Levanta-te e Ri".

A ver vamos. Acho que vou levar a guitarra.

Smile

...ersa mesmo só para dizer isso.

Hoje foi um dia mau

Daqueles que começa mal e vai por aí a fora.
Daqueles em que o que apetece, cá dentro onde ninguém nos ouve, é mandar tudo para trás das costas e procurar refúgio no abraço de quem se gosta.

Não é que tenha acontecido alguma tragédia nem desgraça; é uma questão de tempero. Alguns dias são doces, outros são picantes.
Este é daqueles que sabe amargo, como se faltasse qualquer coisa.

Vou comer e vou dormir - isso costuma resultar.

O senhor do adeus

Na praça do Saldanha, em Lisboa, costuma estar à noite um senhor idoso junto aos semáforos. Bem vestido e com bom ar, faça chuva ou faça sol, este senhor de cabelos brancos tem um passatempo particular: gosta de dizer adeus aos carros. Não é doente, não é louco, apenas gosta de dizer adeus aos carros.
Quem já falou com ele sabe que é lúcido e simpático. E não se importa que lhe chamem maluco.
Gosto do senhor que diz adeus.
Ele sabe que o mundo está ali todo, a passar em frente, veloz.
E acho que lhe diz adeus porque tem uma certeza: ele fica, os outros vão. E o mundo é mais bonito quando temos certezas. Quando sabemos para onde vamos e para onde vão os outros.
Naquele breve instante em que alguém lhe buzina e ele retribui com um aceno, as coisas fazem mais sentido. Naquele breve instante, há dois amigos.
Gosto do senhor que diz adeus.
E acho que, mesmo sem me conhecer, ele também gosta de mim, porque continua a sorrir e a dizer-me adeus como quem diz
- Boa viagem, eu fico aqui.
E amanhã eu sei que ele está lá.
E ele sabe que o resto do mundo vai continuar a passar por ali e que as coisas vão continuar a fazer sentido.
A vida assim é simples.
E mais bonita.

Ena, audiências!

A estreia no "Às duas por três" foi em grande.
Bem, pelo menos por duas coisas: ganhei uma ida ao chuveiro em directo e ganhámos na dura batalha das audiências. O score do programa foi este:
SIC - 34.1
TVI - 25.6
RTP - 18,8
O resto foi distribuído pela :2 e pelo cabo.
Ena.

O amor é cego

Isto explica muita coisa, especialmente a moda do tunning entre os amantes dos automóveis.

Lembrei-me agora mesmo

Quando eu era miúdo pensava que todas as pessoas olhavam para a vida como se de uma aventura se tratasse.
Na minha perspectiva de puto, para se estar no mundo era preciso ter espírito de Alain Quartermain, sempre com uma faca de mato debaixo da almofada, pronto para saltar da cama em direcção às savanas africanas ou a qualquer floresta tropical em busca de tesouros perdidos.
Algures no planeta, haveria sempre uma grande aventura à espera e, mais tarde ou mais cedo, lá teríamos de faltar às aulas para viajar até algum sítio distante e perigoso com a nossa mochila às costas e o cantil à cintura.

A vida não faria muito sentido se não fosse como nos filmes do Errol Flyn.

Era por isso que eu estava sempre pronto, aguardando ansiosamente o momento em que teria de substituir os cadernos e o estojo na minha mochila da escola por uma corda, latas de sardinha, lanterna e canivete.
Enquanto isso, treinava afincadamente, subindo a todas as àrvores que encontrasse. Lutava com os cães e imaginava que eram leões. A minha fisga parecia uma Winchester. O meu cavalo cavalgava veloz pelas cordilheiras do oriente, embora fosse só a minha bicicleta deslizando na minha rua. A escada lá de casa tanto era o Kilimanjaro como um barco de piratas e era assim que, no meu caso, o engenho lá ia aguçando a necessidade.
Tinha que estar preparado: a qualquer momento a aventura podia bater à porta e não seria simpático deixá-la à espera.

Estava convencido que todas as pessoas sabiam disto e que a única razão pela qual tinham empregos cinzentos e vidas aborrecidas era porque ainda não tinham encontrado um mapa do tesouro. Mas de certeza que andavam à procura.

Ainda me mantive fiel à ideia de que haveria um Sandokan dentro de todos nós durante muito tempo, mas com o passar dos anos tive que ir reformulando a teoria... Comecei-me a aperceber que algumas pessoas pareciam estar muito displicentes em relação à possibilidade de ter que fugir a mercenários durante uma expedição, a maioria delas parecia mesmo conformada com a convicção absurda de isto nunca lhes vir a acontecer, imaginem só.
A meu ver, esse era um erro fatal: as pessoas desistiam antecipadamente e distraíam-se com coisas menores como o emprego e as contas e cortinados novos; e distraíam-se tanto que, quando a aventura lhes aparecesse à frente, de certeza que nem a viam.

E por isso é que as pessoas não tinham uma vida igual à do Indiana Jones.
Não era porque não tivessem oportunidade, era porque já não acreditavam.

Sobre nada

Em casa, perto do rio, depois de jantar cogumelos frescos e enquanto me preparo para regressar a Lisboa, apercebo-me que ser feliz é certamente mais fácil do que aparenta.
Desconheço-lhe a fórmula, mas tenho uma certeza: para se ser feliz tem que se ser activo, proactivo e predisposto.


Acho que voltei a fumar mas não tenho a certeza.


Anda mais gente bonita no mundo do que aquilo que eu pensava. Gente bonita por dentro, por fora e por tudo. Gente que te estimula, espevita. Gente com fibra, estaleca.
Ainda bem.
Se calhar a humanidade ainda não está perdida.

Sobre gente que diz o que pensa

Anda aí muita gente que diz o que pensa.
Está na moda.
O problema é que há pouca gente que pensa no que diz.

Sobre comentários a comentários...

...não comento.
Ou faço por não comentar.
O espaço de comentários é livre e aberto às visitas. Já tive comentários divertidíssimos e outros meramente destrutivos. Ainda aí estão todos.
Faço o possível por não ser parte activa nesse processo - o espaço dos comentários é de quem visita e não meu.
Claro que, de vez em quando, dou um lamiré, porque também faço aqui o que me apetece.

Abraço a todos e obrigado pela visita.
Mais: obrigado por se darem ao trabalho de escrever e participar; é bom ter-vos cá em casa.

"Você vai querer levar a televisão para casa"

...são estas e outras que fazem os grandes momentos de televisão.

Sou um monstro.

A redacção


DSC01778, originally uploaded by Carlos Moura.

A partir de agora vou andar armado em paparazzi de bastidores.

Hoje deixo-vos uma espreitadela à sala de redacção do SIC 10 Horas e Ás duas por três.
A malta é madrugadora, trabalhadora e enérgica - isto nem parece Portugal...

Equipa em acção no SIC 10 Horas


DSC01779, originally uploaded by Carlos Moura.

A partir de segunda-feira arranco como co-apresentador do "Ás duas por três", produzido pela mesma equipa do SIC 10 Horas.
Entretanto, tenho andado a familiarizar-me com o ritmo e os métodos de trabalho, com a boa disposição da quase centena de profissionais que compôem a Comunicasom.
Isto vai ser giro...

...creio eu.

ena pá

Foi preciso vir a Lisboa para descobrir que não há coisa melhor numa refeição do que queijo de cabra panado com morango...

Procura-se Apartamento

Em Lisboa, de preferência mobilado, para alugar durante os meses de verão a apresentador barato de televisão.
Para mais informações, contacte este blog.

Sobre a responsabilidade

Acho que te preocupas demais.
Não que isso seja mau - há alturas em que nos devemos preocupar.
Mas acho que te preocupas em excesso.
Acho até que te preocupas com coisas inúteis e insignificantes, como o futuro, o saldo no banco, o trabalho que tens que entregar... essas coisas.
Calma. Sinto-te a hiperventilar.
Vai lá buscar um saco de papel e respira pausada porém profundamente.
Não te desgastes.

Se te queres preocupar, preocupa-te com as coisas realmente importantes da vida:
- Preocupa-te em saber quais os tons de laranja que o pôr-do-sol de hoje reserva para ti. Pode ser o teu último.
- Não descanses enquanto não ouvires de novo o som maravilhoso que o rosto de um desconhecido produz quando sorri (se nunca ouviste isto continua a insistir, é quase tão belo como o som de um abraço)
- Preocupa-te em decifrar os aromas que a próxima brisa trouxer e vê se descobres neles alguma memória de infância
- acima de tudo, preocupa-te imenso com que os outros não se preocupem tanto. É desgastante e muitos não sabem

Enquanto isso, encosta-te e aprecia a viagem.

Olha que é mais rápida do que parece.

Moura regressa aos mouros

E pronto, acabou-se o regabofe.
Depois de um fim-de-semana que finalmente me soube a férias, (com direito a kayak-surf e tudo), dou por mim no anoitecer de domingo a fazer outra vez as malas.
Esta segunda-feira estou de regresso a Lisboa.
Tenho esta semana para me instalar e começar a trabalhar com a nova equipa na Comunicasom - tenho a certeza que vai ser formidável, estamos a falar de malta fantástica, grandes profissionais com quem me dou extremamente bem; além de serem claramente a melhor equipa no que toca a directos, com muuuuuuitas horas de vôo...
A partir do dia 27, arrancamos com o "Ás 2 por 3" renovado e com sabor a verão. Seja o que o calor quiser. Entretanto, quem quiser tomar um copo em Lisboa, que avise.
Digam coisas.

'Bora ao cinema?

Hoje, porque acordei às 6 e meia da manhã e porque só dormi cerca de três horas, apetece-me baldar-me ao mundo.
Vamos falar de cinema, de filmes que façam rir ou que entusiasmem (deixemos por enquanto os dramas de lado) - vêm aí coisas boas e já me sinto na fila para comprar bilhete!

Por exemplo, estou bastante curioso em relação à nova aventura da dupla Spielberg-Cruise. Baseado no filme de Orson Welles, vem aí "A Guerra dos Mundos"

A coisa promete, com ingredientes seguros, adultos e credíveis como extraterrestres com tentáculos e a destruição do planeta Terra. Enfim, miudezas...
Além dos efeitos especiais de primeira linha (vi uma cena que mete a lendária do naufrágio do Titanic num bolso e que parece ter sido feita só para irritar o James Cameron), a fita conta com a presença de Dakota Fanning, a nova menina-prodígio de Hollywood.

Podem saber mais sobre a Guerra dos Mundos aqui.

Para fugir à ficção, gostava que chegasse a Portugal este documentário:

Esta obra de arte está a conquistar plateias em todo o mundo, com imagens inacreditáveis sobre os nossos oceanos. Vale a pena aguçar o apetite, espreitando o trailer.

Mas se há filme que me está a moer a expectativa, é este:

Acho que é desta que o homem-morcego vai ter um filme à altura; já andavam a enjoar as adaptações ligeiras... Este novo filme separa-se da saga (aleluia!) e assume-se como stand-alone, indo buscar inspiração a obras históricas deste personagem de BD como o magnífico "Asilo Arkham", disponível na FNAC e obrigatório para quem não sabe o que é BD para adultos com qualidade. Fica aqui uma amostra:

Bem, este Batman Begins começa a prometer logo com o elenco, coisa de luxo, tomem nota: Christian Bale, Michael Caine, Liam Neeson, Katie Holmes, Gary Oldman, Morgan Freeman, Rutger Hauer, entre outros...
Depois, para melhorar a coisa, o realizador é o senhor Christopher Nolan, que nos trouxe o Insomnia (avé Robin Williams) e o extraordinário Memento.

Além disto tudo, é de salientar a estética renovada, mais crescida

rapazes, espreitem só o novo Batmobile:


Com maquinaria desta, sim senhor. O papamobile que se roa de inveja, enquanto quem quiser descobrir mais sobre o morcego vai clicando aqui.

Agora, uma preciosidade:
lá para o fim do ano vai finalmente estrear a primeira longa de Wallace&Gromit

Até que enfim!!! Depois de "A Fuga das Galinhas", já era altura reencontramos o mundo de Ardmaan... Saibam mais no site oficial.

Bom, chega de cinema. Vou dar um salto à praia. Yupiiii!

A minha gata é uma gata

Image Hosted by ImageShack.us

Image Hosted by ImageShack.us

Não me lixem: eu até nem gostava de gatos, mas com uma dama como esta, quem é que não se apaixona?

Sobre projectos

Às vezes acho que sou realmente preguiçoso.
Mas, na maioria dos casos, acabo por ter um timming ideal e toda a espera acaba por me levar a fazer as coisas apenas quando têm de ser feitas, na altura mais apropriada, quase por instinto.








Por isso, só vou lavar a louça amanhã.

Sobre o sr. Jackson

Q: Why did Pepsi sign up Michael Jackson for their ads?A: Because he likes the taste of a new generation.

Q: How do you know when it's bedtime at the Jackson residence?A: When the big hand touches the little hand.

Q: How does Michael Jackson pick his nose?A: From a catalogue.

Q: What did Michael Jackson tell the little boy?A: "The way you make me feel, it really turns me on!"

Deve haver mais aqui.

Perda de tempo

Diz uma costoleta para a outra: "Passa por mim no rodízio."

Diz um camarão para o outro: "Passa por mim no rissol."

Diz uma Julieta para a outra: "Passa por mim no Romeu."

Enfim... Acho que é melhor arranjar outra coisa em que pensar...

Hoje acordei assim:

Image Hosted by ImageShack.us

Acho que já está

...
De vez em quando ainda dá uma vontade, mas acho que já sou um ex-fumador.

Are you a hitchhiker?

a que horas passa o autocarro?
É o meu mais recente vício:
"The Hitchhiker's Guide to the Galaxy" de Douglas Adams é um daqueles livros que se lêem, guardam, relêem e convém ter sempre à mão.
Já me tinham falado do livro e da série de tv mas eu continuava à espera de uma tradução portuguesa. Entretanto, soube que vem aí o filme e decidi comprar o original, em inglês. E foi o que fiz ontem: comprei a edição inglesa na FNAC e caí no erro de espreitar o início do livro... de ontem para hoje já devorei cerca de 180 páginas e estou com medo que o livro acabe.
No que seria o primeiro da cerca de dúzia de livros que escreveu antes da sua súbita morte, em 2001, Adams leva-nos numa aventura extraordinária através da galáxia, logo a seguir à destruição da Terra por extraterrestres (não foi maldade, foi uma questão de vias municipais espaciais), em que um humano se vê cara a cara com outros mundos, outros seres e outras realidades... altamente improváveis.
Não é bom: é imprescindível. Adams consegue a proeza de, em cada parágrafo, nos arrancar uma gargalhada.
Alguns aperitivos:

"You know," said Arthur, "it's at times like this, when I'm trapped in a Vogon airlock with a man from Betelgeuse, and about to die of asphyxiation in deep space, that I really wish I'd listened to what my mother told me when I was young."
"Why, what did she tell you?"
"I don't know. I didn't listen."

"Rome wasn't burned in a day."

"One's never alone with a rubber duck."

"He expanded his chest to make it totally clear that here was the sort of man you only dared to cross if you had a team of Sherpas with you."

E pronto. Vou ler mais um bocadinho.

A que é que eu acho piada

Acho piada às pessoas que lêm este blog com a expectativa de encontrar coisas engraçadas.
Acho piada às pessoas que me dizem que tenho que escrever mais e com cada vez mais graça.
Acho piada a gatos bébés. E cães bébés. E patos bébés.
Acho imensa piada a homens que tentam por todos os meios manter um ar sério com um fato e uma gravata, sempre com as mãozinhas a confirmar se o casaco permanece abotoado.
Acho piada a páginas quentes de livros novos e sapatos por estrear.Comida que se vinga de nós salpicando-nos a camisa. Sapos. Pelicanos. Folhas de plátano na rua durante um dia de vento. Guaches e plasticina. Pessoas que insistem em argumentar mesmo quando isso não adianta ou que erguem a voz para ver se aumentam a convicção. Acho também piada às pessoas que julgam que tudo tem que ter uma razão e que a vida se sustém sobre uma forte razoabilidade. Acho piada a pessoas que levam tudo a sério.
Fotos de casamento, roupas de baptizados e penteados dos anos oitenta. Chuvas que começam inesperadamente. Louça que escorrega das mãos. Cabeçadas invonluntárias quando se vai apanhar algo do chão. Pessoas que pensam que vão durar imenso tempo. Calvin&Hobbes, Monty Python, Dennis Leary, The Office, The Simpons, Legos, Dharma&Greg, Will&Grace, Quino, Robbin Williams, Coyote, Daffy, South Park, D.Policarpo, Paulo Portas, Chris Rock, George Carlin, Ana Bola, O Pátio das Cantigas, O Leão da Estrela, o homem da padaria na minha rua que se julga o Vito Corleone, gente que julga que ser importante é aparecer na televisão, Seinfeld, Le Cirque du Soleil, amigos que nos ligam só porque lhes apetece, pisos escorregadios, Cow&Chicken, origami, abraços despropositados, Alf, carrinhos da Matchbox e sorrisos espontâneos.
E também acho piada a mais algumas coisas, provavelmente.

Em agenda

-Quinta, 9
Paços de Ferreira: o regionário Xansão abriu um bar no parque da cidade. Vou lá conhecer a casa, dar uma perninha ao microfone e relaxar com o pessoal. Não posso ficar até muito tarde, infelizmente, porque no dia seguinte tenho que acordar cedinho para fazer 300 km's...

-Sexta, 10
Vou a Lisboa gravar uns sketches com os Comedie a La Carte. Vai ser uma experiência gira, só é pena ter que estar lá de manhã cedo, vai ser mais um esticão de viagem...
Volto à tarde para dar uma volta de kayak no Cávado...

-Sábado, 11
LAF Comedy Club, pois claro, em Leça da Palmeira. Aviso desde já que practicamente não tenho material novo. Se calhar faço mímica a noite inteira.