Merry Xmas (?)

Exmo Sr. Carlos Moura

Agradeço desde já a carta que me enviou e a confiança demonstrada nos meus serviços. Nos tempos que correm, não é todos os dias que recebemos votos confiança dos nossos clientes, apesar do seu caso já não se enquadrar no que o meu director de marketing chama de público-alvo.

Respondendo às suas questões: sim, estou bem de saúde (apesar de uma ligeira infecção púbica que já estou a tratar com pomadas importadas da Noruega). A Mãe Natal (obrigado por perguntar) também se encontra em boa forma, embora estejamos separados há mais de meio ano. Continuamos amigos, é claro, e mantemos contacto regular via telefone - parece-me que se vai casar novamente em Fevereiro próximo com um exportador norueguês de pantufas temáticas.

Quanto aos seus pedidos:

- Lamento mas deixámos de fornecer armas de fogo de calibre elevado assim como lança-chamas, devido ao elevado número de acidentes na nossa oficina (dois duendes passaram-se no Natal de 93 e foi o caos). Apesar do crescente número de pedidos do Médio Oriente e de alguns bairros de Lisboa, não entregamos esse material. Se quiser, arranjo-lhe um contacto em Chelas e pode ser que consiga uma sete e meio;

- Também deixámos de entregar brinquedos, o que me impossibilita de o satisfazer no que toca a consolas electrónicas. Desde que a Leopoldina entrou na concorrência ficámos sem sustentabilidade financeira para o fazer - a puta da avestruz anda a dar cabo do mercado e já tive que despedir metade dos duendes na secção infantil (parece que alguns deles já conseguiram emprego em fábricas de bibelots esmaltados na Finlândia e na Noruega);

- Os produtos naturais do norte de África e da Jamaica também estão fora do meu alcance: desde o 11/11 que os tipos da alfândega não me largam, passam o trenó a pente fino assim como todos os orifícios das renas e nem sequer me deixam passar fronteiras com um corta-unhas, imagine! Experimente dar um salto a Espanha e pedir aos Reis Magos, parece-me mais apropriado, além de que os tipos (apesar de chatos) gozam de imunidade diplomática e conseguem fazer-lhe chegar esse gênero de plantas desde que devidamente recompensados;

- no que concerne ao seu pedido de "felicidade geral e paz para o mundo", só posso supor que estava a brincar;

- lamento mas não forneço textos de humor. Tenho o meu material, que uso com sucesso em alguns bares locais, e não pretendo colaborar com outros artistas. No entanto, se me arranjar o contacto da SIC Comédia pode ser que lhe dispense alguns dos meus textos antigos (tenho um sobre o que me irrita nas renas que foi muito popular há uns anos).

- compreendo a sua reclamação sobre as meias e camisolas que tem vindo a receber nas últimas décadas mas informo-o que estive a ver a nossa base de dados e creio que nunca lhe entreguei tais produtos. A Helga, aqui da secretaria, disse que devia entrar em contacto com o menino Jesus, que é especialista na secção dos têxteis. Foi provavelmente ele que efectuou essa entrega através de um pedido indirecto (uma tia, porventura). Nós aqui só atendemos pedidos directamente do freguês;

Como pode ver, não é por falta de vontade que não conseguirei alcançar as suas expectativas. A vida não está fácil e os sindicatos não me largam, o pessoal do dpto. jurídico anda cheio de trabalho.
Aproveito também para o informar que já não ligamos muito à história do "portar bem". Já ninguém é santo e estamos no mercado livre, o que vem à rede é peixe. Por isso não era necessário ter enviado o relatório das suas actividades no último ano. Acredito quando diz que "foi sem querer" e que "eles é que estavam a pedi-las" mas não me faz diferença, percebe?

Com votos de uma feliz quadra e muita saúdinha,desejo-lhe boa sorte.
Com os melhores cumprimentos,

The pleasure of HIS company


Acabei (finalmente) de ler o "The Pleasure of my Company", de Steve Martin e devo confessar que me surpreendeu.
É que, debaixo de uma teia complicada de devaneios humorísticos e de uma loucura generalizada, esconde-se uma bela e simples história sobre os destinos do amor e a sobrevivência do espírito humano; a história de um obsessivo-compulsivo que, se calhar, é igual a ti ou a mim.
E é sempre bom relembrar que as melhores comédias vêm das maiores tragédias humanas, não é?

Agora, vou-me lançar a um do Paul Auster e ver se termino o livro que Carlos Cruz escreveu na prisão. Também recomendo, como exercício jornalístico sobre um dos maiores casos da justiça portuguesa dos últimos tempos. Pelo meio, vou espreitando as "Cartas de Um Louco", de Ted L. Nancy, e vou largando risadas como quem come pistachios.

Qwerty, Azerty, Escape


Estou a escrever em simultâneo o texto do "Levanta-te e Ri", a peça (é segredo, não posso contar), dois episódios-pilotos (é segredo, não posso contar), o livro (é segredo, não posso contar), e tenho o Messenger ligado!
Se a minha cabeça fosse uma abóbora, estava pronta para a servir.

Cada coisa em seu lugar


Esta vai especialmente para o Nuno:
-Sabes qual é a grande particularidade dos grandes quebra-cabeças?
É que, uma vez resolvidos, basta misturar tudo e baralhar outra vez.
A piada está no processo de resolver.
No processo.

Quê?Ahn? Quem?




Cada vez que faço esta rábula com o Ricardo Peres, acontece-me o inverso do boneco: rejuvenesço. Sabe bem - divertimo-nos sempre à grande.

sick of it


Já ninguém aguenta promos de meia-hora.
Eu, que até gostava da voz do Markl...
Poupem-nos...
por favor.

O meu livro de cabeceira


...sem comentários.

Let's get nostalgic

Vá lá, cliquem nos links e tratem de matar saudades:

- É mau, eu sei, mas tinha um robot cuja voz era feita pelo senhor Mel Blanc...

- Mesmo para ateus, esta foi uma das melhores melodias em séries televisivas

- Minto. A melhor melodia era esta...

- Bolas, estou confuso. Afinal, acho que a melhor era esta.

- Mas esqueçam as melodias. Esta é a melhor entrada na história da televisão, o melhor de dois mundos. Literalmente.

- Seja como for, cliquem aqui e passem o resto do dia a assobiar.

A vida é assim: divertida.

A noite de todos os monstros



Foi este sábado, perante uma sala cheia com cerca de duas centenas de vítimas em Leça da Palmeira, no LAF! Comedy Club.
Durante quase 3 (!) horas, a Região atacou de novo. E que ataque: em vagas consecutivas derrubámos o nosso próprio conceito de ritmo e, pela primeira vez, descobrimos que havia algo mais do que nós em palco. Havia química, sintonia e muita loucura.

Um dos regionários consegue descrever isso como ninguém - o Nuno Matos, no seu blog, escreve que

Muitas são as razões que explicam porque foi esta noite em particular tão diferente, tão melhor do que tantas outras. Algumas dessas razões não as posso aqui divulgar, já que têm directamente a ver com a intimidade de alguns elementos da Região Estrangeira. O que posso adiantar é que muitos de nós, senão mesmo todos, necessitavam da noite de ontem. Necessitavam do pretexto que é fazer um espectáculo daqueles para libertar os fantasmas de dentro do armário; necessitavam que ele corresse como correu para que o sentimento de libertação e de realização fosse completo.

É isto. Foi isto. E o impacto foi notório: sala cheia, de gente que se ergueu numa rendição final ao óbvio: a comédia vive-se com a alma.
Desconfio que a Região começa a ter vida própria.
Criámos um monstro.

Eles vêm aí!!!

É Novo! É nacional! É comédia!
É


e já tem data de estreia marcada: 7 de Dezembro, na SIC Comédia!

Já era sem tempo: estamos a precisar de humor nacional como um diabético precisa de ovos moles!

Reservem já os vossos lugares no vosso sofá!

Ah, e se quiserem conhecer e antever os Quadrados, espreitem no site oficial do programa... Têm vídeos e tudo! Vídeos!!! Ah, pá, viva a fartura!

Parabéns Miguel e Susana! Que o senhor do riso vos proteja!

3 anos depois


O vermelho volta a sair às ruas.

Deus pode ser grande

...mas a Sara também não é pequena.
Está de regresso com um novo álbum a menina dos nossos olhos.

Já tinha saudades, admito.
Vou ouvir e volto já.

Allegro ma non troppo



E eis que a geração Penim começa a mostrar obra feita.

Está aí Fátima, a nova montra das manhãs da SIC, sucessor do "SIC 10 Horas", um formato assumidamente inspirado no Oprah.

Que dizer sobre esta mudança? Vamos por partes.

Primeiro, é um passo lógico na carreira de Fátima Lopes, que mais uma vez vê o seu nome nos holofotes. Merece-o: todos sabemos que o "SIC 10 Horas" já era o programa da Fátima (cada vez que alguém a substituia, por melhor que fosse, sentia-se a ausência da dona da casa); além de representar o fruto de uma carreira de esforço - Fátima Lopes é provavelmente a apresentadora de televisão mais exemplar no que toca a profissionalismo e exemplo de conduta.

Segundo, é uma tentativa clara e assumida de elevar a fasquia, subir o nível do programa acima dos programas da concorrência, mantendo-o generalista mas com uma nova premissa de qualidade e classe (coisa que anda desaparecida há uns tempos na nossa pantalla). O plateau está mais elegante, a estrutura geral anda em busca de uma elegância e de uma fluidez longe do ambiente feirante e de faca e alguidar. Espera-se, pelo menos.

Terceiro, é a aposta continuada na Comunicasom, onde uma equipa-família se esforça por recriar todos os dias novos frutos televisivos. Estamos numa época conturbada e o desafio não é fácil, mas esta é uma equipa vencedora e isso vai certamenterepresentar uma resposta à altura.

Claro que ainda há uma imensidão de coisas a resolver: o set ainda está frio e a distância sente-se em dobro na televisão. Os tons frios aindam fazem gelar o plateau, de vez em quando, e a iluminação vai tendo os seus ajustes... A raínha das manhãs precisa de tempo para apurar a receita. Esperemos que dê mais frutos que o esperado.

A merda da meth





É um mito que começa a ser ouvido em Portugal: rumores de uma nova droga, mais limpa, mais poderosa e mais eficaz que o ecstasy.
A metanfetamina cristalina está a caminho. E nós continuamos, impávidos e serenos no nosso canto lusitano

n e w s

Pois cá ando eu em terras mouriscas, a tentar habituar-me aos ritmos e a esforçar-me por desempacotar todas as caixas de mudanças que tenho espalhadas no meu pequeno apartamento.
Além de shows aqui e ali, tenho algumas propostas profissionais a considerar e alguns projectos pessoais que ou andam agora ou regressam à gaveta por tempo indeterminado.
De resto, tudo normal, tirando alguns tropeções na minha vida pessoal e algumas surpresas muito desagradáveis (algumas pessoas esquecem-se de que o que semeamos hoje tem ramificações amanhã).

Sábado o LAF! Comedy Club, em Leça da Palmeira, vai voltar a encher-se com a loucura da Região Estrangeira.
Por um lado, não ando com espírito de galhofa e não me apetece nada rodopios de loucura.
Mas, por outro lado, será concerteza uma boa forma de exorcizar alguns demónios.

Apareçam.

rumos

Já alguma vez acordaram com aquela sensação de que afinal não têm assim tanto controle sobre a vossa vida como pensavam?
É estranha a percepção de que terceiros podem facilmente desviar o nosso rumo e obstruir eventuais saídas, não é?
O que fazer?
Desistir da navegação ou prosseguir com o bluff?


Ou encostar e esperar que o barco chegue a algum porto...

Mudem de Ouvidos II


Esta menina chama-se Petra Magoni. Acompanhada ao violoncelo por Ferrucio Spinneti, traz-nos um cd de jazz vocal incomparavelmente belo:

Em Musica Nuda reencontramos o prazer da voz, em temas variados, entre os quais Roxanne, Eleanor Rigby e um surpreendente I Will Survive.
A ouvir.
Depressa.

Commédia ao vivo!


Ora aí está algo digno de tomar nota: às terças-feiras, a noite tem paragem obrigatória no Chapitô, para assistir ao mais recente espectáculo dos Commedia à La Carte: Quem te improvisa, teu amigo é. Marquem na agenda e reservem lugares - estes rapazes ao vivo são uma debulhadora de risos. Vale a pena.

O prometido é de vidro




Antes do verão prometi tirar as dúvidas (quem segue este blog sabe do que falo).
Aqui está. É mesmo igual ao catálogo da agência e recomendo vivamente...
;)

Jean-Marie Le Pen:

- És uma besta. O problema social em França ou em qualquer outro país do mundo não se resolve a fechar fronteiras ou a promover a discriminação.
Mas tens razão numa coisa. Existem cidadãos de segunda em França: tu és um deles.

(yes!)



Já tenho casa, já tenho net, já tenho vida e já tinha saudades.
(Ah, e segunda-feira vou novamente ao "Levanta-te", em Almeirim.)

Já falta pouco

A minha casita está quaaaaase pronta!!! Ando em obras profundas de adaptação e por isso não tenho sequer conseguido aceder à net...
Mas já faltou menos!

Depois prometo que compenso o atraso no meu blog...

5...4...3...2...1...

...e aí vamos nós para mais um arranque.
Começar do zero tem o seu quê de interessante.

Já arranjei apartamento (simpático e pequeno, me gusta) e, no meio da papelada e do corre-corre, apercebi-me de que não sei muito bem o que raio ando a fazer - em terra nova, casa nova, sem rede e sem nada garantido.

Mas está-me a saber muito bem.
Tenho ideias e regressei à escrita com força. Tenho amigos. Tenho vontade.
Isto chega e sobra: a partir daqui é só trabalhar.

A felicidade é uma caixinha pequena.

auto-scope

Estou desempregado, desalojado e desterrado.
Mas continuo animado. Será normal?

Ao vivo e a cores

Alô zona Sul:
Este sábado vou actuar em Sta. Iria de Azóia, juntinho a Sacavém, no bar Excalibar.
A coisa arranca por volta das 23h e era giro que aparecessem, uma vez que não sei qual será a afluência dos nativos locais.
'Bora daí beber um caneco e, já agora, rir.
(já sabem, rir é nas pausas... agradecido.)

Apartamento Procura-se


Urgente.
Para alugar.
Em Lisboa.
T0 ou T1.
Quem souber, diga, que eu agradeço...

Voltei, voltei

...voltei de lá,
ainda agora estava em Punta Cana
e agora já estou cá.

Olá a todos: estou de regresso depois de umas férias no paraíso.
Prometo que, em breve, mostro-vos algumas fotos que andei a tirar por lá.
Mas antes disso, aviso desde já que, pelo menos durante as próximas duas ou três semanas, vou ter uma baixa taxa de produção neste belógue.
Estou numa fase de profunda transformação na minha vida, tanto a nível pessoal como profissional, e durante estes dias que se avizinham vou estar ocupado a pôr uma série de coisas em ordem.

A vida tem destas coisas.
Desvios, mudanças, transformações.
Algumas são boas, outras não; algumas são agradáveis e outras custam. Bastante.
Mas têm que ser feitas.

Mudem de ouvidos

Hoje apetece-me falar de música.
Andava por aqui a arrumar coisas quando dei por mim encostado à aparelhagem e a rever alguns sons preciosos.
Já aqui vos tinha mencionado o senhor Keith Jarrett, um dos mais significativos pianistas da actualidade. Nos cerca de 105 álbuns onde este senhor participou, há um que sobressai:
O concerto na Casa da Ópera de Colónia, em 1975, é uma obra de mestre.
Quem quiser saber mais, é só espreitar o site da AllMusic.

Outro álbum que faço questão de manter por perto (e obrigado, Sofia!), é este:
Uma verdadeira jóia do Jazz Latino, directamente de nuestros hermanos de Cadiz, Espanha. Como tudo o que é boa música, também está no AllMusic.

Enquanto faço as malas para as minhas mini-férias, decido-me por um ritmo mais groove:

É extraordinária a viagem para revisitar e redescobrir grandes clássicos, com uma roupagem mais fresca. Por aqui passam Billie Holiday, Ella Fitzgerald, Sarah Vaughan, Dinah Washington, Nina Simone, Carmen McRae, e Shirley Horn, retocadas e embaladas por nomes como Richard Dorfmeister, Tricky, Masters at Work e os Thievery Corporation, entre outros.
O que poderia parecer um inevitável e sangrento acidente resulta afinal num festim sonoro.
Descubram mais sobre este álbum no AllMusic, na página oficial da VerveRemixed,ou então sigam directos para a fonte e aproveitem para descobrir todos os excelentes trabalhos da Verve, no seu site global.
Só ficam a ganhar.

A prova dos nove

Na próxima semana arranco finalmente para uma singela semanita de férias, coisa que já ando a prometer a mim próprio há pelo menos três anos. E estou a falar de férias a sério, com direito a passaporte e comida de avião e tudo!
Terça-feira arranco para as Caraíbas: República Dominicana, aí vou eu!
Por isso, proponho um desafio.
As imagens que aqui vos mostro foi o que me venderam.
Quando voltar, digo-vos o que encontrei e fazemos o Jogo das Diferenças.
Que tal?

Comunicasom...

...é o nome da produtora responsável pelo SIC 10 Horas e pelo Às Duas por Três. Ou seja, a casa onde vivi os últimos 3 meses.
E reparem que não digo onde trabalhei, mas sim onde vivi, porque na Comunicasom vive-se televisão.
Por onde começar? Bem, pelo estúdio em si.



Os estúdio estão instalados num antigo cinema na Álvares Cabral, entre o Largo do Rato e o Jardim da Estrela, mesmo no centro de Lisboa. Agora um espaço labiríntico e aproveitado até ao último centímetro, do velho cinema pouco resta senão a fachada e um antigo projector de película, carinhosamente exposto numa das escadarias da empresa.
Aqui trabalham mais de oitenta pessoas, de segunda a sexta-feira, num frenesim diário que começa pouco depois das sete e que muitas vezes entra pela noite dentro em reuniões de trabalho.
Basta uma visita para se tornar evidente que, entre camarins, estúdios, sala de maquiagem, guarda-roupa, estúdios, escritórios e redacções, circula mais do que funcionários - circula uma família.
Gente que ali chega a passar mais de 12 horas por dia, gente que ali come, trabalha, ri e se apaixona. E não são poucos os que se apaixonam... os filhos também estão lá para o provar: a Comunicasom tem uma creche para que os mais novos se mantenham por perto dos progenitores.
Lembro-me que, quando comecei a trabalhar em televisão, foram muitos os que me avisaram para ter cuidado com as pessoas do meio. É que a competitividade é elevada e o que sobra são sempre intrigas, estratagemas e traições.
Mas, como não há regra sem excepção, a Comunicasom navega acima desses turbulentos mares.
É, no fundo, natural. A proximidade e a intensidade com que se vive ajuda a aproximar as pessoas, a exigir humanismo e trabalho de equipa. E não é assim tão simples - quem conhecer esta equipa ficará desde logo impressionado com a facilidade com que as mesmas pessoas passam de uma violenta discussão de trabalho para uma alegre e descontraída conversa, em questão de minutos.
Não é esquizofrenia, é sintonia.
Se é para começar por algum lado, que seja pelo bar-refeitório. É aqui que a malta se encontra de manhã para o pequeno-almoço (e que rico pequeno almoço!) e é aqui que se sentam a equipa e convidados para provar as delícias da (provavelmente) melhor cozinheira do mundo, a Milocas. Na redacção também se cozinha mas o destino não é o prato, é a pantalla.
Tenho que agradecer a todos. Porque com todos aprendi algo novo de dia para dia. Gente como o Pedro Goulão, um génio na escrita de humor e camarada de língua afiada...
Não vou dizer todos os nomes, é lógico, mas tenho referir a Paula Correia, editora do "Às 2 por 3", uma locomotiva no trabalho e uma das pessoas mais divertidas e perspicazes com quem alguma vez convivi, tal como o João Patrício, realizador/steady/criativo/músico/.../...
Um abraço forte para o Manollo e para o Mário. Obrigado pelo crédito e pela força.
Um abraço forte para Jorge Simões - és o homem-comunicação e conseguiste a proeza de me ensinar coisas até com os teus silêncios, além de seres a prova de que os grandes corações também sobrevivem às batalhas.
Obrigado malta das câmaras, luzes e som.
Sinto-me como o puto que saiu de casa da família.
Obrigado por tudo - muito mais do que provavelmente imaginam.

Keith Jarret



O que importa não é o que se ouve, é o que se entende.
É a linguagem universal: Keith no piano. Vale a pena ouvir.
Perdão, sentir.

Tá quase

Assim são as coisas: sexta chega ao fim a minha colaboração com as tardes da SIC.
Amanhã ainda vou ter um programa bem diferente, fora do estúdio. Vou espreitar a casa da Senhora Dona Lady, numa visita guiada por Herman José e Sílvia Alberto.

Vai ser giro, de certeza.
Na sexta, preparem o videogravador: ando aqui a matutar numa despedida sui generis, bem ao jeito da Broadway. Apetece-me sair em festa.
Enquanto o dia não chega, entretenham-se com isto:

... sobre coisas boas e imbecis

Depois de alguns dias ausente deste blog, estou de regresso, pronto para a última semana de programas.
Para aqueles que me têm questionado sobre planos para depois, para já só há um: férias. Vou aproveitar para me pirar por 15 dias e relaxar, de preferência bem longe de tudo. Mas vou continuar por perto deste blog.

Entretanto, tenho ido espreitar os "Comédia á la Carte", todas as quintas a partir das 18, no Picoas Plaza. São muito bons, os rapazes, e têm ganho esta difícil aposta de conquistar o público lisboeta ao fim da tarde. Esta quinta, estou lá outra vez. Sem dúvida.

Ah, já agora, fica a chamada de atenção: pela segunda vez na (curta) história deste blog, fui obrigado a apagar um comentário de um visitante. Não me importo que critiquem ou que tentem chamar a atenção com disparates, mas o comentário do Rui Osório passou das marcas, ao insultar dois colegas meu de trabalho. Lamento, mas há coisas com as quais não me apetece condescender, e este blog é ainda uma ditadura - felizmente.
Aliás, este cavalheiro é daqueles que, por mim, era barrado à porta, porque nada me irrita mais do que gente que critica sem argumentos, só pelo prazer destrutivo e pela necessidade de compensar desequilíbrios internos e frustrações latentes. Mas pronto, as coisas são como são e o pior seria estimular este género de desvios comportamentais. Cá em casa, quem manda sou eu e o resto são cantigas.

Jantar volante

Ontem fui a um jantar volante: estava sem paciência e passei pelo McDrive.

Essa é que é essa

Agora que falta pouco mais de uma semana para fazer as malas e abandonar o "Ás Duas por Três", começo a sentir que vou ter saudades de alguns momentos... e de outros não.
Seja como for, presenteio-vos com este belo postal. Não façam perguntas sobre a minha posição altamente erótica, limitem-se a fazer uma vénia ao grande Quim Barreiros.

Yugop

Impressionante: ainda há quem não conheça os tipos da Monocraft Yugop...
Vá, não sejam tímidos: carreguem aqui e divirtam-se.
Quem é amigo, quem é?

Regionários

Ora cá está uma preciosidade! Da esquerda para a direita: Henrique da Silva, Marco Rodrigues, Sandro Mouro, Tunniko, eu, Paulo Baldaia e Nuno Matos.
Ou seja, a Região Estrangeira em todo o seu esplendor.
Temos que voltar a reunir as tropas e regressar ao ataque.
Já tenho saudades.

PopQuiz!

Questão desta semana:

- Se pudesses escolher um político a ser expulso do país, quem escolhias?

Não sejam discretos e esmerem-se.
Respondam nos Comments, mãos à obra!

Publicidade

Já agora, porque me apetece, bons exemplos de publicidade, começando com este anúncio a limpa-vidros:





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Foto: Carlos Moura

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As grandes escolhas na vida resumem-se, normalmente a dois caminhos possíveis.
Foto: Carlos Moura

Gente má

As pessoas são, em essência, más.
Estou a começar a ficar convencido disso.
Com o passar dos tempos, uns melhoram.
Outros não.

Cansa.

5000 Plus

Só hoje é que me apercebi que este belógue já ultrapassou as cinco mil visitas.

Obrigado.
Sinto-me menos sozinho.




Voltem sempre.

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Auto-retrato.

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Hoje tive saudades do Inverno no norte.
Foto: Carlos Moura

A minha Colecção Anita

Anita Vai à Escola
Anita Vai à Praia
Anita no Campo
Anita no Ciclo
Anita Reprova
Anita Já Namora
Anita Fuma Ganza
Anita Modelo
Anita Quer Implantes
Anita Aborta em Espanha
Anita Conhece um Produtor

Anita é Mamã
Anita Já não é Nova
Anita no Litigioso
Anita Capa do 24 Horas
Anita no Desemprego
Anita Vende o Corpo
Anita na Alfândega
Anita na Prisão
Anita em Precária
Anita Desaparecida
Anita na Morgue

PopQuiz!

A questão é esta:
- Se encontrasses Deus, o que é que gostavas que ele te dissesse?

Ponham de lado fés religiosas e existencialismos e respondam através dos Comments.
Esmerem-se.

Made in Australia

Andam aí tipos muito bons em comédia.
Os Umbellical Brothers são exemplo disso: do melhor que já vi.

Tique Taque

O tempo custa a passar, mesmo quando passa depressa.
Tirem as dúvidas aqui:
Industorious Clock by Yugo Nakamura

É obra.

Eu quero, eu quero!

Estes japoneses são fantásticos!!!
Eu quero um portão assim!
Quero, quero, quero!

Apanhados da vida real

Eu sei que há situações que um jornalista não consegue prever, mas este nuestro hermano deve ter ficado realmente surpreendido quando decidiu entrevistar esta senhora...
Agradecemos à Telecinco por nos fazer perceber que coisas destas afinal não é só em Portugal.
Para ouvir, rir e tornar a ouvir.

O que é que me aconselha?

Temos que encarar esta falha de forma digna e frontal: somos demasiado ingénuos.
Sim, falo de nós, portugueses amantes da bola e do Fado e das promoções de hipermercado. Falo desta nação de gente simples e hospitaleira, diria mesmo hospitalar, graças ao nosso brilhante serviço nacional de saúde.
Os portugueses são ingénuos.
Naïf.
Tótós.

Eu sei que é uma novidade que custa a digerir, como aquela carne de porco à alentejana quando frita em azeite excessivo.
Mas é a verdade e temos que a engolir.

Basta observar o comportamento típico do Zé Portuga em qualquer restaurante do país. Mão na ementa, olho no empregado e a pergunta sai disparada:
"- Ó amigo, este cherne é fresco?"
Ó amigo? É assim, com esta facilidade, que se estabelece uma relação de amizade? Basta pousarem-nos um pires de azeitonas, um cesto de pão e uns quadradinhos de manteiga meio-sal e já está? Pior: no fundo daquele ser, nas profundidades daqueles olhos pagadores de impostos, o raio da criatura está mesmo convencida de que vai obter uma resposta sincera ao perguntar pelo estado de frescura do cherne.
Mas não é isto que me choca mais. O que realmente me perturba é pensar que o empregado, também português crescido a couve, responde com sinceridade.
Diz "Claro que fresco, fresquíssimo!" e pensa "Como é que não havia de ser, está há mais de duas semanas na arca..."

Técnico Procura-se

Lisboa deve ter falta de técnicos especializados em refrigeração.
Em todos os estabelecimentos comerciais - lojas, cafés, bares e hotéis - nenhum ar-condicionado funciona como deve ser.
Após aprofundada observação nos respectivos locais, concluí que todos os aparelhos da grande Lisboa padecem do mesmo: ou não funcionam ou bombardeiam o recinto com temperaturas glaciares.
Não há meios-termos. Cada vez que entramos num recinto fechado só podemos sentir o ambiente real do Botswana ou do Antártico.

De regresso, com lembranças


Depois de um fim-de-semana prolongado, cá estou de regresso com uma recordação do falecido Boca a Boca: em pleno plateau, com os Skank, as bailarinas e o coreógrafo, o Arcanjo. A foto foi tirada no último dia.

Entretanto, passei 3 dias como um abade, com um casal amigo e dentro da piscina. Hoje, como efeito secundário, tenho os olhos inflamados e uma preguiça fenomenal mas estou cheio de energia para voltar ao ataque.

Tenho a certeza de que vêm aí boas coisas: tenho andado a falar com muito boa gente e somos capazes de ter alguns coelhos na cartola.
Me aguardem...

Carreira 28

Bastidores do SIC 10 Horas



Silvia Alberto vai observando o desenrolar do programa, atenta ao correr da batalha. A partir de segunda-feira é ela que vai substituir a Fátima durante as férias. Entretanto, vai aprendendo o esquema e cativando toda a equipa com a sua simpatia contagiante.


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Em pleno programa, Fátima Lopes guia as tropas. Em primeiro plano, a câmera 4, do teleponto, coisa que a nossa Fátima pouco utiliza. Afinal, estamos a falar da profissional de televisão que provavelmente tem mais horas de directo no curriculo. É muuuuuiiita experiência...

A Fazer:

- desencantar tempo à força para acabar de escrever o raio da peça
- voltar ao restaurante do Bairro Alto que tem aquelas tapa fabulosas
- acabar de ler o livro do Steve Martin
- telefonar ao Chico e saber como está a vida em Londres
- ir jantar com os pais
- começar de uma vez por todas o romance que não me sai da cabeça
- cortar cabelo
- perder amor ao dinheiro e inscrever-me na Sociedade Portuguesa de Autores
- arranjar história definitiva para filmar a curta, já não há desculpas
- deixar de ler críticas e confiar nos instintos, já não há pachorra
- confirmar jantar sexta-feira e comprar ingredientes para cozinhar o já mítico Bóbó de Camarão
- ir ao ginásio
- telefonar aos amigos, a habitual ronda para saber como está o pessoal
- acreditar que tudo é possível.

As pessoas são um sítio estranho

"-Achas estranho alguém que não conheces gostar de ti?"


Acho.
Acho que de ter empatia a gostar de alguém vai uma larga distância.
Acho estranho porque sei que todas as pessoas são estranhas.
Acho ainda mais estranho gostar de alguém sem lhe ter visto os olhos ao perto.

Jornalistas

Há gente assim: uma jornalista perguntou-me se me sentia feliz por estar a fazer o "Ás Duas por Três".
Eu respondi que estar feliz é a minha melhor hipótese.
Fazer isto foi o que a vida agora me ofereceu. Mais vale saborear a viagem.
O mundo está cheio de gente que está infeliz por não estar a fazer isto ou aquilo, em vez de se divertir com o que lhe está a acontecer.
Carpe Diem, cum caraças!

Vieira de Leiria

...correu bem.
Já tinha saudades de actuar ao vivo, sem câmeras, sem grandes restrições.
Além disso, já tinha saudades de ouvir o Marco chamar-me para o palco.
Conseguimos reunir cerca de 1200 contos, paga-se pelo menos um terço da cadeira de rodas ao Márcio. Menos mal.

De resto, actuei um quarto de hora, jantei com a malta e fomos para os copos.
Soube bem matar saudades. Ainda existem amigos.

Boas causas

Esta quinta-feira, junto-me a Miguel Sete Estacas, Hugo Sousa, João Seabra, Carla Vasconcelos e Marco Horácio, para o que espero que seja um grande espectáculo de comédia.
Chama-se "PARA MÁRCIO COM HUMOR" e é um espectáculo para angariar dinheiro para uma cadeira de rodas para Márcio Vieira, um jovem na casa dos trinta anos que ficou paraplégico recentemente após um acidente de viação.

Está marcado para as 22h na praia de Vieira de Leiria, no MARIPARQUE.

Apareçam, comprem bilhete e dêem uma ajuda.

Sem os dois às três

E pronto: estou sozinho a apresentar o "Ás duas por três".
Não é necessáriamente bom. Nem mau.
É estranho.
Ainda estou a apanhar o ritmo e a tentar encontrar a minha cadência - mas não consigo deixar de pensar que é curioso como a vida dá voltas engraçadas.
No fundo, acabo sempre por me divertir, especialmente quando temos convidados musicais como o Quim Barreiros: durante instantes, deixa de ser um programa de televisão e é só happy hour.
E depois apercebo-me que é a luta diária de um directo de hora e meia, com uma equipa que practicamente só existe cá dentro, quase sem vida própria.
Na maioria das vezes não me sinto como apresentador, sinto-me espectador, aprendiz...
Vai ser um mês de Agosto bem quente.