Na outra sala...
Anúncios? Geniais?
Podem ver algumas pérolas da publicidade no Fitas e Fotos.
Mais virão.
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Mais virão.
Isto quando há dúvidas, o melhor é tentar esclarecer, não é?
Enviado no dia : 03 de Janeiro de 2006 12:18
Assunto : Emblemas nacionais
Código de Sistema : 12899
Número de processo : PROCESSO 12899
Pedido de Informação :
Exmos. Srs.
Foi com alguma surpresa que reparei que a mais recente campanha publicitária da empresa privada Portugal Telecom utiliza, além da bandeira nacional, o nosso Hino Nacional como jingle publicitário.
Gostaria de saber se esta utilização dos nossos emblemas nacionais e d'"A Portuguesa" são legais, e, em caso afirmativo, o que é que impede uma marca de àlcool ou de detergentes de repetir no futuro a mesma ideia.
Atentamente,
Carlos Moura
Resposta fornecida :
Exmo. Senhor Carlos Moura
Acusamos a recepção da denúncia formulada por V. Exa. via portal dos consumidores, junto do Instituto do Consumidor.
Informamos que a referida denúncia foi enviada ao Departamento de Publicidade deste Instituto, para recolha da mensagem publicitária e posterior enquadramento jurídico.
Com os melhores cumprimentos
António Costa Alexandre
(Técnico Superior de 1ª Classe)
Esperemos que a resposta fornecida tenha ido ao encontro das suas necessidades.
@ Instituto do Consumidor, 2002/2003
Hoje vou participar numa conferência que reverte a favor de instituições de solidariedade social, na Universidade Lusófona, ao Campo Grande. O preço simbólico da entrada é 1 euro.
O tema é as Relações Públicas Na Promoção e Divulgação de Actividades Culturais e os convidados são estes:
• José Pinto (coordenador científico pedagógico do departamento de Ciências da Comunicação, Artes e Tecnologias da Informação)
• Victor Flores (docente da ULHT, coordenador executivo da pós-graduação em Gestão Cultural)
• Jorge Paixão da Costa (realizador cinematográfico, docente da ULHT, licenciatura de Cinema, Vídeo e Multimédia)
• Helena Ramos (jornalista, ex pivot da RTP, actual rosto da RTP Memória)
• Mafalda Arnauth (fadista de prestígio, vencedora de variados prémios ao longo da sua carreira)
• Simone de Oliveira (artista de renome, actriz com 50 anos de carreira brevemente)
• Carlos Moura (humorista e apresentador de tv)
Isto promete ser interessante e a Mafalda prometeu que vai também cantar um bocadinho para a gente.
Se e quem puder, apareça.


É com o maior agrado que informo os habituais fregueses desta casa que nesta passada terça-feira, 3 de Janeiro, este modesto belógue recebeu no seu modesto espaço 152 visitantes.


É recorde, sim senhor, que muy me apraz.

Só duas perguntas.
Se isto continua assim, onde é que eu arranjo café para tanta gente, e
quem foi o espertinho que me gamou o cinzeiro da mesa do centro?






(obrigado. é bom saber que há vida na net)

O ar cheirava a eucalipto
as àrvores eram para subir
os sonhos sabiam a morango
o tempo contava-se pelos dedos
as bicicletas eram motas indomáveis
as bicicletas eram cavalos indomáveis
as bicicletas eram indomáveis
a dor era no joelho
ou no cotovelo
uma fisga era hardware
plasticina, software
o mundo estava num Spectrum
e lá fora era do tamanho do bairro
a terra cheirava a fresco
um sotão era uma ilha
ou o espaço
ou uma cidade
e todas as pessoas eram felizes
mesmo as mais tristes
porque quando eu era puto
o ar cheirava sempre a eucalipto.
As fotografias de um grande mestre brasileiro e o revisitar de um dos melhores filmes de ficção científica de sempre.
No Fitas e Fotos.
Espreitem.
Gosto de ti porque és suficientemente parvo para acreditar. Para acreditar nas pessoas, nas emoções, nos valores. No amor.
Já ninguém acredita no amor, sabes isso?
O amor, a amizade e a ética são agora parte do catálogo Ikea - arranja-se uns, monta-se a coisa e daqui a uns tempos arranja-se outra. Mas tu é um tipo de "mobília à antiga".
És um parvo à Paços de Ferreira.
E é por isso que gosto de ti, pá.
Porque sofres com isso e te martirizas com coisas como sentimentos. Ainda por cima, sofres de forma genuína, não és como a maioria da malta que sofre porque até cai bem. A maioria das pessoas que conheço (especialmente as que não o admitem) sofrem de amores ao ritmo da Globo: sofrem com genérico, fazem pausa para compromissos publicitários e desmontam a coisa com promessas de um bem maior. Tudo ao som de Caetano.
Tu não.
Tu pensas que as pessoas são, no fundo, boas. Que merecem uma chance.
Tu, meu querido amigo, estás ainda por cima convencido que as podes ajudar.
Pior: que as podes fazer felizes.
Gosto de ti porque és suficientemente parvo para acreditar. Acreditar que as pessoas querem ser felizes.
Já ninguém quer ser feliz (especialmente as pessoas que dizem que querem muito ser felizes).
Dizer "quero ser feliz" é um chavão, uma frase-feita, um engodo. É uma linha de script essencial para continuar a novela.
Porque ser feliz é uma trabalheira.
Ser feliz custa mais do que não ser feliz.
E ser feliz deixa-nos aparentemente sem mais objectivos.
Se já se é feliz, que mais se pode querer?
És suficientemente parvo para não te aperceberes disto, eu sei. Insistes na ideia de felicidade.
As pessoas não são felizes. Nem querem.
A infelicidade é o motor do mundo e isto elas sabem, mesmo que nunca o admitam.
São infelizes porque têm muito a ganhar com isto.
Recebem atenção, motivação, carinho e amparo.
Quando se é infeliz, tem-se um bom motivo para que os outros nos ouçam e nos acolham nos seus abraços de compreensão.
Quando se é infeliz, tem-se um bom motivo para lutar e alcançar coisas e objectivos e isso.
É assim que as pessoas se entendem, é assim que estão bem.
Tinhas que vir tu querer mudar isso. Acorda.
Quando é que foi a última vez que alguém te puxou para perto, sem tu esperares? Sem teres embarcado na tua cruzada pelo espírito humano?
Quando é que foi a última vez que te foram buscar pelos colarinhos, à bruta?
És macio demais, pá.
És um ursinho de peluche que as pessoas usam para se confortar e partir para outra.
És um penso-rápido social. Uma bomba de asma ambulante.
E ainda por cima, fazes questão de não exigir nada em troca.
Como se a tua companhia não merecesse um esforço.
Como se a tua presença fosse um fardo.
Achas que, se alguém te ama, é porque suporta o teu fardo. O teu peso de estares presente.
E sentes-te agradecido por te deixarem estar ali; estas infelizes e sofredoras almas que te permitem estar por perto no seu calvário diário. E em troca, de vez em quando, recebes um carinho fugaz ou uma foda rotineira.
Como um cavalo emocional que fez bem a pirueta: toma lá o teu torrão de açúcar.
Claro que há gente que te merece.
Só que estão na prateleira acima.
Mas gosto de ti, pá.
Sobretudo por tudo isto.

O novo anúncio da Portugal Telecom tem como banda sonora o Hino Nacional de Portugal, A Portuguesa.
Pensava que havia leis que proibiam isto? Pense outra vez.
Ao longo de um penoso slow-motion, lá vamos vendo rostos bonitos que se levantam ao som do nosso hino. E, para o caso de alguns ainda poderem pensar que se trata de algo institucional ou verdadeiramente importante, fazem questão de terminar com a legenda "A empresa privada que mais investe em Portugal".
Que é como quem diz, sim, isto é mesmo o vosso hino e nós somos mesmo uma empresa privada."
Portanto, os cabrões do marketing conseguiram abrir precedentes.
A partir de agora, nada impede que uma marca de detergente, papel higiénico ou a casa de strip da esquina possa fazer o mesmo. De publicitar a nova eslovaca mamalhuda ao som do hino nacional. Porque também é uma empresa privada e ajuda a pôr de pé muitos portugueses.
Aposto que o anúncio vai correr durante valentes semanas. E, daqui a um mês, teremos uma nova versão do hino com remix.
Será que sou só eu que vejo estas merdas?
Cabrões.
Se alguém me puder dizer onde moram os publicitários que fizeram isto, agradeço.
Quero entrar-lhes em casa, mijar-lhes nas gravatas, raptar-lhes os filhos e incendiar-lhes os BMW's.
Tudo ao som do hino.
A Rússia decidiu no domingo passado cortar o fornecimento de gás natural à Ucrânia. Parce que a Rússia queria quadriplicar os preços e a Ucrânia não gostou.
Mas já repôs a coisa. O que é pena.
Durante alguns dias, pensei que a normalidade estava restabelecida. Que a velha e fiel Rússia se mantinha no activo.
Qual pressão económica, qual carapuça!
Cortar o gás a milhares de ucranianos não é maldade, é voltar às origens.
O comunicado russo deve ter sido assim:
"Bolas, que interessa se lá fora estão temperaturas abaixo de zero e se vocês não têm alternativas? Nós somos russos!
Ou vocês passam a pagar quatro vezes mais ou cortamos essa porra. A nós não nos faz diferença. Estamos quentinhos.
E nem pensem em queixar-se aos capitalistas ocidentais. Eles gostam que vocês se sintam mal e só vão ficar felizes se mais de vocês se pirarem para lhes construirem prédios e isso.
Por isso, decidam-se.
Claro que podem escolher não pagar - nesse caso não há gás.
Esperamos que tenham visto o filme "A guerra do fogo" e que saibam construir abrigos no gelo.
Abraços destes vossos camaradas e beijos na face e isso.
E não nos levem a mal. É a nossa natureza.
Se vocês pudessem, faziam o mesmo.
É pena que sejam pobres."
Amiguinhos:
Perdi a cabeça com esta coisa do Reveillon e deixei-me levar pela loucura.
Abri os cordões à bolsa e, num tresloucado acto de investimento compulsivo, fiz obras aqui na casa.
A partir de agora, este blog passa a contar com uma sala nova.
Bem, a questão é esta: aqui não havia espaço para tudo.
Assim, decidi criar um outro espaço só para falar de duas coisas que adoro, cinema e fotografia.
Está feito e conta convosco.
Espreitem o Fitas e Fotos.
E bom novo ano!
Como, por exemplo, a comentar a um amigo:
As limpezas da alma fazem-se à custa das dores alheias e dos vazios que criamos no espaço que vai do nosso braço a um abraço.
If you knew that you would die today,
Saw the face of god and love,
Would you change?
If you knew that love can break your heart
When you're down so low you cannot fall
Would you change?
How bad, how good does it need to get?
How many losses? How much regret?
What chain reaction would cause an effect?
Makes you turn around,
Makes you try to explain,
Makes you forgive and forget,
Makes you change?
If you knew that you would be alone,
Knowing right, being wrong,
Would you change?
If you knew that you would find a truth
That brings up pain that can't be soothed
Would you change?
Are you so upright you can't be bent?
If it comes to blows are you so sure you won't be crawling?
If not for the good, why risk falling?
Why risk falling?
If everything you think you know,
Makes your life unbearable,
Would you change?
If you'd broken every rule and vow,
And hard times come to bring you down,
Would you change?
Tracy Chapman
Decidi inaugurar uma nova secção neste modesto belógue.
Usem a zona de comentários para pedirem um tema e eu trato do assunto; poderá ser um texto, uma imagem, um vídeo ou uma música, mas que arranjo, arranjo.
Estão abertas inscrições.
Esta 5ª feira, 29 de Dezembro, despeço-me de 2005 com um espectáculo no Casino da Figueira.
O show está incluído no ciclo "Barriga de Riso" e a entrada é livre, a partir das 22h!
Conto contigo?
"Achas realmente que alguma vez vais conseguir fazer isso? Não achas que são projectos a mais? Já te apercebeste que estás em Portugal?"
Nenhum obstáculo te pode impedir. No máximo, pode atrasar-te.
Se apagares os teus sonhos, o que é que te resta? A rotina? O percorrer dos dias apenas porque andas cá?
Quando desistes dos teus sonhos, desistes da tua identidade.
Não interessa se vais chegar ao objectivo.
O que interessa é que, independentemente da possibilidade de êxito, não te resta nenhuma hipótese válida senão correr para ele.
Lutar pelos teus sonhos não garante que os vais alcançar.
Mas garante que permaneces humano. Que permaneces tu.
Vives num mundo onde o mais fácil é deixares de ser tu.
O mais fácil é seres mais um na multidão descolorida, mais uma máquina ambulante produtora de fezes e urina cujo organismo se desgasta de minuto a minuto.
Não interessa se realmente vais concluir os teus projectos ou alcançar os teus sonhos.
O que interessa é que, ao desistires deles, estás a esvaziar a vida do seu sentido.
És o hamster na roda. Sabes que nunca vais chegar a lado nenhum.
Mas se não correres, a roda fica parada.
Uma roda parada não faz sentido. É menos roda.
O coelhinho mais amoroso do mundo e com problemas sexuais.
Cliquem aqui.