Dia 17, Famalicão

E lá vou eu de regresso ao norte!
Bem, na verdade é só uma espécie de incursão rápida.
Esta terça-feira, 17, vou estar no Tipografia Bar, um dos mais conhecidos bares de Famalicão, para mais um espectáculo.
Quem quiser e puder, apareça - a coisa deve arrancar lá prás dez e meia...

Ah, ganda'blógue !!!


Esta coisa dos belógues é como as pilinhas; quem têm faz o que quer (ou o que pode) com elas. Há para todos os gostos e feitios. E acho que até há em excesso.

Mas o que nos vale é que, de vez em quando, surgem alguns que marcam a diferença.
Como este, que hoje vos trago. Agradeço ao Ricardo Gil por o me ter dado a conhecer. É muito bom.
O blog dos Objectos. Visitem. Vale a pena.



Em agenda...

...este sábado vou actuar em Lisboa.
Eu, que não sou partidário, fui convidado para actuar na sede jovem de candidatura de Manuel Alegre, uma espécie de micro-bar/galeria. E sabem que mais? Aceitei.

Por isso, este sábado, lá estarei eu para uma jam session (ou não) de stand-up. Porquê? Porque gostei da forma como me convidaram, porque o homem está a candidatar-se sem apoio partidário e porque é o único candidato Alegre. E porque me apetece.

É este sábado, na Rua da Rosa, em pleno Bairro Alto, pelas 22 h (mais coisa, menos coisa).
Apareçam mas não me atirem garrafas.

Quereis verdades?

Quereis? Quereis?

Para todos os que desconfiavam da veracidade e fiabilidade do excelente motor de busca Google, experimentem escrever "miserable", carreguem em "sinto-me com sorte" e vejam onde vão parar.

A net não mente.

David hASSelhoff, o pior de sempre

Há muitas coisas que eu terei gosto em contar aos meus netos.
Esta não é uma delas.
Aviso: pode provocar danos cerebrais irreversíveis.

Ah, esses bons velhos tempos

Cd's? Quais cd's?
Eu ainda sou do tempo em que ficávamos à espera de uma canção na rádio, com o gravador em REC e PAUSE, pronto a disparar...
Eu ainda tenho muitas, mas estes cavalheiros ganham-me aos pontos:
Cassete Jam!
Isto é que era, sim senhor... Qual pirataria, qual quê: era a arte do engenho...

A melhor anedota de sempre

Eu, que não costumo ligar a isto, ainda estou zonzo e com os maxilares a doer.
Agradeço ao meu amigo Sandro Mouro por me ter dado a conhecer esta: é, sem dúvida, a melhor anedota de loiras que alguma vez me contaram.
Genial? Confirme você mesmo, clicando aqui!

Mudem de Ouvidos

Mudem de ouvidos. Refresquem as ondas sonoras e procurem este álbum:

Ephemeral é o segundo álbum da compositora/intérprete japonesa Naoko Sasaki aka Piana.
Depois do brilhante "Snow Bird", Piana cresce e aparece com este trabalho, absolutamente genial, recheado de influências cruzadas que vão desde a música tradicional japonesa a Air, Radiohead e Björk.
Digno rodar várias e sucessivas vezes em alto e bom som, Ephemeral é um suavizante da alma, uma gueisha acústica, um bilhete de ida para paragens distantes e maravilhosas, um despertar de vozes e almas. Ao contrário do título, não é efémero.
E sim, é cantado em japonês, e então?

Toda a verdade

Quem é o melhor comediante stand-up?
Farto de que me perguntem isto, aqui segue a resposta:

Fozzie. O grande.

Em ebulição

O Irão, num estado de efervescência que lhe é característico, reafirmou as suas intenções de retirar os selos colocados pela Agência Internacional de Energia Atómica (AEIA) em três das suas unidades de pesquisa nuclear.
Ou seja, anunciou publica e descaradamente que vai violar os acordos mundiais e que não vai cumprir com os seus compromissos neste campo.
Quer isto dizer, de forma sucinta, que mais uma vez o Irão está a mandar o resto do mundo à fava. Está literalmente a dizer Fazemos o que nos apetece. Somos uma nação soberana e aqui quem manda somos nós.

Se prosseguir com as suas intenções (coisa que deverá acontecer,uma vez que estes rapazes costumam sempre optar pelo pior caminho), o Conselho de Segurança da ONU será obrigado a tomar medidas que garantam a salvaguarda dos interesses do resto do mundo e o Irão sabe disto - sabe que está a dar um grito de guerra.

Porque é que isto acontece?
Basicamente, porque a bela nação iraquiana está sobre o domínio de tipos como o seu presidente, Mahmoud Ahmadinejad , um imbecil que afirma publicamente que o Holocausto Nazi nunca aconteceu e que "é um mito", que Israel deve ser varrida do mapa e que proibiu toda a música e cultura ocidental no seu país, entre outras pérolas de ignorância.
Sob um regime presidencialista islâmico, o Irão está subjugado a uma ditadura extrema de fundamentalistas e extremistas religiosos.
Com um milhão e seiscentos mil quilómetros quadrados e uma população de cerca de 68 milhões de pessoas, o Irão tinha tudo para ser uma das nações mais desenvolvidas do mundo - riquezas naturais e culturais, além de uma localização geográfica priveligiada.
Mas não. Em vez disso, o Irão é o país onde as mulheres ainda são consideradas cidadãos de terceira e onde a maior parte dos crimes (incluindo homossexualidade, adultério ou simples desacordo com o regime) ainda são puníveis com pena de morte.
E até nisso estes rapazes são originais: as penas de morte são motivo para espectáculo público.
Os apedrejamentos são efectuados com requinte. As vítimas, depois de vergastadas ou chicoteadas perante a multidão, são enterradas até às pernas de forma a que não se consigam mover mas que continuem a ser um bom alvo. E não pensem que o apedrejamento é feito à sorte ou à vontade do freguês, antes pelo contrário! A legislação iraquiana tem as coisas bem definidas! Segundo o artigo 116 do Código Penal do Regime Islâmico do Irão, as pedras utilizadas num apedrejamento não devem ser nem tão grandes que matem o adúltero ao primeiro ou segundo impacto, nem tão pequenas como cascalho.
Como refere a Amnistia Internacional, no Irão apedrejar uma pessoa até à morte não é ilegal, mas usar a pedra errada é.

Quem é que pode ser condenado à morte? Todas as pessoas adultas. Segundo a lei iraniana, consideram-se como maiores de idade homens com mais de 15 anos e mulheres com mais de... 9.

Claro que não podia deixar de falar dessa grande festa de cariz popular iraniana que é o enforcamento.
É costume fazê-lo em grandes àreas públicas, como estádios e praças, e por uma questão de poupança de meios e de noção de espectáculo, em grupos de condenados.

Podia ser um dos mais belos países do mundo.
É uma das vergonhas da humanidade.
E promete ser uma das origens dos piores tempos que aí vêm.
Aguardemos.

Derretem-se na boca mas não no espaço

Ele há coisas geniais.
Obrigado, Silvinha.

No ouvido

Há música que é como Toblerone Preto: não se consegue parar.
Por esta casa rodam muitos sons, mas os mais rodados no meu Media Player nestes últimos tempos são

Hope and Desire
Susan Tedeschi

Descobri-a por acaso, numa qualquer deambulação pela net, e em boa hora o fiz.
Tedeschi é guitarrista, compositora e intérprete da nova geração de Blues norte-americana.
Digna herdeira de Bonnie Rait e Janis Joplin, mistura na sua música os blues e o gospel, com doses inteligentes de sensualidade, irreverência e energia. É uma forma belíssima de redescobrir o aroma clássico com nova roupagem - vale a pena descobrir.
Saibam mais no seu site oficial.

Since I Left You
The Avalanches

Graças ao Nuno Matos, fiquei a conhecer estes senhores australianos.
Música electrónica? Sim, mas mais que isso: a arte suprema do sampling, da mistura e do ambient development. Serve de lição a muita boa gente editada e leva-nos para lá da realidade conhecida. Mais em theavalanches.com

Sobre Livros

É óbvio que nunca vais ter tempo para ler todos os que já foram escritos, mas vale a pena tentar.
Também não tens que os ler todos - só os que gostares.

Acabadinhos de ler:
- O Caderno Vermelho, Paul Auster
- Clube de Combate, Chuck Palahniuk
- A Misteriosa Chama da Rainha Loana, Umberto Eco

Em leitura (mesinha de cabeceira e/ou sala):
- Quando é que Jesus Traz as Costoletas, George Carlin
- Preso 374, Carlos Cruz
- Timbuktu, Paul Auster
- Creating the Worlds of Star Wars, John Knoll

Em fila de espera:
- Budapeste, Chico Buarque
- O Senhor das Pocilgas, Tristan Egolf
- Elogio da Vida Simples, Lanza Del Vasto

Acabadinhos de comprar:
- Carter Vence o Diabo, Glen David Gold
- As Partículas Elementares, Michel Houellebecq
- A Música do Acaso, Paul Auster
- Livro de Crónicas, Lobo Antunes (para releitura e para ter por perto)

E por aí, o que é que se lê?

Na outra sala

No Fitas e Fotos já começou o reboliço das estatuetas douradas...

Sobre as amizades

Não te expliques demais aos outros.
Não faças diagramas sobre quem és, como és e o que sentes.
Ao explicar detalhadamente, estás a estragar o processo de auto-selecção.
Encosta-te e aprecia o espectáculo: descobre quem é que sabe interpretar sinais e destila do saco os verdadeiros bons entendedores, para quem meia palavra basta.
Descobre quem é que realmente se esforça por te conhecer.

És capaz de vir a ser surpreendido.

Na outra sala...

Anúncios? Geniais?
Podem ver algumas pérolas da publicidade no Fitas e Fotos.
Mais virão.

Os cabrões do marketing II

Isto quando há dúvidas, o melhor é tentar esclarecer, não é?

Enviado no dia : 03 de Janeiro de 2006 12:18
Assunto : Emblemas nacionais
Código de Sistema : 12899
Número de processo : PROCESSO 12899
Pedido de Informação :
Exmos. Srs.

Foi com alguma surpresa que reparei que a mais recente campanha publicitária da empresa privada Portugal Telecom utiliza, além da bandeira nacional, o nosso Hino Nacional como jingle publicitário.
Gostaria de saber se esta utilização dos nossos emblemas nacionais e d'"A Portuguesa" são legais, e, em caso afirmativo, o que é que impede uma marca de àlcool ou de detergentes de repetir no futuro a mesma ideia.

Atentamente,
Carlos Moura


Resposta fornecida :
Exmo. Senhor Carlos Moura

Acusamos a recepção da denúncia formulada por V. Exa. via portal dos consumidores, junto do Instituto do Consumidor.

Informamos que a referida denúncia foi enviada ao Departamento de Publicidade deste Instituto, para recolha da mensagem publicitária e posterior enquadramento jurídico.

Com os melhores cumprimentos

António Costa Alexandre
(Técnico Superior de 1ª Classe)

Esperemos que a resposta fornecida tenha ido ao encontro das suas necessidades.

@ Instituto do Consumidor, 2002/2003

Dê 1€ por uma Causa

Hoje vou participar numa conferência que reverte a favor de instituições de solidariedade social, na Universidade Lusófona, ao Campo Grande. O preço simbólico da entrada é 1 euro.
O tema é as Relações Públicas Na Promoção e Divulgação de Actividades Culturais e os convidados são estes:
José Pinto (coordenador científico pedagógico do departamento de Ciências da Comunicação, Artes e Tecnologias da Informação)
Victor Flores (docente da ULHT, coordenador executivo da pós-graduação em Gestão Cultural)
Jorge Paixão da Costa (realizador cinematográfico, docente da ULHT, licenciatura de Cinema, Vídeo e Multimédia)
Helena Ramos (jornalista, ex pivot da RTP, actual rosto da RTP Memória)
Mafalda Arnauth (fadista de prestígio, vencedora de variados prémios ao longo da sua carreira)
Simone de Oliveira (artista de renome, actriz com 50 anos de carreira brevemente)
Carlos Moura (humorista e apresentador de tv)

Isto promete ser interessante e a Mafalda prometeu que vai também cantar um bocadinho para a gente.
Se e quem puder, apareça.

Ena tanta gente

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É com o maior agrado que informo os habituais fregueses desta casa que nesta passada terça-feira, 3 de Janeiro, este modesto belógue recebeu no seu modesto espaço 152 visitantes.
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É recorde, sim senhor, que muy me apraz.
One5rope light 2
Só duas perguntas.
Se isto continua assim, onde é que eu arranjo café para tanta gente, e
quem foi o espertinho que me gamou o cinzeiro da mesa do centro?
spinnin fire while on the phoneBuntitledIGAaaDHollywood BOWL
(obrigado. é bom saber que há vida na net)

Quando eu era puto


O ar cheirava a eucalipto
as àrvores eram para subir
os sonhos sabiam a morango
o tempo contava-se pelos dedos
as bicicletas eram motas indomáveis
as bicicletas eram cavalos indomáveis
as bicicletas eram indomáveis
a dor era no joelho
ou no cotovelo
uma fisga era hardware
plasticina, software
o mundo estava num Spectrum
e lá fora era do tamanho do bairro
a terra cheirava a fresco
um sotão era uma ilha
ou o espaço
ou uma cidade
e todas as pessoas eram felizes
mesmo as mais tristes
porque quando eu era puto
o ar cheirava sempre a eucalipto.