Metro a metro


Gosto do Metro.
Gosto das estações, todas diferentes, ora vazias ora sem espaço respirável, mais escuras ou barulhentas, em movimento.
Gosto dos rostos perdidos algures para lá dos azulejos e da linha amarela no chão, dos corpos que se evitam como todos os corpos estranhos que por instantes partilham o mesmo espaço de forma forçada.
Gosto do ritmo subterrâneo.
É o ritmo de Lisboa.

Suspeitos...


...do costume.

Long time, no see

Não tem sido fácil manter este modesto belógue actualizado, e ainda bem, porque só tem sido assim graças a uma vida agitada e cheia de coisas a fazer.
Mas confesso que me sinto um pouco triste em ter deixado isto assim, de porta aberta e sem pistachios, sem dar atenção aos fregueses do costume... Sinto-me um mau anfitrião.
Por isso aproveitei hoje para vir arrumar a casa, abrir as janelas e pôr o belógue a arejar.
Entretanto, continuo a 200 à hora.
No fim de Abril devo (finalmente!) avançar para a gravação do episódio-piloto da minha série.
A peça está quaaaaaaase feita e vêm aí um projecto de comédia com um bom amigo...
Nos entretantos, vou aliviando o stress com isto.

Até já!

A ouvir


Este senhor chama-se Gabriel Rios e é um músico caribeño com dois álbuns lançados no mercado: "Ghostboy" e "En Vivo".
Revelação que mistura o inglês com o castelhano, o electrónico com o acústico, vale mesmo a pena ouvir. Tentem agarrar o primeiro álbum do rapaz e saltem directos para a faixa "Broad Daylight". E, depois, façam o mesmo no outro álbum.
E comparem.
É dos diabos.

Levanta-te, Pombal

É isso mesmo: segunda-feira lá estarei em mais um "Levanta-te e Ri", desta vez em Pombal.
Pronto.

Bónus de Ausência

Eu sei que tenho andado ausente.
Tenho andado ocupado e, sinceramente, meio preguiçoso com isto do blog...
Mas, porque sou amigo de quem visita esta casa, aqui ficam uns bónus para compensar...
Primeiro, três jogos deliciosos em flash:
Este (o meu record é 1606.303), este e este.
Depois, para relaxar, mais uma grande pintora digital:
Cali Rezo.

na TV

Vale a pena ver a SIC Notícias, a partir das 9 da noite, porque vale a pena ver um senhor chamado Mário Crespo. Ver e ouvir. No pico de carreira, ao contrário do que pensaria muita gente na RTP, o senhor Crespo é um exemplo do que é ser pivot de noticiário.
Firme e seguro mas, acima de tudo, tranquilo e afável, só é pena não estar na SIC generalista.
Vejam sempre que puderem: aquilo não é um noticiário, é uma aula de jornalismo televisivo.

Em agenda

Terça-feira, 14 de Março: regresso ao Tipografia Bar, em Famalicão.
O espaço é lindíssimo, a coisa deve começar lá para as dez e meia/onze.
Se estiverem pelas redondezas, apareçam!

...


Menos mal. Em casa, no meu sofá, apercebi-me que afinal o "Levanta-te e Ri" em Sta Comba Dão não foi tão mau como me pareceu. Ainda consegui aliviar a alma.

Mais um recuerdo

Eis a Região Estrangeira no seu esplendor, antes da derrocada que foi a actuação no Encontro Motard:

:)

...em agenda

Sexta, 03 Março
A Região Estrangeira volta a atacar, desta vez no V Convívio Motard do Baixo Mondego, em Montemor-O-Velho. Saibam mais no blog do Henrique... mas não venham depois para aqui comentar as fotos... estava num dia mau.

Segunda, 06 Março
É emitido o "Levanta-te e Ri", que gravámos na segunda passada na Casa da Cultura de Santa Comba Dão. Contem com Marco Horácio, Fernando Rocha, Eduardo Madeira, António Machado, Miguel 7 Estacas e comigo... que estive quase a enterrar-me em directo... Aguardo opiniões.

Insónia

E às quatro e meia, a meio de um sonho imbecil, o meu organismo revoltou-se contra o mestre e desistiu de dormir.
Aparentemente, tinha reunidas todas as condições para uma noite tranquila de sono mas, por razões que permanecem na penumbra, dei por mim mais desperto que um pastilhado de pista.
Juro que tentei adormecer.
Respirei fundo, baixando o ritmo corporal para descontrair. Em certa parte, funcionou: fiquei descontraidamente acordado.
Tentei contar ovelhas mas elas acabaram por se cansar de saltar a cerca e adormeceram.
Bebi leite morno.
Fiz umas flexões, uns abdominais e dancei sapateado na casa de banho ao ritmo assobiado de "Singing in the rain". Acordei os meus vizinhos mas não adormeci.
Ás seis e meia da manhã, antes de desistir por completo e levantar, ainda fiz uma última tentativa. Liguei para uns quantos amigos:
"-Tou, Chico? Tás bom? (...) Sim, eu sei que são seis e meia da manhã, é esse o problema, estou sem sono. (...) Ah, estavas a dormir? Pois, é isso mesmo que eu te queria perguntar: como é que conseguiste?"

...tentativas domésticas

Inspirado pelos posts anteriores, decidi lançar mãos à obra e pintar livremente no Photoshop.
Esta é a minha primeira experiência:






Pode não ser um DaVinci, mas que estou orgulhoso, estou.



Bem, de volta à escrita.

mais Photoshop

...de mestre
Pois é: quem sabe, sabe.

Rabs.

Farto de ler na janelinha do Messenger a expressão "lol" (laughing out loud), decidi substituí-la pela seguinte:
Rabs.
Rio-me Alto e a Bom Som.


rabs.
E pronto.

Um doce no Pingo Doce

São os loucos de Lisboa
que nos fazem duvidar
a Terra gira ao contrário
e os rios nascem no mar...

Ala dos Namorados

Pingo Doce logo a seguir ao almoço. Caixas abertas e gente por todo o lado, gente sisuda, gente com pressa, gente como toda esta gente cor pastel que se infiltra por esta cidade.
De repente, entre o ruído de fundo da tentativa de música ambiente, os bip's das registadoras e o remexer dos sacos de plástico, eleva-se a voz de um homem; eleva-se a tudo isto, suave mas firme, registo grave mas melodioso, e todo o resto parece silenciar-se.
"Ai milho verde, milho verde,
ai, milho verde, milho verde..."
Assim, sem mais nem menos, sem um "dá-me licença", um cliente da caixa três começa a cantar com uma potência do fundo da alma, afinado e encantado da vida, enquanto arruma as poucas compras nos sacos.
"Ai milho verde, milho verde,
ai, milho verde, milho verde..."
Fez-se o silêncio e todos os olhos naquele espaço depositaram-se sobre este homem, fadista de supermercado, cantadeiro de fila de espera, cabelos grisalhos e redondos como a voz, bigode saliente a unir duas bochechas rosadas de saúde.
"Ai milho verde, milho verde,
ai, milho verde, milho verde..."
Arrumadas as compras, ergueu os sacos com um só braço e, sem para de cantar, observou numa lenta rotação todos os rostos presentes e rematou, com a mesma melodia:
"Vou-me embora, vou-me embora,
eis chegada a minha hora
nada mais tenho a comprar
Vou-me embora, vou-me embora,
vou-me embora e vou feliz
vou-me embora a cantar."
E saiu.
Durante breves instantes, enquanto a estupefacção assentava, ninguém se mexeu.
A menina da caixa um disse, a medo, "Tristeza... mais um maluco..."
Tristeza?
Olhei ao meu redor. Ninguém mais tinha tirado os olhos da porta, por onde o cantor fizera a sua saída. Lentamente, tudo voltou ao normal.
Quase normal: todos tinham um sorriso nos lábios. Durante breves instantes, todas as pessoas de cor pastel pareciam ter desaparecido e, no ar, flutuava um ligeiro aroma a milho.

Krapot, crapot, crapette

Depois de ter mencionado aqui o jogo, houve quem perguntasse "Mas que é isso de Krapot?".
Bem, depois de uma breve pesquisa, descobri que lá fora chamam-no de "Russian Bank" ou "Crapette".
Aqui estão as regras, é mais fácil do que parece.

para fãs do Photoshop

Para quem, como eu, é viciado na ferramenta de pintura e fotografia da Adobe, aqui ficam uns links de alguns mestres na àrea:
Enayla:

Stephan Martiniere
e James Clyne:

Espreitem as galerias de cada um e digam coisas...

Já skypo

Pois é.
Aqui já há Skype.
E vocês, já falam de borla na net?
www.skype.com
O meu contacto é cmstandup.
Vamos lá, minha gente, liguem-se ao Skype e bora lá falar que nem loucos, sem pagar um tostão.