Ai ai ai cabom

Graças à Joana, descobri um videoclip maravilhoso para o "Creep", versão acústica, dos... bem, se não sabem de quem é, leiam outro post.
O meu amigo Nuno deve ficar doente a ver isto...

Graças à Joana, descobri um videoclip maravilhoso para o "Creep", versão acústica, dos... bem, se não sabem de quem é, leiam outro post.
O meu amigo Nuno deve ficar doente a ver isto...
Quinta-feira, 20 de Abril
Á terceira é de vez? Talvez. O Casino da Figueira da Foz parece que não aprende a lição e lá me convidou para mais uma noite de rambóia. A entrada é livre e o espaço é agradável, venham daí beber um caneco.
Sexta-feira, 21
A Casa da Cultura nunca mais será a mesma. Eu e o Hugo na mesma noite? É coisa para mandar abaixo o sítio. Ou não.
Entendam uma coisa: se não estiveram aqui, não sabem o que é realmente conduzir.
E ainda se queixam... Pfff...
Esta sexta-feira, 14, vou estar no Montijo, no Saldanha Café, para um espectáculo de "stand-up à minha moda" (gosto do nome tipo-receita, não sei).
Por isso, apareçam. Aviso desde já que o espaço é amigável e intimista - não prometo lugares livres para os mais atrasados...
Comigo, vão actuar (provavelmente) alguns amigos, como o Pirex e o Raminhos.
O Saldanha Café, para quem não sabe, fica ali... er... hummm... no Montijo.
(quem souber explicar melhor, que o faça, por favor, nos comments...)
...
Além disso, a semana que vem vai ser um rodopio.
Segunda-feira vou estar em Viana do Castelo, para mais um "Levanta-te e Ri".
Quinta-feira, actuo no Casino da Figueira da Foz, e, sexta-feira, estarei em Seia, para dividir o palco com o Hugo Sousa no Festival de Comédia, no Auditório.
Ena. Tantas coisas a azul!

Ela está de regresso, e com dois àlbuns.
Cá em casa, "O Universo ao meu redor" é o escolhido; banda sonora omnipresente, o raio do disco infiltra-se nos poros.
Marisa Monte não é uma artista do Brasil. É nossa. Do planeta.
E este àlbum é daquelas coisas que se tem que comprar, ter por perto e não emprestar a ninguém.
Ouçam.
Depois do viciante jogo da catapulta, mais um.
O quebra-gelo.
Quem conseguir passar tudo, avise.

O Corte Inglês, em Espanha, é uma das casas que comercializa merchandising oficial da Igreja Católica Apostólica Romana.
Esta é para mim, a mais rídicula delas todas: àgua do sagrado rio Jordão, para baptizar os infantes.
Espreitem este link para mais detalhes.
E a seguir? Um cruxifixo "faça-você-mesmo"?
Somos um atraso de vida, é o que é; estamos mais perto da idade média do que pensamos.
...só porque me apetece...
MEDALHA DE OURO:
Muitos usam-nas para simples vandalismo.
Mas há quem descubra nas paredes outro significado. O de um livro gigante, do tamanho dos nossos sentimentos.
Seja para sorrir, seja para rir, anda aí muita parede e muita placa que está mesmo a pedi-las.
Dezenas e dezenas de fotos, de dezenas e dezenas de paredes, dão que pensar...
...é o mundo todo que aqui está e merece ser descoberto; para mim, merece o prémio de Site do Ano.
Visitem já Pictures Of Walls e saiam por aí com novos olhos.
MEDALHA DE PRATA:
Merecida, sem dúvida, com menção honrosa, para estes primatas.
Entrem no edifício. E mais não explico.
E voilá, eis que a máquina está em andamento.
Depois de dois anos na ideia e alguns meses de preparação, consegui dar o sinal de partida para (finalmente!) o meu projecto para televisão.
Mas sosseguem-se os mais curiosos, ainda não é desta que abro mão do segredo e revelo os detalhes, nã, já dizia o meu avô que o segredo é a alma do negócio - só avanço com pormenores quando arrancarmos as filmagens, meus caros, o que deve acontecer dentro de menos de um mês.
Mas posso desde já dizer que me sinto como um puto na feira popular - radiante.
Olho à minha volta e parece mentira: a equipa de guionistas está a ultimar os guiões, os actores envolvem-se com os seus personagens, o guarda-roupa vai-se definindo, a direcção artística desenvolve cenários e artefactos, os mapas de produção começam a estruturar-se, os responsáveis técnicos trocam ideias e afinam agulhas, a música nasce e dá cor ao storyboard, que começa a mostrar em imagens o que estava no papel...
...é uma colmeia em pleno arranque!
(yupi!)
No meio de tudo isto, procuro um tempo livre para cortar as unhas dos pés e acertar a franja, porque isto promete.
E também eu prometo: quando chegar a altura certa, serão os visitantes deste blog os primeiros a saber. De tudo.
É preciso ter cautela.
Um dos engodos mais recentes é um e-mail assinado por um suposto staff da Microsoft que diz o seguinte:
Oi!
Gostaríamos que você fosse um dos primeiros usuários a experimentar a versão beta do Windows LiveTM Messenger.
Se começar a usar o MSN® Messenger agora, você provavelmente se encantará com o Windows Live Messenger. Ele é tão divertido e confiável quanto o Messenger antigo. Além disso, você não perderá sua lista de contatos ou nenhuma outra informação pessoal ao testar essa nova versão. Experimente as novas maneiras de conversar com seus amigos por texto, voz, vídeo e muito mais.
Baixar agora
Caso você esteja se perguntando por que o nome do serviço mudou, o Windows Live Messenger faz parte de uma nova família de serviços da Microsoft® que inclui o Windows LiveT Mail (um programa de email mais simples, seguro e rápido) e o Live.com (uma nova home page personalizada). E esses são apenas alguns dos recursos!
Obrigado,
A Equipe do Windows LiveT Messenger
Aqueles que conhecem o trabalho de entrevistadores como a brasileira Marília Gabriela devem facilmente compreender porque é que não sou um fã entusiasta de Ana Sousa Dias, nem do seu programa na 2:, "Por Outro Lado". A mulher é tranquila demais para o meu gosto (embora talvez seja a melhor opção para não afugentar os entrevistados portugueses), falta-lhe aquele ímpeto da descoberta humana, aquela chama que incendeia a conversa e aquece o espírito dos acomodados. Reconheço, claro, que é uma excelente profissional - documenta-se bem, vê-se que não anda ali a nadar em indícios e bate aos pontos a Bárbara Guimarães - mas é muito tia para o meu gosto. Falta-lhe o sangue na guelra e a capacidade de agarrar o espectador pelos colarinhos e partir com ele à descoberta do convidado.
Mas desta vez não resisti ao programa. Fiquei ali, em frente ao televisor, a observar Ana Sousa Dias no seu passo de soft-jogging embrulhada na tentativa de domar o homem que tem a fama de ser um dos mais difíceis entrevistados deste país, se não for mesmo o mais indomável e incontrolável deles todos, António Lobo Antunes.
E que luta, meus amigos, que luta aquela!
De um lado, a jornalista, o rosto que mostra ser apanhado de surpresa,os olhos que procuram saídas, o gaguejar aqui e ali de quem hesita entre um gancho no queixo ou um direito na face, a vontade de estar ali mas de mandar o homem embora, de ir até ao fundo ou ao fundo possível.
Do outro lado da mesa, o escritor que irrita os escritores deste país, o psiquiatra que come intelectuais ao pequeno-almoço, escondido atrás das mãos, aborrecido por ali estar, a contragosto, fora do seu habitat, mas disposto à luta, pronto a responder e mais pronto ainda a ouvir, sem paciência para coisas corriqueiras e fora do seu espectro mínimo de interesse.
No final, um empate. Nem a entrevistadora visitou todos os quartos nem a casa se fechou, fomos até onde nos deixaram ir mas espreitámos todos os corredores.
O homem realmente não é fácil, mas também não é um homem comum. Um homem que agradece aos pais não lhe terem dado amor suficiente nunca é um homem comum.
No fim do programa, várias frases de Lobo Antunes ficam por aqui a flutuar como ideias que se recusam a acalmar. E momentos únicos como, por exemplo, quando a Ana lhe pergunta quais os escritores portugueses favoritos e ele responde que no planeta inteiro só há meia dúzia de escritores a sério, romancistas. E, confrontado com recentes fenómenos literários de vendas, ele responde que está "farto de ouvir gente a dizer que pôs o país a ler" (Margarida Rebelo Pinto, onde estás?), uma vez que, no máximo, "o que esses escritores conseguiram foi pôr o país a lê-los a eles". E que não acredita que "quem está habituado a ler maus livros passe de repente a ler bons livros".
Mas há mais: antes de aprenderem a escrever, "as pessoas deviam era aprender a ler. As pessoas não sabem ler, ler é um acto criativo e é muito mais difícil do que se julga"...
Pois.

Embora esta quarta-feira tivesse todo o aspecto de um banal meio de semana, dei por mim a encerrar o dia na rua da Atalaia, no mais alto bairro da capital, às portas deste estabelecimento, o Frágil.
E para quê? Para ouvir música. Da boa.
Apesar de ter conhecido a banda por via de amizades e trabalho, não é por questões de proximidade que lhes teço o elogio: os Garoto são do melhor que por aí anda.
Foi um concerto intimista, com uma qualidade acústica longe de perfeita mas aceitável, e com um convidado muy especial, Rodrigo Leão, que subiu a palco para abrilhantar ainda mais algumas músicas com o seu teclado.
Ora então que banda é esta que leva a palco o Rodrigo como convidado?
Bem, os Garoto são... os Garoto, um projecto curioso e único (escutem lá os temas no site) de uma banda com uma composição no mínimo informal: duas guitarras, voz, percussão e... tuba.
A voz da pequena grande Irene Caracol não tem pátria, é do mundo, e, entre Madrid, Lisboa e Paris, os restantes Garoto (Jorge Rivotti, Filipe Simões e Marco Torre), elevam-nos de mãos dadas numa viagem única entre a macia lullaby e o sussuro do espírito.
Caso para dizer: este Garoto promete.

Gosto do Metro.
Gosto das estações, todas diferentes, ora vazias ora sem espaço respirável, mais escuras ou barulhentas, em movimento.
Gosto dos rostos perdidos algures para lá dos azulejos e da linha amarela no chão, dos corpos que se evitam como todos os corpos estranhos que por instantes partilham o mesmo espaço de forma forçada.
Gosto do ritmo subterrâneo.
É o ritmo de Lisboa.
Não tem sido fácil manter este modesto belógue actualizado, e ainda bem, porque só tem sido assim graças a uma vida agitada e cheia de coisas a fazer.
Mas confesso que me sinto um pouco triste em ter deixado isto assim, de porta aberta e sem pistachios, sem dar atenção aos fregueses do costume... Sinto-me um mau anfitrião.
Por isso aproveitei hoje para vir arrumar a casa, abrir as janelas e pôr o belógue a arejar.
Entretanto, continuo a 200 à hora.
No fim de Abril devo (finalmente!) avançar para a gravação do episódio-piloto da minha série.
A peça está quaaaaaaase feita e vêm aí um projecto de comédia com um bom amigo...
Nos entretantos, vou aliviando o stress com isto.
Até já!

Este senhor chama-se Gabriel Rios e é um músico caribeño com dois álbuns lançados no mercado: "Ghostboy" e "En Vivo".
Revelação que mistura o inglês com o castelhano, o electrónico com o acústico, vale mesmo a pena ouvir. Tentem agarrar o primeiro álbum do rapaz e saltem directos para a faixa "Broad Daylight". E, depois, façam o mesmo no outro álbum.
E comparem.
É dos diabos.
É isso mesmo: segunda-feira lá estarei em mais um "Levanta-te e Ri", desta vez em Pombal.
Pronto.
Eu sei que tenho andado ausente.
Tenho andado ocupado e, sinceramente, meio preguiçoso com isto do blog...
Mas, porque sou amigo de quem visita esta casa, aqui ficam uns bónus para compensar...
Primeiro, três jogos deliciosos em flash:
Este (o meu record é 1606.303), este e este.
Depois, para relaxar, mais uma grande pintora digital:
Cali Rezo.
Vale a pena ver a SIC Notícias, a partir das 9 da noite, porque vale a pena ver um senhor chamado Mário Crespo. Ver e ouvir. No pico de carreira, ao contrário do que pensaria muita gente na RTP, o senhor Crespo é um exemplo do que é ser pivot de noticiário.
Firme e seguro mas, acima de tudo, tranquilo e afável, só é pena não estar na SIC generalista.
Vejam sempre que puderem: aquilo não é um noticiário, é uma aula de jornalismo televisivo.
Terça-feira, 14 de Março: regresso ao Tipografia Bar, em Famalicão.
O espaço é lindíssimo, a coisa deve começar lá para as dez e meia/onze.
Se estiverem pelas redondezas, apareçam!
Sexta, 03 Março
A Região Estrangeira volta a atacar, desta vez no V Convívio Motard do Baixo Mondego, em Montemor-O-Velho. Saibam mais no blog do Henrique... mas não venham depois para aqui comentar as fotos... estava num dia mau.
Segunda, 06 Março
É emitido o "Levanta-te e Ri", que gravámos na segunda passada na Casa da Cultura de Santa Comba Dão. Contem com Marco Horácio, Fernando Rocha, Eduardo Madeira, António Machado, Miguel 7 Estacas e comigo... que estive quase a enterrar-me em directo... Aguardo opiniões.
E às quatro e meia, a meio de um sonho imbecil, o meu organismo revoltou-se contra o mestre e desistiu de dormir.
Aparentemente, tinha reunidas todas as condições para uma noite tranquila de sono mas, por razões que permanecem na penumbra, dei por mim mais desperto que um pastilhado de pista.
Juro que tentei adormecer.
Respirei fundo, baixando o ritmo corporal para descontrair. Em certa parte, funcionou: fiquei descontraidamente acordado.
Tentei contar ovelhas mas elas acabaram por se cansar de saltar a cerca e adormeceram.
Bebi leite morno.
Fiz umas flexões, uns abdominais e dancei sapateado na casa de banho ao ritmo assobiado de "Singing in the rain". Acordei os meus vizinhos mas não adormeci.
Ás seis e meia da manhã, antes de desistir por completo e levantar, ainda fiz uma última tentativa. Liguei para uns quantos amigos:
"-Tou, Chico? Tás bom? (...) Sim, eu sei que são seis e meia da manhã, é esse o problema, estou sem sono. (...) Ah, estavas a dormir? Pois, é isso mesmo que eu te queria perguntar: como é que conseguiste?"
Farto de ler na janelinha do Messenger a expressão "lol" (laughing out loud), decidi substituí-la pela seguinte:
Rabs.
Rio-me Alto e a Bom Som.
rabs.
E pronto.
São os loucos de Lisboa
que nos fazem duvidar
a Terra gira ao contrário
e os rios nascem no mar...
Depois de ter mencionado aqui o jogo, houve quem perguntasse "Mas que é isso de Krapot?".
Bem, depois de uma breve pesquisa, descobri que lá fora chamam-no de "Russian Bank" ou "Crapette".
Aqui estão as regras, é mais fácil do que parece.
Para quem, como eu, é viciado na ferramenta de pintura e fotografia da Adobe, aqui ficam uns links de alguns mestres na àrea:
Enayla:
Stephan Martiniere
e James Clyne:
Espreitem as galerias de cada um e digam coisas...
Pois é.
Aqui já há Skype.
E vocês, já falam de borla na net?
www.skype.com
O meu contacto é cmstandup.
Vamos lá, minha gente, liguem-se ao Skype e bora lá falar que nem loucos, sem pagar um tostão.
Segunda-feira, dia 27, vou a mais um "Levanta-te e Ri", em Santa Comba Dão.
Curiosamente e (segundo me lembro) pela primeira vez na história do programa, não vai ser emitido em directo; será gravado e irá para o ar dia 6 de Março, devido a compromissos da estação.
Ou seja, vou ter a oportunidade de me assistir no Levanta-te, sentadinho no sofá, sem ter que recorrer ao vídeo.
Espero não adormecer.
Ontem, por visita a Lisboa de um amigo meu, dei por mim a terminar a noite com mais três pessoas que não conhecia pessoalmente.
A ligação? Os blogues de cada um.
Ou seja, por obra e graça desta coisa da net, as pessoas acabam por se encontrar, cruzar e ideias e por se descobrir mutuamente, coisa que provavelmente não aconteceria sem um http por perto. Assim, quebram-se barreiras e ultrapassam-se as dificuldades desta vida de trincheiras.
E conhecem-se rostos novos e novas vidas.
O mundo não é pequeno.
As pessoas é que são grandes.
Deixa-me rir
Essa história não é tua
Falas da festa, do Sol e do prazer
Mas nunca aceitaste o convite
Tens medo de te dar
E não é teu o que queres vender
Deixa-me rir
Tu nunca lambeste uma lágrima
Desconheces os cambiantes do seu sabor
Nunca seguiste a sua pista
Do regaço à nascente
Não me venhas falar de amor
Pois é , pois é
Há quem viva escondido a vida inteira
Domingo sabe de cor
O que vai dizer Segunda-Feira
Deixa-me rir
Tu nunca auscultaste esse engenho
De que que falas com tanto apreço
Esse curioso alambique
Onde são destilados
Noite e dia o choro e o riso
Deixa-me rir
Ou então deixa-me entrar em ti
Ser o teu mestre só por um instante
Iluminar o teu refúgio
Aquecer-te essas mãos
Rasgar-te a máscara sufocante
Pois é, pois é
Há quem viva escondido a vida inteira
Domingo sabe de cor
O que vai dizer Segunda-Feira
Jorge Palma.
(Obrigado, Jorge.)
Inventado por uma florista, apoiado por uma editora de cartões românticos e divulgado pelas fábricas de bombons.
Portanto, enviem à vossa cara-metade uma planta a morrer, um cartão genérico e uma bomba calórica. É o amor.
Vídeos, vídeos, vídeos... aqui ficam alguns merecedores de atenção.
O primeiro é para os gadget-lovers...
O que eu quero é um monitor assim como este.
Este é um brilhante anúncio: nunca mais lavo esta mão.
Um dos melhores mágicos de proximidade e "street magic" do mundo, David Blaine. Aqui, aqui e aqui...
Eu sei que isto é publicidade de borla, mas merece.
O Wonderfulland é um site fundamental para quem quiser gastar uns trocos a descobrir o bom turismo que se faz em Portugal.
Bem, trocos é como quem diz: a coisa arranca a partir dos 70, 75 euros por pessoa... mas vale a pena.
É uma das raras hipóteses para se descobrir o bom turismo de habitação, turismo rural e enoturismo que por cá se faz. Através deste portal turístico, é possível descobrir o Portugal intimista, passeando virtualmente pelas casas e quintas deste país. 
O portal está muito bem feito. Além de visualmente atraente, permite descobrir cada uma das ofertas, com textos bem redigidos, fotos cuidadas, visitas interactivas a 360º e todas as informações necessárias para um fim-de.semana prolongado e paradisíaco.
Este fim-de-semana vou apostar nisto.
Visitem o site e vão passear.
Hoje não me apetece escrever no blog.
Estou a avançar com a peça e não me apetece escrever mais nada.
Assim, este blog encontra-se fora de serviço até segunda-feira.
A não ser que amanhã já me apeteça vir cá...
Uma das coisas que mais me preocupa nesta história dos cartoons é que as pessoas comecem, como sempre, a generalizar.
Porque, graças a estas coisas, muita gente começa a pensar que todos os muçulmanos são fanáticos.
E não é verdade.
Isso é a mesma coisa do que começar agora a dizer que todos os padres católicos são pedófilos.
E não é verdade.
Nem todos os padres católicos andam por aí a atacar criancinhas: alguns já estão presos.
De acordo com a agência de notícias afegã, com sede no Paquistão, um chefe Taliban está disposto a recompensar quem conseguir matar o autor dos cartoons com cem quilos de ouro. Foram também oferecidos cinco quilos de ouro para todos os que conseguirem matar um soldado dinamarquês, norueguês ou alemão.
Segunda a agência afegã, o autor da oferta é chefe das operações Taliban contra o Governo de Cabul e revelou ainda que o número de candidatos para atentados suicidas aumentou na sequência da polémica sobre as caricaturas. No Afeganistão, as violentas manifestações já provocaram 11 mortos desde sexta-feira.
É interessante a velocidade com que estamos a regressar à Idade Média.
Declaração do Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros sobre a crise dos cartoons
2006/02/07 Informações à Imprensa
Portugal lamenta e discorda da publicação de desenhos e/ou caricaturas que ofendem as crenças ou a sensibilidade religiosa dos povos muçulmanos.
A liberdade de expressão, como aliás todas as liberdades, tem como principal limite o dever de respeitar as liberdades e direitos dos outros.
Entre essas outras liberdades e direitos a respeitar está, manifestamente, a liberdade religiosa – que compreende o direito de ter ou não ter religião e, tendo religião, o direito de ver respeitados os símbolos fundamentais da religião que se professa.
Para os católicos esses símbolos são as figuras de Cristo e da sua Mãe, a Virgem Maria.
Para os muçulmanos um dos principais símbolos é a figura do Profeta Maomé.
Todos os que professam essas religiões têm direito a que tais símbolos e figuras sejam respeitados.
A liberdade sem limites não é liberdade, mas licenciosidade.
O que se passou recentemente nesta matéria em alguns países europeus é lamentável porque incita a uma inaceitável “guerra de religiões” – ainda por cima sabendo-se que as três religiões monoteístas (cristã, muçulmana e hebraica) descendem todas do mesmo profeta, Abraão.
Diogo Freitas do Amaral
Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros
Miguel Horta e Costa, presidente do conselho de administração da PT, classificou de "hostil" a OPA da Sonae.
Belmiro de Azevedo já reagiu:
"-Não admitimos que falem assim da nossa OPA. Agitada, irrequieta, vá que não vá, mas hostil? Ele mal a conhece, não esteve com ela nem três minutos!"
Entretanto contactado, Miguel Horta e Costa já reagiu:
"- Podem ter sido até só três minutos, mas o raio da OPA assim que me viu rosnou-me e fez-se a mim. E isso de não a conhecer é mentira, uma vez fui à Worten comprar um CD da Celine Dion e vi a OPA atacar um moço de cor que estava a tentar esconder um leitor de mp3 no casaco."
Belmiro também já reagiu a este comentário, dizendo:
"-O que a nossa OPA fez antes já lá vai. Agora já não interessa. É uma OPA treinada e vacinada."
Por parte da Admnistração da PT, recebemos este comunicado:
"Se nos voltarem a lançar a OPA, teremos que reagir. Temos bastões e açaimes. E, se for preciso, uma espingarda de pressão de ar."
Aviso a todos os eventuais cobradores: desistam.
Isto é o que eu pretendo fazer quando me vierem bater à porta.
Já comecei a treinar, pelo menos já consigo correr os 20 metros iniciais.
Pois, eu sei que sou por vezes um pouco lento a descobrir estas coisas boas da música; mas são tantas e o tempo é escasso.
Seja como for, confesso que só agora é que descobri esta menina:
Ela Chama-se Feist e o álbum chama-se "Let it die" 
É bom - mistura bossa-nova, folk e pop.
E se calhar já não é novidade para ninguém.
Mas que vale a pena, vale.
É uma das primeiras coisas que se percebe ao entrar em Lisboa, não de carro mas a pé, pelas ruas e pelos parques: os sem-abrigo que habitam a nossa capital.
O primeiro contacto visual com estes habitantes choca e incomoda o visitante desprevenido; estão ali, e ali, e por todo o lado, de repente mesmo ali perto, a um metro de nós, na entrada de um prédio, no banco de jardim, frente a esta montra, escondidos por cobertores ou cartões ou restos de algo outrora humano.
Mas o tempo passa e o olhar começa a tornar-se lisboeta, começa a ficar treinado a olhar em frente e para cima, nunca para baixo e para os lados; o cérebro conforta-se com o hábito, como se toda a Lisboa que aqui temos fosse um dormitório a céu aberto, como se fosse normal existirem inquilinos do cimento e da madeira dos bancos da avenida.
Desta forma, habituamo-nos. E todos passamos por eles e todos sabemos que estão lá, mas, por obra da graça cosmopolita, eles deixam de existir: se não os olharmos e se não os sentirmos, não existem mais. Não são.
Na minha rua também há sem-abrigos.
E há um que dorme do outro lado da rua, em frente ao meu prédio, cavalheiro para os seus 40 anos, com os seus sacos e cobertores e papéis, que surgem com ele ao início da noite e desaparecem misteriosamente ao nascer da manhã.
Mas este é diferente dos outros.
Este escolheu como residência fixa uma entrada de prédio recuada, metida para dentro, feita de mármore e com uma ressonância acústica extremamente ampliadora.
Cada vez que mexe num plástico, ecoa por toda a rua.
E ressona.
Ressona como um trombone asmático, seguro e confiante.
Ressona como um Pavarotti adormecido, amplificado pela arquitectura acolhedora.
E por isso, incomoda.
Porque toda a gente vira o rosto, corre as cortinas, baixa os estores, mas ele continua sempre ali, presente. A ressonar.
Estou convencido de que o faz de propósito.

Têm saudades do picador de gelo?
Não se preocupem, ele está de regresso. No Fitas e Fotos já há imagens da coisa...
Confesso que andava indeciso entre o iPod, o iPod Mini e o iPod Shuffle.
Mas agora já não tenho dúvidas.
O que eu tenho mesmo que comprar é este novo modelo da Apple!
Numa mesa familiar o suficiente, meia dúzia de amigos cuja franqueza e boa-disposição retire toda a noção de pressa do jantar.
Pouca luz, um aquecedor e um carinho inesperado.
A risada que surge em uníssono e apenas na presença de nós dois.
Chá e um abraço.
O livro que se encosta a nós.
Reencontrar um velho amigo e perceber que nem tudo mudou.
Dançar desajeitadamente na cumplicidade de um grupo de desajeitados.
Saltitar no passeio.
Cozinhar para ela.
Ouvir o piano como se ele estivesse mesmo ali.
O cheiro de canela quente.
O cheiro de cabelos acabados de sair do chuveiro.
Fechar os olhos no chuveiro e diluir com a àgua.
Cerveja e um abraço.
Outro abraço.
Recordar músicas dos anos 80.
Cantar sozinho enquanto se lava a louça.
Dormir no sofá num domingo de chuva.
Ser acordado por um sorriso.
Fazer festas a um gato. Ou a um cão. Ou a alguém.
Telefonar a um amigo só para lhe fazer uma festa.
Respirar.
Lembrei-me agora que um jornal palestiniano fez, há coisa de meio ano, uma crítica jocosa e muito agressiva, de muito mau tom, dirigida aos "infiéis" do mundo ocidental.
Refiro-me a uma série de palavras insultuosas que foram escritas por esta publicação e relacionadas com todos os "infiéis capitalistas".
Ora, sendo eu ateu, ocidental e capitalista, sinto-me insultado.
Vou comprar gasolina e arranjar umas pedras e vou dar-lhes cabo das embaixadas.
A falar com um amigo, surgiu a questão: neste país, com a pequenez do meio e a falta de oportunidades, devíamos andar todos preocupados com o futuro.
Eu não.
Eu tenho um factor de segurança que me tranquiliza a perspectiva de carreira:
o MacDonald's está sempre a contratar pessoal.
É bom saber que, apesar das contrariedades financeiras, ainda existem empresários com visão em Portugal, autênticos gurus do negócio.
Na minha última viagem ao Gerês, por exemplo, dei de caras com o investimento hoteleiro de excepção. Trata-se da Quinta de Souto Linho, um chalé de turismo no espaço rural.
Imagino o frenesim que deve ser naquela recepção, sempre que o telefone toca:
"-Souto Linho, bom dia, em que posso ser útil?"
Isto sim, é um nome que não se esquece.
É bom marketing, é o que é.
Quem quiser saber mais sobre o espaço em si, basta ir ou à vila do Gerês ou ao site oficial desta instituição.
Anda realmente aí muito talento por entre os cabos de adsl.
O meu amigo Miguel chamou-me a atenção para alguns,como este Diário.
Além deste, quem ainda não conhece a casa da Vitriolica, ainda não conhece nada.
Por hoje já chega, é pano para mangas e blogs para horas.
Arrancaram este fim-de-semana duas grandes apostas da SIC, o concurso "Pegar ou Largar" e a sitcom "Sete Vidas".
Sobre esta última, parece-me que ainda há coisas importantes por resolver. A coisa parece-me por vezes lenta, forçada, sem aquela estaleca que uma sitcom destas precisa... Mas aponta numa boa direcção. Com uma iluminação melhorzita e um pouco mais de genica nos actores, sem medo de se pisarem, a coisa promete. Aqueles risos enlatados parecem por vezes metidos à pressão... Parabéns ao Jorge Mourato, que está no seu melhor!!! Seja como for, e independentemente de todos os detalhes técnicos que certamente serão apurados com o decorrer da série, o "Sete Vidas" é acima de tudo um passo em frente para começarmos a explorar mais caminhos do humor cá no nosso cantinho. Que venham mais destes.
Quanto ao concurso do Unas, não tive oportunidade de assistir. O que é que vocês acharam, alguém me diz como correu?
Depois dos devidos esclarecimentos (ou não) e antes que a coisa entrasse definitivamente na bandalheira da vulgaridade, o post foi removido em nome da rinite alérgica.