Back in town

O fim-de-semana no Algarve soube-me a uma semana de férias no Hawai...
Mas, de regresso, Lisboa parece ainda mais quente, mais seca e mais opressiva. Porque será?

Recuerdo

Esta foi uma das actuações que mais gozo me deu fazer no Levanta-te e Ri; e foi com muita surpresa que soube que estava no YouTube:

Obrigado, pessoal!

Pé na tábua

Dois dias para curtir isto:
Tem que me saber pelo menos como se fosse um mês.
Nem que chova.

FRASE DO DIA:
... sim, ela é muito gira. O problema é que 50% daquela beleza sai com àgua e sabão e os restantes 50% desvanecem ao fim de dez minutos de conversa.

O 3º já cá canta

Cliquem nas fotos para as ver ampliadas
O assistente de realização, Justo de seu nome, observa a actividade no plateau. Entre cada intervalo, manda na casa como gente grande e dá os sinais de partida:

O estúdio é grande. Mesmo grande. Visto do canto mais afastado, impõe respeito. Seja como for, o terceiro já está gravado. Só faltam mais cinco.
"A Canção da Minha Vida" está a ser um grande desafio e uma grande aprendizagem. Todas as semanas, é a minha montanha-russa. Mais uma ficha, mais uma volta!

Se os muros que te rodeiam parecem altos, é só porque ainda não te ergueste o suficiente.

Voilá.


Foi perante este público que se encerraram as emissões do "Levanta-te e Ri", num último programa que bateu picos de audiência e liderou a emissão.
Isto apesar de termos sido atirados para um arranque mesmo fora de horas: a emissão começou em antena às 00:55, por razões de gestão de grelha. A SIC lá terá os seus argumentos.
A festa foi o que foi, na companhia de tantos bons amigos e camaradas de palco.
Obrigado SP e Manuel Fonseca, que deram o pontapé de saída.
Obrigado Barreto.
Obrigado Muñoz.
Obrigado Verdú e malta da régie; obrigado pessoal técnico que tantos cabos enrolaram e desenrolaram, que tantos suor largaram por nós.
Obrigado Marco, Fernando e todos os que pisaram estes palcos nos últimos três anos. Além da galhofa, das risadas e das maluquices, este foi o espaço de liberdade que partilhámos juntos, com muitos bons momentos e algumas valentes dores de cabeças.

Aprendi muito com todos vocês.
Até breve.

Para as férias? Sinto muito, mas muito cinto.


e, já agora, um prodígio de realização:

Os meus miúdos...


...são muito giros. E, enquanto estiverem connosco no nosso programita, são os melhores cantores do mundo.
E mai'nada.

Ah, e além disso, são uns porreiraços.

As 100 melhores marcas

Só por curiosidade e para quem gosta de marketing, toca a tirar dúvidas sobre quais as 100 melhores marcas de 2006... "Money, it´s a sin..."

Tomem lá disto e embrulhem


Grande George.

Pois, estou vivo

Hoje, além do trabalho com o "Canção da Minha Vida", vou estar no último "Levanta-te e Ri", em Sobral de Monte Agraço. É o fecho. O encerramento.
No fim, haverá festa com direito a karaoke e tudo.~
Ena.

Bom, bom bom

...e hoje acordei a cantar esta:


(grande Nuno, obrigado por estes maravilhosos players!)

Geração Feist

Os rapazes vão querer me matar, mas aqui vai.
Durante as gravações do "A Canção da Minha Vida", temos vindo a recordar muitas coisas do passado... e uma delas, que imediatamente surgiu à memória, foi a recordação dos manos Feist...

O nosso Henrique...


... e o nosso brilhante maestro, que também já dava cartas ao piano...
Pois cá está: Nuno e Henrique, em grande.
(desculpem-me, rapazes, mas não resisti, eheheheh... e é uma honra trabalhar a aprender convosco!)

...


Hoje acordei a cantar esta.

Nos bastidores da canção

E este sábado lá estreámos "A Canção da Minha Vida", programa que a nós, na produção, nos tem vindo a roubar várias horas de sono. Apresentado por Isabel Angelino, é gravado a meio da semana, nos gigantescos estúdios na Venda do Pinheiro.
Esta semana, para a estreia, os nervos eram mais que o habitual, é claro. Enquanto no plateau se afinavam instrumentos, na régie afinava-se a equipa e os meios para trazer à vida esta grande produção. Um já está. Agora só faltam sete.

O rio rosa

Seis e meia da manhã. Depois de uma noite quente a escrever um guião ao som de Radiohead, Keith Jarret e The Avalanches, decido tomar um café, daqueles de máquina com direito a copinho de plástico. Em cima de uma das trotinetes que temos cá no sítio, atravesso o escritório em direcção à cafetaria e descubro, pela varanda, que o dia está a nascer. O sol ergue-se sobre a cidade e o céu acorda, ainda confuso nas suas cores: à minha esquerda, sobre a ponte e a Expo, nuvens esparsas parecem querer fugir da luz amarela em direcção ao azul pintado de fresco; há um laranja que se esbate na palete de cores e que se confunde com a neblina púrpura.
E o Tejo é cor-de-rosa.
Á minha frente rodopia uma, outra e outra vez uma andorinha grande, enorme, do tamanho de um pombo (pelo menos parece do tamanho de um pombo).
O calor adormeceu, cansado da noite longa, mas o chão da varanda ainda está morno.
Lisboa é linda, e o novo dia também.

O café está a arrefecer.

Música do Coração

Entre outras coisas, estou neste momento envolvido com a produção do novo programa para a RTP Música do Coração, que estreia da 22.
E, também entre outras coisas, estou em busca de histórias de vida que estejam ligadas a uma música portuguesa.

E preciso da vossa ajuda.

Têm alguma música portuguesa que vos tenha marcado por alguma razão especial?
Conhecem alguém que tenha tido um episódio de vida, um acontecimento, que de alguma forma esteja relacionado com um tema musical português?
Digam-me. Escrevam para correiomoura@gmail.com.
Conto com vocês!

Oito ou oitenta

Esta vida tem destas coisas, tanto anda moribunda como, de repente, acelera que nem doida.
Ando com a agenda bem preenchida - e por isso tenho andado meio desligado aqui do blog.
Além dos espectáculos habituais (ainda este sábado estive em Barcelos, numa noite agradável de esplanada), tenho também a peça às quintas-feiras (ainda não foste ver, porquê?).
Além disso estou a trabalhar como guionista em dois novos projectos de televisão e um deles está a ocupar-me por completo o "day-time".

Como se não bastasse, tenho que arranjar tempo para dar uma escapadinha a uma esplanada para atacar uns caracóis e uma bejeca.
Num é fácil.

Ai ai ai


Confesso: depois de ver este vídeo, até eu tive vontade de torcer pela Argentina...

Resumindo e concluindo...

Depois de quatro dias perdido no Alentejo, em terras de Monsaraz, regresso à capital com uma agenda sobrecarregada.
A quarta-feira ficou marcada por algumas reuniões, uma visita à Prova Oral, na Antena3, com o Alvim e a Bulha e uma noitada com o Barros a estruturar uma encomenda de guião.
Esta quinta, lá vamos nós para mais uma noite de espectáculo na Sociedade Guilherme Cossoul.
Sábado vou estar em Barcelos.
Segunda, no Levanta-te e Ri.
E agora, há que escrever e ir directo para a cama - se dormir 4 horinhas hoje, dou-me por feliz.
Sobre tudo o que aqui referi, lá irei mais detalhadamente em posts que se seguirão.


E claro que já estou com saudades do Alentejo.

As respostas para tudo na vida...

...continuam a ser expostas no MICC!
Já respondemos a mais uma questão que nos foi colocada, mas continuamos à espera de mais pertinentes perguntas!
Querem saber a técnica correcta para subir o Evereste? Gostavam de aprender o truque para ser invisível? Estão loucos para arranjar aquele emprego mas não sabem como?
Não se façam de rogados, meus amigos: coloquem todas as vossas dúvidas perante o Manual de Instruções do Cidadão Comum e vejam a vida iluminar-se à vossa frente!

e mais visitas obrigatórias:

- o UmaPorRolo continua em terras nipónicas, e vale a pena ser assíduo deste olhar;

- chama-se Espirro-no-Mato. São ilustrações. E é muuuuuito bom (espreitem os arquivos);

- o verão está aí e nada melhor que umas t-shirts à maneira. A malta é portuguesa e as ideias são 5 estrelas;

- mais humor nacional, feito quase sem meios mas a um ritmo alucinante! O tema é só um, desporto. Espreitem o Pé de Atleta e digam adeus à leitura diária d'O Record e d'A Bola...

- e esta vai especialmente para o Nuno: como bom apreciador de música, presumo que já conheças o Intervenções Sonoras... certo?

Já agora, depois comentem e mandem mais links que mereçam a atenção...

Homer apoia Portugal!


Homer Simpson: "I kill myself if Portugal doesn't win".
São palavras do próprio, durante um episódio em que Portugal defronta o México no relvado.
Para ver aqui:

Ena.

O Mundial a azul e branco

6-0 já não é uma vitória, é uma afirmação.
Os comentadores têm razão: é impossível jogar melhor que isto.
Argentina, será que é desta?

Ainda sobre o fim do Levanta-te

Além do meu post inicial sobre o fim anunciado do "Levanta-te e Ri", outras discussões surgem sobre o assunto. Como no fórum do Quadrado das Bermudas, que merece uma visita.
Já agora, e não invalidando a visita ao referido fórum, partilho com vocês a opinião que lá afixei:

O que dizer sobre o fim do Levanta-te e Ri?
Antes de mais, que era relativamente previsível, por vários factores.

Primeiro, a dinâmica televisiva que existe em Portugal é de certa forma alérgica à noção de consolidar programas em antena. Ou seja, vive-se um espírito de cartucho, de foguete festivo: quando se lança a coisa para o ar, tem que arrebentar à primeira e depois há medo de lhe mexer, de o deixar amadurecer e transformar-se. Isto impede que hajam grandes transformações nos programas em antena e que se suporte formatos em fases menos boas - aos primeiros sinais de fraqueza, manda-se abater o animal.
Mesmo assim, o L&R durou mais tempo do que o esperado e sofreu várias mutações;

Segundo, o sucesso e a singularidade do programa serviram de calcanhar de Aquiles. Em três anos de emissões, o programa nunca deixou a antena e esteve sempre no ar, (quando ia um mês de férias, a SIC transmitia repetições) causando um cansaço natural e perdendo impacto perante o público;

Terceiro, aquilo que diferenciou o "Levanta-te" no seu lançamento deu também origem a um cancro silencioso... A ideia de fazer um programa de Stand-Up Comedy surgiu como uma novidade e abriu portas a novos e inesperados talentos, mas foi como se lançássemos um programa de fado no Tibete: não havia cultura de stand-up em Portugal nem comediantes suficientes para alimentar um programa semanal.

Isto deu origem a algumas fases interessantes. No início, pediram a actores para encenarem textos de stand-up, o que não resultou: a comédia de stand-up vai contra muitas regras do teatro e é uma das performances artísticas que mais expôe e fragiliza o comunicador, o que não é habitual nem confortável para um actor habituado à segurança de um texto fechado e uma actuação distanciada do público. A seguir, começaram a surgir comediantes como o Nilton, o Aldo, eu, o Seabra, o Bruno, o RAP, etc, que conquistaram algum público seguro e aí deu-se outro fenómeno interessante: a fasquia subiu e a SIC passou a ter medo de apostar em novos nomes, fazendo-o só de vez em quando e de forma esporádica, com receio de espantar a freguesia.
Face à escassez de meios humanos, o programa desvirtualizou-se bastante. Passou de um programa de stand-up em estúdio com ambiente de bar para um programa de humor em viagem por auditórios em todo o país.
Esta transformação também contribuiu para que, ainda hoje, algumas pessoas não saibam o que é stand-up, juntando no mesmo saco monólogos teatrais, contadores de anedotas, contadores de histórias e clowns.

Em certa medida, podemos dizer que se começou a casa pelo telhado.
O stand-up não é uma arte que surge nos auditórios nem na televisão. O verdadeiro lar da stand-up são os bares e a intervenção ao vivo, o ambiente do clube de comédia, próximo do público, acolhedor, intimista. A stand-up só atinge realmente o seu ponto máximo quando se sente este clima de proximidade e de quase confidência, como se o comediante fosse alguém conhecido que conversa connosco durante uns copos. Este é que deve ser o ponto de partida - e não o de chegada.

Em Portugal, começamos a Stand-Up com um programa de televisão e daí passámos para os bares. Fizémos a coisa ao contrário, e isto deu origem a uma série de problemas. Novos comediantes, por exemplo, não têm a oportunidade de testar e aperfeiçoar textos novos. Sem os tradicionais circuitos de comédia em bares e night-clubs, onde é que um comediante tem hipótese para aprender, errar, testar conceitos, arriscar temas, pisar a linha? Só num programa de televisão em directo, o Levanta-te. E se falhar, como até é natural que aconteça, é encostado às boxes.

Mesmo assim, criou-se público e comediantes, começaram a surgir alguns bares interessados e a stand-up começou a infiltrar-se no panorama português.
Não acredito que a stand-up em Portugal acabe porque não faz sentido - a pensar assim, o teatro de marionetas já só se encontrava nos livros de história, por exemplo.
A stand-up será sempre bem-recebida porque é o género de humor mais directamente ligado ao quotidiano e porque é despida de artifícios. É directa, íntima, mordaz e exploratória. E, acima de tudo, é altamente mutável, não é estanque.

Acredito, isso sim, que agora vamos começar a recriar a stand-up comedy em Portugal. Vamos invadir os bares, infiltrarmo-nos na proximidade do público e conquistar novos espaços.
E vamos ter que redefinir a noção estabelecida.
E, neste processo, vamos certamente perder alguns dos actuais rostos mas vamos descobrir muitos outros.
O fim do Levanta-te é o fim de um programa.
Só isso.

Tcharam!

E pronto, já passou, não doeu nada, pois não?
O Manual de Instruções Para O Cidadão Comum estreou na quinta-feira passada.
E que arranque, meus amigos, que arranque: começámos no início e só terminámos no fim! Uma proeza, portanto!
Diverti-me imenso em palco, o que por si só já é bom sinal... e parece que o público também se deixou levar pela "formação intensiva".
Já sabem que estamos lá às quintas-feiras, a partir das 22h30.
Onde? Na Guilherme Cossoul, claro!
Não sabem onde fica? Olha aqui o mapa!
Venham com amigos, mas de preferência reservem: a sala é pequenina, com mesas (e serviço de bar, olhó luxo!), por isso mais vale prevenir através do tel. 918971789.
Também fazemos descontos para grupos e excursões de peregrinos.
Não há desculpas.
Apareçam.
:)

A Pérola da Semana II



A rainha dos insultos, Lisa Lampanelli, no roast de Pamela Anderson. Único!

A Pérola da Semana


Andy Kaufman.
(Obrigado, Miguel!)


Saibam ou relembrem mais sobre Kaufman, o homem na lua, aqui.

É já 5a feira, porra!

Marquem na agenda! Avisem os amigos! Chamem os colegas! Espalhem a boa-nova! E aproveitem para também falar disto:


Estreamos quinta-feira que vem e confesso que estou ansioso. Já tinha este espectáculo em mente há coisa de um ano e finalmente vai ver a luz do sol (ou dos projectores, pronto), agora modificado e ampliado com o empenho do Miguel Barros.
Para já, entre jogos do mundial, pratos de caracóis e risota desmedida, eu e o Miguel temos andado em ensaios. Coisa em que, devo confessar, não somos lá muito bons: surgem sempre ideias novas e acabamos por nos perder em novos devaneios humorísticos. Se, por um lado, a ausência de ensaios rigorosos e militarmente compostos me deixa um pouco inseguro quanto à estreia, por outro este ritmo de criação frenética assegura-me de algo que já desconfiava: o MICC será constantemente um work-in-progress, uma espécie de cancro benigno que estará sempre em evolução (e convulsão).
Ou seja, aposto que vai ser muito interessante assistir à estreia e revisitar o espectáculo uns tempos depois; será uma espécie de "descubra as diferenças" bastante curioso.
Seja como for, o certo é que de quinta-feira já ninguém nos salva e lá estaremos, a bem e a mal, para explicar coisas importantes como a verdade por detrás do euromilhões e a evoluída técnica do albatroz de bico preto do Sudão.
Apareçam, paguem o modesto bilhete e digam-nos o que acharam!


Vejam o cartaz oficial aqui e acompanhem o MICC em formato digital

Let the games begin


Começa hoje o Mundial e já estou farto de futebol.
De refrigerantes a batatas fritas, de bancos a pensos higiénicos - já não aguento com publicidade com futebol de pressão. Isto não é a febre do futebol, é a gonorreia da bola, chiça!
Hoje, em Munique, num dos mais belos estádios do mundo, arranca finalmente o Mundial do futebol.
Ainda bem.
Vamos lá a ver se despachamos isto depressa e se, com sorte, ainda conseguimos ver malta a jogar à bola nos intervalos da publicidade (isso era agradável).
Quanto à nossa selecção, espero que não nos façam sofrer muito. Tenho cá para mim um palpite que, mais uma vez, vamos trazer para casa uma desilusão embrulhada em desculpas, mas não quero ser pessimista.
Os meus palpites são:
Prováveis vencedores: Argentina ou Brasil
Melhor jogador português em campo: Deco
Maior desilusão portuguesa em campo: Cristiano Ronaldo


A ver vamos.

em destaque

Já começaram as perguntas e respostas no MICC.
Espreitem.

Mais um L&R


Na próxima segunda-feira, 12 de Junho, vou estar em Idanha-A-Nova, Castelo Branco, para mais um "Levanta-te e Ri".
O texto, como de costume, vai ser mais uma experiência aterradora sobre algo inexplicavelmente imbecil.
Se correr mal, estarei na espanhola cidade de Cáceres no dia seguinte sob o nome fictício de Paco Mourolas. Se correr menos mal, regresso a Lisboa.
Como podem ver, tenho tudo planeado.

Aleluia! Aleluia!

Já nasceu o sítio oficial, em forma de belógue, do Manual de Instruções para o Cidadão Comum.
O link já está colocado nesta página, para todos os interessados.

Qual a vantagem deste novo belógue?

- Primeiro, porque permite que acompanhem a par-e-passo o calendário de formações intensivas dos criadores do Manual;

- Segundo, é o único sítio onde podem esclarecer todas as dúvidas que tiverem sobre a vida e a vossa existência. Querem aprender a preencher um boletim de voto? Querem saber a verdade sobre Camarate? Querem descobrir novas formas de insultar vendedores de palitos? Basta escrever a vossa questão no espaço dos comments e, voilá!, serão elucidados.


Isto sim, é que é serviço público.
MICC, MICC, hurra!!!

Bárbara, vê lá se aprendes, miúda:


Assim é que se abre uma gala...

constatação

...às vezes sou um lamechas do caraças.

t e m p o

mais tempo
tempo para escrever
tempo para ler
tempo para dizer gosto de ti
para dormir
passear
respirar
investigar
desenhar
cozinhar
mais tempo
tempo para te dar carinho
tempo para receber carinho
para rir
fotografar
improvisar
saborear
mais tempo para não sentir que tudo passa tão depressa e que será depressa que vai acabar nesta corrida constante neste ir e vir correr e partir e olhar para trás e ver que as tarefas se acumulam e que o espaço é curto entre o era e o será e poder dizer gosto de ti gosto de estar gosto de ser sem a sensação de que se disse mas com a sensação de que ainda se está a dizer e que este momento mágico
este instante precioso
ainda o é
ainda aqui está
ainda perdura.

A falta de chá

Porra.

Este modesto e recôndito belógue tem, em média, 80 visitantes por dia. Por outro lado, tem uma média de 1 comentário por dia.
Ou seja, das oitenta pessoas que entram cá em casa, só uma é que costuma cumprimentar, dizer olá, dar sinal de vida.

Isto há gente muito mal-educada. Pfff...

Notas várias

Enquanto as temperaturas regressam ao normal, vale a pena refrescar a alma com outra ideias.
Do outro lado do mundo, um dos meus fotógrafos favoritos, o Z., redescobre a fotografia numa perspectiva nipónica.
Espreitem o Uma Por Rolo. Está cada vez melhor.

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Entrevista na SIC, algures em Évora, no meio do nada, aldeia portuguesa.
O repórter pergunta: "- E a senhora, não gosta de futebol?"
E a senhora: "- Nem nunca acendi uma televisão."

Lindo.

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(...) escrever pela ausência de mim mesmo,
escrever na ausência dos plátanos...
até ver, presente, apenas
este permanente estado de sítio.
Jorge Serafim
(sim, o mesmo do Levanta-te e Ri e também o autor do belíssimo "A SUL DE TI", livro que é mais do que isso, poesias que são bem mais do que isso também, por um tipo que, afinal, é muito mais, mais que tudo isso.)

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O Sublimado e Corrosivo adormeceu. Bolas.



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Ando cada vez mais viciado em PixelArt. É obra. Já conhecem o eBoy? E o Mr.Wong? E o Pixelhugger? (procurem, vá, vale a pena)

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O mundo é pequeno. E nós somos preguiçosos.

5:42, 26º

Na quietude da noite, Lisboa derrete-se lentamente, envolvendo tudo e todos num aroma de calcário morno.
Não é desagradável, é maternal.

TecnoBombom

Para os amantes de informática, para os amantes de fotografia e para os meros curiosos, vale a pena espreitar a exposição que a Getty Images promove online.
Chama-se 10 Ways e é um verdadeiro bombom para a vistinha e um regalo para o cérebro.
Não percam sobretudo esta: INFORMATION.

Visitem e digam o que acharam!

3a feira, 23 de Maio, ao vivo e a cores

Hoje vou actuar mais uma vez ao Tipografia Bar, em Vila Nova de Famalicão, um dos bares mais bonitos que conheço.
Já sabem como é: se estiverem na zona, apareçam!

Sai da frente La Féria

Vem aí a maior produção teatral do ano, digna de fazer chorar as pedras da calçada da Broadway:

(Clique na imagem para ver os belos detalhes e admirar as laminuras!)
Estreia marcada para o dia 15 de Junho deste belo ano de 2006.
Corram já para os bilhetes!
Tragam sacos-cama e marquem lugar no passeio!
Avisem os amigos e os outros também!
Lisboa jamais será a mesma! O país jamais será o mesmo! Felgueiras também é capaz de vir a mudar!

Espectáculo/Curso Intensivo de Sobrevivência Urbana para maiores de 16 anos, no café-teatro da Sociedade de Instrução Guilherme Cossoul, muy nobre casa cuja história honra a tradição do humor e a cultura desta nação!

Vinde, vinde, e espalhai a boa nova!!!

Espectáculo não aconselhado a pessoas com mentalidade inferior a 16 anos, cardíacos, doentes renais, católicos, judeus, muçulmanos, protestantes, testemunhas de Jeová, testemunhas de acidentes, testemunhas da Casa Pia, grávidas, sargentos-milicianos, padres, credores, inspectores da EMEL, racistas, puristas, adventistas, jesuítas, pastéis de nata, idosos muito velhinhos, pessoas que acreditam que o mundo vai acabar num futuro próximo se não formos todos até Vilar de Perdizes exorcizar os demónios e cantar louvores a Iemanjá, adeptos ferrenhos, doentes terminais, epilépticos, alérgicos à lactose, ovolactovegetarianos convictos, quaisquer outros convictos, espíritas, médiuns, videntes, animais, pessoas que se portem como animais, esquizofrénicos e sizudos. Ah, e também ao Jorge de Oliveira do Douro que na terceira classe me chamou mariquinhas.

Adiós, my friends

Afinal, parece que é mesmo desta.
O "Levanta-te e Ri" vai encerrar portas dia 31 de Julho. Após cerca de três anos de actividade, o programa televisivo que lançou a stand-up comedy para o léxico nacional vai fazer as malas e partir em direcção ao pôr-do-sol.Custa? Claro que custa. O "Levanta-te" é a casa de uma grande família, onde muitos de nós deram os primeiros passos em comédia televisiva e onde, com todos os defeitos e virtudes de uma grande família, aprendemos e crescemos imenso. O fim do programa sabe um pouco a ficarmos sem tecto, sem o abrigo do costume. Mas as coisas são assim.
Esqueçam os erros e aos altos e baixos: o L&R é um grande programa de televisão. Não só se tornou a referência do humor nacional, como se tornou no único produto televisivo que todas as semanas ia ter em directo com as pessoas, descobrindo público por todos os auditórios do país.
Merece uma vénia de despedida.
Quanto a nós, comediantes e "aspirantes a", falamos depois.
The show ain't over until the fat lady sings.

Descansem esses cérebros e riam





A receita das coisas (1)

Pacotes de Açúcar

Para os bons apreciadores de café, a actual proliferação de formas, cores e materiais nos pacotes de açúcar é um autêntico inferno.
O verdadeiro pacote de açúcar não vai em cantigas: é rectangular, de papel e branco, com uma dimensão aproximada a metade da àrea de um cartão crédito (dos bons, não daqueles novos cheios de partes transparentes e isso).
E assim é que deve ser.
O genuíno pacote de açúcar, quando bem apresentado e livre de humidade, é em si mesmo um acto de prazer isolado no ritual do consumo de infusões.
Apesar de parecerem um avanço de design, os novos pacotes de açúcar que abundam no nosso mercado são na verdade um embuste e ameaçam deitar por terra décadas de adocicada tradição. Cuidado, pois.

Analisemos, então, o real pacote de açúcar e a sua constituição/composição.
Em papel semi-couchê (morte ao plástico transparente!), o pacote deve apresentar-se seco e pousado no pires. Jamais amarrotado e solto na mesa (é desprestigiante).
Preferencialmente branco, deve ter o formato de um rectângulo quase-perfeito com uma aba nunca inferior a cinco milímetros que permita uma àrea segura para sustentação durante a tradicional sacudidela: o verdadeiro pacote de açúcar é suposto ser agitado.

Ao rasgar, deve proporcionar um elevado prazer de abertura e sonoridade ao consumidor, sendo por isso fundamental uma largura de pelo menos três centimetros. Os pacotes cilíndricos estão completamente fora de questão.

O seu conteúdo (açúcar branco como a mais pura das neves) deve sempre ser dissolvido com uma colher de metal.
Na ausência desta, é permitido o uso do pacote em si, dobrado longitudalmente ou enrolado.
O recurso ao pau de canela é uma solução também a ter em conta mas que acarreta uma imagem pouco masculina - deixem-se de mariquices.

Alegria, alegria

Gasóleo da Galp Energia baixa um cêntimo a partir de hoje
E os portugueses, animadíssimos, festejam assim...

Insónia?

É uma palavra que só recentemente entrou no meu dia-a-dia.
E o pior é que ler, escrever, ver tv e desenhar só parece aumentar o meu estado desperto.

Vou tentar uma solução radical: ver programas gravados da Ana Sousa Dias.

O país está mais super

Felicidade!!!
Alegria!!!
Êxtase!!!



Descobri à venda em Lisboa as maravilhosas SuperGorila!!!
Claro que não resisti e comprei uma embalagem, das de mentol e confirma-se: continuam horrorosas, iguaizinhas há dez anos atrás.
Na primeira trincadela, sente-se imediatamente o sabor artificial com excesso de açúcar. Logo de seguida, a boca enche-se de saliva, numa tentativa desesperada e instintiva de salvar as papilas gustativas. Em poucos instantes, a pastilha transforma-se numa massa semi-rígida que se debate contra os maxilares.
Continua, de igual forma, a ser a pastilha elástica que proporciona os melhores balões.

Estou deliciado.
Amanhã vou comprar as laranja-ácidas e, se tiver coragem, as morango-diarréia.

Obrigatório ver


O que é "Os Aristocratas"?
É um documentário sobre...
...bem, sobre uma anedota.
E é provavelmente o filme mais ordinário de todos os tempos.
Se quiserem ver o elenco, carreguem aqui.
É uma homenagem à comédia, um estudo sobre o riso, uma grande dissertação sobre os limites do humor.
Ao mesmo tempo, é uma risada pegada.

Não percam.



(um tipo vai ter com um agente de espectáculos e diz: eu tenho um número que quero vender...)

Ás vezes

...parece que o mundo abrandou
como se o tempo dilatasse
como se o planeta abrandasse

Ás vezes parece que as pessoas adormecem
acordadas

[como sonâmbulos
e os dias passam por elas como água morna
e os amigos estão mais distantes
e os amigos estão mais calados
e os amigos
[quem são?
onde andarão?

Há dias em que tudo parece mais azedo
em que tudo deveria acontecer mais cedo
em que o sal é menos sal e a canela tem menos aroma
há dias em que te apercebes
que és mais pequeno do que pensavas

Sabes, quando o ar é mais pesado?

Haverá sempre
erros por corrigir
e
erros que não podes corrigir.
E passos em falso e traições que fazes a ti mesmo.
E um abraço que te falta ou um braço que te sobra.

Ás vezes, parece que navegas sem carta e que
nenhuma corrente te irá embalar.
Respira fundo.
Vá, respira fundo.

Vês?
Está mais leve.

Mais um Levanta-te e Ri


Esta 2a feira, vamos estar em Alcaíns, junto a Castelo Branco, terra-natal desse grande humorista - Ramalho Eanes.
Além de mim, contem com João Seabra, Miguel 7 Estacas, Paulo Baldaia e Henrique da Silva.
Ou seja, um bordel.

O sol quando nasce...

...em Lisboa, é só para quem o vê nascer.
Não fazia ideia que o café na minha rua abria tão cedo. Daqui a pouco, no fim deste post e depois de lavar a cara e espreguiçar o corpo, desço para uma primeira bica e, quem sabe, um bolo.

É estranha esta sensação, a de passar a noite inteira a escrever e descobrir que a noite saíu sem dizer nada, sem se despedir.
Levantei os olhos do monitor e é dia.

Já não tenho idade para estas directas ao teclado; aposto que desfaleço no sofá antes do almoço.
Ou seja, não me posso entregar ao sofá. Há que ficar de pé, resistir, se me deixo aprisionar pelo sono acabo por dormir o resto do dia e aí é que o fuso horário cai por terra. Se me rendo, fico até sexta a viver em simultâneo com Tóquio, até conseguir reatar as pazes com o ciclo natural das coisas e com a noite portuguesa.

Ou seja, nada melhor que uma noite sem dormir para confirmar o óbvio:
-Estou a ficar velho para estas maratonas.
Há que ter juízo.

Ou não. Que se lixe.
Venha daí mas é a bica.

...e outro:


É como andar de bicicleta, e quando se recomeça não se consegue parar...

Desvios


Depois de exorcizar demónios no Photoshop e re-exercitar os deditos, aqui fica um desktop para quem quiser.
Já sabem: clicam na imagem para a ver em todo o tamanho e "save as". Pronto.

Apeteceu-me.

Pois...

A vida é dura

Esta sexta, jantar de comediantes algures em Lisboa. Para resolver o pós-refeição, campeonato Pro Evolution Soccer 5 com quatro jogadores simultâneos. Promete. Haverá certamente lesões.

Ao vivo, a cores e em mono

Porque tem havido malta a queixar-se de falta de espectáculos de stand-up ali na zona de Santarém e Caldas da Rainha, aqui fica o aviso à navegação:

- este sábado, 6 de Maio, vou estar em Torres Vedras, no Bar da Física, ali juntinho à belíssima praia de Santa Cruz. É à noite, como de costume, e adorava conviver com os muy estimados visitantes deste meu modesto belógue embalado por uma caipirinha após o espectáculo.

Ah, e a todos os que anseiam por noites de open mic e primeiras tentativas, é de aproveitar estas ocasiões - se eu estiver bem disposto e se a casa assim o permitir, terei todo o gosto em abrir espaço para a malta nova nestas andanças...

Agenda Online

Para quem ainda não sabe, a Google lançou recentemente mais um serviço à borla, o Google Calendar. Tal como o Gmail, esta agenda on-line é uma ferramenta preciosa, fácil de trabalhar e, ainda por cima, partilhável em grupos.
Se ainda não conhecem, espreitem. É por estas e por outras que a net vale a pena.

...só para avisar:

25 de Abril e 1º de Maio

Dia da Liberdade e Dia do Trabalhador.

Ás vezes,o calendário quer fazer-nos acreditar em coisas que não existem.

Fraca mobilidade interna agrava desemprego

02.05.2006
O desemprego português é agravado pela fraca mobilidade interna dos trabalhadores, indicam dados recolhidos pelo PÚBLICO junto do Instituto de Emprego e Formação Profissional.
A minha solução? Cereais com fibra e iogurtes com rótulo verde.
Pelo que dizem os anúncios, melhor o trânsito intestinal e a mobilidade interna.
Ou seja: no fundo, no fundo, a solução para o desemprego em Portugal passa pela sanita.

Caubóiadas

Kenny Rogers antes:

Kenny Rogers agora:


O raio da moda Brokeback Mountain parece mesmo que pegou.

Quatro dias no monte fazem bem. Refrescam os sentidos.
Algures entre o Marvão e Portalegre, descobre-se o país dos castelos, das lutas esquecidas e dos sinuosos caminhos serranos.
E regarrega-se a bateria.

A ideia é não fazer muito. Encostar a cabeça à cadeira, embalar no aroma do pão alentejano, ao som do coaxar de sapos e das laranjas a cair. Claro que se fazem amigos, mas o mais importante é o prazer da viagem, o calor da terra e da companhia, o aroma a romance e o paladar da tranquilidade.
Claro que agora já estou de volta, recarregado, a inalar novamente a plenos pulmões o cheiro dos escapes e a trautear cantigas ao ritmo das buzinas e do chiar dos autocarros da carris.

Recuerdos

Já quase me sinto em casa - os camarins do Casino da Figueira foram o princípio de uma noite agradável (com menos público que o habitual, é certo), intimista e de uma hora e pouco de stand-up. Obrigado ao Chico pelas fotos!
No dia seguinte, pé na estrada e lá fui eu a caminho de Seia:
O arranque do festival foi positivo, na companhia do Hugo Sousa. Esperemos que, para o ano, a festa se repita.

...só para dizer:

- Puuuuôoooooortuuu!

Ai ai ai cabom


Graças à Joana, descobri um videoclip maravilhoso para o "Creep", versão acústica, dos... bem, se não sabem de quem é, leiam outro post.
O meu amigo Nuno deve ficar doente a ver isto...

Ainda esta semana...

Quinta-feira, 20 de Abril
Á terceira é de vez? Talvez. O Casino da Figueira da Foz parece que não aprende a lição e lá me convidou para mais uma noite de rambóia. A entrada é livre e o espaço é agradável, venham daí beber um caneco.

Sexta-feira, 21 A Casa da Cultura nunca mais será a mesma. Eu e o Hugo na mesma noite? É coisa para mandar abaixo o sítio. Ou não.

Rotundas? Semáforos? Quê?

Entendam uma coisa: se não estiveram aqui, não sabem o que é realmente conduzir.
E ainda se queixam... Pfff...