Zum-zum e lá vem mais um

Mais do que fazer um bom filme, o segredo de Hollywood está em fazer bom marketing. E se dantes bastava uma caderneta de cromos e posters que enchessem o olho, hoje em dia la movida tem que se manifestar mais cedo, nas mais variadas formas e em todos os media possíveis e imaginários.
Um bom exemplo de "tomem lá o isco e espero que mordam o anzol" é a nova produção de J.J. Abrams (Lost, Felicity, Alias, etc) que ainda não tem sequer nome mas que já tem trailer e muito sururu na web. Feito com um ar "home-movie", o trailer mostra pouco... mas deixa água na boca. Ora espreitem:

A estreia está prevista, nos EUA, para 18 de Janeiro de 2008.

O Leão mostrou a sua raça

E é uma raça de todo o mundo. Rodrigo Leão deu ontem à noite num concerto grátis junto à Torre de Belém, acompanhado pelo seu Cinema Ensemble e pela Sinfonieta de Lisboa, além de convidados como Ângela Silva, Pedro Oliveira e Beth Gibbons. Um concerto de duas horas para um rio tranquilo e um oceano de gente.
Para além de um som que, sejamos sinceros, estava para aquém do que se pedia, com alguma falta de preenchimento e força, o que é que se pode apontar como defeito? Nada.
O homem mostra que sabe e faz-nos lembrar que, realmente, somos um país de fraca memória e que não valoriza merecidamente o que tem: "lá fora", Rodrigo Leão teria direito a passadeiras vermelhas.
A sua música junta todo o planeta e não tem problemas em criar melodias com sotaque brasileiro ou ritmos argentinos e cruzá-los como que há de mais português.
Beth Gibbons, a voz dos Portishead, esteve à altura, assim como todos os outros intérpretes e músicos, mas foi o comovido Pedro Oliveira que levou a noite a um dos mais altos pontos, ao relembrar os Sétima Legião com o público em uníssono.
Um valente espectáculo. O Leão é, ainda, o rei desta nossa selva lusitana.

Sempre em Pé

Ora aqui está, para quem não viu ou para quem quiser rever, aqui está a minha participação no último "Sempre em Pé":

O calendário diz que...

...hoje actuo em Torres Novas, no TorreShopping (a sério!), no Ozone, na companhia de Sandro "Pirex".
Sábado, pois que lá estarei no SBCB, em Castelo Branco, com António Raminhos.
Podia fazer aqui uma dissertação sobre as qualidades sui-generis de ambas as localidades e coiso e tal mas não me apetece.

Pequena obra-prima


Excepção feita a Magnolia, Adaptation, American Beauty e pouco mais, não são muitos os filmes capazes de lançar uma grande aposta e manter a fasquia elevada sem perder a dignidade. A maioria lança premissas que não consegue cumprir e deixa no espectador um travo de desilusão, um "estava à espera de mais". Felizmente, ainda vão surgindo algumas lanças em África, como esta, "Stranger than fiction" ou, na sua simplória tradução portuguesa "Contado ninguém acredita".
Realizada pelo alemão Marc Forster (Monster's Ball, Finding Neverland), o filme é uma lufada de ar fresco e deixa ficar um arrependimento por ter passado quase despercebido nos cinemas, estando já à venda em DVD. É deliciosamente brilhante.

É a história de um homem real que descobre que é um personagem de ficção. É a história de um dilema literário. De um relógio de pulso. De um amor improvável. Das aspirações humanas. E biscoitos de chocolate.
Já vou tarde para aconselhar a ida ao cinema (parabéns aos que foram), mas não deixem de o ver. Hoje mesmo, antes que a vossa história chegue ao fim.

Aiaiaiaai...

...que estou mesmo ansioso por ver isto. "Transformers" promete ser uma viagem de montanha-russa. Cinema a sério, para não ser levado a sério.


Irra

Que nunca mais é depois disto!

Hang Drum


Este instrumento chama-se Hang e foi inventado no ano de 2000, fruto de um estudo aprofundado de vários instrumentos dos quatro cantos do mundo... e tem um som simplesmente inacreditável! Ora vejam... e oiçam!

Se tal como eu já estão a pensar em comprar um, desenganem-se: além de custar cerca de 1500 euros, o hang drum está com uma fila de espera até 2008, uma vez que os seus dois únicos artesãos fabricantes já não têm mãos a medir...

Wall E

A Pixar continua em marcha: em 2008 o filme-sensação chama-se Wall-E e o teaser já está disponível:

Um docinho de carro

Grande anúncio da Skoda - só não aconselhado a diabéticos.

Tudo o que vês é falso

Brilhante exemplo de manipulação digital nos media:

Obrigado ao Jota por ter enviado.

PDI

Quase com 33 anos, redescobri o prazer de jogar futebol com amigos.
Curiosamente, o meu corpo fez-me também relembrar que estou quase com 33 anos.
É estranho, quando de repente as pernas falham, o fôlego se torna curto e uma hora de corrida se transforma num precipício para a síncope cardíaca.
Para a semana estou lá outra vez.

Tem grace


Que querem? Fica no ouvido, parece um som dos Queen movido a esteróides e o gajo safa-se com esta interpretação ao vivo e a solo. O álbum pode não prestar, mas este tema tem o seu quê.
Quê.

Dose Tripla


Hoje nem Sto António nos segura: ao vivo a cores e em dose tripla, é noite de comédia no Maria Matos Café!!!
Já sabem que, aqui, a coisa começa mais cedo: 22 horas. Tragam amigos, inimigos e tupperwares (para guardarem piadas frescas).
Aquilo enche rapidamente, depois não digam que não avisei.

Quando o Inverno Chegar

É daquelas coisas que raramente se tem oportunidade de ver - a união de grandes novos talentos para uma grande produção teatral.
Está em cena no teatro São Luiz, em Lisboa e até 30 de Junho, a peça "Quando o Inverno Chegar", que reúne em palco nomes como Nuno Lopes, Beatriz Batarda, Gonçalo Waddington e Dinarte Branco. Como se não bastasse, a encenação é de Marco Martins, o realizador de "Alice", que se estreia nas lides teatrais, e o texto é de um dos grandes novos escritores portugueses, José Luis Peixoto (já leram o "Cemitério de Pianos"?).

O que é que falta?
Público. Não sei se por falta de divulgação ou se por puro e simples azar, mas este sábado a sala do São Luíz contava apenas com cerca de trinta almas penadas e pagantes de bilhetes. Sala practicamente vazia, portanto, capaz de provocar vergonha alheia. Quando as luzes se acenderam, no fim, dava vontade de subir ao palco e pedir desculpa aos actores. Eles estiveram tão bem e nós,os poucos de nós que ali estávamos, tentámos bater palmas com mais força, a ver se enchíamos um pouco mais a sala.

A peça é, de facto, muito boa. Comprida (duas horas e meia), mas muito boa, com um texto brilhante, quase beckettiano, bem interpretado, bem encenado.
A cenografia, de João Mendes Ribeiro, é assombrosa: no palco do S. Luiz ergue-se uma floresta de gigantes troncos, com um sanatório de três pisos no centro, embalado num desenho de luz muito bem conseguido.
A acompanhar a peça, lá atrás dos arbustos, semi-escondidos, um quinteto musical clássico, pontuado ocasionalmente pela presença da cantora lírica Carla Simões.
Muito bom. Em grande.

Se estiverem em Lisboa ou se puderem cá vir, comprem bilhete e vejam "Quando o Inverno Chegar". Merece.

Hummmmm

A expressão "Feriado do Corpo de Deus" continua a ser uma frase que, a mim, soa muito mal. É que, além da carga erótica, fico sempre a pensar se Deus terá um corpo Danone.

Live in Lisboa

Esta sexta-feira preparem a t-shirt de gala e os ténis de domingo: é dia de espectáculo!
Ou melhor, é noite de espectáculo.
Por volta das onze horas, o recém-inaugurado "Live in Lisboa" vai estrear comédia no seu espaço, com uma actuação em stereo! Eu e o Sandro "Pirex" Pires vamos dividir o palco para o que promete ser um grande início de fim-de-semana. Ou pelo menos uma noite agradável. Ou diferente. Ou isso.
O espectáculo, como manda a lei, começa por volta das onze.
Para quem não sabe onde fica o "Live In" (o que é natural, uma vez que o sítio ainda cheira a fresquinho), é fácil: na zona da marina da Expo. Ali pertinho da bomba da Repsol. Quem vem da rotunda do viaduto, ali ao pé. Mais ou menos isso. Como quem diz.
Apareçam, porra! (não pago copos a ninguém)

Megatron!!!




"-Vem aí um filme sobre... os Transformers.
- Tás a gozar? Que palhaçada... Estes gajos de Hollywood têm cada ideia! Que palermice, aquilo funcionava como desenhos animados e estávamos nos anos 80!!!
- Pois... Hummm... Sabes quem realiza?
- Quem?
- Michael Bay. Produção de Steven Spielberg.
- Ah... Bom... quer dizer...
- Já viste o trailer? Ora espreita:
"

Bolas. Este não posso perder.