Z de animal

O mister Z., amigo por herança e um dos melhores fotógrafos que percorre as vielas da semi-notoriedade deste país que não reconhece génios, encontrou-se comigo por acaso no outro dia num destes espaços culturais lisboetas que dão pelo nome de "praça da alimentação". Sempre armado até aos dentes, o dito cujo foi aproveitando a conversa para uns disparos ocasionais. E não é que o animal (que não tem outro nome e que no norte é uma forma de elogio) decide espetar a foto no seu blogue???

Eu, que não sou de tretas, fiz logo questão de me insurgir: não admito que o blog dele, casa muy digna e repleta de fotos magníficas, fique manchada com uma imagem de um pseudo-comediante velhaco armado de poupa acabada de acordar e cigarro naboca! É inadmissível!!!
Para compensar, dêem lá um saltinho ao Uma Por Rolo e descubram que o Z., apesar de tudo, é mesmo bom na arte da captura...

Em Lisboa, Live

Esta sexta-feira, no Live In Lisboa, eu e o António Raminhos vamos estragar o início de fim-de-semana com mais um espectáculo. É à hora do costume (lá para as onze) mas convém chegar um pouco mais cedo, sob risco de não apanhar mesa: o sítio não é muito grande e costuma estar à pinha. O Live In Lisboa, para quem não sabe, fica ali perto da marina da Expo, na Alameda dos Oceanos, entre o posto da Repsol e a torre da Galp. Mas o melhor mesmo é visitar o site do bar, que tem um mapa e tudo. Modernices, vá.
Apareçam!

9-11

Foto por Carlos Moura
Não é montagem, a fotografia é que tem destas coisas. Estátua em frente ao Jardim da Estrela com a casualidade lá ao fundo...

...

Foto por Carlos Moura

É uma facto: o Jardim da Estrela tem muita pinta.

Alô Montijo!


Eu e o meu compañero Paulo Oliveira estaremos amanhã no "Arte no Cais", no Montijo, para mais uma sessão de poesia escandinava e dissertações sobre a importância dos escaravelhos albinos de Kuala Lumpur. E stand-up comedy.
É no Montijo. No Cais. Depois das onze. Buga.

Extra, extra!

Já chegaram os resultados de Maddie: chumbou a matemática.

O tumor levou o tenor


Pavarotti entregou a voz à memória.
Provavelmente, porque não conseguiu fazer isto:

"How to Cope with Death" - maravilhosa surta de animação, vencedora de inúmeros prémios.

Blindness

Já não é propriamente novidade mas é oficial e garantido: Fernando Meirelles, realizador de "Cidade de Deus" e "O Fiel Jardineiro", está a rodar "Ensaio sobre a Cegueira", de Saramago.
Enquanto aguardamos o filme, nada melhor do que ir espreitando o dia-a-dia do processo, uma vez que o realizador rasileiro criou um blogue onde vai publicando o "making-of" da película. Novidade: Danny Glover parece estar confirmado no projecto.
Chama-se "Diário de Blindness" e pode ser visitado aqui!

Mais uns cliques

Adoro o elevador do meu prédio...
...e as plantas nas traseiras.

fotos por Carlos Moura

Uso genial de 3d, num daqueles anúncios raros de bom gosto:

Royksopp

É um dos melhores vídeos de todos os tempos: "Remind Me", dos Royksopp...

Madeleine McCann

Tenho cá para mim um palpite que o caso Maddie vai finalmente esmorecer e acabar perdido nas brumas da nossa curta memória, tal como o caso Rui Pedro.
Porquê?
Começou o campeonato: agora já temos bola.

Activistas de penico

Deliciei-me hoje com uma entrevista do Jornal das 9, na Sic Notícias, ao suposto porta-voz do suposto movimento "Verde Eufémia", conduzida por Mário Crespo, num estilo capaz de fazer inveja ao mais astuto inquisidor da Statsi e onde só faltava um parceiro a Crespo para, num jogo good cop/bad cop, sacarem Toda A Verdade ao ecologista franzino.
Foi cerca de meia hora, em directo, com um Mário Crespo a ponto de caramelo (estilo mais um segundo e esbofeteio-te, ó canalha comuna!) e um tal de Gualter Batista em ponto sem retorno (estilo este gajo no 6o Minutos parecia mais afável).
Foi um daqueles momentos televisivos que ficam para a história da comunicação: um pivot de dedo em riste, um auricular alto demais com um editor algures numa cabine prestes a estourar as cordas vocais, um entrevistado escorregadio como truta fresca e uma conversa de surdos. Obrigadinho.
Mas serviu de mote para uma reflexão sobre toda esta história dos tais activistas que destruiram cerca de um hectare de milho transgénico na Herdade da Lameira, Silves.
Não vou aqui desenrolar teorias sobre as benesses ou impactos negativos dos alimentos transgénicos, tanto mais que toda essa polémica ainda continua bem acesa e alvo de intensa discussão por parte dos especialistas - coisa que eu não sou.
Mas gostava de deixar umas sugestões à rapaziada da associação (chamar-se-ão eufemistas?), ao senhor Miguel Portas (que entretanto também se meteu ao barulho) e aos agricultores que investem neste género de cultivo.
Tomem notas:
1º Párem de chamar a estas iniciativas desportivas (são evidentemente provas todo-o-terreno) "acções de desobediência civil". Procurem nomes mais impactantes, poéticos, como "Exibição de Bio-terrorismo classe-média" ou "Campeonato de Galga-Milho para Mascarilhas". Desobediência Civil é tomar banho nas fontes públicas ou não lavar as mãos depois de urinar, por exemplo;
2º Por uma questão de credibilidade, arranjem um porta-voz que não se chame Gualter e que se pareça menos com um tesoureiro da associação de estudantes de escola de design. Procurem alguém mais impactante e contundente: ouvi dizer que o Manuel Subtil está disponível. Ou o Nel Monteiro, que serve sempre de ameaça suplementar;
3º Sejam coerentes e continuem a modelar todas as vossas acções pela filosofia que vos orienta. Podem entrar em churrascarias-rodízio e espetar garfos nos olhos dos clientes ou aproveitar a indumentária e ir pelas carruagens do Metro fora a roubar os telemóveis dos incautos passageiros (os telemóveis contribuem para o aquecimento global e emitem radiações). Ah, esqueçam esta última, recordo-me agora que isto já há quem faça (concerteza alguém da Quercus);
4º Uma grande técnica para conseguirem ainda mais tempo de antena televisivo é optar por homens-bomba, como os extremistas-muçulmanos (que não comem porco). Isso sim, é que era aviar campos de milho, além de dar um uso apropriado aos vossos associados;
5º Relembro por último aos agricultores visados que existe um remédio extraordinário contra jovens mimados armados em activistas greenpeace de trazer por casa, que é indolor para a quem a usa e que garante resultados fantásticos contra a invasão de propriedade privada, especialmente quando usada a curtas distâncias. Chama-se "caçadeira".

Férias Aufwiedersehen

Depois das férias, fotos. Para o ano há mais.E digam lá o que disserem, este país é lindo.








Todas as fotos por Carlos Moura - 2007

Dark Road

Annie Lennox está de volta!
O novo álbum da diva, agora com 53 anos, chama-se "Songs of Mass Destruction" e estará à venda dia 1 de Outubro. Por enquanto, primeiro single é este brilhante "Dark Road". Aumentem o volume, carreguem em play e relaxem:

Meu rico mês de Agosto

Só para animar as hostes: no próximo domingo, para além de chuva, está prevista a queda de granizo no norte e centro. E trovoadas.

Coisas que irritam

Ao voltar de férias, é triste descobrir que todo o nosso estado zen dos 15 dias de retiro desaparece com algumas coisinhas como estas:
- as chiquititas da SIC
- o assobio irritante do anúncio da Optimus
- o vento em Lisboa
- as chiquititas
- a Bárbara Guimarães a promover a Família Superstar
- a possibilidade de existir neste país uma Família Superstar
- a Bárbara Guimarães a promover seja o que for
- as chiquititas (sim, recuso-me a referi-las com letra maiúscula)
- as tampas de saneamento colocadas estrategicamente na via de rodagem (impossível não acertar em cheio)
- as supostas perguntas de cultura geral d' A Herança
- a descoberta de que 75% dos mails recebidos são spam
- a descoberta de que os 25% restantes são pouco mais interessantes que spam
- gente que não sabe escrever e que continua a fazer erros dignos de palmatória
- o facto do livro da maluca da Joana Solnado* estar no Top 10 de vendas
- as plásticas, intragáveis e inenarráveis chiquititas
- os personagens dos Morangos com Açúcar que insistem em dizer "puto" no final de cada frase
- a Bárbara Guimarães (já não sei porquê, mas pronto)
- operadoras de caixa de supermercado que fazem de cada operação de registo um sprint do Obikwelu (como é que se escreve o nome deste português)
- supostos ecologistas que fazem terrorismo em campos de milho
- supostos políticos que fazem de terrorismo em campos de milho o bastião da nação
- políticos sem graça, sem capacidade de comunicar, sem ideias, sem carisma, sem convicção (todos)
- anúncios a empresas de crédito
- a frase "Há coisas fantásticas, não há?". Há, mas são poucas e não estão relacionadas com transmissão de dados por cabo, certamente
- a ausência de programação verdadeiramente prime-time na televisão nacional
- a especulação e prostituição jornalística sobre o caso Maddie (mas cá para mim foram os irmãos que a comeram)
- as chiquititas

...e pouco mais.

* onde se lê "Joana Solnado" deve-se ler "Alexandra Solnado". A Joana é a actriz (e filha), a Alexandra é a maluca (e mãe). Obrigado ao anónimo pela correcção.

Acabou-se o que era doce

E eis-me de regresso a Lisboa, supreendido com temperaturas dignas do Ártico (pelo menos nesta altura do ano) e já com uma boa quantidade de to-do's em cima da mesa. Agora apetecia-me tirar 3 ou quatro dias de férias só para tratar de coisas pessoais e descansar. Das ferias.
Mas afinal, o que é que se passa com o raio do tempo?

Fui.

Volto daqui a uns 15 dias, com um tom de pele menos albínico, um ar que espero mais saudável e muita coisa escrita. E lida.
Enquanto estiver ausente, peço a todos os que aqui vierem que não desarrumem a casa e fechem a porta à saída.
Abracinhos.

Estou quase quase quase quase

...a desaparecer. Mais um dia e, puf!, ninguém me põe a vista em cima.