Um dia...

...havemos de olhar para trás e dizer "Lembras-te de como tudo começou?"


Vai ser giro.

Au revoir!


Mais um mestre que abandona a sala:
Marcel Marceau, o rei dos mimos (1923 – 2007).
Este ano, a continuar assim, é o ano em que perdemos os grandes. Do cinema à música, do teatro à literatura, a coisa anda negra. Ou melhor, de luto.
Já agora, se quiserem, aqui fica o link para uma coisa rara, a voz de Marcel Marceau numa entrevista/conferência na Universidade de Indiana, em 2001 (presumo), onde fala da sua evolução, da comparação da arte do mimo à dança, do futuro da arte e várias outras coisas. Podem ouvir tudo ou apenas as partes que vos interessam, e está em formato RealPlayer.

The Bourne Enjoatum

Fui ver o último capítulo da saga Jason Bourne, o "Ultimatum", filme onde o Matt Damon basicamente esfrangalha James Bond e dá mostras de como deveria ser um agente secreto no século XXI.
O filme é bom e segue na qualidade dos anteriores mas (há sempre um "mas") a realização merece um puxão de orelhas. Desta vez abusaram: não há paciência para duas horas de câmara ao ombro, imagem tremida e trepidante, solavancos constantes. A ideia pode ser colocar o espectador no meio da acção, mas acaba por o colocar no meio do enjôo. Se há alturas em que isso funciona, há outras em que só serve para baralhar (quem é que está a bater em quem, o que é que aconteceu?), correndo-se o risco de perder muitas vezes alguns pormenores fantásticos da coreografia de luta ou das fantásticas perseguições.
Mas, mesmo assim, vale a pena ser visto - é um filme de acção crescido, para adultos, e as poucas incoerências são facilmente desculpáveis (há coisas que acontecem com um timing fora da realidade, como a polícia chegar a um local 3 minutos depois da chamada). Jason Bourne é um agente secreto à séria, que dá porrada como um mestre e esquiva-se como uma raposa. Se forem ver o filme, já sabem: nunca nas filas da frente.

Estes congressistas são loucos

Na sexta-feira estive num congresso de alunos de medicina para falar sobre duas coisas sobre as quais não percebo nada: sexo e humor. Para equilibrar as coisas, fui acompanhado pelo Luís Filipe Borges e pelo Fernando Alvim - assim o público não se sentiu muito defraudado.
Apesar de tudo, foi uma conversa fantástica, seguida de um jantar na companhia de jovens futuros médicos. Daqui a uns tempos, quando começar a precisar a sério de tratamento para os problemas naturais da minha idade, terei sempre a hipótese de tentar puxar uma cunha. Tenho que me lembrar disto quando for ao toque rectal, por isso convém tratar primeiro do sr. Alzheimer.
No meio de tanta coisa e tanta malta nova, verdadeiros marrões modernos da nova geração - simpáticos, bem-dispostos e inteligentes - apercebi-me claramente que estou a ficar velho. Há ali malta que quando eu acabei o secundário ainda estavam a aprender a ler. O raio do tempo passa e, para isso, não há remédio.
Onde é que eu pus a algália?

Outdoor

Isto sim, é uma boa utilização de um painel pulicitário...

O verdadeiro significado de LOL

Eu sei: isto não se faz a ninguém e passado é passado, mas... não resisto. Ora vejam lá este arquivo da SIC:

As voltas que a vida dá... Já agora, um abraço para o Rocha, gajo que eu adoro (apesar desta minha maldade).

It´s Engrish Time!

O melhor inglês... do continente asiático!
Uma recolha genial, no site Engrish.com (vale a pena visitar).







Descoberto através da Silvinha. E sem filtro!

Realmente, a fé...

...não tem limites.

- Prémio "Agora é este mas amanhã vem cá o Elvis":



- Prémio "Rói-te de inveja, Darwin"


- Prémio "Com este curriculum, devia ser professor da Independente"

Cliquem na imagem para ler o fabuloso CV



Enviado por Z. (obrigado!)

Ainda sobre O Sindicato

Com cerca de um aninho de existência, o "O Sindicato" mostra-se agora de forças renovadas e mais crescido, maduro, apurado.
Para quem (ainda) não sabe, "O Sindicato" é um grupo de comediantes stand-up que surgiu de uma pergunta simples: como é que se faz para garantir a aprendizagem e evolução da comédia?
A comédia em Portugal sofre de algumas doenças graves.
Primeiro, não é ainda respeitada como arte nobre: um comediante é sempre visto ou como um adaptador de anedotas ou como um actor de segunda. Apesar de ser um chavão comum dizer que é muito mais difícil fazer comédia do que drama, a verdade é que, depois de anos e anos de parodiantes e "cromos" do riso, o estatuto de comediante ainda é visto como um sub-género. Não há tradição, não há escola, não disseminação e, como tal, não há lá muito respeito. Pouca gente leva os comediantes a sério.
Segundo, com esta condição de eternos secundários, não há um circuito de comédia, não há bares de comédia e certamente não há sítios onde um iniciante possa pôr em práctica ideias novas e testar material. Caímos no erro de levar estreantes a programas de TV, sem os deixarmos dar com a cabeça nas paredes primeiro.
O trabalho em bares, auditórios e cafés-concerto é fundamental. A comédia é um desporto de alta -competição, que exige treino, habituação e por vezes, muitas "lesões" e tentativas falhadas.
O pior é que, se não se criarem condições para os novos talentos e se não se estruturarem formas de partilhar conhecimentos e adquirir experiências, estamos a matar o futuro da comédia. É obrigatório garantir "o futuro da espécie".
Solução? Juntar comediantes experientes com novatos. Unir esta malta toda. Sindicalizar. Trabalhar em grupo. Preços mais baixos mas mais horas de vôo. Dividir esforços.
E assim surgiu "O Sindicato" - mais de uma dúzia de comediantes, unidos, a atacar todos os sítios onde haja um microfone e público.
Ao fim de um ano, nota-se a evolução. As horas de palco começam a mostrar rendimento, a dar frutos. Andam aí gajos muito bons. E, juntos, são ainda mais fortes.
Para este novo ano, começam a surgir desafios como improv comedy e sketches, além do primeiro piscar de olho à ficção nacional.
Preparem-se. Qualquer dia, conquistamos o país, num 25 de Abril ainda mais silencioso que o último.

Gloriosos Malucos


Isto, apesar de ser comédia, começa a ficar sério. Já agora, gostam do poster?

Z de animal

O mister Z., amigo por herança e um dos melhores fotógrafos que percorre as vielas da semi-notoriedade deste país que não reconhece génios, encontrou-se comigo por acaso no outro dia num destes espaços culturais lisboetas que dão pelo nome de "praça da alimentação". Sempre armado até aos dentes, o dito cujo foi aproveitando a conversa para uns disparos ocasionais. E não é que o animal (que não tem outro nome e que no norte é uma forma de elogio) decide espetar a foto no seu blogue???

Eu, que não sou de tretas, fiz logo questão de me insurgir: não admito que o blog dele, casa muy digna e repleta de fotos magníficas, fique manchada com uma imagem de um pseudo-comediante velhaco armado de poupa acabada de acordar e cigarro naboca! É inadmissível!!!
Para compensar, dêem lá um saltinho ao Uma Por Rolo e descubram que o Z., apesar de tudo, é mesmo bom na arte da captura...

Em Lisboa, Live

Esta sexta-feira, no Live In Lisboa, eu e o António Raminhos vamos estragar o início de fim-de-semana com mais um espectáculo. É à hora do costume (lá para as onze) mas convém chegar um pouco mais cedo, sob risco de não apanhar mesa: o sítio não é muito grande e costuma estar à pinha. O Live In Lisboa, para quem não sabe, fica ali perto da marina da Expo, na Alameda dos Oceanos, entre o posto da Repsol e a torre da Galp. Mas o melhor mesmo é visitar o site do bar, que tem um mapa e tudo. Modernices, vá.
Apareçam!

9-11

Foto por Carlos Moura
Não é montagem, a fotografia é que tem destas coisas. Estátua em frente ao Jardim da Estrela com a casualidade lá ao fundo...

...

Foto por Carlos Moura

É uma facto: o Jardim da Estrela tem muita pinta.

Alô Montijo!


Eu e o meu compañero Paulo Oliveira estaremos amanhã no "Arte no Cais", no Montijo, para mais uma sessão de poesia escandinava e dissertações sobre a importância dos escaravelhos albinos de Kuala Lumpur. E stand-up comedy.
É no Montijo. No Cais. Depois das onze. Buga.

Extra, extra!

Já chegaram os resultados de Maddie: chumbou a matemática.

O tumor levou o tenor


Pavarotti entregou a voz à memória.
Provavelmente, porque não conseguiu fazer isto:

"How to Cope with Death" - maravilhosa surta de animação, vencedora de inúmeros prémios.

Blindness

Já não é propriamente novidade mas é oficial e garantido: Fernando Meirelles, realizador de "Cidade de Deus" e "O Fiel Jardineiro", está a rodar "Ensaio sobre a Cegueira", de Saramago.
Enquanto aguardamos o filme, nada melhor do que ir espreitando o dia-a-dia do processo, uma vez que o realizador rasileiro criou um blogue onde vai publicando o "making-of" da película. Novidade: Danny Glover parece estar confirmado no projecto.
Chama-se "Diário de Blindness" e pode ser visitado aqui!

Mais uns cliques

Adoro o elevador do meu prédio...
...e as plantas nas traseiras.

fotos por Carlos Moura

Uso genial de 3d, num daqueles anúncios raros de bom gosto: