O vídeo do ano ou "Já não brinco mais"

SIC Notícias, Jornal das Dez. O senhor doutor Santana Lopes é convidado para comentar a situação do PSD, a política nacional e a qualidade da música de dança, se ainda houver tempo.
Porém, a pivot Ana Lourenço é obrigada a interromper por breves instantes a amena cavaqueira, para um directo do aeroporto na chegada de José Mourinho a Portugal.

Pois que o Pedrito não gostou.
Pois que o Pedrito amuou.
E pois que o Pedrito se foi embora:

Parece que o doutor Santana nunca fez televisão na vida e que não sabe o que significam as palavra "directo" e "actualidade". Ou se calhar até sabe, e por isso conseguiu sacar de um trunfo na manga e garantir que falassem dele e que os Gato o voltassem a usar brevemente para mais uns sketches.
Curiosamente, acho que é a primeira vez que ele dá uma tampa a uma miúda gira. Ou então gosta delas mais roliças e provincianas...

De boas intenções... (parte 2)

Na continuação do meu post anterior (ver abaixo), aqui fica a versão portuguesa, pela voz da Ágata. Mais abrangente, claro está.

O dinheiro desta canção reverte para uma associação de crianças desaparecidas, apesar do título maldoso que escrev... que apareceu no vídeo, mas acho que está mal. Tenho a certeza que, com a campanha certa, haveria muito mais gente a dar muito mais dinheiro à tal associação para a Ágata não cantar.

Enfim, mais uma oportunidade desperdiçada.

De boas intenções está o Top+ cheio

Párem tudo o que estão a fazer, desliguem o solitaire e chamem todos os seres vivos à vossa volta, antes de verem o vídeo abaixo. Aumentem o volume da colunas até ao limite possível. Sentem-se confortavelmente e relaxem.


Já está? Então já podem carregar em play.

Ora bem, aqui está o franco exemplo do que é uma boa produção musical em prol de uma nobre causa. À semelhança de nomes como Elton John, Bryan Adams, Sting e João Pedro Pais, estes dois cantautores, que presumo serem pai e filho (tipo Kelly Family na desintoxicação), decidiram abdicar do dinheiro fácil e de mais um hit single na MTV por uma criação artística altruísta, inspirada pelos anjos, envolvida de amor e carinho.

E, meus amigos, estes bardos dos tempos modernos não estão para meias medidas! Repare-se na qualidade estudada para este maravilhoso videoclip, com um décor inspirado na indústria têxtil. Observe-se a indumentária, um guarda-roupa cuidado, minunciosamente detalhado para manter o estatuto de estrela sem perder a ligação às classes sociais mais desfavorecidas.

E a música? Que dizer da música? Uma pérola, meus caros, uma pérola! O instrumental, uma mistura entre Paco de Lucia e Carlos Paredes! A voz, um misto de Kenny Rogers com o sempre imortal Marante!!!

Bis, bis, bis!

Se a miúda ainda estiver viva, espero que seja surda.

A minha idolatria é maior que a tua


Esqueçam o aeroporto ou o novo hipermercado da vossa freguesia, a maior obra de construção civil de Portugal já está em marcha e fica em Leiria. O novo santuário de Fátima é um gigante que já entrou em derrapagem financeira e ultrapassa neste momento os 80 milhões de euros, o dobro do previsto inicialmente.
Não tenho nada contra lugares de culto, até costumam ser locais agradáveis e limpinhos, dignos de qualquer inspecção da ASAE, mas devo confessar que me faz alguma confusão. A mim, que sou um mero exemplar classe média, 80 milhões de euros parece-me uma batelada de dinheiro, mais do que qualquer acumulado da Árvore das Patacas...
Não que dinheiro seja um problema para a Igreja Católica Apostólica Romana: os responsáveis eclesiáticos já garantiram que a facturinha vai ser paga a pronto, com o apoio de um fundo de investimento em acções que é gerido por uma instituição bancária do norte do país. Ou seja, a Igreja não só tem uma grande bolsa como também joga nela.
A mim só me restam algumas dúvidas, especialmente quando envolvo este projecto na minha cabecinha oca com conceitos como caridade e a tão proclamada acção social da Igreja. Porque me parece que, em vez de um templo maior para adorar ídolos (isto não era pecado?), talvez estes 80 milhões de esmolas fossem um bocadinho de nada mais úteis na luta contra a pobreza, em apoio a idosos, obras sociais, reintegração de pessoas sem-abrigo, fármacos para o terceiro mundo, e mais umas centenas de possibilidades.
Mas talvez não. Afinal de contas, Deus é conhecido pelo seu gosto por decoração de interiores e consta que o novo santuário vai ter um mural gigante belíssimo com talha de ouro - e não há pobrezinho que valha mais que um bom ornamento.
Se eu gostasse de criancinhas de uma forma mais afectuosa, deveria ter ido para padre. É uma excelente carreira. Venha a nós o vosso reino.
Amén.

Conceito

Se os meus pais adivinhassem as voltas que a minha vida dá, tinham-me posto o nome de Chico Pião.

The boys are back in town

Mais algumas fotos da sessão com o Sindicato...

Miguel Branco

Sandro Pires


António Raminhos


Paulo Oliveira


Pedro Ribeiro


Hélio Branco


Gustavo "the Soundbox"


Guilherme Fonseca


Jorge Crespo
o senhorio deste blog
Vasco Correia, o smooth de Évora

Um dia...

...havemos de olhar para trás e dizer "Lembras-te de como tudo começou?"


Vai ser giro.

Au revoir!


Mais um mestre que abandona a sala:
Marcel Marceau, o rei dos mimos (1923 – 2007).
Este ano, a continuar assim, é o ano em que perdemos os grandes. Do cinema à música, do teatro à literatura, a coisa anda negra. Ou melhor, de luto.
Já agora, se quiserem, aqui fica o link para uma coisa rara, a voz de Marcel Marceau numa entrevista/conferência na Universidade de Indiana, em 2001 (presumo), onde fala da sua evolução, da comparação da arte do mimo à dança, do futuro da arte e várias outras coisas. Podem ouvir tudo ou apenas as partes que vos interessam, e está em formato RealPlayer.

The Bourne Enjoatum

Fui ver o último capítulo da saga Jason Bourne, o "Ultimatum", filme onde o Matt Damon basicamente esfrangalha James Bond e dá mostras de como deveria ser um agente secreto no século XXI.
O filme é bom e segue na qualidade dos anteriores mas (há sempre um "mas") a realização merece um puxão de orelhas. Desta vez abusaram: não há paciência para duas horas de câmara ao ombro, imagem tremida e trepidante, solavancos constantes. A ideia pode ser colocar o espectador no meio da acção, mas acaba por o colocar no meio do enjôo. Se há alturas em que isso funciona, há outras em que só serve para baralhar (quem é que está a bater em quem, o que é que aconteceu?), correndo-se o risco de perder muitas vezes alguns pormenores fantásticos da coreografia de luta ou das fantásticas perseguições.
Mas, mesmo assim, vale a pena ser visto - é um filme de acção crescido, para adultos, e as poucas incoerências são facilmente desculpáveis (há coisas que acontecem com um timing fora da realidade, como a polícia chegar a um local 3 minutos depois da chamada). Jason Bourne é um agente secreto à séria, que dá porrada como um mestre e esquiva-se como uma raposa. Se forem ver o filme, já sabem: nunca nas filas da frente.

Estes congressistas são loucos

Na sexta-feira estive num congresso de alunos de medicina para falar sobre duas coisas sobre as quais não percebo nada: sexo e humor. Para equilibrar as coisas, fui acompanhado pelo Luís Filipe Borges e pelo Fernando Alvim - assim o público não se sentiu muito defraudado.
Apesar de tudo, foi uma conversa fantástica, seguida de um jantar na companhia de jovens futuros médicos. Daqui a uns tempos, quando começar a precisar a sério de tratamento para os problemas naturais da minha idade, terei sempre a hipótese de tentar puxar uma cunha. Tenho que me lembrar disto quando for ao toque rectal, por isso convém tratar primeiro do sr. Alzheimer.
No meio de tanta coisa e tanta malta nova, verdadeiros marrões modernos da nova geração - simpáticos, bem-dispostos e inteligentes - apercebi-me claramente que estou a ficar velho. Há ali malta que quando eu acabei o secundário ainda estavam a aprender a ler. O raio do tempo passa e, para isso, não há remédio.
Onde é que eu pus a algália?

Outdoor

Isto sim, é uma boa utilização de um painel pulicitário...

O verdadeiro significado de LOL

Eu sei: isto não se faz a ninguém e passado é passado, mas... não resisto. Ora vejam lá este arquivo da SIC:

As voltas que a vida dá... Já agora, um abraço para o Rocha, gajo que eu adoro (apesar desta minha maldade).

It´s Engrish Time!

O melhor inglês... do continente asiático!
Uma recolha genial, no site Engrish.com (vale a pena visitar).







Descoberto através da Silvinha. E sem filtro!

Realmente, a fé...

...não tem limites.

- Prémio "Agora é este mas amanhã vem cá o Elvis":



- Prémio "Rói-te de inveja, Darwin"


- Prémio "Com este curriculum, devia ser professor da Independente"

Cliquem na imagem para ler o fabuloso CV



Enviado por Z. (obrigado!)

Ainda sobre O Sindicato

Com cerca de um aninho de existência, o "O Sindicato" mostra-se agora de forças renovadas e mais crescido, maduro, apurado.
Para quem (ainda) não sabe, "O Sindicato" é um grupo de comediantes stand-up que surgiu de uma pergunta simples: como é que se faz para garantir a aprendizagem e evolução da comédia?
A comédia em Portugal sofre de algumas doenças graves.
Primeiro, não é ainda respeitada como arte nobre: um comediante é sempre visto ou como um adaptador de anedotas ou como um actor de segunda. Apesar de ser um chavão comum dizer que é muito mais difícil fazer comédia do que drama, a verdade é que, depois de anos e anos de parodiantes e "cromos" do riso, o estatuto de comediante ainda é visto como um sub-género. Não há tradição, não há escola, não disseminação e, como tal, não há lá muito respeito. Pouca gente leva os comediantes a sério.
Segundo, com esta condição de eternos secundários, não há um circuito de comédia, não há bares de comédia e certamente não há sítios onde um iniciante possa pôr em práctica ideias novas e testar material. Caímos no erro de levar estreantes a programas de TV, sem os deixarmos dar com a cabeça nas paredes primeiro.
O trabalho em bares, auditórios e cafés-concerto é fundamental. A comédia é um desporto de alta -competição, que exige treino, habituação e por vezes, muitas "lesões" e tentativas falhadas.
O pior é que, se não se criarem condições para os novos talentos e se não se estruturarem formas de partilhar conhecimentos e adquirir experiências, estamos a matar o futuro da comédia. É obrigatório garantir "o futuro da espécie".
Solução? Juntar comediantes experientes com novatos. Unir esta malta toda. Sindicalizar. Trabalhar em grupo. Preços mais baixos mas mais horas de vôo. Dividir esforços.
E assim surgiu "O Sindicato" - mais de uma dúzia de comediantes, unidos, a atacar todos os sítios onde haja um microfone e público.
Ao fim de um ano, nota-se a evolução. As horas de palco começam a mostrar rendimento, a dar frutos. Andam aí gajos muito bons. E, juntos, são ainda mais fortes.
Para este novo ano, começam a surgir desafios como improv comedy e sketches, além do primeiro piscar de olho à ficção nacional.
Preparem-se. Qualquer dia, conquistamos o país, num 25 de Abril ainda mais silencioso que o último.

Gloriosos Malucos


Isto, apesar de ser comédia, começa a ficar sério. Já agora, gostam do poster?

Z de animal

O mister Z., amigo por herança e um dos melhores fotógrafos que percorre as vielas da semi-notoriedade deste país que não reconhece génios, encontrou-se comigo por acaso no outro dia num destes espaços culturais lisboetas que dão pelo nome de "praça da alimentação". Sempre armado até aos dentes, o dito cujo foi aproveitando a conversa para uns disparos ocasionais. E não é que o animal (que não tem outro nome e que no norte é uma forma de elogio) decide espetar a foto no seu blogue???

Eu, que não sou de tretas, fiz logo questão de me insurgir: não admito que o blog dele, casa muy digna e repleta de fotos magníficas, fique manchada com uma imagem de um pseudo-comediante velhaco armado de poupa acabada de acordar e cigarro naboca! É inadmissível!!!
Para compensar, dêem lá um saltinho ao Uma Por Rolo e descubram que o Z., apesar de tudo, é mesmo bom na arte da captura...

Em Lisboa, Live

Esta sexta-feira, no Live In Lisboa, eu e o António Raminhos vamos estragar o início de fim-de-semana com mais um espectáculo. É à hora do costume (lá para as onze) mas convém chegar um pouco mais cedo, sob risco de não apanhar mesa: o sítio não é muito grande e costuma estar à pinha. O Live In Lisboa, para quem não sabe, fica ali perto da marina da Expo, na Alameda dos Oceanos, entre o posto da Repsol e a torre da Galp. Mas o melhor mesmo é visitar o site do bar, que tem um mapa e tudo. Modernices, vá.
Apareçam!

9-11

Foto por Carlos Moura
Não é montagem, a fotografia é que tem destas coisas. Estátua em frente ao Jardim da Estrela com a casualidade lá ao fundo...

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Foto por Carlos Moura

É uma facto: o Jardim da Estrela tem muita pinta.