Boas notícias para o Benfica

E promessas de melhorar a capacidade em campo: Nuno Gomes tem uma rotura muscular.

O que levará...

...um macho adulto heterossexual, em plena posse do seu juízo, capaz de tomar decisões por si só e com total capacidade mental, autónomo o suficiente para não só passar num exame de condução como ainda circular em via pública sem atentar contra a vida de ninguém, a pendurar no retrovisor do seu automóvel um par de ponpons rosa em forma de dados?
Na estrada, há muitas coisas que me ultrapassam.
Além de veículos, claro.

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O melhor presente possível é sempre um abraço transparente.

Indo eu, indo eu

...a caminho de Viseu.

33

Algumas curiosidades sobre o número 33:

- idade em que supostamente Jesus Cristo fez o seu último e derradeiro espectáculo. Antes de subir a palco, terá dito ao MC Barrabás "Este vai ser de morte";

- número atómico do Arsénico que, quano bem utilizado, pode ser um potente veneno;

- maior número íntegro positivo que não pode ser expressado pela soma de números triangulares diferentes, o que parece interessante embora não faça a mínima ideia do que quer dizer;

- também é a idade com que morreu Alexandre o Grande, provavelmente envenenado. E se calhar, com arsénico;

- nome de uma canal de tv na Catalunha, parte da rede da TV3;

- número aproximado, em milhões, da população da Coreia do Sul;

- velocidade ideal (mais um terço) para tocar um LP de vinil;

- nome de uma das músicas do álbum "Mellon Collie and the Infinite Sadness" dos Smashing Pumpkins;

- A pressão aquática duplica a cada 33 pés de profundidade

- número de vértebras na coluna dorsal humana, por onde passam 33 pares de nervos;

- A Porta 33 é um projecto de produção de arte contemporânea que nasceu em 1989 no Funchal, Ilha da Madeira

- percentagem da superfície terrestre que é ocupada por desertos

- ano da estreia do "King Kong" original

- é o código internacional para a França

Radiohead - os maiores... e mais baratos


E finalmente os Radiohead estão de volta com novo álbum, "In Rainbows", e desta vez com uma revolucionária estreia mundial ao nível da comercialização.
A banda pura e simplesmente decidiu assassinar o processo tradicional das editoras e colocou desde ontem o álbum à venda on-line. Mas não tem nada a ver com a compra de faixas no iTunes - não, quem quiser comprar compra o álbum todo num ficheiro zip.
Mas a surpresa não é esta. A grande surpresa é que o álbum... não tem preço.
Depois do utilizador se registar no site, pode aceder à página de compra, onde decide quantos álbuns quer comprar, como habitualmente, mas desta vez o espaço onde deveria surgir o custo final está em branco, sendo o utilizador que o tem que preencher. A frente deste espaço, apenas um ponto de interrogação.
Surpreendido com o "novo sistema" e sem perceber quanto custaria o álbum, cliquei no ponto de interrogação, para tentar perceber o valor da coisa, e apareceu-me a seguinte mensagem:
"It's up to you".
Não satisfeito, voltei a clicar no pontinho de interrogação e
"No, really, it's up to you".
Espantado, fiz uma breve pesquisa na net e percebi que a banda deixa à disposição dos fãs quanto querem pagar pelo álbum.
Claro que há um mínimo: £0.45, cerca de 65 cêntimos, que é para pagar a taxa do Visa. Mas basta. Quem quiser que eles enviem o álbum para casa terá que sustentar o custo mínimo do transporte, e por cerca de 40 euros recebe a edição deluxe, que além do álbum contém dois vinis e um pequeno book exclusivo...
Tem havido uma grande discussão em fóruns onde os fãs argumentam qual o valor mínimo e digno para dar directamente à banda mas, em comunicado, os Radiohead já disseram que deixam isso à escolha do freguês e que não fará grande diferença em relação ao que a banda ganharia no comércio tradicional.
Por isso, meninos, corram para o site InRainbows e façam download do álbum, em vez de piratear. Ah, e não sejam forretas - gastem mais de um eurito, que vale bem a pena...
Isto sim, é revolução digital.

No Country For Old Men

Vem aí o novo filme dos irmãos Cohen e, como seria de esperar, promete, especialmente por contar com um dos melhores actores da actualidade no papel de um perfect killer: Javier Bardem. Ora deitem um olhito a isto:

Ainda sobre sexta-feira, 12

Estive mais de duas horas e meia a fazer contas e apercebi-me que esta sexta-feira assinalo o meu espectáculo de stand-up em bares nº450. Já por várias vezes tinha andado às voltas com estes números e com as várias datas espalhadas em agendas e blogs e blocos, mas acho que é mesmo isto. Prometo que ainda virei aqui fazer um balanço, e tenho que preparar algo especial para o 500, em 2008...
Portanto, além de festejar 33 anos, festejo também o número de horas de vôo. Com tanta experiência, já devia ter aprendido algo... Irra!

Sexta-feira 12

Só para relembrar que E não digam que não avisei.

Mais de Gondry

É um dos títulos mais esperados do ano, pelo menos por mim. O novo filme de Michel Gondry, o homem responsável por coisas como "Eternal Sunshine of the Spotless Mind", é "Be Kind, Rewind", com dois nomes de peso: Mos Def e Jack Black. A história é simples e eficaz - dois amigos, donos de um videoclub, descobrem que practicamente todas as suas cassetes de aluguer foram desmagnetizadas. Solução? Gravarem eles próprios a sua versão dos filmes mais alugados...

Parece genial e promete...

RIP

Faleceu Raúl Durão, aos 65 anos de idade, vítima de cancro. Foi um dos rostos que marcou o meu "crescimento televisivo" - lembro-me perfeitamente da sua expressão a anunciar ao país o acidente de Camarate e a morte de Sá Carneiro. Esta madrugada, a sua luta pessoal chegou ao fim.

Sexta-Feira, 12...

...vou estar no distrito de Viseu, mais concretamente em Tondela, para uma actuação no bar Inq. Para quem se queixa de que nunca vou ao centro, aí está a oportunidade. A coisa começa às onze, como quem diz. Apareçam.
Curiosamente, é também nesse dia que faço 33 anos, exactamente a idade com que consta que morreu o primeiro stand-up comedian profissional da história.

Terça-Feira, na SIC Radical

Esta terça, a partir das 23h, vou dar umas palavrinhas ao "Boa noite, Alvim", na Sic Radical. Coisa rápida, de 4 minutinhos, para (des)animar o programa.

Vidas on line


Todos os anos, a 17 de Junho e desde 1976, a família Golberg tira uma foto a cada um dos elementos. Em três décadas, vejam a evolução...

Jogos Olímpicos 2008

A China tem vindo, de facto, a preparar-se para os Jogos.



Brilhante campanha da Amnistia Internacional. Se estamos unidos pelas Olimpíadas, também devíamos estar pelos direitos humanos.

Sugestão do Mês


Está nos videoclubes a mais recente produção de Satoshi Kon, "Paprika". Ambos os nomes dirão pouco à maioria das pessoas, mas são facilmente explicáveis. Satoshi Kon é um dos grandes mestres da animação oriental e "Paprika" é uma obra-prima.
Pronto.
Esqueçam a escolinha da Disney e as (também magníficas) produções digitais da Pixar.
Em "Paprika" apesar de alguns "acrescentos" em 3D, o universo é desenhado à mão, frame a frame, 24 vezes por segundo, numa viagem inesquecível ao mundo dos sonhos.
Não é bom, é obrigatório.

Aluguem. E depois comprem. Vale cada tostão.

Tupperware, alguém trouxe?

E viva a boda.
A TVI estreou ontem o seu novo reality-talent-variety-show, "Casamento de Sonho".
Uma emissão divertida e ligeira (só 3 horas e pouco) de directo, com a Júlia Pinheiro a esconder o facto de ser uma das melhores apresentadoras de Portugal dentro de um vestido de tia solteirona, com direito a folhinhos e tudo.
O conceito é inovador. Gente a cantar. Gente a dançar. Gente a cantar e a dançar.
Mas no fim, casam-se.
E não há nada de que o povo goste mais do que um bom casório.
Achei a estrutura mal feita: os noivos deviam prestar provas por objectivos.
Não consigo deixar de imaginar um Fernando José e uma Carina Vanessa a esmerarem-se numa valsa para conseguirem uma tábua de queijos; um Manuel Paulino e uma Carlota Esperança a esticarem as cordas vocais num dueto Kenny Rogers - Sheena Easton por um centro de mesa com camarões e abacaxi decorado.
Emoções ao rubro, poderíamos fazer uma final com distribuição de tupperwares a parentes distantes e uma luta na lama por cassetes estéreo dos Trio Odemira "Quando chega o verão, que lindé a noooooooiva..."
A versão TVI é um pouco mais simples, infelizmente, e remete os noivos para uma moradia com nome de bordel (a "Casa do Amor"). Mas cativa o público, sedento de bodas e bouquets, vestidos brancos e mãozadas de arroz.
Acho muito bem - inovador, arrojado e modernaço.
Tão brilhante, tão brilhante, que devia ter sequelas. Depois de "Casamento de Sonho", devíamos ter direito a "Maravilhoso Adultério", ""Big Bronca", "A minha mãe é que tinha razão" e, para arrasar de vez com as audiências interplanetárias, apostar num directo diário de "A Mulher É Minha, Quem Lhe Bate Sou Eu", seguido de um mini-documentário "A Fisioterapia Afinal Não Custa".

Pedro Alpiarça


(1958-2007)
Estive ontem na Sociedade Guilherme Cossoul para, juntamente com dezenas de outras pessoas, prestar homenagem a Pedro Alpiarça, numa noite de afectos, reencontros e calor humano.
Foi no fim de Setembro que o Pedro mais uma vez surpreendeu tudo e todos e voou para outros destinos. Uma morte trágica, inesperada. Teatral, até.
Dos que ali estiveram ontem, no familiar carinho da Cossoul, eu sou provavelmente o que menos tempo passou na companhia do Alpiarça. Dele guardo a memória de conversas densas mas despretensiosas, de um ser humano afável e sempre acessível, assim como de um actor com capacidades bem maiores do que para bonecos em séries de humor televisivas. Não é fácil, a vida de actor em Portugal.
Guardo-lhe o sorriso. Se há coisa que o Pedro espalhava, era o sorriso.
Mas agora, analisando os factos e revendo a história, percebo que era um sorriso que escondia muitos outros sentimentos, e se calhar nem todos tão felizes.

Vivemos num adiar constante.
Continuamos convencidos que amanhã ainda todos estaremos cá.
Adiamos constantemente aquele abraço, aquele tempo para ouvir.
Achamos que fazer uma pausa na nossa rotina para estar com alguém, só por estar, é uma aparente perda de tempo.
E caímos num erro de oratória constante: em vez de perguntarmos "Como estás?", avançamos sempre com um despachado "Tudo bem?". E esquecemos que, em ambos os casos, uma pergunta deve sempre ter uma resposta.

Para os que ficam, o relógio ainda tem corda.
Aproveitemos os minutos que restam.
Não vai rodar para sempre.

Derbys há muitos, seus palhaços

E depois não querem que a malta do norte torça o nariz a Lisboa e finque o pé na questão do sulismo: este fim-de-semana, a SIC Notícias investiu um bom par de horas de antena para falar sobre o Benfica-Sporting, com análises detalhadas, reportagens em directo, comentadores, analistas e estatísticas.
Pelo meio, ainda se deu ao incómodo de fazer uma peça de 3 minutos com imagens de arquivo sobre o outro derby, Porto-Boavista.
Desculpem lá, mas acho que o líder do campeonato merecia um tratamento um pouco mais... atencioso. Pode não ter os biliões de adeptos do SLB, mas é uma questão de equilíbrio editorial. E se a desculpa é o clássico derby (que deu no que deu), alguém devia informar os senhores da estação de Carnaxide que um Porto X Boavista não lhe fica atrás e que mexe de igual forma com multidões de adeptos. Mas é no longínquo norte, claro está. Afastadinho de Portugal.

Presentinho de fim-de-semana

Bem, já que nestes finais de Setembro o meu blog mais parece uma montra do YouTube, decidi completar esta sequência com um presentinho a todos os meus poucos e bons visitantes:

Lhasa, Lhasa de Sela, é uma norte-americana do Estado de Nova Iorque que na infância percorreu meio mundo e que vai buscar ao México grande parte das suas raízes, num universo imaginário que assenta sobretudo na sensibilidade, na emoção contida e na fenomenal capacidade de reduzir temas à extrema simplicidade.
Ah, e o videoclip tamém é belíssimo.
Bom fim-de-semana e obrigado pela preferência - a gerência agradece. :)