The boys are back in town

Mais algumas fotos da sessão com o Sindicato...

Miguel Branco

Sandro Pires


António Raminhos


Paulo Oliveira


Pedro Ribeiro


Hélio Branco


Gustavo "the Soundbox"


Guilherme Fonseca


Jorge Crespo
o senhorio deste blog
Vasco Correia, o smooth de Évora

Um dia...

...havemos de olhar para trás e dizer "Lembras-te de como tudo começou?"


Vai ser giro.

Au revoir!


Mais um mestre que abandona a sala:
Marcel Marceau, o rei dos mimos (1923 – 2007).
Este ano, a continuar assim, é o ano em que perdemos os grandes. Do cinema à música, do teatro à literatura, a coisa anda negra. Ou melhor, de luto.
Já agora, se quiserem, aqui fica o link para uma coisa rara, a voz de Marcel Marceau numa entrevista/conferência na Universidade de Indiana, em 2001 (presumo), onde fala da sua evolução, da comparação da arte do mimo à dança, do futuro da arte e várias outras coisas. Podem ouvir tudo ou apenas as partes que vos interessam, e está em formato RealPlayer.

The Bourne Enjoatum

Fui ver o último capítulo da saga Jason Bourne, o "Ultimatum", filme onde o Matt Damon basicamente esfrangalha James Bond e dá mostras de como deveria ser um agente secreto no século XXI.
O filme é bom e segue na qualidade dos anteriores mas (há sempre um "mas") a realização merece um puxão de orelhas. Desta vez abusaram: não há paciência para duas horas de câmara ao ombro, imagem tremida e trepidante, solavancos constantes. A ideia pode ser colocar o espectador no meio da acção, mas acaba por o colocar no meio do enjôo. Se há alturas em que isso funciona, há outras em que só serve para baralhar (quem é que está a bater em quem, o que é que aconteceu?), correndo-se o risco de perder muitas vezes alguns pormenores fantásticos da coreografia de luta ou das fantásticas perseguições.
Mas, mesmo assim, vale a pena ser visto - é um filme de acção crescido, para adultos, e as poucas incoerências são facilmente desculpáveis (há coisas que acontecem com um timing fora da realidade, como a polícia chegar a um local 3 minutos depois da chamada). Jason Bourne é um agente secreto à séria, que dá porrada como um mestre e esquiva-se como uma raposa. Se forem ver o filme, já sabem: nunca nas filas da frente.

Estes congressistas são loucos

Na sexta-feira estive num congresso de alunos de medicina para falar sobre duas coisas sobre as quais não percebo nada: sexo e humor. Para equilibrar as coisas, fui acompanhado pelo Luís Filipe Borges e pelo Fernando Alvim - assim o público não se sentiu muito defraudado.
Apesar de tudo, foi uma conversa fantástica, seguida de um jantar na companhia de jovens futuros médicos. Daqui a uns tempos, quando começar a precisar a sério de tratamento para os problemas naturais da minha idade, terei sempre a hipótese de tentar puxar uma cunha. Tenho que me lembrar disto quando for ao toque rectal, por isso convém tratar primeiro do sr. Alzheimer.
No meio de tanta coisa e tanta malta nova, verdadeiros marrões modernos da nova geração - simpáticos, bem-dispostos e inteligentes - apercebi-me claramente que estou a ficar velho. Há ali malta que quando eu acabei o secundário ainda estavam a aprender a ler. O raio do tempo passa e, para isso, não há remédio.
Onde é que eu pus a algália?

Outdoor

Isto sim, é uma boa utilização de um painel pulicitário...

O verdadeiro significado de LOL

Eu sei: isto não se faz a ninguém e passado é passado, mas... não resisto. Ora vejam lá este arquivo da SIC:

As voltas que a vida dá... Já agora, um abraço para o Rocha, gajo que eu adoro (apesar desta minha maldade).

It´s Engrish Time!

O melhor inglês... do continente asiático!
Uma recolha genial, no site Engrish.com (vale a pena visitar).







Descoberto através da Silvinha. E sem filtro!

Realmente, a fé...

...não tem limites.

- Prémio "Agora é este mas amanhã vem cá o Elvis":



- Prémio "Rói-te de inveja, Darwin"


- Prémio "Com este curriculum, devia ser professor da Independente"

Cliquem na imagem para ler o fabuloso CV



Enviado por Z. (obrigado!)

Ainda sobre O Sindicato

Com cerca de um aninho de existência, o "O Sindicato" mostra-se agora de forças renovadas e mais crescido, maduro, apurado.
Para quem (ainda) não sabe, "O Sindicato" é um grupo de comediantes stand-up que surgiu de uma pergunta simples: como é que se faz para garantir a aprendizagem e evolução da comédia?
A comédia em Portugal sofre de algumas doenças graves.
Primeiro, não é ainda respeitada como arte nobre: um comediante é sempre visto ou como um adaptador de anedotas ou como um actor de segunda. Apesar de ser um chavão comum dizer que é muito mais difícil fazer comédia do que drama, a verdade é que, depois de anos e anos de parodiantes e "cromos" do riso, o estatuto de comediante ainda é visto como um sub-género. Não há tradição, não há escola, não disseminação e, como tal, não há lá muito respeito. Pouca gente leva os comediantes a sério.
Segundo, com esta condição de eternos secundários, não há um circuito de comédia, não há bares de comédia e certamente não há sítios onde um iniciante possa pôr em práctica ideias novas e testar material. Caímos no erro de levar estreantes a programas de TV, sem os deixarmos dar com a cabeça nas paredes primeiro.
O trabalho em bares, auditórios e cafés-concerto é fundamental. A comédia é um desporto de alta -competição, que exige treino, habituação e por vezes, muitas "lesões" e tentativas falhadas.
O pior é que, se não se criarem condições para os novos talentos e se não se estruturarem formas de partilhar conhecimentos e adquirir experiências, estamos a matar o futuro da comédia. É obrigatório garantir "o futuro da espécie".
Solução? Juntar comediantes experientes com novatos. Unir esta malta toda. Sindicalizar. Trabalhar em grupo. Preços mais baixos mas mais horas de vôo. Dividir esforços.
E assim surgiu "O Sindicato" - mais de uma dúzia de comediantes, unidos, a atacar todos os sítios onde haja um microfone e público.
Ao fim de um ano, nota-se a evolução. As horas de palco começam a mostrar rendimento, a dar frutos. Andam aí gajos muito bons. E, juntos, são ainda mais fortes.
Para este novo ano, começam a surgir desafios como improv comedy e sketches, além do primeiro piscar de olho à ficção nacional.
Preparem-se. Qualquer dia, conquistamos o país, num 25 de Abril ainda mais silencioso que o último.

Gloriosos Malucos


Isto, apesar de ser comédia, começa a ficar sério. Já agora, gostam do poster?

Z de animal

O mister Z., amigo por herança e um dos melhores fotógrafos que percorre as vielas da semi-notoriedade deste país que não reconhece génios, encontrou-se comigo por acaso no outro dia num destes espaços culturais lisboetas que dão pelo nome de "praça da alimentação". Sempre armado até aos dentes, o dito cujo foi aproveitando a conversa para uns disparos ocasionais. E não é que o animal (que não tem outro nome e que no norte é uma forma de elogio) decide espetar a foto no seu blogue???

Eu, que não sou de tretas, fiz logo questão de me insurgir: não admito que o blog dele, casa muy digna e repleta de fotos magníficas, fique manchada com uma imagem de um pseudo-comediante velhaco armado de poupa acabada de acordar e cigarro naboca! É inadmissível!!!
Para compensar, dêem lá um saltinho ao Uma Por Rolo e descubram que o Z., apesar de tudo, é mesmo bom na arte da captura...

Em Lisboa, Live

Esta sexta-feira, no Live In Lisboa, eu e o António Raminhos vamos estragar o início de fim-de-semana com mais um espectáculo. É à hora do costume (lá para as onze) mas convém chegar um pouco mais cedo, sob risco de não apanhar mesa: o sítio não é muito grande e costuma estar à pinha. O Live In Lisboa, para quem não sabe, fica ali perto da marina da Expo, na Alameda dos Oceanos, entre o posto da Repsol e a torre da Galp. Mas o melhor mesmo é visitar o site do bar, que tem um mapa e tudo. Modernices, vá.
Apareçam!

9-11

Foto por Carlos Moura
Não é montagem, a fotografia é que tem destas coisas. Estátua em frente ao Jardim da Estrela com a casualidade lá ao fundo...

...

Foto por Carlos Moura

É uma facto: o Jardim da Estrela tem muita pinta.

Alô Montijo!


Eu e o meu compañero Paulo Oliveira estaremos amanhã no "Arte no Cais", no Montijo, para mais uma sessão de poesia escandinava e dissertações sobre a importância dos escaravelhos albinos de Kuala Lumpur. E stand-up comedy.
É no Montijo. No Cais. Depois das onze. Buga.

Extra, extra!

Já chegaram os resultados de Maddie: chumbou a matemática.

O tumor levou o tenor


Pavarotti entregou a voz à memória.
Provavelmente, porque não conseguiu fazer isto:

"How to Cope with Death" - maravilhosa surta de animação, vencedora de inúmeros prémios.

Blindness

Já não é propriamente novidade mas é oficial e garantido: Fernando Meirelles, realizador de "Cidade de Deus" e "O Fiel Jardineiro", está a rodar "Ensaio sobre a Cegueira", de Saramago.
Enquanto aguardamos o filme, nada melhor do que ir espreitando o dia-a-dia do processo, uma vez que o realizador rasileiro criou um blogue onde vai publicando o "making-of" da película. Novidade: Danny Glover parece estar confirmado no projecto.
Chama-se "Diário de Blindness" e pode ser visitado aqui!

Mais uns cliques

Adoro o elevador do meu prédio...
...e as plantas nas traseiras.

fotos por Carlos Moura

Uso genial de 3d, num daqueles anúncios raros de bom gosto:

Royksopp

É um dos melhores vídeos de todos os tempos: "Remind Me", dos Royksopp...

Madeleine McCann

Tenho cá para mim um palpite que o caso Maddie vai finalmente esmorecer e acabar perdido nas brumas da nossa curta memória, tal como o caso Rui Pedro.
Porquê?
Começou o campeonato: agora já temos bola.

Activistas de penico

Deliciei-me hoje com uma entrevista do Jornal das 9, na Sic Notícias, ao suposto porta-voz do suposto movimento "Verde Eufémia", conduzida por Mário Crespo, num estilo capaz de fazer inveja ao mais astuto inquisidor da Statsi e onde só faltava um parceiro a Crespo para, num jogo good cop/bad cop, sacarem Toda A Verdade ao ecologista franzino.
Foi cerca de meia hora, em directo, com um Mário Crespo a ponto de caramelo (estilo mais um segundo e esbofeteio-te, ó canalha comuna!) e um tal de Gualter Batista em ponto sem retorno (estilo este gajo no 6o Minutos parecia mais afável).
Foi um daqueles momentos televisivos que ficam para a história da comunicação: um pivot de dedo em riste, um auricular alto demais com um editor algures numa cabine prestes a estourar as cordas vocais, um entrevistado escorregadio como truta fresca e uma conversa de surdos. Obrigadinho.
Mas serviu de mote para uma reflexão sobre toda esta história dos tais activistas que destruiram cerca de um hectare de milho transgénico na Herdade da Lameira, Silves.
Não vou aqui desenrolar teorias sobre as benesses ou impactos negativos dos alimentos transgénicos, tanto mais que toda essa polémica ainda continua bem acesa e alvo de intensa discussão por parte dos especialistas - coisa que eu não sou.
Mas gostava de deixar umas sugestões à rapaziada da associação (chamar-se-ão eufemistas?), ao senhor Miguel Portas (que entretanto também se meteu ao barulho) e aos agricultores que investem neste género de cultivo.
Tomem notas:
1º Párem de chamar a estas iniciativas desportivas (são evidentemente provas todo-o-terreno) "acções de desobediência civil". Procurem nomes mais impactantes, poéticos, como "Exibição de Bio-terrorismo classe-média" ou "Campeonato de Galga-Milho para Mascarilhas". Desobediência Civil é tomar banho nas fontes públicas ou não lavar as mãos depois de urinar, por exemplo;
2º Por uma questão de credibilidade, arranjem um porta-voz que não se chame Gualter e que se pareça menos com um tesoureiro da associação de estudantes de escola de design. Procurem alguém mais impactante e contundente: ouvi dizer que o Manuel Subtil está disponível. Ou o Nel Monteiro, que serve sempre de ameaça suplementar;
3º Sejam coerentes e continuem a modelar todas as vossas acções pela filosofia que vos orienta. Podem entrar em churrascarias-rodízio e espetar garfos nos olhos dos clientes ou aproveitar a indumentária e ir pelas carruagens do Metro fora a roubar os telemóveis dos incautos passageiros (os telemóveis contribuem para o aquecimento global e emitem radiações). Ah, esqueçam esta última, recordo-me agora que isto já há quem faça (concerteza alguém da Quercus);
4º Uma grande técnica para conseguirem ainda mais tempo de antena televisivo é optar por homens-bomba, como os extremistas-muçulmanos (que não comem porco). Isso sim, é que era aviar campos de milho, além de dar um uso apropriado aos vossos associados;
5º Relembro por último aos agricultores visados que existe um remédio extraordinário contra jovens mimados armados em activistas greenpeace de trazer por casa, que é indolor para a quem a usa e que garante resultados fantásticos contra a invasão de propriedade privada, especialmente quando usada a curtas distâncias. Chama-se "caçadeira".

Férias Aufwiedersehen

Depois das férias, fotos. Para o ano há mais.E digam lá o que disserem, este país é lindo.








Todas as fotos por Carlos Moura - 2007

Dark Road

Annie Lennox está de volta!
O novo álbum da diva, agora com 53 anos, chama-se "Songs of Mass Destruction" e estará à venda dia 1 de Outubro. Por enquanto, primeiro single é este brilhante "Dark Road". Aumentem o volume, carreguem em play e relaxem:

Meu rico mês de Agosto

Só para animar as hostes: no próximo domingo, para além de chuva, está prevista a queda de granizo no norte e centro. E trovoadas.

Coisas que irritam

Ao voltar de férias, é triste descobrir que todo o nosso estado zen dos 15 dias de retiro desaparece com algumas coisinhas como estas:
- as chiquititas da SIC
- o assobio irritante do anúncio da Optimus
- o vento em Lisboa
- as chiquititas
- a Bárbara Guimarães a promover a Família Superstar
- a possibilidade de existir neste país uma Família Superstar
- a Bárbara Guimarães a promover seja o que for
- as chiquititas (sim, recuso-me a referi-las com letra maiúscula)
- as tampas de saneamento colocadas estrategicamente na via de rodagem (impossível não acertar em cheio)
- as supostas perguntas de cultura geral d' A Herança
- a descoberta de que 75% dos mails recebidos são spam
- a descoberta de que os 25% restantes são pouco mais interessantes que spam
- gente que não sabe escrever e que continua a fazer erros dignos de palmatória
- o facto do livro da maluca da Joana Solnado* estar no Top 10 de vendas
- as plásticas, intragáveis e inenarráveis chiquititas
- os personagens dos Morangos com Açúcar que insistem em dizer "puto" no final de cada frase
- a Bárbara Guimarães (já não sei porquê, mas pronto)
- operadoras de caixa de supermercado que fazem de cada operação de registo um sprint do Obikwelu (como é que se escreve o nome deste português)
- supostos ecologistas que fazem terrorismo em campos de milho
- supostos políticos que fazem de terrorismo em campos de milho o bastião da nação
- políticos sem graça, sem capacidade de comunicar, sem ideias, sem carisma, sem convicção (todos)
- anúncios a empresas de crédito
- a frase "Há coisas fantásticas, não há?". Há, mas são poucas e não estão relacionadas com transmissão de dados por cabo, certamente
- a ausência de programação verdadeiramente prime-time na televisão nacional
- a especulação e prostituição jornalística sobre o caso Maddie (mas cá para mim foram os irmãos que a comeram)
- as chiquititas

...e pouco mais.

* onde se lê "Joana Solnado" deve-se ler "Alexandra Solnado". A Joana é a actriz (e filha), a Alexandra é a maluca (e mãe). Obrigado ao anónimo pela correcção.

Acabou-se o que era doce

E eis-me de regresso a Lisboa, supreendido com temperaturas dignas do Ártico (pelo menos nesta altura do ano) e já com uma boa quantidade de to-do's em cima da mesa. Agora apetecia-me tirar 3 ou quatro dias de férias só para tratar de coisas pessoais e descansar. Das ferias.
Mas afinal, o que é que se passa com o raio do tempo?

Fui.

Volto daqui a uns 15 dias, com um tom de pele menos albínico, um ar que espero mais saudável e muita coisa escrita. E lida.
Enquanto estiver ausente, peço a todos os que aqui vierem que não desarrumem a casa e fechem a porta à saída.
Abracinhos.

Estou quase quase quase quase

...a desaparecer. Mais um dia e, puf!, ninguém me põe a vista em cima.

Manuel de Oliveira preocupado...

...hoje foi Antonioni, ontem foi Bergman...

Bolas!

Quando me perguntam qual é a minha casa de sonho, a resposta é fácil: a Maison Bulle, desenhada por Antti Lovag, perto de Cannes, por encomenda de Pierre Cardin...





Se é para sonhar, pois que seja a sério...

Regresso ao Futuro

Em 1967, era assim que se previa o futuro: compras a partir de casa e... uma espécie de e-mail. Para a data, até que os rapazes eram visionários!

Breve crónica alucinada resultado de uma noite mal dormida

João Pirinéu queria ser um grande homem, grande como uma cordilheira, mas falta-lhe um ésse no apelido. Esta grave ausência, que o resume à insignificância do singular, condena-o a remeter-se da cordilheira para um singelo pico e João acorda todos os dias com aquele suspiro demorado de quem aspira à dimensão de um conjunto montanhoso mas não passa de uma mera e vulgar colina humana.
Quando era pequeno, sonhava em ser alpinista, mas a vida é como os mapas antigos onde já nem todos os caminhos vão dar ao destino que queremos. Vai daí, é carteiro; não aufere o glamour de um profissional da escalada mas passa a vida a subir ruas com o mesmo vigor de quem vai a meio caminho do Evereste; não queima narizes nem perde dedos com o frio mas já deu com o nariz na porta várias vezes e sucedeu um outono passado de entalar as falanges numa tampa de correio de mola traiçoeira que lhe deixou algumas gloriosas marcas azuis nas mãos. E não usa botas com picos para o gelo porque o vestuário nos CTT segue normas rígidas e porque, segundo o seu sub-chefe Alcides, estas modernices do calçado não são para aqui chamadas veja lá se cresce homem que os carteiros não são bonecos que para aí andam e se umas botas dessas acertam no cão de alguém ainda temos mais um processo que é coisa que esta delegação não precisa. Dixit.
João Pirinéu pode não ter o tamanho do seu nome nem um emprego à altura mas faz-se valer no que toca às baixas temperaturas que o rodeiam. É um homem quente e caloroso e não há cá ninguém da frente fria que o esmoreça no seu dia-a-dia. Ainda no outro dia o Silva da contabilidade se fez a ele como uma avalanche (raivoso!, destrutivo!, implacável!) mas João nem se mexeu, sereno perante a catástrofe de ter preenchido dois impressos 36-b mesmo quando toda a gente sabe que devia ser só um, mais o duplicado com a assinatura do freguês, e o Silva rugia-lhe de todos os lados e o João ali, impávido, agarrado ao arnês dos seus sonhos, seguro na corda de segurança que é saber que sai às cinco e já são dez para as quatro.
Pode não ser alpinista e pode não ter o tamanho dos alpes, mas por dentro é um monstro geográfico; e qualquer dia, quando conseguir arrancar um sorriso à Vanessa da distribuição e quem sabe uma ida ao café com direito a pastel de nata e soda fresca, quando conseguir um mero olá, estará lá em cima, sobre as nuvens, de bandeira ao vento, no topo do mundo, no tecto da vida.

A fuga é em Agosto


Se tudo correr conforme os meus planos, é este mês que desapareço, como mestre escapista. Não estranhem a ausência. Volto em Setembro, o mais tardar...

Vida real

Como seriam algumas das estrelas de Hollywood se fossem... americanos comuns? Bem, se calhar qualquer coisa como isto:



Lifted

É a curta mais recente da malta da Pixar... e é, como habitual, genial:


Lifted
Uploaded by yom_

Este é o post nº666

Há dias em que só apetece mandar tudo à merda. Quase tudo, pelo menos. A maioria das coisas. Tirando uns caracóis que eu cá sei, alguns livros e umas poucas boas amizades que sobrevivem a estes loucos tempos modernos, só apetece chutar o balde e atirar a merda para a ventoinha.

O maior funeral de todos os tempos

Quando Graham Chapman faleceu, os Monty Python já tinham atravessado o deserto dos conflitos e estavam definitivamente "aposentados" como grupo. Juntos no funeral, fizeram aqueles que são os melhores discursos de enterro de todos os tempos. Verdadeiramente notáveis, e que só provam que o humor é muito mais do que um stress relief: é uma forma muito, mesmo muito séria de encarar a vida.

Quando eu quinar, espero o mesmo. No mínimo.

E depois não digam que não avisei


Preparem-se para evacuar o Alentejo porque este sábado a catástrofe acontecerá na cidade de Liberalitas Julia, aka Évora, com os seus 1 308,25 km² de área e 56 525 habitantes distribuidos pelas suas 19 freguesias. Á noite, como de costume, no "Time Out", comigo e com o brilhante Vasco Correia.

A magia da Roda

Inventámos a roda há tanto tempo, que já era altura de a reinventar. Aliás, esta ideia tem tanto de simples como de brilhante, ao ponto de nos colocar a clássica questão "Como é que ninguém se lembrou disto antes?"
O brinquedo chama-se "Magic Wheel" e ainda só está à venda on-line para habitantes do Reino Unido, por cerca de 250 euros. Mas calma: em breve estará disponível para o resto da Europa.
Consiste, essencialmente, nisto: uma roda grande, com uma pequenina de apoio. Por uma simples questão de equilíbrio de pesos, a roda mantém-se vertical, encostada ao utilizador. E é claro que quero uma!

Tecnodramalogia

Com um simples piscar de écran, todos os dados na agenda do meu telemóvel se eclipsaram. Desvaneceram como se nunca tivessem existido. Datas de aniversário, compromissos, afazeres... desapareceu tudo e a minha vida é agora uma agenda em branco, no limiar do desespero, completamente perdida no mapa mensal. Se, por um lado, é bom ter a falsa sensação de que estou livre de tudo, por outro estou no limiar do desespero tecnológico.
E não, não tinha nenhum backup actualizado, porque como toda a gente sabe a Nokia é uma marca credível e os seus aparelhos são fiáveis.
Percebo agora a dependência que temos das coisas que, ao serem digitais, é como se não existissem. No meu caso, por exemplo, já não existem mesmo.
Merda.

O Mestre

Aborrecem-me os "puristas da comédia". Chateiam-me os tipos que insistem em reter fórmulas de humor e impor limites. Comédia pode ser física, mista, séria, impulsiva, escrita, improvisada... bolas, até pode ser poesia!
Parem as vossas vidas por três minutos e ouçam o Mestre:

George Carlin. Nascido a 12 de Maio de 1937 e a fazer comédia desde 1956. Cinquenta e um anos de carreira, meio século de experiência.
Salve.

E, daqui a um ano


Steve Carrel, em grande, só no verão de 2008 (porque é que eles nos fazem sofrer?)

Uma década de OK


Há dez anos atrás, em Julho de 1997, surgia nas lojas de música o então novo álbum dos Radiohead "Ok Computer". Marcado pelas experiências sonoras de "The Bends" o disco trazia consigo uma sonoridade estranha, pouco fácil de digerir e, sobretudo, muito pouco "rock FM". Assim que assentou na praça, "OK Computer" foi alvo de críticas díspares: a "Rollling Stone Magazine" diagnosticava-o como o álbum do ano, a "Time Magazine" sentenciava-o ao rotundo falhanço como "experimentalismo egocêntrico".
Estavam todos errados. "OK Computer" tornou-se não no álbum do ano, mas sim num dos mais marcantes álbuns da década - uma obra única, liberta de estigmas comerciais, fresca, difícil de comparar a qualquer outro produto no mercado e que catapultou os Radiohead para o estatuto de grupo-referência.
Ao contrário dos medos dos críticos e dos promotores, o público acolheu a obra com carinho. Demorou, mas acolheu. Os temas foram saindo do disco, lentamente, através do passa-palavra e da descoberta progressiva e, em 98, ainda se faziam ouvir singles do álbum como se de novidades se tratassem.
Fazem falta mais álbuns assim.

Seinfeld está de volta!!!...

...bem, quase. É ele a voz do novo filme da Dreamworks - Bee Movie. E tem créditos no guião! Para quem não viu, eis o trailer (faltam-lhe detalhes a la Pixar, mas promete):

Esculturas de Sombras

Este trabalho genial vem das mãos dos britânicos Tim Noble e Sue Webster - lixo que, miraculosamente, se transforma em corpos... Brilhante!




Zum-zum e lá vem mais um

Mais do que fazer um bom filme, o segredo de Hollywood está em fazer bom marketing. E se dantes bastava uma caderneta de cromos e posters que enchessem o olho, hoje em dia la movida tem que se manifestar mais cedo, nas mais variadas formas e em todos os media possíveis e imaginários.
Um bom exemplo de "tomem lá o isco e espero que mordam o anzol" é a nova produção de J.J. Abrams (Lost, Felicity, Alias, etc) que ainda não tem sequer nome mas que já tem trailer e muito sururu na web. Feito com um ar "home-movie", o trailer mostra pouco... mas deixa água na boca. Ora espreitem:

A estreia está prevista, nos EUA, para 18 de Janeiro de 2008.

O Leão mostrou a sua raça

E é uma raça de todo o mundo. Rodrigo Leão deu ontem à noite num concerto grátis junto à Torre de Belém, acompanhado pelo seu Cinema Ensemble e pela Sinfonieta de Lisboa, além de convidados como Ângela Silva, Pedro Oliveira e Beth Gibbons. Um concerto de duas horas para um rio tranquilo e um oceano de gente.
Para além de um som que, sejamos sinceros, estava para aquém do que se pedia, com alguma falta de preenchimento e força, o que é que se pode apontar como defeito? Nada.
O homem mostra que sabe e faz-nos lembrar que, realmente, somos um país de fraca memória e que não valoriza merecidamente o que tem: "lá fora", Rodrigo Leão teria direito a passadeiras vermelhas.
A sua música junta todo o planeta e não tem problemas em criar melodias com sotaque brasileiro ou ritmos argentinos e cruzá-los como que há de mais português.
Beth Gibbons, a voz dos Portishead, esteve à altura, assim como todos os outros intérpretes e músicos, mas foi o comovido Pedro Oliveira que levou a noite a um dos mais altos pontos, ao relembrar os Sétima Legião com o público em uníssono.
Um valente espectáculo. O Leão é, ainda, o rei desta nossa selva lusitana.

Sempre em Pé

Ora aqui está, para quem não viu ou para quem quiser rever, aqui está a minha participação no último "Sempre em Pé":

O calendário diz que...

...hoje actuo em Torres Novas, no TorreShopping (a sério!), no Ozone, na companhia de Sandro "Pirex".
Sábado, pois que lá estarei no SBCB, em Castelo Branco, com António Raminhos.
Podia fazer aqui uma dissertação sobre as qualidades sui-generis de ambas as localidades e coiso e tal mas não me apetece.

Pequena obra-prima


Excepção feita a Magnolia, Adaptation, American Beauty e pouco mais, não são muitos os filmes capazes de lançar uma grande aposta e manter a fasquia elevada sem perder a dignidade. A maioria lança premissas que não consegue cumprir e deixa no espectador um travo de desilusão, um "estava à espera de mais". Felizmente, ainda vão surgindo algumas lanças em África, como esta, "Stranger than fiction" ou, na sua simplória tradução portuguesa "Contado ninguém acredita".
Realizada pelo alemão Marc Forster (Monster's Ball, Finding Neverland), o filme é uma lufada de ar fresco e deixa ficar um arrependimento por ter passado quase despercebido nos cinemas, estando já à venda em DVD. É deliciosamente brilhante.

É a história de um homem real que descobre que é um personagem de ficção. É a história de um dilema literário. De um relógio de pulso. De um amor improvável. Das aspirações humanas. E biscoitos de chocolate.
Já vou tarde para aconselhar a ida ao cinema (parabéns aos que foram), mas não deixem de o ver. Hoje mesmo, antes que a vossa história chegue ao fim.

Aiaiaiaai...

...que estou mesmo ansioso por ver isto. "Transformers" promete ser uma viagem de montanha-russa. Cinema a sério, para não ser levado a sério.


Irra

Que nunca mais é depois disto!

Hang Drum


Este instrumento chama-se Hang e foi inventado no ano de 2000, fruto de um estudo aprofundado de vários instrumentos dos quatro cantos do mundo... e tem um som simplesmente inacreditável! Ora vejam... e oiçam!

Se tal como eu já estão a pensar em comprar um, desenganem-se: além de custar cerca de 1500 euros, o hang drum está com uma fila de espera até 2008, uma vez que os seus dois únicos artesãos fabricantes já não têm mãos a medir...

Wall E

A Pixar continua em marcha: em 2008 o filme-sensação chama-se Wall-E e o teaser já está disponível:

Um docinho de carro

Grande anúncio da Skoda - só não aconselhado a diabéticos.