Pacheco, 1925-2008

Morreu Luiz Pacheco, escritor, crítico literário, fundador da editora Contraponto, libertino com tendência para mulheres jovens demais e criador provocante, filho de uma geração de portugueses que rompiam as amarras do convencional já por feitio e força do hábito.
Depois de Cesariny, é outro dos grandes que se vai. Vi-o recentemente num documentário sobre Herberto Hélder, e a RTP entrevistou-o agora, poucas semanas antes da sua morte, espero poder ver esse documentário em breve. Para quem quiser saber mais sobre o homem, aconselho uma visita ao site oficial-não-oficial "luizpacheco.no.sapo.pt". Por gosto da memória, a (saudosa) revista "K" fez-lhe uma grande entrevista, que o blog d'O Funcionário Cansado reproduz na íntegra. Vale a pena.


Somos gente pura: os mais novos não sabem o que é a promiscuidade, a minha rapariga se vir a palavra escrita deve achá-la muito comprida e custosa de soletrar: pro-mis-cu-i-da-de (pelo método João de Deus, em tipos normandos e cinzentos às risquinhas, até faz mal à vista!). A promiscuidade: eu gosto. Porque me cheira a calor humano, me sobe em gosto de carne à boca, rne penetra e tranquiliza, me lembra - e por que não ?! - coisas muito importantes (para mim, libertino se o permitem) como mamas, barrigas, pele, virilhas, axilas, umbigos como conchas, orelhas e seu tenro trincar, suor, óleos do corpo, trepidações de bicharada. E a confusão dos corpos, quando se devoram presos pelos sexos e as bocas. E as mãos, que agarram e as pernas, que enlaçam. Máquinas que nós somos, máquinas quase perfeitas a bem dizer maravilhosas, inda que frágeis, como não admirar as nossas peças, molas e válvulas e veias, todas elas animadas por um sopro que lhes parece alheio mas sai do seu próprio movimento, do arfar, dos uivos do animal, do desespero do anjo caído.

in "Comunidade", Contraponto - 1964

Servia para cobaia científica

Estou há quatro dias sem fumar e sinto-me...

...capaz de matar alguém.
Mas tenho a certeza que é desta(que deixo de fumar, não que mato alguém).

Os Incorrigíveis

Com mau aspecto e cara de quem já precisava de uma noite de sono, este vosso amigo teve a honra de ser o primeiro convidado do ano d'Os Incorrigíveis.

Enfim, uma palermice pegada.
Se ainda não viram os outros vídeos, espreitem em http://videos.sapo.pt/osincorrigiveis.

Um magazine? Pronto, 'tá bem

Modernices: fui entrevistado on-line para o site Stand-UpMagazine, que é um... magazine. E sobre stand-up, imaginem só!!!
Não sei(e sem querer ser mal-agradecido), mas é de mim ou esta publicação digital não faz muito sentido? Não acham que é a mesma coisa do que agora haver aí nas bancas uma revista sobre marionetas de cartão ou coleccionismo de tampas de frascos de pickles?...
Quer dizer, estamos num país onde neste momento há mais gente interessada em Rugby do que stand-up... Mas pronto, isto há malucos para tudo.
Vá, espreitem o link e visitem o Stand-UpMagazine.

O futuro do 3D


Lembram-se dos antigos filmes 3d como "O Monstro da Lagoa Negra", que deu na RTP e que exigia a utilização de uns óculos em papelão comprados na TVGuia? Bem, apesar de alguns filmes ainda insistirem nessa antiga tecnologia, como o recente Beowulf, há quem ande em busca de novas e melhores soluções.
E parece que quem vai à frente da corrida é nada mais, nada menos que James Cameron.
Cameron continua apostado em fazer novos blockbusters e ultrapassar barreiras do cinema. Agora desenvolveu uma nova câmera especialmente para 3D que simula o comportamento do olhar humano, inclusivé com uma simulação de paralaxe muito interessante. Ao que tudo indica, em 2009 teremos em 3D um filme inteiramente CGI, "Battle Angel", mas também um outro, com actores de carne e osso, altamente futurista: "Avatar".
Enquanto não surgem imagens dos novos filmes e do regresso (em grande?) de Cameron, aqui fica uma breve explicação desta nova tecnologia, que promete fazer o espectador saltar da cadeira:

Bora lá começar esta porra deste novo ano com coisas inspiradoras como por exemplo um título grande demais para um blog e uma musiquinha interessante


O rapaz chama-se Paolo Nutini e, como devem adivinhar pelo nome, é... escocês.
Quem quiser mais, pode sempre ir ao site oficial do moço.
Bom 08 para todos!

A dúvida


Está novamente em cena, no teatro Maria Matos, "A Dúvida", de John Patrick Shanley. Com encenação de Ana Luísa Guimarães, a peça foi galardoada com os prémios Pulitzer e Tony, e conta com interpretação de Eunice Muñoz, Diogo Infante, Isabel Abreu e Lucília Raimundo.
Com uma cenografia modular bastante interessante e um trabalho admirável dos actores, para conter e deixar passar apenas a informação necessária, a peça marca uma posição muito interessante na programação do Maria Matos. Torna-se cada vez mais claro que este é um teatro que quer fazer pensar, promover a discussão. Disso não restam margens para dúvidas.
O texto é óptimo, os actores servem-no com mestria e justifica totalmente uma ida ao MM.
Aproveitem estas duas semaninhas, se ainda não viram a peça, para lá irem, e deliciem-se com a grande Eunice Muñoz e o excelente Diogo Infante.
E depois não venham dizer que não se fazem coisas boas neste país.

Já agora, era de pensar uma reposição do "Pillowman"...

Policarpo polifónico

O Cardeal Patriarca de Lisboa, José Policarpo, afirmou na homilia de Natal que o afastamento de Deus, ou o seu esquecimento e negação, constituem "o maior drama da humanidade".
Segundo este cavalheiro, "Todas as expressões de ateísmo, todas as formas existenciais de negação ou esquecimento de Deus, continuam a ser o maior drama da humanidade, que tiram todo o sentido ao Natal, que é a exultação e o grito de alegria e de esperança que brotou do reencontro do homem com Deus"
Ou seja, segundo as palavras deste opinion-maker adornado a ouro e habituado às regalias que o seu cargo lhe oferece no polvo católico, esqueçam os conflitos bélicos gerados pela fome de petróleo e pela discussão de que o meu deus é melhor que o teu, além da pobreza, da fome, da SIDA, aquecimento global e até mesmo o preço da PS3.
Esqueçam.
Segundo Mister Policarpo, o ateísmo é o maior drama da humanidade.
Que é como quem diz, estão a mexer no meu queijo.
Mais interessante ainda é a leitura nas entrelinhas de que o ateísmo é a perda de esperança. Esse é um argumento que os teístas estão fartos de usar, como se fizesse sentido. Mas já dizia o outro, a alegria de um crente está para um ateu como a alegria de um bêbado está para um sóbrio. Adiante.
Pelo meio, este macaco da selva católica ainda teve o descaramento de meter o dedo onde não é chamado, fazendo questão de dizer que "não é a ciência que redime o ser humano", numa tentativa curiosa de afastar os seus crentes do pensamento científico...
Enfim. No meio do bolo-rei da televisão natalícia, eis a fava.

Um dia, algures no futuro, haverá gente a olhar para esta gravação e a rir da mesma forma que hoje nos rimos quando vemos os xamãs das tribos aborígenas a dançarem aos deuses para que venha chuva. E nessa altura, alguém há de colocar a pergunta: como é que aqueles tipos conseguiam ter naves espaciais, comunicações digitais e sabonetes líquidos... e ainda aturavam aquilo?

Post-it

Boas festas e tentem não se matar na estrada.

A última ceia


Cliquem na imagem para verem no tamanho original...

Au Revoir 2007

É assim, num piscar de olhos e sem sequer pedir licença, que o ano 07 deste século XXI chega ao fim. Puf, já foi.
Mas o ano despede-se com um balanço interessante e, apesar de poder não parecer, foi um ano marcante.
Foi o ano em que Portugal esteve nas bocas do mundo, fosse em busca da Maddie, fosse pelas cimeiras europeia e africana.
A Califórnia queimou até ao tutano, o Brasil assistiu em São Paulo ao maior desastre da história da sua aviação e Harry Potter despediu-se dos fãs (será mesmo?) com o último livro da série.
A ciência respirou de alívio ao finalmente conseguir "semear" células estaminais em laboratório, naquele que certamente será um dos mais importantes progressos médicos dos próximos 100 anos.
O mundo começou a despertar para o Darfur e para o aquecimento global.
O euro ultrapassou o dólar - e agora sim, os norte-americanos começam a perceber que a Europa está a falar a sério.
Foi o ano em que perdemos Ingmar Bergman, Marcel Marceau, Sidney Sheldon, Luciano Pavarotti, Boris Yeltsin.
Foi o ano em que a RTP ultrapassou a SIC, culminando na saída de Penim e sua substituição por Nuno Santos.
A Apple lançou o seu iPhone e cientistas descobriram que não só os chimpazés têm melhores reflexos de memória que os humanos como também sabem somar.
Entre a Ota e Alcochete, andámos aos saltos com as taxas de juro, fecharam-se maternidades e começámos finalmente a retirar tropas do Iraque e Afeganistão, onde o ano foi o mais sangrento desde 2001.
Os irmãos Cohen filmaram "No Land for Old Man" e relançaram a sua carreira brilhante, os Radiohead lançaram "In Rainbows" e reinventaram o mercado discográfico, os Led Zeppelin renasceram do mundo dos mortos e os Xutos continuam a bombar.
Quanto ao ano de 2008... bem, estamos apenas a um ano do balanço...

No comments

...só para relembrar alguns visitantes que os comentários neste belógue estão sujeitos às seguintes 3 regras:

1. comentários anónimos dificilmente serão publicados
2. comentários assinados só serão publicados se me apetecer
3. sempre que me apetecer, inventarei mais regras

Ah, o doce prazer do lápis azul da censura!

O Cavaleiro Negro

Com este frio, o melhor é prepararem-se para o verão de 2008. Cristopher Nolan está de regresso com as aventuras do morcego em "The Dark Knight" - com o mesmo elenco de luxo. Christian Bale continua como senhor Batman...

Agora, além do batmobile, temos uma motinha... Esta:

Mas a maior sensação do filme parece mesmo ser Heath Ledger, que encarna o melhor Joker até à data (dizem):

O primeiro trailer já está a circular:

Quem é amigo, quem é?

Redacted

Vem aí o novo filme de Brian de Palma, "Redacted". Afinal de contas, a realidade é o que acontece ou aquilo que pensamos que acontece?


Poucas coisas parecem mais interessantes que um estúdio vazio e apagado.



Plateau da Operação Triunfo. É grande. Mesmo.

Afinal é mesmo Natal










...Nuno Santos é o novo director de programas da SIC.

1º Poster Oficial do Prof. Indy

Tenho que admitir que pelo menos o poster mantém o bom aspecto dos anteriores:

Vá, cliquem com o botãozinho na imagem para ver a coisa em tamanho decente...

Posta 795

Desperdiçamos tudo demais.
O tempo escorre-nos pelos dedos e olhamos sempre para a mão errada.
Desperdiçamos tempo, energia e possibilidades.
Andamos perdidos a maior parte do tempo e só nos apercebemos disso quando o tempo já passou.
Trabalhamos para ganhar dinheiro para manter uma vida em que possamos continuar a trabalhar. É mais que um círculo vicioso, é um círculo imbecil.
Diziam-me no outro dia que trabalhar é anti-natura.
Pois é.
E, pior que isso, é normalmente castrador.
O ser humano comum do chamado primeiro mundo (e nem vamos para outras zonas do hemisfério sob risco de desespero) passa em média 8 horas por dia, sete dias por semana a esforçar-se para garantir um só dia de 8 horas de lazer. Vendo as coisas até numa perspectiva mais optimista, estaremos sempre a falar de 40 horas de submissão ao sistema para garantir entre 8 a 16 horas de suposta liberdade individual. 4 para 1, ganha o sistema.
Dirão alguns, claro que é assim, senão toda a sociedade se desmonoraria como um baralho de cartas. Claro que sim, e dou-me por conformado com essa obrigatoriedade.
Mas o que me preocupa não é o finalmente, é o entretanto.
Porque, entretanto, enquanto vamos para casa e nos preparamos para regressar ao emprego, desperdiçamos. Demais.
Ainda recentemente publicava aqui neste blog uma frase belíssima: "A vida não é sobre descobrirmos a nós próprios, é sobre criarmos a nós próprios." Criar. Construir. E cada instante que passa é uma hipótese para essa construção e, na maioria das vezes, na maioria dos casos, é uma hipótese desperdiçada. Ou muito pouco aproveitada.
Perdidos?
Deixem-me ser mais claro, e a melhor forma para isso é recorrer a exemplos.
Exemplo um.
Um conhecido meu diz-me que tem pena de não ter tempo para ler. Passado pouco menos de 15 minutos, diz-me que tem seguido com entusiasmo várias séries televisivas. Acrescenta logo de seguida que, na noite anterior, por falta de programação devida na televisão, foi passear na net e descobriu um site fantástico sobre miúdas em bikini. E aparentemente molhadas. I rest my case.
Exemplo dois.
Como sabem, estou desde há mais de um ano a contribuir com um grupo de comediantes cá na zona, O Sindicato. A ideia é simples: conjugar esforços para permitir que o stand-up ganhe força nos chamados circuitos de bares, ao mesmo tempo que permite a troca de experiência entre comediantes. Á partida, um potencial explosivo. Imaginem o que é juntar os melhores músicos de uma zona e permitir que trabalhem juntos, seria mais ou menos essa a premissa. Resultados? Se é certo que a evolução começa a ser visível, que o grupo tem vindo a ganhar força, também é certo que é nas melhores alturas que a natureza humana mostra as suas falhas. O grupo não atinge um quarto sequer do seu potencial esperado: a cada dois passos para frente eis que surge um para trás, ora por pequenas birras, faíscas de egos (não chegam a ser conflitos), apatias incompreensíveis e ausência de cooperativismo. Por mais que se tente passar a mensagem, poucos são os que percebem que para haver sucesso em grupo tem que haver sacrifício individual. Ou só percebem quando convém. A fórmula que poderia dar início a um dos maiores e mais prolíficos grupo de humor deste país arrasta-se num estado de evolução lenta e mastigada. Até hoje, raras são as vezes em que algum dos elementos puxa pela corda, promove uma ideia ou instiga um encontro para procurar novos caminhos. Pelo contrário - as únicas vezes em que se promove encontros do grupo é para resolver problemas ou aliviar a dor de cotovelo de alguém.
Mas não tomem este exemplo como amargo de boca, porque apesar de o ser, serve apenas como exemplo, e se tivesse que fazer o mesmo em relação à produtora onde trabalho seria certamente um texto semelhante.
É comum à maioria das organizações, este estado de falso conforto e conformismo.
Adiante.
Exemplo três.
Já para não falar do pessoal que mora num raio de 5 km's da minha casa, tenho que vos falar de malta que mora a 300 km. Malta com trabalhei várias vezes em palco e fora dele, com partilhei expectativas e desilusões e que, apenas por uma distância (de merda) se deixa cair num esquecimento. Chateia quando nos apercebemos que deixámos de falar com tanta gente e que a culpa nunca é solteira.

Andamos demasiado entretidos com futilidades, hábitos e círculos viciosos.
Esquecemo-nos com excessiva frequência que na maioria dos casos a única coisa que nos impede de avançar é a ausência dos nossos próprios passos.
Não se enganem: estamos em tempos de mudança. E podemos fazê-la, em todos os campos, em todas as áreas, desde uma insignificante comédia de palco a uma neurobiologia, de um quadro numa parede à economia mundial.
Sabemos que estamos a dar cabo do planeta, fazemos ar de triste e seguimos sem mudar.
Culpamos os outros, sempre os outros.

A mudança, mudança de vida, mudança de mentalidades, mudança de mundo, está onde sempre esteve - na nossa mão. E continuamos a olhar para o umbigo.
É urgente olhar para as nossas próprias mãos e dar-lhes um uso significativo.
Se nos impulsionarmos a nós próprios para a frente, arrastaremos sempre alguém, até arrastarmos o mundo.
Falta-nos impulso.
Falta-nos o desconforto da descoberta.
Estamos convencidos de que estamos a evoluir mas continuamos a ver o mesmo filme, sentados na mesma cadeira.
Falta-nos mudança, sede, fome, garra, pressa.
Falta-nos ter mais medo da morte.
É urgente ler mais. Escrever mais.
É sempre urgente ligar a alguém e dizer lembrei-me de ti.

É urgente criar acção para que haja reacção.

Temos que fazer mais, mais alto, mais forte.
Ler mais livros, ouvir mais músicas, fazer mais amor, correr mais depressa, sorrir mais vezes. Perder o medo de caír no rídiculo, saber que tudo é efémero, compreender que uma hora pode valer um dia, que um dia pode passar como uma hora, mastigar crú, bater no fundo, magoar a pele, ferir as mãos, olhar de frente para o sol, abraçar, beijar, abraçar, empurrar.
Temos que ouvir mais pessoas. Temos que provar coisas diferentes, queimar a língua, dançar à chuva, apanhar constipações, aprender as regras, quebrar as regras, criar as regras, criar novas réguas, tirar novas medidas, construir novas bússolas e perder o norte. Temos que sair do conforto da casca e dar tudo por tudo e saber que vai valer a pena mesmo que não funcione porque não há nada mais saboroso do que dar tudo por tudo.

Temos que sentir mais o medo da possibilidade de errar.
Temos que errar mais. Muito mais.
É a única forma de garantir que estamos a evoluir, a tentar e a descobrir.
É a única forma de garantir que que estamos no bom caminho.

Bollywood

Os indianos, além de caril, são especialistas em filmar cenas nunca antes vistas no cinema:

Last recuerdo



É esta terça-feira, sim senhor, e é mesmo às dez da noite. E sim, a entrada é de borla. Conselho de amigo: não cheguem em cima da hora que os lugares não são muitos e costuma encher.

Mais um breve conto

O som aquecido pela madeira do velho rádio Philips da cozinha inundava o corredor vazio, fazendo ondular entre paredes o chorar das guitarras portuguesas de fados antigos, fados velhos, fados bons.
Sentada na cadeira escura, assento palhinha, mãos nos joelhos e olhos na rua, a velha Luísa suspirava contra a janela do quarto de costura, um quarto onde já nada se costurava excepto um ou outro botão foragido e alguma meia vazia de pé e vazia de tecido, furada pela fraqueza, pelo cansaço, pela fadiga que é passar os dias encurralada numa pantufa, encostada à parede junto à janela, à espera que a velha Luísa se mova, que a velha Luísa se desloque para outro hemisfério do apartamento porque meia que é meia foi feita para descobrir o mundo e não para sufocar em calçado ortopédico de trazer por casa, por mais confortável que seja, em infindáveis manhãs e tardes e dias de espera.
Porque espera Luísa? Que tanto aguarda esta velha torcida e balbuciante, esta velha que já não cose toalhas de linho, que já não esgrima a agulha, que já não duela com a tesoura?
Os dias de confortáveis passaram a estéreis.
As flores na cómoda, outrora coloridamente viçosas, foram desmaiando para um castanho rugoso.
Até os cortinados, que costumavam bailar pelos ares ao mínimo alarme de brisa, repousam agora moribundos, acossados pelo ar estagnado do apartamento fechado.
A velha fala de vez em quando. A Morte anda por perto, diz ela, rodeia-me a casa, espreita pelas frinchas e quando não estou a olhar bate à janela e chama o meu nome através do vidro, não a vejo, nunca a vejo, mas sinto-lhe o bafo frio, ouço-lhe a voz, sinto o seu manto negro na sombra que súbito desliza pelo tecto, como agora, vês?, viste?, era ela!, viste a sombra?, era uma mão era um braço era ela por inteiro que me rodeia a casa e não me dá descanso. Ás vezes, quando não estou atenta porque cozinho, porque como ou porque durmo, sei que mexe na minha caixa do correio, revira as cartas e cheira os envelopes, acho que anda a ganhar coragem para me escrever uma carta, um aerograma, um recado que seja, uma linha numa folha a dizer luíza vim para te buscar, assim, luíza com z e letra miúda que a Morte a escrever escreverá como em tempos antigos e para ela todos nós somos arraia pequena de letra minúscula. Todos os dias espero por seu recado mas nada. Porventura calha de a Morte não saber escrever por ninguém lhe ter ensinado em vida, calha de porventura nunca ter tido vida, calha de ser assim e será pior, qualquer dia perde a paciência e arromba esta porta com a foice e colhe-me de surpresa dizendo Olha era para te escrever a avisar mas foi-se, não mo ensinaram em vida e foice, vim para te buscar e pois aqui estou e assim tem que ser.
É por isso que aqui aguardo, explica a velha. Para que a veja. Para que me veja. Para que a consiga olhar no escuro do manto e dizer Escusas deixar recado ó Morte, ouvi-te os passos. Sei que aqui rondas, sei que aqui andas. E estou pronta.

Atenção madrugadores

Amanhã, sábado, vou estar na Antena3 no programa Nuno&Nando, com Nuno Markl e Fernando Alvim, a partir das dez. Quer dizer, já estive: o programa foi gravado na quarta-feira. Se por algum milagre já estiverem acordados, ouçam. Ou não, se tiverem bons cd's em casa.

Paciência

É um dos grandes compositores brasileiros da actualidade e, um pouco para repor justiça e tentar limpar o crime que o João Pedro Pais e a Mafalda Veiga lhe fizeram, aqui fica a versão original. A versão limpinha. A versão certa:





Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
A vida não pára...

Enquanto o tempo
Acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora
Vou na valsa
A vida é tão rara...

Enquanto todo mundo
Espera a cura do mal
E a loucura finge
Que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência...

O mundo vai girando
Cada vez mais veloz
A gente espera do mundo
E o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência...

Será que é tempo
Que lhe falta prá perceber?
Será que temos esse tempo
Prá perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara...


Mesmo o que eu queria!!!


"Um disco duro de DEZ MEGA?!!! Ena, pá, vale mesmo a pena o investimento! É coisa para durar a vida inteira!"

Rapidinha

Não gosto de dormir porque me tira o sono.

Cá entre nós que ninguém nos lê

Conversando com um amigo meu, dei por mim a avaliar o estado da comédia em Portugal. Ou melhor, o estado dos comediantes, porque a comédia, mesmo que ninguém lhe mexa, está sempre bem. Desde que o "Levanta-te e Ri" entrou em declínio e se extinguiu, muitas pessoas me abordam com a velha questão das dificuldades dos comediantes neste país. Depois dessa grande montra que foi o "L&R", com todos os seus defeitos e virtudes, restam-nos agora o "Sempre em Pé", na 2, e uma ou outra rara aparição na TV. O que não é mau: continuo a dizer que o stand-up ainda tem muito que percorrer antes de ter direito a horários prime-time televisivos. Ainda temos que aprender muito, conquistar técnicas humorísticas mais elaboradas, mais agressivas e, sobretudo, ganhar experiência.
Mas seja como for, as idas à televisão são sempre uma espécie de prova de fogo em que podemos perceber como andam os nossos comediantes, o que fazem e o que evoluíram.
E o "Sempre em Pé", também com todos os seus defeitos e virtudes, tem sido um interessante laboratório e começa a permitir tirar algumas conclusões.
Uma dessas conclusões é que o trabalho dos comediantes do grupo "O Sindicato" está a revelar sérios frutos. Mesmo os seus membros com menos experiência (como o Guilherme esta semana) começam a mostrar uma clara evolução. Há um maior à-vontade em palco, um ritmo cómico mais desenvolto, maior capacidade comunicativa, maior domínio das ferramentas do humor. E porquê? Porque têm trabalhado.
Quando há pouco mais de um ano o Sindicato apostou em actuar muito por preços mais baixos, percorrer bares e fazer "horas de vôo", houve muita gente que criticou. Gente que achava que o stand-up merecia palcos "mais a sério", cachets chorudos e que actuar em sítios pequenos e sem grandes condições era "desprestigiante".
Como já sabia, enganam-se.
É justamente aí que o stand-up vive, cresce e se desenvolve. No bares sem grandes condições com micros sem qualidade e com ambientes duros de conquistar. É aí que os comediantes aprendem.
E os resultados são comprováveis. Independentemente de gostarmos ou não de determinados registos humorísticos de comediantes d'O Sindicato, há que admitir que se notam diferenças. Que a malta tem andado a treinar e que se nota em palco.
A comédia é como a alta-competição. Podemos não ter os melhores estádios e podem faltar os melhores equipamentos, mas no que toca a resultados o que realmente conta são o treino e as horas investidas de sofrimento, suor e muita gargalhada falhada.

Prever o futuro é tramado

Não é uma montagem em Photoshop. É o rosto de um folheto dos anos 80, criado para promover o investimento imobiliário "World Trade Center", em Nova Iorque. A publicidade tem destas coisas.

Está quase, quase, quase

Em plena fase de montagem, o filme "Ensaio sobre a Cegueira - Blindness" do brasileiro Fernando Meirelles está quase pronto para sair. Depois de uma primeira montagem que se ficou pelas duas horas e meia de duração, a coisa parece estar na fase de corte e costura para tentar a redução às duas horas de filme. Depois de "A Cidade de Deus" e "O Fiel Jardineiro", espera-se de Meirelles uma pequena obra-prima na adaptação do livro de Saramago. O elenco é uma mistura aparentemente explosiva de grandes e inesperados talentos, como Gael García Bernal, Julianne Moore, Mark Ruffalo e Danny Glover...
Agora depois de 3.888.000 fotogramas expostos, esperemos para ver o que sai dali.

Na imagem, a partir da esquerda: Don McKellar, Winnie (anotadora), Fernando Meirelles, Cesar Charlone, Julianne Moore, Rhaul (dolly grip), e, de costas, Walter Gasparovic (assistente)

Splash

Genial campanha e trabalho de Photoshop. Cliquem nas imagens para ver um tamanho maior e reparem no pormenor, na perfeição. Ah, e já agora, no efeito da água também.



Onde anda Moisés quando realmente é preciso?

Pois.

Holy Christ!

Isto não se faz a ninguém


Este jovem aqui de rosto deformado por uma grande angular é o meu caro amigo Nuno Matos. Um grande criativo, ilustrador e actor, além de comediante. O curioso é que, sempre que penso nele, penso um pouco como esta imagem. Um pouco cartoon. Perdão, karmatoon.

A ida a Évora...

...em fotos.







Estúpido, eu sei...

... mas um pouco irresistível.

Visitem o site da Personiva e façam um também...

iParvos

Já era de esperar. O iPhone da Apple, pico da febre electrónica nos EUA, já começa a provocar animosidades e situações embaraçosas - auxiliado pelo elevado nível de imbecilidade do cidadão americano comum.
Para quem não sabe, uma das várias características que o brinquedo possui é a capacidade de informar sobre as condições meteorológicas em todo o planeta, em real time. Ora acontece então que, há coisa de menos de um mês, uma hospedeira de bordo teve que encarar um destes entusiastas fervoroso.
Com o avião parado em pista, a tripulação informou os passageiros que iria haver um atraso devido a mau tempo. Um dos passageiros, visivelmente irritado, ergueu o seu iPhone e disse em voz bem alta: "-Deixem-se de tretas!!! Lá não está a chover, ? O que é que está errado? Não venham com essas histórias de condições atmosféricas que isso agora já não pega!!!"
Com o burburinho gerado entre os presentes, o comandante da aeronave foi informado do sucedido e de que estava a decorrer uma espécie de "mini-motim" a bordo.
Sem perder a calma, o piloto resolveu a coisa de maneira eficaz e simples. Ligou o microfone e comunicou a todos os passageiros:
"-Bom dia, aqui fala o vosso comandante. Gostaria de pedir ao passageiro com o iPhone que por gentileza verifique também as condições atmosféricas no percurso até ao destino, que use a calculadora para prever o gasto extra de combustível que iremos ter por ter que contornar nuvens, que aproveite para definir o novo percurso e que depois, já agora, telefone para o Controlo de Tráfego Aéreo mais próximo para definir o plano de vôo mais conveniente entre todos os aparelhos próximos que tenham também passageiros com iPhones. Deste lado estamos mais que felizes por contar consigo. Assim que o fizer, por favor pressione a campaínha correspondente ao seu banco para assim informar a nossa equipa e os seus colegas passageiros de que já efectuou todos os cálculos e providências e que está pronto para se responsabilizar por este avião de milhões de dólares e pela segurança de todas as almas a bordo. Obrigado e até já."

Escusado será dizer que todos os presentes desataram a rir. Excepto o tipo do iPhone.

Cartoons

O artista chama-se Nicholas Gurewitch e é daqueles cujo nome vale a pena memorizar. Dono de um sentido de humor apurado e de um traço polivalente, Gurewitch mostra uma variedade de cartoons verdadeiramente impressionante.




O seu site oficial, The Perry Bible Fellowship, tem mais umas largas dezenas de tiras que merecem a visita. Espreitem. Entretanto, e porque a época é propícia, aqui ficam uns Christmas Cards:

Podres de bêbado

Existe uma fruta em África, a amarula, que parece ser tão intoxicante como uma noite de shots de absinto. Apesar dos efeitos secundários, os animais parecem adorar... e é o fim da macacada:

Bla bla bla

Sobre a greve dos argumentistas em Hollywood:

Susan Sarandon e Chazz Palminteri


William H. Macy e Felicity Huffman


e as Donas de Casa Desesperadas...

EM AGENDA

- Esta sexta-feira estarei no "República de Coimbra", a partir da meia-noite, mais coisa menos coisa. Para quem não conhece, fica na zona dos bares da Expo. Onde se assassinam taxistas e isso.

- Sábado, por volta das 22h, eu e o Paulo Oliveira vamos a actuar ao "Capítulo Oito", na Praça do Giraldo, em Évora.

- Entretanto e voltando a Lisboa, reservem o dia 11 de Dezembro, 3ª feira, para uma noite no MMCafé, o sushi-bar do Maria Matos:

Publicidade... em grande

Esmeraldinha, futura psico

Tenho cá um palpite que quem decidiu o veredicto sobre o caso Esmeralda foi uma Junta Médica.
As Juntas Médicas, para quem ainda não está a par, são grupos de cidadãos que se dedicam a desafiar a lógica e o bom senso; uma espécie de Alberto João Jardim no plural.
Estou mesmo a imaginar a conversa entre estes cavalheiros:
"- Sabes o que é que era engraçado? Se em vez de darmos a miúda ao sargento, a mandássemos para o pai biológico! Essa ninguém estava à espera e, mais a mais, nunca gostei de tropas... Espera, já sei! Sabes como é que dávamos mesmo cabo da catraia? Se a obrigássemos a deixar a família (vais gostar desta!) mesmo a seguir ao Natal!
- Eh pá, tu és demais! Essa ainda é melhor do que quando disseste àquela professora que três cancrozitos não eram motivo para não trabalhar!!!
- Eu surpreendo-me! Mal posso esperar para ver a miúda daqui a uns anos... Bem, como é, almoçamos?"

Ela está de regresso


Sabem quem é esta menina, sabem? É a renovada Sarah Connor.
É verdade: a mãe mais devastadora de todos os tempos está de regresso, e desta vez (sem grande espanto) em série de televisão.






Os responsáveis, é claro, são os senhor da FOX, que decidiram apostar nesta estreia da série Terminator para a caixinha mágica, centrando a história na personagem mais interessante, a senhora quebra-ossos. A actriz é a guapíssima Lena Headey, que vimos mais recentemente em "300".




Para quem já está a salivar (ou a tremer de receio), aqui fica o trailer de promoção:

Estreia, nos estates, em Janeiro. Aguardemos, pois.

Darwin falou sobre isto, não falou?

"Um menor de 14 anos, residente em Macinhata, Vale de Cambra, terá praticado automutilação parcial, alegadamente incentivado por uma página alojada na rede social on line Orkut"

Segundo as notícias, este rapazinho estava também a combinar com outro rapazinho um suicídio colectivo.
As forças policiais interviram, preocupadas, e fala-se em quase tragédia.

Meus senhores:
Isto não é tragédia, é estupidez.

A malta quer fazer automutilação e suicídios colectivos?
Não é culpa do sistema: é a natureza a encontrar formas de auto-selecção.

Este já cá canta


Já tenho lugar cativo em Abril de 2008 para aquele que será certamente um dos happenings do ano: o espectáculo Quidam, do Cirque du Soleil.
Os bilhetes já estão disponíveis para os membros on-line do site oficial do Cirque e esta sexta-feira deverão ser postos à vendas para os restantes interessados.
Se é o vosso caso, corram. Os melhores lugares já foram practicamente todos vendidos e os restantes ameaçam ir pelo mesmo caminho, como se fossem gelados num jardim de infância.
Os preços vão dos 40 aos 95 euros por cabeça felizarda.
Vá, despachem-se.

O novo "Donnie Darko"?

Vem pelas mãos do mesmo realizador. Em Cannes, onde era suposto ser o big thing, foi um big flop. Agora, ao que parece, está a ser reeditado, remontado, e relativamente explicado porque, segundo anda por aí à boca pequena, era "demasiado complicado para se perceber"... Espreitem o trailer então deste curioso "Southland Tales":

Ah, e reparem nos actores... Será que é desta que o "The Rock" prova que é mais mais do que músculos?

Bohemian REALLY Rapsody

Vá, para um bom início de semana, aumentem o volume das colunas, carreguem em play e descubram a verdadeira rapsódia boémia...

E ainda outro para as trincheiras!!!

Sem dúvida, a maré está a mudar.
Acabadinho de chegar às prateleiras das livrarias:

E passo a citar:
"Hitchens conta a história pessoal dos seus encontros perigosos com a religião e descreve a sua viagem intelectual para uma visão laica da vida, baseada na ciência e na razão, na qual o céu é substituído pela panorâmica que o telescópio Hubble nos proporciona do universo. “Deus não nos fez”, escreve ele, “Nós fizemos Deus”. Por isso, considera que a religião é uma distorção das nossas origens, da nossa natureza e dos cosmos. Prejudicamos os nossos filhos - e colocamos o nosso mundo em perigo – ao doutriná-los. “A literatura é melhor fonte de ética e o melhor espaço de reflexão do que os textos sagrados. As pessoas deviam ler George Eliot, Dostoyevsky e Proust para orientação moral”, diz. Embora se tenha casado por duas vezes, cerimónias celebradas por um padre ortodoxo e por um “rabino homossexual”, agora só quer que a religião o deixe em paz. Hitchens foi nomeado, no início de Outubro, para um National Book Award."
Christopher Eric Hitchens é um jornalista que reside nos EUA, colunista habitual de publicações como Vanity Fair, The Atlantic, The Nation, Slate, Free Inquiry e o Wall Street Journal.
Claro que vou comprar e ler; depois digo qualquer coisa.
Entretanto, saibam mais sobre o autor em www.hitchensweb.com

Quando a vida imita a TV

Family Guy?

E, sinceramente, pouco resta a acrescentar.

Com mestrado em Hi5, não?

Ele há coisas do catano.

Uma tal de Manuela Furtado, senhora que desconheço e que tem como endereço de e-mail o original catatua@kanguru.pt (diz tudo, o endereço), faz questão de me enviar de tempos a tempos informações preciosas sobre oportunidades únicas.
Não é spam, é ridículo.
Desta vez, enviou-me um mail a promover, e passo a citar, um "Curso SUPERIOR de Internet".
Isso mesmo.
Superior.
Internet.
Ena.

É claro que fiquei louco de expectativa!
Seria agora que conseguiria finalmente domar este universo infernal que é a World Wide Web, a Rede do Mundo Largo?

Claro que cliquei no linque.
Do mail, passei para o meu explorador de janelas, onde dei de caras com uma folhinha de inscrição, onde me pediam os meus dados - nome, mail, endereço e telefone.
No entanto, nem uma única referência (esquecimento, provavelmente)sobre a Universidade (é superior, não é?) que presta este serviço à humanidade.

Não satisfeito, decidi ler os termos da "Política de Privacidade e condicões", uma ligação no fundinho da página. E bingo.
Fiquei a saber que este inovador e prestigiado curso de 4 meses (superior na qualidade mas coisa rápida, como se vê), é uma fantástica oferta da Esine.
Para quem não sabe, a Esine é uma comuna italiana da região da Lombardia, província de Bréscia, com cerca de 4.707 habitantes; mas é também uma empresa de Alfragide, pioneira do ensino à distância, líder em cursos como "Windows e Office XP" e "Prevenção de Riscos Laborais".
Mais: fiquei também a saber que este curso de internet iria ajudar-me a "Saber transformar o computador numa fonte dinâmica de descobertas, conhecimentos, aprendizagem, informação, comunicação, diversão…é vital para enfrentar o mundo do trabalho, a nível pessoal, doméstico…sendo, definitivamente, também um modo de alcançar uma superior qualidade de vida."
Bastaria para isso inscrever-me e ceder os meus dados pessoais, e, em coisa de 4 meses, serei o Einstein da Internet.

Ena.
Será que têm mestrado em Hi5, ou em sites ainda mais interessantes, como o "gulosinhassafadas.com"?
Espero bem que sim.

Ele há coisas inúteis do catano.

Ah, seus ninjas!!!


Aqui está. Creio que encontrei a pior cena de luta da história do cinema. Cena épica e gloriosa, do filme "Undefeatable". Ena.

Casting le Cirque


Com 15 espectáculos em cena por todo o mundo, o Cirque du Soleil é hoje, acima de tudo, uma indústria própria que ergueu a fasquia das artes circenses e criou toda uma nova noção de espectáculo, sem equivalente à escala planetária.
Claro que para manter uma máquina monstruosa como esta em movimento, os rapazes têm que estar constantemente em busca de novos talentos.
Mesmo que não consigam fazer malabarismos com duas laranjas que seja, espreitem a secção oficial de castings no site do Cirque.
Além de ser um exemplo de marketing e boa comunicação, este site-dentro-do-site permite também espreitar os bastidores, perceber a mecânica do grupo e assistir a alguns vídeos fabulosos.



Façam lá uma pausa de 10 minutos e deliciem-se; o site está em várias línguas mas aconselho ver em francês ou inglês.