Nada melhor, para terminar a ressaca da Madeira-Tour, que deixar para a memória algumas imagens. Túnel acima e túnel abaixo, fico com a sensação de que acabei por não ver um terço do que havia para ver na ilha, entre espectáculos. Parte velha da cidade. Entre o moderno, o antigo e os turistas, os madeirenses parecem ter conseguido um equilíbrio extraordinário. Só faltou o Nuno Morna: cá estamos nós nos estúdios da Antena 3 -Madeira, numa das várias loucas manhãs. Custava acordar às sete para estas brincadeiras, especialmente depois das casas cheias nas noites anteriores, mas era um excelente despertar! O mercado municipal. Vale a pena visitar; o cheiro da fruta é inebriante e todo o espaço se transforma num festim para os sentidos. Decididamente, temos que regressar para mais espectáculos - o Pedro e o Morna já estão a preparar mais uma peça - e eu ando cá com um texto guardado na gaveta que é desta (será?) que vai ver a luz do dia: uma comédia para sete actores e um panda. No Funchal, porque não?
Este é o nome de um debate que vai decorrer no próximo dia 15 de Outubro, quarta-feira, na Universidade Católica, em Lisboa, na Faculdade de Ciências Económicas. A coisa promete ser, como é hábito, inflamada; mas, faíscas à parte, creio que vai ser também uma das poucas oportunidades para assistirmos a um confronto de ideias e uma discussão aberta rara no nosso país. Aqui fica o programa oficial:
Debate Cristianismo e ateísmo em Portugal:
que diálogo? Uma organização conjunta portalateu.com e Faculdade de Teologia da Universidade Católica
Numa sociedade progressivamente mais complexa e com uma crescente diferença em opiniões, o debate de ideias e de argumentos é condição essencial para um entendimento entre diferentes crenças. O ateísmo teve recentemente uma exposição à sociedade possivelmente sem paralelo no passado desta filosofia de vida: ateístas individuais saltaram para a ribalta mediática com livros de grande sucesso de vendas, um número elevado de comunidades virtuais foram criadas, e organizações de carácter associativo foram constituídas para a promoção e divulgação do ateísmo. Num país com fortes raízes cristãs, e com uma Igreja Católica que é a religião com maior número de fiéis, o debate entre estes parceiros sociais ganha uma dimensão própria: qual a relação entre crentes e não crentes, e quais as motivações destes agentes. Assim vimos apresentar o “Debate: Cristianismo e ateísmo em Portugal: que dialogo?” a acontecer no dia 15 de Outubro, a começar às 17 horas na Universidade Católica, Auditório 511, Piso 1 do Edifício da Faculdade de Ciências Económicas e Empresariais. Este Debate irá contar com a presença de cristãos e de ateus, num formato de comunicações e debate e com perguntas do público.
O Debate terá o seguinte programa.
Início às 17 horas.
1º Momento – Comunicação de boas vindas e enquadramento do tema pelo Prof. Peter Stilwell 2º Momento 1ª Comunicação ¬Fé, Ciência e Ateísmo – Dr. Artur Morão 2ª Comunicação – Ateísmo, Religião e Comportamentos – Dr.ª Ana Valente Mesa redonda – moderação do Prof. Stilwell
Intervalo
3º Momento 3ª Comunicação ¬A dimensão filosófica do cristianismo. – Prof. Alfredo Dinis 4ª Comunicação – A dimensão técnica do ateísmo – Prof. Ricardo Silvestre Mesa redonda – moderação de Hélder Sanches
A entrada é gratuita.
Para mais informações contactar Professor Peter Stilwell na Faculdade Teologia em direccao@ft.lisboa.ucp.pt Helder Sanches em http://www.portalateu.com/sobre/contacto/
Depois de salas esgotadas e duas semanas de muita, muita comédia, estou de regresso a Lisboa, que agora me parece mais suja e desarrumada. Tenho muitas fotos para colocar aqui, mas antes aqui fica uma em HDR, feita numa igreja do Funchal. Cliquem na imagem para a ver em tamanho maior.
Arrancámos ontem no Funchal com "Vou-te Bater - Comedy Club", com estes quatro macacos no Auditório RDP Madeira: Da esquerda para direita: eu, Pedro Ribeiro, António Raminhos e Nuno Morna. Foi uma estreia promisora, com uma salinha composta e vários bilhetes a serem vendidos já para outras sessões, o que promete uma boa temporada. Estamos a trabalhar com diferentes alinhamentos a cada 4 espectáculos, o que quer dizer que, no fundo, vamos ter 3 shows garantidamente diferentes até 2 de Outubro. De resto, continuo deliciado com esta ilha maravilhosa, onde também se descobrem algumas preciosidades, como esta montra de produtos religiosos... reparem no pormenor. Sem comentários...
E cá estamos nós no Funchal, para uma dúzia de espectáculos no Auditório da RDP Madeira, o "Vou-te Bater 2008", com o Pedro Ribeiro, António Raminhos e Nuno Morna. A coisa promete e a estreia é já amanhã, segunda-feira. Quanto à Madeira, posso-vos dizer que é tudo tão giro, que mete nojo. É de fazer raiva: ruas limpas, bonitas, edifícios belíssimos e impecáveis, um calor agradável, comida deliciosa... e até os nativos locais primam pela simpatia. Não admira que o Rei Alberto João ande para aí a soltar postas de pescada - até eu, se fosse madeirense, olhava os continentais de soslaio. O Funchal é daquelas cidades bem pensadas, bem mantidas e que equilibram na perfeição o antigo com o moderno. Até mete raiva. Era de convidar alguns presidentes da câmara do continente a virem cá, para aprenderem como é que se faz as coisas. Só para terem uma ideia, ontem estava a chover a potes (aqueles dilúvios semi-tropicais), mas mesmo assim andava um camião-tanque a lavar as ruas. De meter raiva. Fotos: cortesia de António Raminhos.
É indecente, eu sei, mas vale a pena ouvir. Já alguma vez assistiram a concertos "ao vivo" onde a cantora salta, rodopia, esmifra-se toda e mesmo assim parece conseguir cantar na perfeição? Então que tal agora cortar todo o som do espectáculo, menos o do microfone da vocalista? A experiência aqui fica, com Britney Spears:
Hoje, terça-feira, vou estar no Maria Matos, no MM Café, para o primeiro "Café desConserto", com Pedro Ribeiro como convidado, para aquilo que será um misto de espectáculo/converseta. Acho que vai ser agradável e até surpreendente, no que eu espero que seja uma conversa informal de balanço destes últimos cinco anos de stand-up. A coisa começa por volta das 22 horas e olhem que costuma ser pontual, caso queiram aparecer.
Amanhã, quarta-feira, estou de regresso a essa estranha sala que é o City Bar, no Campo Pequeno. É um sítio com uma disposição estranha de sala mas onde temos tido sempre um excelente público. A noite será minha e do Raminhos, mas creio que vamos também ter um rookie, um estreante nestas andanças. Por volta das 23 horas, venham beber um caneco.
E a partir de segunda-feira, alô Madeira: No Auditório da RDP, no Funchal, pertinho da casa do Alberto João. Vai ser uma banana.
Vai ser uma coisa diferente. A assinalar cinco anos de stand-up, vou estar agora todas as terceiras 3as de cada mês no MM Café. Com um convidado para uma conversa, com comédia à mistura, sobre histórias, acontecimentos, pessoas e esta coisa de andar a fazer rir. E quarta, regresso ao City Bar no Campo Pequeno.
Ora aqui está um bom debate, com uma excelente e moderníssima questão: em plena televisão iraquiana, cientistas discutem... se a Terra é, ou não, redonda.
Mas não pensem que é só nos países como o Iraque, onde a excessiva inalação de pó e areia pode explicar a atraso mental, que estas coisas acontecem... Nos EUA, aqui fica uma conhecida actriz num talk-show a manifestar precisamente a mesma dúvida:
Eu sei, erro meu de só avisar agora, mas mais vale tarde que nunca. è ao vivo, é grátes, e é no espantoso bar dos cinemas do Campo Pequeno. E não é para levar a sério. Cliquem na imagem para ver o cartaz em tamanho maior.
Os Jogos Olímpicos foram celebrados em Portugal com uma prova nocturna de tiro e Lisboa assistiu ao desaparecimento de dois potenciais empregados de mesa, com direito a transmissão televisiva em directo para todo o país. Foi um desfecho dramático para esta novela policial. Curiosamente, numa altura em que tudo parecia estar bastante equilibrado: reparem que o banco é verde, os reféns estavam brancos de medo, os assaltante com um nervoso amarelo, tudo isto banhado pelas luzes azuis da polícia e conferindo assim as tonalidades da bandeira canarinha ao acontecimento. Mas, mesmo com a decoração a rigor, a festa acabou à boa moda da Quinta da Fonte, com a única diferença de que desta vez as balas acertaram em alguém, com os GOE a dar show de samba. É o que dá quando amadores tentam fazer o trabalho de gente crescida. Não é preciso ser europeu diplomado para saber que é preciso alguma preparação e dedicação para se fazer um assalto como deve ser. Não é assim, por dá cá aquela palha, que se entra numa dependência bancária com armas na mão - costuma ser um hábito mal compreendido. Aliás, tudo leva a crer que estes dois cavalheiros de sotaque brasileiro, além da falta de profissionalismo, deviam pouco à inteligência. Primeiro, decidem assaltar um banco, o que por si só já é um pouco imbecil. Os sítios onde habitualmente se movimenta muito dinheiro costumam ter as suas devidas protecções. Segundo, assaltam um banco mesmo no centro de Lisboa, pertinho de um estabelecimento prisional e a dois minutinhos das principais forças policiais portuguesas. Entre um BES na capital e uma Caixa Agrícola num vilarejo de província guardado por um jipe UMM da GNR, creio que a escolha não é difícil. Terceiro, assaltam um banco em Lisboa numa das mais movimentadas zonas e conseguem escolher o mais pequeno e insignificante da rua. Qualquer observador com dois dedos de testa perceberia imediatamente que seria mais rentável assaltar a Churrascaria Valenciana, que fica do outro lado da rua, do que aquele mini-balcão do BES que tem tamanho para ser alvo de chacota de algumas lavandarias. Estes dois jovens, que podiam a esta hora estar felizes e contentes a tentar impingir TV Cabo na Praça do Comércio, acabaram por perceber da pior forma que neste país cada vez há menos espaço para amadores, especialmente com Bolonha aí à porta e tantos cursos profissionais a decorrer. Queriam maminha, acabaram em picanha. Ficaram também a saber que, em Portugal, autocarro e guarda-redes são ônibus e zagueiro, mas bala não é rebuçado.
Curiosamente, como nota de rodapé, fica uma observação à cobertura mediática da situação. A SIC foi o único canal que não arredou pé da transmissão em directo, com a RTP desligada da realidade e a TVI alternando entre bandarilhas da tourada e uma espreitadela em busca de sangue. Disseram-se as maiores palermices, desde "já chegou a carrinha do INEM" a "foram duas explosões que eu ouvi mas afinal parece que foram três disparos", mas o curioso mesmo é que, com tantas câmaras ao barulho e repórteres nas varandas, quem conseguiu as melhores imagens... foi a edição on-line do jornal Público. Ora espreitem lá o vídeo.
Ando a experimentar fazer fotografias HDR, que é uma técnica que permite combinar combinar imagens com diferentes exposições para conseguir uma gama de tons fora do comum. Gostam?
Com mil macacos! Já não vinha a este belógue há tanto tempo, que até eu já duvidava da minha existência! Mas eis-me aqui, seis meses depois de umas férias digitais, com cara de parvo mas de boa saúde, pronto para renovar a casa e dar andamento a este meu "caderno de notas". como diria um amigo meu, supimpa. Por isso, anunciai a boa nova e espalhai a palavra: o Moura ressuscitou! Aleluia, aleluia!
Por motivos de força maior, este blog encontra-se suspenso na sua já medíocre actividade.
Ou seja: durante uns tempos, vou continuar sem aparecer por aqui. Porque não consigo. Não dá mesmo - o tempo não estica e já ando sem mãos a medir... Já agora, aproveito também para vos dizer que já não estou na Medialuso mas sim na Valentim de Carvalho e a trabalhar no programa do Malato, o "Sexta à Noite". Vejam e mandem palpites.
Mais novidades em breve. (Mas não muito em breve. Não dá)
Ora aí está uma campanha que merece atenção: o canal TCM decidiu fazer um especial para os Óscares e, para o promover, um dos mais belos anúncios sobre cinema de todos os tempos... Ora digam lá se não é uma beleza:
O anúncio em QuickTime e com uma qualidade decente pode ser visto se clicarem aqui.
Pronto, pronto, eu sei que tenho andado afastado, sem dar notícias, e que entretanto este blog tem vindo a acumular pó e tristeza na minha ausência, mas as coisas são como são e nem sempre o ritmo me permite ter tempo para tudo e não me apetece dar mais explicações, pelo que ficamos por aqui. Adiante. Para alegrar as hostes, eis notícias fresquinhas; saquem os calendários do bolso e marquem na agenda.
Esta quarta-feira, dia 20, noite de comédia numa das mais belas casas de Lisboa, o Onda Jazz, lugar de culto para a boa música que agora, finalmente, abre portas à comédia. No melhor pano cai a nódoa, já dizia a minha avó; e desta vez a nódoa começa por volta das 22h (e olhem que neste bar as coisas são mesmo pontuais). Actua comigo o Jorge Crespo e, a seguir, há música ao vivo. A não perder.
No dia seguinte, quinta-feira 21, eu e o António Raminhos dividimos viagem e palco até Caneças, para uma outra estreia - desta vez no bar Estado Maior. Apesar de lá nunca ter posto os pés, dizem-me que é de igual forma uma casa muy respeitável, com cadeiras, mesas, paredes, bebidas e isso... Hora de arranque, por volta das 22:30h, mas neste caso não contem com pontualidade britânica.
Roubado ao blog do Nuno, aqui fica a melodia (e a letra) que vou cantar este fim-de-semana...
Thomas Dybdahl - B a Part
Hey man, don't feel sad there's never been anything to worry about think of all the times when things have just seemed to work out no matter how pathetic you are
Don't let this man go down tonight cause it's all going to work out right
So man, you've had it rough but there's no point in just beating around the bush do something with your life we're all a part happy or sad it doesn't make a difference whether you had it all
If it's all gone bad
Don't let this man go down tonight don't let this man go down tonight just let yourself be part tonight don't let yourself go down
O comediante Bill Maher, também apresentador do programa "Real Time", esteve recentemente na mesa de "Larry King Live" e, em directo para todos os conservadores Estados Unidos da América, falou sobre o seu novo documentário Religulous, uma sátira à religião. Como se não bastasse, deixou ficar bem claro o seu ponto de vista:
Tratarei de falar mais aprofundadamente sobre Maher, o seu filme e sobre outros grandes comediantes com mãos neste assunto no Portal Ateu.
O mais recente desvario de Conan O'Brian foi um "arrufo" com Stephen Colbert sobre... quem fabricou um dos candidatos à presidência dos EUA. Ora, entre bocas lançadas entre programas e já com Jon Stewart metido ao barulho, a coisa acabou por ser resolvida da única forma possível: à batatada. Vejam e aproveitem para se rir de uma situação que dificilmente poderia acontecer neste país; não só por serem apresentadores de canais diferentes, como pela inexplicável dificuldade que as nossas "estrelas" Têm em brincar com eles próprios...
Há dias em que certas palavras encaixam na medida certa, como este fantástico poema que abaixo se transcreve, da autoria do grande Joaquim Pessoa. Poema Temperamental
Ó caralho! Ó caralho! Quem abateu estas aves? Quem é que sabe? quem é que inventou a pasmaceira? Que puta de bebedeira é esta que em nós se vem já desde o ventre da mãe e que tem a nossa idade? Ó caralho! Ó caralho! Isto de a gente sorrir com os dentes cariados esta coisa de gritar sem ter nada na goela faz-nos abrir a janela. Faz doer a solidão. Faz das tripas coração. Ó caralho! Ó caralho! Porque não vem o diabo dizer que somos um povo de heróicos analfabetos? Na cama fazemos netos porque os filhos não são nossos são produtos do acaso desde o sangue até aos ossos. Ó caralho! Ó caralho! Um homem mede-se aos palmos se não há outra medida e põe-se o dedo na ferida se o dedo lá for preciso. Não temos que ter juízo o que é urgente é ser louco quer se seja muito ou pouco. Ó caralho! Ó caralho! Porque é que os poemas dizem o que os poetas não querem? Porque é que as palavras ferem como facas aguçadas cravadas por toda a parte? Porque é que se diz que a arte é para certas camadas? Ó caralho! Ó caralho! Estes fatos por medida que vestimos ao domingo tiram-nos dias de vida fazem guardar-nos segredos e tornam-nos tão cruéis que para comprar anéis vendemos os próprios dedos. Ó caralho! Ó caralho! Falta mudar tanta coisa. Falta mudar isto tudo! Ser-se cego surdo e mudo entre gente sem cabeça não é desgraça completa. É como ser-se poeta sem que a poesia aconteça. Ó caralho! Ó caralho! Nunca ninguém diz o nome do silêncio que nos mata e andamos mortos de fome (mesmo os que trazem gravata) com um nó junto à garganta. O mal é que a gente canta quando nos põem a pata. Ó caralho! Ó caralho! O melhor era fingir que não é nada connosco. O melhor era dizer que nunca mais há remédio para a sífilis. Para o tédio. Para o ócio e a pobreza. Era melhor. Com certeza. Ó caralho! Ó caralho! Tudo são contas antigas. Tudo são palavras velhas. Faz-se um telhado sem telhas para que chova lá dentro e afogam-se os moribundos dentro do guarda-vestidos entre vaias e gemidos. Ó caralho! Ó caralho! Há gente que não faz nada nem sequer coçar as pernas. Há gente que não se importa de viver feita aos bocados com uma alma tão morta que os mortos berram à porta dos vivos que estão calados. Ó caralho! Ó caralho! Já é tempo de aprender quanto custa a vida inteira a comer e a beber e a viver dessa maneira. Já é tempo de dizer que a fome tem outro nome. Que viver já é ter fome. Ó caralho! Ó caralho! Ó caralho!
Depois de "Cloverfield", J.J.Abrams já tem um novo trunfo na manga:
Podem ver o trailer com melhor qualidade (QuickTime), se clicarem aqui. É verdade-verdadinha, Star Trek está de regresso e com os melhores personagens de sempre - as originais. Preparem-se, porque o mister TV vai ressuscitar o Cmdt. Kirk, Spock, Scotty e todos os restantes, agora novinhos e com aspecto mais teen... Espreitem o elenco no site do IMDB, onde poderão descobrir nomes como Wynona Rider, Eric Bana e até Simon Pegg... além de uma presença especial de Leonard Nimoy. Eu sei que há fãs a torcer o nariz, mas... esperem pelo Natal e logo veremos...
Já se sabe que, tirando telemóveis e carros topo-de-gama, este país anda com um atraso de vários anos em relação ao chamado "mundo moderno"; as ideias chegam cá tarde e por vezes tortas, movimentos que lá fora já são banais surgem como novidades... enfim. Por isso, não há nada como arregaçar mangas e lançar mãos à obra; e que bom que é ver malta "anónima" erguer a voz e arrepiar caminho. Nem tudo se faz por dinheiro - há coisas que se fazem porque têm que se fazer, como esta: Está online e funcional o novíssimo Portal Ateu - um espaço para a divulgação do Ateísmo em Português. Á semelhança do que acontece no lado civilizado do planeta, já cá faltava um site a sério onde se pudessem encontrar pensadores humanistas, agnósticos, ateus; enfim, gente que se revê na mesma postura de vida de nomes como Carl Sagan, Douglas Adams, Woody Allen, Isaac Asimov, Ingmar Bergman, Lewis Black, Richard Branson, George Carlin,John Carpenter, David Cronenberg, David Cross, Alan Cumming, Richard Dawkins, Daniel Dennett, Ani DiFranco, Brian Eno, Jodie Foster, Janeane Garofalo, Bill Gates, Bob Geldof, Ricky Gervais, Billy Joel, Angelina Jolie, John Malkovich, e tantos, tantos outros... Mas não são sequer os nomes que importam; são as ideias, o respeito pelo espírito científico e, acima de tudo, a partilha de pontos de vista. O Portal Ateu surge em boa hora, especialmente para unir pensadores livres deste país.
Não é o início de uma revolução, mas pode ser o despertar de uma nação.
Espero que visitem e, já agora, contribuam com a vossa opinião!
Dia 3 de Fevereiro os D'ZRT (os Sobremesa, em português, ou SBR'MSA, em estupidez) fazem o concerto de despedida no Pavilhão Atlântico. Eu preferia que se despedissem entrando pelo Oceano Atlântico, mas não se pode ter tudo.
Já se inscreveram? Esta terça vou apresentar o espaço "Lugar Aos Novos", no MM Café, uma oportunidade para quem quiser demonstrar o seu talento para palco - seja a dançar, cantar, interpretar, fazer magia, sapateado... o que quiserem.
São 5 minutos de oportunidade que o Maria Matos disponibiliza no seu café. Aproveitem e venham daí fazer-me companhia! Esta iniciativa decorre todas as quintas terças. Eu explico: olhem para o calendário. Nos meses em que virem uma quinta 3ª feira, é noite de lugar aos novos.
Ainda há gente que me pergunta porque é que eu gosto de actuar em bares. Porque é aí que se aprende, se treina, se erra e se acerta, se sente o público, se sua, se sofre. E porque costuma ser divertidíssimo. Esta foto, por exemplo, foi tirada na sexta-feira passada na actuação no "Live In Lisboa", em casa sobrelotada, com grande ambiente, numa noite que foi divertidíssima para todos.
A SIC teve a coragem de colocar ontem no Jornal da Noite uma reportagem daquelas que raramente se tem a oportunidade de ver; de certa forma, é uma maneira de se redimirem das reportagens monocórdicas da Joana Latino. Adiante. Coragem, porque além da sensibilidade da temática, a reportagem consiste em quase um quarto de hora de apenas som: uma gravação de uma chamada para o INEM e do INEM para os bombeiros voluntários locais.
Ambos os telefonemas são inacreditáveis, e nenhum por bons motivos. Começando no primeiro, em que um fulano diz, com uma tranquilidade invejável, que o irmão caíu. Que venha a guarda, que ele está morto. Mas a partir daí, a coisa começa a entrar numa comédia absurda. Com um bombeiro que não sabe o que há de fazer, uma operadora do INEM que mantém a calma onde qualquer um de nós perderia a cabeça (apesar de claramente não acreditar no que lhe está a acontecer). Não adianta grandes explicações. Vejam e ouçam com atenção.
Adoro a parte do: INEM: “Quanto tempo demora a chegar ao local?” BVF: “É só ir buscar a ambulância e arrancar”
E depois não me venham dizer que é um problema de meios. Isto é gente mal preparada e muito incompetente, é o que é. E isso é um problema de formação, não de aquisição.
A notícia pode ter passado quase despercebida mas o dia de hoje vai ficar para a posteridade como uma das datas mais importantes na história da humanidade.
Pela primeira vez, cientistas conseguiram desenvolver totalmente em laboratório o primeiro genoma. O próximo passo? Vida sintética, sendo que este é considerado o segundo de três passos nessa direcção.
O que aconteceu foi uma espécie de processo inverso ao da descodificação do genoma humano; agora, pelo ritmo da evolução científica a que as coisas têm andado (o 1º genoma só foi sequenciado em 1995), calcula-se que lá para 2014 já se consiga criar de raís em laboratório o primeiro genoma humano sintético. Há muito ainda para fazer, mas Deus está cada vez mais longe dos céus e dentro dos tubos de ensaio.
Saibam mais na revista Wired. Vale a pena a leitura, quanto mais não seja para daqui a uns anos poderem dizer aos vossos netos "ainda me lembro do dia em que se conseguiu isso pela primeira vez"...
...quando o melhor sistema de gravação que existia quando começaste a fazer rádio era este: Ah, que saudades de trabalhar com um Revox, quando a noção de "gravação digital" era "meter o dedo na fita"...
A todos os muy nobres visitantes deste blogue, com os cumprimentos da gerência e votos de uma quinta-feira satisfatória:
Para quem tiver placas de acesso TMN e quiser evitar o doloroso sofrimento de carregar um vídeo do Youtube, a coisa também se pode traduzir na letra:
Words are flying out like endless rain into a paper cup They slither while they pass They slip away across the universe Pools of sorrow waves of joy are drifting thorough my open mind Possessing and caressing me
Jai guru deva om Nothing's gonna change my world
Images of broken light which dance before me like a million eyes That call me on and on across the universe Thoughts meander like a restless wind inside a letter box they tumble blindly as they make their way across the universe
Jai guru deva om Nothing's gonna change my world
Sounds of laughter shades of life are ringing through my open ears exciting and inviting me Limitless undying love which shines around me like a million suns It calls me on and on across the universe
Jai guru deva om Nothing's gonna change my world
de "Across the Universe", dos Beatles. Para quem se está a perguntar, "Jai guru deva om" é um mantra, que é uma expressão ou palavra utilizada em meditações para alcançar melhor o resultado da concentração, relaxamento e contemplação que se busca. Esta música foi escrita por John Lennon durante uma viagem à India em 1968, quando os Beatles estavam a aprender meditação transcendental com o o guru Maharishi Maheshi Yogi. Sem pedaços. Já agora, um abraço ao Helder, que sabe certamente isto melhor que eu.
Só agora fiquei a saber que o famoso Shrek foi inspirado numa pessoa real, de seu nome Maurice Tillet, que era este cavalheiro: (o da esquerda) Eis a história conforme me chegou às mãos, via Ni (gracias, chica!):
Shrek existiu. E falava 14 idiomas. O personagem de desenho animado que é sucesso em todo mundo foi criado a partir de uma máscara mortuária do francês Maurice Tillet. Poeta e actor, Tillet nasceu em 1903. Muito inteligente, falava 14 idiomas. Na adolescência, contraiu uma doença rara, chamada acromegalia, que causa a desfiguração de partes do corpo. A transformação para um quase "monstro" não o abateu. Ele emigrou para os Estados Unidos e converteu-se num profissional da Luta livre, com o nome de "Assustador ogre do ringue". Lutou até quando pôde. Morreu em 1954, aos 51 anos, de um ataque cardíaco. Pouco antes, seu parceiro de partidas de xadrez, Bobby Managain, pediu para fazer um life cast (máscara mortuária)dele. Tillet concordou e Bobby fez cópias em gesso da cabeça do amigo. Uma delas foi para o Museu internacional da Luta Livre, em Iowa. A outra foi parar no Hall of Fame do York Barbell Building para mostrar os primórdios das formas da luta livre moderna e do halterofilismo. Foi esta réplica que serviu de modelo para a construção de Shrek...
Ora aí está. Curiosamente, faz-me lembrar a minha professora de francês do sétimo ano.
...vou actuar mais uma vez no Live In Lisboa, o bar que acolhe os comediantes d'O Sindicato todas as semanas. A coisa começa como habitualmente lá para as onze. Apareçam! Prometo que não vai ser grande coisa!
Na verdade, não há muito para dizer. Prestes a completar 29 anos de idade, o actor Heath Ledger foi encontrado morto na sua casa em Soho, Nova Iorque, inanimado na cama e na companhia de vários comprimidos. Hoje deve ser feita a autópsia mas tudo aponta para um aparente suicídio, mas a realidade é que seja como for o cinema perde um jovem grande actor. Este australiano estava decididamente no bom caminho. Quem o viu em "Coração de Cavaleiro" percebeu imediatamente que só mesmo um bom actor conseguiria sacar aquela interpretação num filme tão fraquinho, percepção que se viria a confirmar em "Brokeback Mountain". Actualmente a gravar o novo de Terry Gilliam (que parece assombrado por produções inacabáveis), Ledger andava nas bocas do mundo graças à sua recente participação no novo Batman, onde aparentemente desenvolveu o melhor Joker de todos os tempos. Por cá aguardamos a estreia do filme, para ver o que promete ser a sua última grande interpretação. É pena.
...um amigo meu aproveitou a Semana dos Bebés do Continente e comprou quatro, incluíndo uma menina de seis meses.
O Banif gastou 20 milhões de euros para mudar a imagem corporativa. Agora tem como símbolo o centauro, que é como quem diz "o nosso banco é tão credível como as figuras mitológicas", além da cor púrpura à qual eles chamam indigo. O novo slogan do banco é "A força de acreditar". Na verdade, é preciso ter força para acreditar que gastaram 20 milhões nisto. No comunicado de imprensa, em que explicam alegremente esta operação estética, os senhores do banco açoriano dizem também que este rebranding, que começou com um teaser, está a ser transmitido num mix de comunicação num formato mais trendy e eye-catching, para lá da comunicação outdoor. Fico feliz por eles. E, se eles conseguissem fazer isto tudo em português, mais feliz ainda ficaria.
ADENDA: Onde em cima se lê "açoriano", deve-se ler "madeirense"
Que Ian McEwan é um grande escritor e que "Expiação" é um excelente livro, não deve ser novidade para ninguém. Agora, que um realizador seja capaz de transportar para película não só as palavras e a narrativa mas também a magia que se esconde por trás das linhas de parágrafos, isso já é outra coisa. Preparem os Kleenex's: "Expiação" é daqueles filmes que obriga a emoção a dar de si, e sabe tão bem chorar num cinema por outros motivos que não o de ter pago bilhete... Nem vou falar da interpretação de Keira Knightley, que enche o ar que a rodeia com uma sensualidade enigmática, nem de James McAvoy, que merecia o Óscar antecipado, ou da banda sonora, ou do design de época... Não vale a pena ir a detalhes, porque não sairíamos daqui. É que este é precisamente um filme de detalhes, de pormenor, de rigor, um exercício humano que ultrapassa a narrativa cinematográfica e transborda arte em todos os frames. Acima de tudo e, ao contrário do que eu pensava, "Expiação" é um filme inesperado. Vejam. E, se conseguirem se libertar da tensão a meio do filme, reparem também na cena da praia, com um dos mais longos, belos e certamente trabalhosos planos de steady-cam que alguma vez vi. Cinco estrelas.
A SIC foi ontem responsável por uma das horas de emissão de televisão mais importantes dos últimos tempos, ao emitir a reportagem "Sentença de Vida" e respectivo debate, a seguir ao Jornal da Noite. A reportagem, com a assinatura daquela que é provavelmente a melhor jornalista daquela casa, Amélia Moura Ramos, é o retrato de um dos casos neste país que colocam em questão várias decisões sobre a vida e sobre a morte, (como a reanimação insistida e a eutanásia). Mas, neste caso, a história tem contornos ainda mais marcantes do que a habitual discussão ética destes tema.
Alexandra Crespo é mãe. Durante vários anos, trabalhou com crianças com deficiência. Há dois anos, a sua filha Matilde , então com 9 anos, sofreu um AVC que a lançou para a obscuridade de um estado vegetativo persistente. A mãe de Matilde defende que há limites a que a medicina não obedece, questiona a utilidade da sobrevivência a todo o custo e diz que desejou que a sua filha não tivesse sido reanimada para uma vida sem sentido. "O que eu esperava é que a minha filha morresse, que não ficasse neste estado porque eu não quereria isso para mim. Não posso querer isso para uma pessoa que eu amo tanto como a minha filha", diz. Esta mulher fala com a razão no coração e com o coração nas mãos, sem perder uma lucidez que por vezes, de tão nítida, magoa.
Com uma filha nos braços que já não passa de um vegetal, "o corpo da minha filha", como ela refere. Um corpo vivo de uma filha que já morreu. E agora? Suporta-se a segunda morte de um mesmo filho? Deseja-se a perda de uma criança que, no fundo, já se perdeu?
A SIC portou-se com toda a dignidade perante o caso. A reportagem foi bem estruturada e com a decência a que a jornalista já nos habituou. Em estúdio evitou-se o fácil convite de alguém "de fé" e manteve-se uma conversa com responsáveis claramente elucidados sobre a questão, guiados por uma Clara de Sousa também ela mãe, contida, visivelmente tocada, e por um Rodrigo Guedes de Carvalho sóbrio como sempre, que em cada pergunta mostrou porque é o melhor pivot deste país.
Precisamos de falar mais sobre estes casos. Para lá das banalidades e misticismos "do que deus quer", já era hora de começarmos a discutir o que fazemos nós com as pessoas que nos rodeiam.
O que lhes fazemos, o que lhes destruimos e o que as impedimos de reconstruir. É mais do que hora de falarmos de dignidade, de eutanásia e dos limites da medicina. Porque a qualidade de vida passa também pelas questões da morte.
...
Em jeito de remate à história anterior, deixem que vos conte outra.
Quero contar-vos a história de Fred Knittle.
O Fred tem um problema cardíaco sério, mas gosta de cantar. Esta música, que vão ouvir a seguir, era suposto ser cantada em dueto com um amigo seu, Bob Salvini.
Mas infelizmente, Bob morreu, e Fred acabou por a ter que cantar sozinho. No público, estiveram presentes alguns familiares de Bob.
E Fred cantou:
When you try your best, but you don't succeed When you get what you want but not what you need When you feel so tired but you can't sleep Stuck in reverse
And the tears come streaming down your face When you lose something you can't replace When you love someone but it goes to waste Could it be worst?
Lights will guide you home, And ignite your bones, And I will try to fix you,
High up above or down below When you're too in love to let it go But if you never try you'll never know Just what you're worth
Lights will guide you home And ignite your bones And I will try to fix you
Tears stream down your face When you lose something you cannot replace Tears stream down on your face And I will try to fix you
... e afastem as cadeiras e chamem os amigos e dancem e percebam porque é que o Bruce ainda é o Boss!!!
É o patrão Springsteen ao vivo em Dublin com "Pay Me My Money Down"... e vejam o final, brilhante! Com um abraço para o Nuno Matos e com muita pena para as bandas portuguesas mas... quem sabe, sabe.
E pronto, agora sosseguem e relembrem o melhor momento do Live8, pelas mãos de Annie Lennox:
Algumas fotos da minha ida ao "Sempre em Pé", na passada terça-feira. Como sempre, uma noite divertida, em boas companhias :) Em cima, alguns retoques no texto antes da actuação; a Dorinha da produção e o mister realizador Teotónio e, em baixo, uma dupla pronta para gravar! (gracias, Dora!) Em palco e em directo:
Para quem ainda não percebeu qual a sua inclinação política, há sempre uma ferramenta interessante (embora não definitiva) on-line. Ora experimentem o teste do The Political Compass e digam o que é que acharam. Já agora, o meu resultado foi este: ...precisamente no pólo oposto do Bush:
É nestas pequenas coisas que se vê (ou se pressupõe descobrir) o estado da nação. Andamos nós aqui entretidos com a modernidade de fazer aeroportos e TGV's, embebecidos com tratados europeus e brilharetes diplomáticos, entusiasmados com telemóveis terceira geração e GPS's ultra modernos... ...e há coisinhas como esta que acabam por fazer engasgar o caroço. Dizia a minha avó que no melhor pano cai a nódoa. Eu explico.
Ora anda para aí muito boa gente feliz por dizer à boca cheia que Portugal é um estado laico, que somos modernaços e open-minded. O curioso é que acabo sem querer por descobrir que, entre outras lacunas semelhantes, não há uma única associação portuguesa inscrita na Internacional Humanista. E, por mais imbecil que vos possa parecer, é uma pena. E eu explico, mais uma vez.
Ou seja, uma espécie de Greenpeace filosófica que reúne em si os mais importantes núcleos activos do mundo, especialmente os ligados ao Humanismo Secular, corrente política/filosófica/social com a qual me identifico. E, para quem não clicou no link acima ou/e ainda não sabe o que é o Humanismo Secular, não faz mal, porque eu também explico, de forma resumida.
O Humanismo Secular (também conhecido por Humanismo Laico) é um termo que tem sido usado nos últimos trinta anos para descrever uma visão de mundo que defende os seguintes pontos: - as soluções e respostas para a humanidade encontram-se através do uso da razão, da ciência e recorrendo a factos; - todos os dogmas, ideologias e tradições religiosas, políticas ou sociais devem ser avaliados e testados e não pura e simplesmente aceites por actos de fé - a verdade é sempre uma busca constante, a nossa visão da verdade é sempre imperfeita e a única forma de andarmos com este planeta para a frente é se nos deixarmos de tretas e trabalharmos juntos a favor da evolução. De forma bruta e resumida, é mais ou menos isto. Quem quiser saber ainda mais, pode (e deve) dar uma espreitadela no site do Humanismo Secular Portugal. Sim, há um grupo português, mas aparece fraquinho, disperso, ainda não registado no já referido IHEU, e ligado ao ainda jovem Movimento Liberal Social.
Esta ausência internacional é grave? É. Estamos de fora de um movimento internacional onde até países como a Islândia, o Luxemburgo e a Nigéria participam activamente. E nós, nada.
Como sempre, andamos a reboque da história e a nossa noção de Pensamento Contemporâneo existe sempre com um aparente atraso de meio século.
Já agora, uma vez que falei do MLS, deixem-me também acrescentar que estou curioso em relação a este pretendente a partido político. Amanhã há uma reunião de simpatizantes e curiosos na Galeria Comercial do Palacio Sotto Mayor, na Av. Fontes Pereira de Melo, uma espécie de encontro descontraído, um happening na praça da alimentação. Eu vou lá e vou espreitar e conversar e tentar perceber se é desta. Está marcado para as 19:30h. Já agora, apareçam também. Pode ser o pontapé de saída para algo a sério. É que já era tempo.
Era inevitável, tendo especialmente em conta o furor que o mais recente filme dos irmãos Cohen tem vindo a fazer: o livro "A Estrada", de Cormac McCarthy, já está na calha para ser filmado. Depois de "No Country For Old Man" este ano e de "All the Pretty Horses", em 2000, McCormac vê mais um dos seus romances a caminho de Hollywood. Desta vez, o filme será realizado por John Hillcoat, realizador que assinou o interessante "Escolha Mortal", com argumento de Nick Cave e uma excelente interpretação de Guy Pearce, que aliás parece ser um dos nomes também envolvido nte "A Estrada", que relata a viagem dramática de pai e filho num cenário pós-apocalíptico. Outros nomes em cima da mesa são também de peso: Charlize Theron e Viggo Mortensen... Aguardemos, pois, tanto mais que há mais uma obra de McCarthy em pré-produção: pelo que se sabe, "Meridiano de Sangue" está em cima da mesa de Ridley Scott...