Ai ai ai
Confesso: depois de ver este vídeo, até eu tive vontade de torcer pela Argentina...
Depois de quatro dias perdido no Alentejo, em terras de Monsaraz, regresso à capital com uma agenda sobrecarregada.
A quarta-feira ficou marcada por algumas reuniões, uma visita à Prova Oral, na Antena3, com o Alvim e a Bulha e uma noitada com o Barros a estruturar uma encomenda de guião.
Esta quinta, lá vamos nós para mais uma noite de espectáculo na Sociedade Guilherme Cossoul.
Sábado vou estar em Barcelos.
Segunda, no Levanta-te e Ri.
E agora, há que escrever e ir directo para a cama - se dormir 4 horinhas hoje, dou-me por feliz.
Sobre tudo o que aqui referi, lá irei mais detalhadamente em posts que se seguirão.
E claro que já estou com saudades do Alentejo.
...continuam a ser expostas no MICC!
Já respondemos a mais uma questão que nos foi colocada, mas continuamos à espera de mais pertinentes perguntas!
Querem saber a técnica correcta para subir o Evereste? Gostavam de aprender o truque para ser invisível? Estão loucos para arranjar aquele emprego mas não sabem como?
Não se façam de rogados, meus amigos: coloquem todas as vossas dúvidas perante o Manual de Instruções do Cidadão Comum e vejam a vida iluminar-se à vossa frente!
- o UmaPorRolo continua em terras nipónicas, e vale a pena ser assíduo deste olhar;
- chama-se Espirro-no-Mato. São ilustrações. E é muuuuuito bom (espreitem os arquivos);
- o verão está aí e nada melhor que umas t-shirts à maneira. A malta é portuguesa e as ideias são 5 estrelas;
- mais humor nacional, feito quase sem meios mas a um ritmo alucinante! O tema é só um, desporto. Espreitem o Pé de Atleta e digam adeus à leitura diária d'O Record e d'A Bola...
- e esta vai especialmente para o Nuno: como bom apreciador de música, presumo que já conheças o Intervenções Sonoras... certo?
Já agora, depois comentem e mandem mais links que mereçam a atenção...
6-0 já não é uma vitória, é uma afirmação.
Os comentadores têm razão: é impossível jogar melhor que isto.
Argentina, será que é desta?
Além do meu post inicial sobre o fim anunciado do "Levanta-te e Ri", outras discussões surgem sobre o assunto. Como no fórum do Quadrado das Bermudas, que merece uma visita.
Já agora, e não invalidando a visita ao referido fórum, partilho com vocês a opinião que lá afixei:
O que dizer sobre o fim do Levanta-te e Ri?
Antes de mais, que era relativamente previsível, por vários factores.
Primeiro, a dinâmica televisiva que existe em Portugal é de certa forma alérgica à noção de consolidar programas em antena. Ou seja, vive-se um espírito de cartucho, de foguete festivo: quando se lança a coisa para o ar, tem que arrebentar à primeira e depois há medo de lhe mexer, de o deixar amadurecer e transformar-se. Isto impede que hajam grandes transformações nos programas em antena e que se suporte formatos em fases menos boas - aos primeiros sinais de fraqueza, manda-se abater o animal.
Mesmo assim, o L&R durou mais tempo do que o esperado e sofreu várias mutações;
Segundo, o sucesso e a singularidade do programa serviram de calcanhar de Aquiles. Em três anos de emissões, o programa nunca deixou a antena e esteve sempre no ar, (quando ia um mês de férias, a SIC transmitia repetições) causando um cansaço natural e perdendo impacto perante o público;
Terceiro, aquilo que diferenciou o "Levanta-te" no seu lançamento deu também origem a um cancro silencioso... A ideia de fazer um programa de Stand-Up Comedy surgiu como uma novidade e abriu portas a novos e inesperados talentos, mas foi como se lançássemos um programa de fado no Tibete: não havia cultura de stand-up em Portugal nem comediantes suficientes para alimentar um programa semanal.
Isto deu origem a algumas fases interessantes. No início, pediram a actores para encenarem textos de stand-up, o que não resultou: a comédia de stand-up vai contra muitas regras do teatro e é uma das performances artísticas que mais expôe e fragiliza o comunicador, o que não é habitual nem confortável para um actor habituado à segurança de um texto fechado e uma actuação distanciada do público. A seguir, começaram a surgir comediantes como o Nilton, o Aldo, eu, o Seabra, o Bruno, o RAP, etc, que conquistaram algum público seguro e aí deu-se outro fenómeno interessante: a fasquia subiu e a SIC passou a ter medo de apostar em novos nomes, fazendo-o só de vez em quando e de forma esporádica, com receio de espantar a freguesia.
Face à escassez de meios humanos, o programa desvirtualizou-se bastante. Passou de um programa de stand-up em estúdio com ambiente de bar para um programa de humor em viagem por auditórios em todo o país.
Esta transformação também contribuiu para que, ainda hoje, algumas pessoas não saibam o que é stand-up, juntando no mesmo saco monólogos teatrais, contadores de anedotas, contadores de histórias e clowns.
Em certa medida, podemos dizer que se começou a casa pelo telhado.
O stand-up não é uma arte que surge nos auditórios nem na televisão. O verdadeiro lar da stand-up são os bares e a intervenção ao vivo, o ambiente do clube de comédia, próximo do público, acolhedor, intimista. A stand-up só atinge realmente o seu ponto máximo quando se sente este clima de proximidade e de quase confidência, como se o comediante fosse alguém conhecido que conversa connosco durante uns copos. Este é que deve ser o ponto de partida - e não o de chegada.
Em Portugal, começamos a Stand-Up com um programa de televisão e daí passámos para os bares. Fizémos a coisa ao contrário, e isto deu origem a uma série de problemas. Novos comediantes, por exemplo, não têm a oportunidade de testar e aperfeiçoar textos novos. Sem os tradicionais circuitos de comédia em bares e night-clubs, onde é que um comediante tem hipótese para aprender, errar, testar conceitos, arriscar temas, pisar a linha? Só num programa de televisão em directo, o Levanta-te. E se falhar, como até é natural que aconteça, é encostado às boxes.
Mesmo assim, criou-se público e comediantes, começaram a surgir alguns bares interessados e a stand-up começou a infiltrar-se no panorama português.
Não acredito que a stand-up em Portugal acabe porque não faz sentido - a pensar assim, o teatro de marionetas já só se encontrava nos livros de história, por exemplo.
A stand-up será sempre bem-recebida porque é o género de humor mais directamente ligado ao quotidiano e porque é despida de artifícios. É directa, íntima, mordaz e exploratória. E, acima de tudo, é altamente mutável, não é estanque.
Acredito, isso sim, que agora vamos começar a recriar a stand-up comedy em Portugal. Vamos invadir os bares, infiltrarmo-nos na proximidade do público e conquistar novos espaços.
E vamos ter que redefinir a noção estabelecida.
E, neste processo, vamos certamente perder alguns dos actuais rostos mas vamos descobrir muitos outros.
O fim do Levanta-te é o fim de um programa.
Só isso.
E pronto, já passou, não doeu nada, pois não?
O Manual de Instruções Para O Cidadão Comum estreou na quinta-feira passada.
E que arranque, meus amigos, que arranque: começámos no início e só terminámos no fim! Uma proeza, portanto!
Diverti-me imenso em palco, o que por si só já é bom sinal... e parece que o público também se deixou levar pela "formação intensiva".
Já sabem que estamos lá às quintas-feiras, a partir das 22h30.
Onde? Na Guilherme Cossoul, claro!
Não sabem onde fica? Olha aqui o mapa!
Venham com amigos, mas de preferência reservem: a sala é pequenina, com mesas (e serviço de bar, olhó luxo!), por isso mais vale prevenir através do tel. 918971789.
Também fazemos descontos para grupos e excursões de peregrinos.
Não há desculpas.
Apareçam.
:)


Começa hoje o Mundial e já estou farto de futebol.
De refrigerantes a batatas fritas, de bancos a pensos higiénicos - já não aguento com publicidade com futebol de pressão. Isto não é a febre do futebol, é a gonorreia da bola, chiça!
Hoje, em Munique, num dos mais belos estádios do mundo, arranca finalmente o Mundial do futebol.
Ainda bem.
Vamos lá a ver se despachamos isto depressa e se, com sorte, ainda conseguimos ver malta a jogar à bola nos intervalos da publicidade (isso era agradável).
Quanto à nossa selecção, espero que não nos façam sofrer muito. Tenho cá para mim um palpite que, mais uma vez, vamos trazer para casa uma desilusão embrulhada em desculpas, mas não quero ser pessimista.
Os meus palpites são:
Prováveis vencedores: Argentina ou Brasil
Melhor jogador português em campo: Deco
Maior desilusão portuguesa em campo: Cristiano Ronaldo
A ver vamos.

Na próxima segunda-feira, 12 de Junho, vou estar em Idanha-A-Nova, Castelo Branco, para mais um "Levanta-te e Ri".
O texto, como de costume, vai ser mais uma experiência aterradora sobre algo inexplicavelmente imbecil.
Se correr mal, estarei na espanhola cidade de Cáceres no dia seguinte sob o nome fictício de Paco Mourolas. Se correr menos mal, regresso a Lisboa.
Como podem ver, tenho tudo planeado.
Já nasceu o sítio oficial, em forma de belógue, do Manual de Instruções para o Cidadão Comum.
O link já está colocado nesta página, para todos os interessados.
Qual a vantagem deste novo belógue?
- Primeiro, porque permite que acompanhem a par-e-passo o calendário de formações intensivas dos criadores do Manual;
- Segundo, é o único sítio onde podem esclarecer todas as dúvidas que tiverem sobre a vida e a vossa existência. Querem aprender a preencher um boletim de voto? Querem saber a verdade sobre Camarate? Querem descobrir novas formas de insultar vendedores de palitos? Basta escrever a vossa questão no espaço dos comments e, voilá!, serão elucidados.
Isto sim, é que é serviço público.
MICC, MICC, hurra!!!
mais tempo
tempo para escrever
tempo para ler
tempo para dizer gosto de ti
para dormir
passear
respirar
investigar
desenhar
cozinhar
mais tempo
tempo para te dar carinho
tempo para receber carinho
para rir
fotografar
improvisar
saborear
mais tempo para não sentir que tudo passa tão depressa e que será depressa que vai acabar nesta corrida constante neste ir e vir correr e partir e olhar para trás e ver que as tarefas se acumulam e que o espaço é curto entre o era e o será e poder dizer gosto de ti gosto de estar gosto de ser sem a sensação de que se disse mas com a sensação de que ainda se está a dizer e que este momento mágico
este instante precioso
ainda o é
ainda aqui está
ainda perdura.