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Ideia para filme porno chinês:
- "Alexandle, o Glande".
Como, por exemplo, a comentar a um amigo:
As limpezas da alma fazem-se à custa das dores alheias e dos vazios que criamos no espaço que vai do nosso braço a um abraço.
If you knew that you would die today,
Saw the face of god and love,
Would you change?
If you knew that love can break your heart
When you're down so low you cannot fall
Would you change?
How bad, how good does it need to get?
How many losses? How much regret?
What chain reaction would cause an effect?
Makes you turn around,
Makes you try to explain,
Makes you forgive and forget,
Makes you change?
If you knew that you would be alone,
Knowing right, being wrong,
Would you change?
If you knew that you would find a truth
That brings up pain that can't be soothed
Would you change?
Are you so upright you can't be bent?
If it comes to blows are you so sure you won't be crawling?
If not for the good, why risk falling?
Why risk falling?
If everything you think you know,
Makes your life unbearable,
Would you change?
If you'd broken every rule and vow,
And hard times come to bring you down,
Would you change?
Tracy Chapman
Decidi inaugurar uma nova secção neste modesto belógue.
Usem a zona de comentários para pedirem um tema e eu trato do assunto; poderá ser um texto, uma imagem, um vídeo ou uma música, mas que arranjo, arranjo.
Estão abertas inscrições.
Esta 5ª feira, 29 de Dezembro, despeço-me de 2005 com um espectáculo no Casino da Figueira.
O show está incluído no ciclo "Barriga de Riso" e a entrada é livre, a partir das 22h!
Conto contigo?
"Achas realmente que alguma vez vais conseguir fazer isso? Não achas que são projectos a mais? Já te apercebeste que estás em Portugal?"
Nenhum obstáculo te pode impedir. No máximo, pode atrasar-te.
Se apagares os teus sonhos, o que é que te resta? A rotina? O percorrer dos dias apenas porque andas cá?
Quando desistes dos teus sonhos, desistes da tua identidade.
Não interessa se vais chegar ao objectivo.
O que interessa é que, independentemente da possibilidade de êxito, não te resta nenhuma hipótese válida senão correr para ele.
Lutar pelos teus sonhos não garante que os vais alcançar.
Mas garante que permaneces humano. Que permaneces tu.
Vives num mundo onde o mais fácil é deixares de ser tu.
O mais fácil é seres mais um na multidão descolorida, mais uma máquina ambulante produtora de fezes e urina cujo organismo se desgasta de minuto a minuto.
Não interessa se realmente vais concluir os teus projectos ou alcançar os teus sonhos.
O que interessa é que, ao desistires deles, estás a esvaziar a vida do seu sentido.
És o hamster na roda. Sabes que nunca vais chegar a lado nenhum.
Mas se não correres, a roda fica parada.
Uma roda parada não faz sentido. É menos roda.
O coelhinho mais amoroso do mundo e com problemas sexuais.
Cliquem aqui.
Perguntaram-me recentemente se tenho algum ídolo.
Tenho.
É este fulano:
http://www.albinoblacksheep.com/flash/numa.php
Espreitem e comentem. Ele é grande.
Eu ando pelo mundo prestando atenção
Em cores que eu não sei o nome
Cores de Almodóvar
Cores de Frida Kahlo, cores
Passeio pelo escuro
Eu presto muita atenção no que meu irmão ouve
E como uma segunda pele, um calo, uma casca
Uma cápsula protetora
Eu quero chegar antes
Pra sinalizar o estar de cada coisa
Filtrar seus graus
Eu ando pelo mundo divertindo gente
Chorando ao telefone
E vendo doer a fome dos meninos que têm fome
Pela janela do quarto
Pela janela do carro
Pela tela, pela janela
(Quem é ela? Quem é ela?)
Eu vejo tudo enquadrado
Remoto controle
Eu ando pelo mundo
E os automóveis correm para quê?
As crianças correm para onde
Transito entre dois lados, de um lado
Eu gosto de opostos
Expondo meu modo, me mostro
Eu canto para quem?
Eu ando pelo mundo e meus amigos, cadê?
Minha alegria meu cansaço?
Meu amor, cadê você?
Eu acordei
Não tem ninguém ao lado
Adriana Calcanhoto
- Obrigado mas já chega.
Estou a ficar cansado de ouvir os "piu-piu's" de mensagem recebida e começo a sentir o polegar dormente de as apagar em seguida - ainda arranjo uma espondilose nas falanges e acabou-se a guitarrada.
Não é que leve a mal, entendam-me; sei que o fazem de boa vontade e com os vossos coraçõezinhos impregnados do espírito pegajoso do Natal, aposto mesmo que cada vez que carregam em "ENVIAR" devem sentir aquela satisfação de missão cumprida como se estivessem a melhorar o mundo e a iluminar as almas dos vossos amigos com carinhos electrónicos.
Mas não estão.
Enviar uma sms de boas festas é o mesmo que dizer "Olha, só para dizer que cumpro os preceitos desta quadra e que ainda tenho o teu número, mas não vales o gasto de uma chamada."
Especialmente quando a mensagem é daquelas cheia de piada, que rimam e tudo. Essas então é que soam a "Ups, estava a distribuir esta piada natalícia pela minha lista telefónica e nem reparei que também enviei para ti..."
Pior: quando alguém que está ao nosso lado recebe uma mensagem exactamente igual à que ainda estamos a ler.
Por isso, meus amigos, agradeço o vosso esforço telecomunicativo, mas não se dêem ao trabalho.
E, por amor de todos os santos, não repitam a façanha no ano novo.
É que já não há pachorra.
Parece milagre mas não é.
Estes senhores na foto, os responsáveis pelo Fundo Monetário Internacional, tomaram uma decisão histórica e que muitos pensavam ser impossível. Afinal de contas, dinheiro é dinheiro e o chamado Primeiro Mundo nunca se fez rogado no que toca ao livro de contas.
Mas, seja por insistência dos factos ou por ataque súbito de consciência, a decisão foi tomada.
O FMI confirmou que a partir de 1 de Janeiro de 2006 vai anular a dívida acumulada de 19 países pobres, num total que ultrapassa os dois mil e oitocentos milhões de euros. Graças a pressões do G8 e de diversas instituições não-governamentais, este perdão foi concedido às seguintes nações: Benim, Bolívia, Burkina Faso, Etiópia, Gana, Guiana, Honduras, Madagáscar, Mali, Moçambique, Nicarágua, Níger, Ruanda, Senegal, Tanzânia, Uganda, Zâmbia, Cambodja e Tajiquistão.
Quer isto dizer que, pela primeira vez na história, os países desenvolvidos estendem realmente a mão aos menos favorecidos. A dívida acumulada por estes países (a Zâmbia, por exemplo, devia mais de 400 milhões de euros) representava um obstáculo practicamente impossível de ultrapassar no caminho da recuperação financeira.
Agora, é num livro em branco que se escreve a História. Uma oportunidade única para gerar e gerir instrumentos de apoio para a evolução e crescimento sustentável.
A promessa de um mundo numa balança mais equilibrada: este é, sem dúvida, o melhor presente de Natal de todos os tempos.
Obrigado, diremos todos.

Apesar de ateu, esta coisa do Natal também me toca, e andei para aqui a matutar num presente de boas festas a todos os meus muy dignos visitantes.
Depois de muito pensar, decidi oferecer-vos um desktop novinho em folha. Pode não ser grande coisa como presente de Natal, mas foi feito por mim e o que conta é a intenção. E quem não quiser, paciência.
Mas tem carinho.
Bom Natal. É bom ter-vos por aqui.
Cliquem na imagem para abrir em tamanho grande e depois, com um clique do botão direito do rato, escolham "Save Image as"

É hoje que o terceiro episódio de "O Quadrado das Bermudas" vai para o ar na SIC Comédia, um exemplo de que ainda há malta a lutar para fazer humor sem os orçamentos de um canal generalista.
Para quem ainda não sabe, o Quadrado pode ser visto nestes horários:
quartas: 23.30
sextas: 1.00
sábados: 23.00
E para aqueles que chegam a casa mais tarde, ainda há um horário especial de madrugada:
segunda 3.00 (segunda para terça feira)
quarta 3.00 (quarta para quinta feira)
(acabaram-se as desculpas)
E mais: os rapazes têm site e tudo. Cliquem aqui para o visitar.
Ele é clips, ele é fórum, ele é tudo. Espreitem!
Apesar de estarmos na silly season, não desanimem: o mundo da sétima arte tem preciosidades a caminho. Entre outras, estas são algumas que já estão marcadas na minha agenda (digam as vossas favoritas nos comments):
Munich - O novo de Steven Spielberg já está a dar que falar.
O filme relata a suposta história verídica do que aconteceu depois do atentado terrorista nos Jogos Olímpicos de Munique, em 1972, quando 11 atletas israelitas foram mortos por terroristas palestinianos. Após o atentado, a Mossad abre caça ao homem e parte em busca dos terroristas para fazer justiça pelas próprias mãos. No papel principal de agente da Mossad, a quem cabe a tarefa de assassinar os terroristas, está Eric Bana (Hulk, Troy), que dá mostras daquilo que alguns já sabiam, que é de facto um grande actor. Ao seu lado, outros nomes interessantes como Daniel Craig (eterno secundário?) e Geoffrey Rush.
> Estreia prevista em Portugal: 2 de Fevereiro 2006
Syriana - Depois de um filme como Traffic, o que é que se faz? Outro bom filme.
O argumentista de Traffic, Stephen Caghan, lança-se na realização de um filme sobre o obscuro mundo do petróleo e do poder, com um George Clonney anafado e pouco atlético à cabeça. O resto do elenco é um desfilar de estrelas...
>Estreia prevista cá no nosso cantinho: 23 de Fevereiro, 2006
Fun with Dick and Jane - Jim Carrey está de volta!!! E acompanhado por Téa Leoni!
Bem, na verdade não sei se há assim tantos motivos para sorrir... Este é um remake de um filme de 76 com George Segal e Jane Fonda, que conta a história de um casal que, para pagar as contas, decide enveredar pelo mundo do crime. O trailer é divertido, pelo menos...
>Estreia cá no bairro a 5 de Janeiro, 2006.
Brokeback Mountain - Eh, pá, que isto é terreno perigoso: um filme sobre dois cowboys que se vivem um romance gay? Ó diabo... O elenco é liderado por dois excelentes actores da nova geração, Heath "Quatro Penas" Ledger e Jake "Donnie Darko" Gyllenhaal. A realização é de Ang "Sensibilidade e Bom Senso" Lee. O filme promete, mas creio que alguns rednecks não vão gostar...
Estreia dentro de fronteiras algures para o ano, se alguma distribuidora acordar para a vida...
Jarhead - E não é que o menino de Donnie Darko está mesmo em grande? Preparem-se, fãs de "Apocalipse Now": o realizador de "Beleza Americana", Sam Mendes, deitou mãos à obra e vai empurrar-nos para a Guerra do Golfo de forma visceral e cúmplice. Não é necessariamente uma ode à paz, é mais uma descida às profundezas do espírito humano. Com Jamie Foxx e Chris Cooper, uma película com muito amargo de boca e mel para os cinéfilos.
Estreia prevista em terras de Camões a 12 de Janeiro, 2006.
E a fechar, dois rebuçados:

O espectáculo deste sábado no Laf!Comedy Club, com o Nuno Matos, não foi.
Devido a problemas eléctricos tivémos que cancelar aquele que seria um evento memorável e ultra-divertido...
...pelo menos para os dois caixa d'óculos no palco.
Paciência.
Confesso que foi com receio que fui ver "King Kong", de Peter Jackson, na sempre boa companhia do meu amigo Nuno Matos a uma sala de cinema em Gaia.
Receio por razões óbvias - Kong é um daqueles clássicos que permanecem no imaginário e que dispensam remakes; Jackson meteu-se no projecto sem tempo de pousio, ainda na euforia do "Senhor dos Anéis"; a história deste clássico parecia-me demasiado naïf e qualquer tentativa de adaptação ou melhoramento poderia resultar numa tragédia cinematográfica (lembram-se do Godzilla?). Enfim, receio de uma chouriçada americana blockbuster com cheiro natalício, coisa corrente desta indústria.
Mas desengane-se o receoso: os primeiros dois minutos de filme foram suficientes para me acalmar, com um genérico a piscar o olho ao original e uma entrada brilhante na Nova Iorque da década de 30.
A partir daí foi o amarrar à cadeira e fazer uma viagem de 3 horas pela mais bela arte de todas, a arte de contar uma história.
Por onde começar um modesto comentário?
Pelas estrelas.
Kong é grande. E não é um monstro nem um homem num fato de borracha: é um gorila como todos os gorilas do planeta, excepto no tamanho descomunal. Kong é velho, cansado e feroz. E, acima de tudo, é real. Parece saído do Discovery Channel XXL, tão vivo que torna dificil pensar nele como um efeito especial.
O símio brilha na tela graças às maravilhas do 3D, mas atrás de um grande gorila está este grande actor, Andy Serkis:
Depois de ter deslumbrado o mundo com o seu Gollum, na trilogia dos anéis, Serkis subiu a fasquia, mostrando que tem talento para mais do que esperávamos. Além da responsabilidade de dar vida a Kong, espinhal medula do filme, este rapaz interpreta também o cozinheiro do navio - e que cozinheiro...
Para encarnar o gorila, Serkis passou semanas a estudar gorilas ao vivo no Ruanda e no Zoo de Londres. Durante as filmagens eram-lhe colocados sensores por todo o corpo para captar com pormenor os seus movimentos e expressões - só no rosto, eram 132 sensores...
Mas o gorila não leva as atenções todas para casa. Naomi Watts eleva-se na película e, cada vez que surge, preenche o écran com a donzela perfeita: insegura mas inteligente, delicada mas não frágil. E prova que não é uma beldade do cinema, é uma actriz.
O resto do casting assenta como uma luva. Jack Black, Adrien Brody e restantes cavalheiros fogem à regra dos blockbusters e presenteiam a história com papéis ricos e detalhados, que trazem acrescento. Isto, além dos outros dois personagens omnipresentes que catapultam King Kong para a glória: Skull Island e a Nova Iorque de 1933, que nascem para vida graças a uma mistura explosiva de mais de 800 planos de miniaturas e 3d. E mais uma vez, não se sente o plástico.
Como seria de esperar, os efeitos especiais são companhia constante mas, tirando um ou dois planos fugazes, servem a história e não o contrário, numa simbiose delicada.
É obra.
Ao longo de 3 horas que passam a voar, Peter Jackson segura o espectador pelos colarinhos e empurra-o para uma aventura extraordinária, uma montanha-russa com perseguições alucinantes e imagens de encher o olho. Já não me sentia assim na grande sala desde a estreia do Indiana Jones. Claro que há coisas com que muitos poderão discordar: eu, por exemplo, não simpatizei muito com a sequência dos insectos (vejam o filme) mas é uma homenagem a uma sequência cortada do original. A verdade é que a balança pesará sempre para o lado de Jackson, porque mesmo com este ou aquele deslize o filme nunca descarrila. Mantém-se firme e seguro, com uma narrativa sólida, justificada, plena de referências subtis ao cinema, à literatura, e recheada de detalhes magníficos. Mas há mais.
É que, com todo este aparato e com a dose de adrenalina, King Kong prega-nos uma rasteira. Uma grande rasteira.
É que este não é um filme sobre monstros e aventuras.
Mais: este não é um filme sobre o próprio King Kong.
Este é um filme sobre a particular capacidade do ser humano de destruir o que é belo, sobre o poder e a ambição. Sobre a importância de fazer as coisas certas e de ser capaz de dizer "Amo-te" na hora certa.
E meus amigos, esse é o grande trunfo que o gorila de Peter Jackson tem escondido.
-Sexta, 16, actuo no bar Palhota em Vila Nova de Gaia com o meu bom amigo e Regionário Marco Rodrigues
- Sábado, 17, dueto humorístico com o Nuno Matos no LAF! Comedy Club, em Leça da Palmeira...
...promete.
Projecto louco de televisão precisa de gente louca para as seguintes posições:
Projecto insano sem promessa de honorários à partida.
Exige-se entrega total sem garantia de reembolso a não ser satisfação pessoal e possibilidades teóricas.
Dá-se preferência a pessoal com material técnico próprio e pouca necessidade de horas de sono.
Respostas para o mail: correiomoura@gmail.com
Parece mau mas é assim, paciência. Estas coisas quando arrancam só funcionam com suicidas.

O Nuno Dias, visitante assíduo desta casa, sugeriu recentemente num comentário que se fizesse referência neste belógue ao falecimento de Richard Pryor. Em boa hora, aqui seguem as honras merecidas.
Da pobreza de Illinois ao glamour de Hollywood, do abandono da mãe ao reconhecimento do mundo, a vida de Richard Pryor é um relato de dramas, tragédias, excessos. E muita glória.
Eleito pela Comedy Central como o melhor comediante stand-up de todos os tempos, Pryor alcançou na comédia o que Sinatra alcançou na música. E provavelmente graças a uma vida marcada pelo drama - afinal, é a tragédia o que gera a comédia...
Filho de uma prostituta, cresceu num bordel gerido pela avó - uma infância marcada pelos maus tratos, abusos sexuais e pelo abandono da mãe, aos dez anos, que traçou o pano de fundo para uma vida de tragédias pessoais, excessos de drogas e àlcool, fantasmas que o perseguiram por toda a carreira.
Carreira que, curiosamente, começou com um desentendimento na sala de aula, durante o secundário. Farta de o ouvir a lançar piadas na sala e destabilizar a turma, uma professora convenceu-o a permanecer calado durante a aula em troca de uma hora semanal de show cómico para a turma. Da sala de aula passou para o auditório da escola e daí para bares e clubes de comédia.
Na década de 70, após uma ausência de dois anos, Pryor explode nos palcos como uma bomba com linguagem pesada e conteúdos violentos, incomodando a América com observações raciais e sociais nunca antes ouvida.
White folks do things a lot different than niggas. They eat quieter. Pass the potatoes, thank you darling, could I have a bit of that sauce. How are the kids coming along with their studies? Do you think we'll be having sexual intercourse tonight? We're not? Well, what the heck?
Apesar de censurado e duramente criticado, entra nos anos oitenta como o comediante mais bem pago no mundo do cinema, numa das mais promissoras carreiras alguma vez vista no mundo do espectáculo. Mas, por trás da cortina, Pryor navegava em àguas agitadas, com amizades e paixões violentas, afogado no vício do àlcool e da cocaína.
Fora de palco, a vida de Pryor era uma manta de retalhos, com cinco ex-mulheres, oito filhos, dois ataques cardíacos e um bypass triplo. Em Junho de 1980, num estado de demência e desespero suicida, regou o próprio corpo com cognac e tentou imolar-se, resultando em queimaduras em mais de 50% do corpo. Este episódio marcou a onda de mudança. Pryor desapareceu durante dois anos, viajou até África e voltou em grande.
Em 82, assinalou o regresso com Live on the Sunset Strip, uma das actuações mais aclamadas na história da comédia.
Em 86 foi-lhe diagnosticado esclerose múltipla mas, com o seu espírito de lutador, Richard Pryor continuou a trabalhar em todos os media, numa das maiores carreiras que algum comediante alguma vez teve (vejam o resumo no IMDB). A sua última aparição no grande écran foi em 97, no Lost Highway, de Lynch.
Na noite de 9 de Dezembro de 2005, o coração de Pryor desistiu dos palcos. Saiu como sempre: com muitas, muitas palmas.
Até sempre, nigger.
...para dar dinheiro aos turras para matarem portugueses"
As campanhas eleitorais têm mais piada no norte.
Parabéns, Barcelos.
E agora, que tal umas coisas assim tipo Kennedy, uns sniperzitos, não se arranjam? Isso é que era serviço público!
Esta segunda vou novamente ao Levanta-te e Ri, desta vez com um acessório com o qual tenho uma relação de afecto e intimidade.
Garanto-vos que vai ser uma actuação de... bem, de merda.
No próximo sábado, 17, porque estamos perto do Natal e porque nos apetece, vou matar saudades do norte e dos amigos com uma actuação no LAF! Comedy Club.
Essa noite promete: será uma actuação a quatro mãos (em exclusivo, eu e o Nuno Matos em palco) e posso desde já dizer-vos que haverá um exame de toque rectal, ao vivo.
Isto anda a melhorar, olé se anda.
Adoro a forma como abraças a chávena com as palmas da mão
como a deslizas pelo ar e a fazes durar eterna e quente
e como a meio do trajecto
páras
e te fazes séria e me olhas
e tudo se imobiliza
a chávena
os olhos
as palmas da mão
e todos os pensamentos do mundo
e todas as palavras do mundo
estão ali
___________suspensas
e retomas a chávena e retomas o tempo
e o mundo volta a girar
Adoro a forma como me abraças
eu nas palmas da tua mão
nas palmas do teu corpo
e dizes que tudo está bem
sem no entanto haver palavra
Adoro a forma como
__________mesmo quando não estás
__________e toda a distância em terra nos separa
me embalas nos teus caracóis
e me sussuras a lembrança
do teu aroma morango
do teu carinho tangerina
do teu calor só teu
E adoro sobretudo
a forma como tudo de ti desliza
como tudo em ti me acolhe
e como tudo surge natural
como se fosse natural respirar-te
Sei que ainda não reparaste
mas devo dizer-te que
na tua presença
os meus pés flutuam cinco centímetros
acima do chão
e que adoro a forma como abraças a chávena
com as palmas da mão.
O designer finlandês Mika Tyyskä (na foto, lado direito) decidiu dar uma hipótese a todos para serem mestres na guitarra eléctrica. Mesmo sem saber tocar.
Vá, deixem-se de medos e preparem os dedos:
este site é merecedor de várias visitas.
Exmo Sr. Carlos Moura
Agradeço desde já a carta que me enviou e a confiança demonstrada nos meus serviços. Nos tempos que correm, não é todos os dias que recebemos votos confiança dos nossos clientes, apesar do seu caso já não se enquadrar no que o meu director de marketing chama de público-alvo.
Respondendo às suas questões: sim, estou bem de saúde (apesar de uma ligeira infecção púbica que já estou a tratar com pomadas importadas da Noruega). A Mãe Natal (obrigado por perguntar) também se encontra em boa forma, embora estejamos separados há mais de meio ano. Continuamos amigos, é claro, e mantemos contacto regular via telefone - parece-me que se vai casar novamente em Fevereiro próximo com um exportador norueguês de pantufas temáticas.
Quanto aos seus pedidos:
- Lamento mas deixámos de fornecer armas de fogo de calibre elevado assim como lança-chamas, devido ao elevado número de acidentes na nossa oficina (dois duendes passaram-se no Natal de 93 e foi o caos). Apesar do crescente número de pedidos do Médio Oriente e de alguns bairros de Lisboa, não entregamos esse material. Se quiser, arranjo-lhe um contacto em Chelas e pode ser que consiga uma sete e meio;
- Também deixámos de entregar brinquedos, o que me impossibilita de o satisfazer no que toca a consolas electrónicas. Desde que a Leopoldina entrou na concorrência ficámos sem sustentabilidade financeira para o fazer - a puta da avestruz anda a dar cabo do mercado e já tive que despedir metade dos duendes na secção infantil (parece que alguns deles já conseguiram emprego em fábricas de bibelots esmaltados na Finlândia e na Noruega);
- Os produtos naturais do norte de África e da Jamaica também estão fora do meu alcance: desde o 11/11 que os tipos da alfândega não me largam, passam o trenó a pente fino assim como todos os orifícios das renas e nem sequer me deixam passar fronteiras com um corta-unhas, imagine! Experimente dar um salto a Espanha e pedir aos Reis Magos, parece-me mais apropriado, além de que os tipos (apesar de chatos) gozam de imunidade diplomática e conseguem fazer-lhe chegar esse gênero de plantas desde que devidamente recompensados;
- no que concerne ao seu pedido de "felicidade geral e paz para o mundo", só posso supor que estava a brincar;
- lamento mas não forneço textos de humor. Tenho o meu material, que uso com sucesso em alguns bares locais, e não pretendo colaborar com outros artistas. No entanto, se me arranjar o contacto da SIC Comédia pode ser que lhe dispense alguns dos meus textos antigos (tenho um sobre o que me irrita nas renas que foi muito popular há uns anos).
- compreendo a sua reclamação sobre as meias e camisolas que tem vindo a receber nas últimas décadas mas informo-o que estive a ver a nossa base de dados e creio que nunca lhe entreguei tais produtos. A Helga, aqui da secretaria, disse que devia entrar em contacto com o menino Jesus, que é especialista na secção dos têxteis. Foi provavelmente ele que efectuou essa entrega através de um pedido indirecto (uma tia, porventura). Nós aqui só atendemos pedidos directamente do freguês;
Como pode ver, não é por falta de vontade que não conseguirei alcançar as suas expectativas. A vida não está fácil e os sindicatos não me largam, o pessoal do dpto. jurídico anda cheio de trabalho.
Aproveito também para o informar que já não ligamos muito à história do "portar bem". Já ninguém é santo e estamos no mercado livre, o que vem à rede é peixe. Por isso não era necessário ter enviado o relatório das suas actividades no último ano. Acredito quando diz que "foi sem querer" e que "eles é que estavam a pedi-las" mas não me faz diferença, percebe?
Com votos de uma feliz quadra e muita saúdinha,desejo-lhe boa sorte.
Com os melhores cumprimentos,

Acabei (finalmente) de ler o "The Pleasure of my Company", de Steve Martin e devo confessar que me surpreendeu.
É que, debaixo de uma teia complicada de devaneios humorísticos e de uma loucura generalizada, esconde-se uma bela e simples história sobre os destinos do amor e a sobrevivência do espírito humano; a história de um obsessivo-compulsivo que, se calhar, é igual a ti ou a mim.
E é sempre bom relembrar que as melhores comédias vêm das maiores tragédias humanas, não é?
Agora, vou-me lançar a um do Paul Auster e ver se termino o livro que Carlos Cruz escreveu na prisão. Também recomendo, como exercício jornalístico sobre um dos maiores casos da justiça portuguesa dos últimos tempos. Pelo meio, vou espreitando as "Cartas de Um Louco", de Ted L. Nancy, e vou largando risadas como quem come pistachios.