Leonardo a 100%

Para quem, como eu, anda farto de ver sites que só arranham a superfície dos temas, é sempre uma felicidade encontrar pontos de referência que realmente tenham informação. E um desses pontos é o site que aqui vos trago, um verdadeiro museu digital sobre Leonardo Da Vinci. Criado pela Universidade de Artes de Londres e apoiado por uma série de instituições, o site é um verdadeiro museu on-line. Esqueçam os códigos e deliciem-se com a realidade de um dos maiores génios da humanidade.

Merece ser lido.


Renée C. Byer ganhou o prémio Pulitzer deste ano com uma reportagem fotográfica sobre uma mãe e um filho que lutam contra o cancro. E que perdem. Um relato crú, real e directo ao coração. Merece ser visto. Cliquem aqui para aceder ao trabalho, e leiam.

Ainda há esperança...

...porque o Júlio dos Caracóis reabriu e os pratinhos já saem, fumegantes, da cozinha.

Para quem não sabe, o caracol é um molusco gastrópode de concha espiralada calcária, pertencente à família Helicidae. São animais terrestres com ampla distribuição ambiental e geográfica. Os caracóis são terrestres e respiram através de um pulmão.
Se quiserem arriscar em casa, a receita-base é:
Ingredientes:
2l de caracóis
1/2dl de leite
4 dentes de alho
1 folha de louro
Orégãos
Sal e pimenta
Preparação:
Os caracóis devem ser lavados abundantemente até não deitarem qualquer sujidade. De seguida, coloque-os a cozer em água com o sal, a pimenta, o leite, o louro e os alhos que devem ser cortados a meio. Deixe cozer sempre em lume brando para que o caracol saia o mais possível.
Observações:
Uma sugestão que torna os caracóis ainda mais saborosos poderá ser colocar presunto ou paio na água de cozedura.


Eu cá prefiro ir ao tasco do Julinho, com uma prévia passagem no restaurante da frente e uma investida na graúda caracoleta. Ranhosamente bom!

Extrema Direita

Aproveitemos amanhã, que os carecas da extrema-direita vão estar todos reunidos em Lisboa, para os caçar em grupo, regá-los com gasolina e chegar fogo.
Isto não é incitar à violência, é apelar para a higiene social.

Frase do dia

Para um cabeça de vento, qualquer brisa é tempestade.

Quéstamerda???


Ao consultar as visitas ao meu blog, descubro este visitante. Eles andam aí. E já me caçaram. Porra...

A Sarita faz coisas giras


...e merecem ser vistas. E compradas. Ah, e também aceita encomendas. Experimentem. Não pelas coisas, mas pelo carinho.

Link link

O visitante desta muy humilde casa, Pratas de seu nome, escolheu este blog como um dos cinco de sua eleição. No entanto, o blog dele é que merece mesmo uma visita!

Ao vivo, a cores e em stereo!!!

Esta quarta-feira há stand-up ao vivo!
Eu e o camarada Gustavo vamos dar início às noites de comédia no Club47, nos Restauradores, em Lisboa.
A coisa deve começar por volta das 23h.
Apareces?

Aprender a fazer publicidade Compensaria

Anda por aí uma campanha com o selo do Ministério da Educação chamada Aprender Compensa. De outdoors a anúncios na televisão, eis o desfile de rostos famosos numa vida alternativa, inseridos no programa do governo "Novas Oportunidades".
Até aqui, tudo bem.
É sempre giro dizer aos calões dos nossos estudantes "ponham-se finos, senão", assim como também é giro ver a Judite de Sousa "que não estudou".
Mas será que mais ninguém pensa que, na verdade, o que esta campanha diz é que um pivot de televisão tem mais valor do que uma operadora de caixa de hiper?
Tudo bem que se incentive os estudos.
Mas não usem como exemplo outras profissões, como se fossem de baixo nível.
Porque não são.
Um gajo que carrega tijolos numa obra não é menos do que um jornalista. Não é.

Harris em português

Já aqui tinha falado de Sam Harris, num post que, na altura, deu origem a uma acesa discussão entre os leitores deste blog; inclusive com algum hate-mail à mistura e tudo.

Para quem não sabe e/ou não viu, Sam Harris é uma das principais referências da actualidade no que toca ao chamado novo ateísmo. E eis que, nem a propósito, chega a Portugal o seu livro mais badalado e em língua lusa: The End of Faith, O Fim da Fé.
Depois de ter lido o original, já tenho a tradução em fila de espera para voltar a ler.

E, depois de tanta discussão, aqui fica a vossa oportunidade para se documentarem, crentes ou não.
O livro está em todas as livrarias, graças às publicações da editora Tinta Da China. É só comprar, por exemplo aqui.

Para aguçar o apetite, aqui ficam alguns vídeo de Harris.



O meu favorito é este:

Antes tarde que nunca

Depois da loucura que foi(embora ainda não tenha sossegado completamente) o arranque de Factor M, programa que estou a produzir com a MediaLuso, finalmente arranjei um tempo para regressar ao blog: abri as janelas, deixei arejar e limpei o pó.

Tenho vindo a constatar ultimamente o fenómeno popularmente conhecido como "envelhecer". Não é que me sinta velho, mas sim mais velho.
O que é claramente diferente - se não sabes a diferença, é porque ainda és muito novo.

Sintomas básicos de que estamos a envelhecer? Aqui seguem alguns.

- apercebes-te finalmente da importância vital de coisas como manjericão fresco, a ramagem de uma planta doméstica e a largura do bocal de um copo de vinho tinto;
- deixas de ter paciência para pessoas que começam um diálogo com a frase "Eu sou uma pessoa que...". O que te define são os teus actos e as tuas considerações sobre o mundo que te é externo, nunca interno, porque és sempre o maior suspeito na auto-análise;
- quando a importância de possuir um livro dispensa explicações;
- compreendes que a maior sensualidade está no que não se diz, não se faz ou não se mostra;
- preferes estar sozinho do que mal-acompanhado, sendo que estar mal-acompanhado ganhou de repente um sentido muito lato;
- aceitas como indiscutível que um amigo demora tanto ou mais tempo a macerar que um verdadeiro molho picante;
- dás por ti a aguardar que as coisas sigam o rumo inevitável;
- passas a acreditar menos nos novos talentos e a admirar muito mais os velhos clássicos;
- consegues identificar pelo menos 5 detalhes plagiados em qualquer novo single na rádio, ou filme em estreia, ou livro de escaparate, ou colega de trabalho;
- descobres finalmente que "o verdadeiro prazer está no percurso e raramente no objectivo"; e que, durante todos estes anos em que defendias esta máxima, não fazias a mais pequena ideia do que realmente queria dizer;
- eleges a metáfora como tua melhor amiga;
- encontras um sentido para a vida: em frente.